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Como Reconhecer um Surto de Esclerose Múltipla 07/08/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida, Utilidade pública.
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PAULO DINIZ DA GAMA

A esclerose múltipla (EM) tem fascinado cientistas desde que foi primeiramente descrita. A sua extraordinária variabilidade clínica, sua impredictibilidade e sua complexidade podem explicar o porque do intenso e desafiante interesse que desperta.

O objetivo deste resumo é descrever as principais manifestações clínicas expressas em um ataque ou surto da doença.

Como definição um surto consiste de um novo sintoma ou no agravo de um antigo sintoma durante um período superior a um dia. Dentro da imensa constelação de sintomas que já foram descritos na EM, os sintomas maiores que frequentemente são encontrados no decorrer do período de agudização são: fraqueza muscular, incoordenação, tremor de movimento, parestesias e hipoestesias, diminuição da acuidade visual unilateral, visão dupla, vertigens e disfunção esfincteriana.

Os sintomas da EM não necessariamente indicam um agravamento da doença, de tal forma que manifestações clínicas podem aparecer de modo periódico e não estarem relacionados a um surto. Podem ocorrer fadiga, crises espásticas, parestesias, dor, fenômeno de Uhthoff e incontinência esfincteriana.

As variações do metabolismo ou fenômenos do meio externo que podem precipitar o aparecimento desses sintomas são principalmente o calor, a febre, exercícios físicos e fumar.

Não é incomum que sintomas de uma outra doença possam ocorrer no curso de uma patologia de evolução crônica como a EM. Esses sintomas algumas vezes podem mimetizar um novo surto da EM, levando a condutas inapropriadas que poderão agravar seu quadro clínico. Doenças que mais freqüentemente ocorrem no curso da EM incluem infecções sistêmicas, infecções do trato urinário, distúrbios metabólicos e distúrbios circulatórios.

Sofrimento psíquico não é incomum na população geral. Em indivíduos que possuem problemas vivenciais como os portadores de EM adventos psíquicos podem se tornar ainda mais freqüentes. Sintomas psíquicos também são esperados em pacientes que utilizam medicamentos específicos para o tratamento da EM. Freqüentemente são vistos depressão, ansiedade, fobias, e psicoses.

Observamos freqüentemente que em muitos pacientes ansiosos o incompleto conhecimento da doença pode fazer aparecer sintomas inexistentes. Nas palavras dos antigos mestres “a certeza do diagnóstico traz a tranquilidade da conduta“. Da mesma maneira, a melhor compreensão da sintomatologia da EM pelo paciente, certamente poderá trazer a serenidade que os portadores e seus familiares tanto necessitam. A necessidade do esclarecimento, contudo, é o desafio que tentamos vencer.

Fonte: BCTRIMS IV – Encontro BCTRIMS-Portadores. BCTRIMS News nº 06 – Ano 04 – Jan/2004

Assunto relacionado: Surtos e EM

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