jump to navigation

Esclerose múltipla não permite contratação em vaga para deficiente 29/01/2015

Posted by Esclerose Múltipla in Legislação e afins, Utilidade pública.
comments closed

Ter esclerose múltipla não é o mesmo que ser deficiente físico. Por isso, a Justiça do trabalho de Brasília impediu a contratação de uma candidata com a doença que prestou concurso público para a Caixa Econômica Federal nas vagas destinadas a “portadores de necessidades especiais”.

De acordo com a decisão da 12ª Vara do Trabalho de Brasília, a condição apresentada pela autora da ação não se enquadra em nenhuma das três modalidades de deficiência previstas no Decreto 3.298, de 1999: auditiva, visual e mental.

De acordo com o juiz Rogério Neiva Pinheiro, apesar da esclerose múltipla se enquadrar no conceito de doença grave de que trata a Súmula 443 do Tribunal Superior do Trabalho, ela não pode ser considerada como deficiência.

Antes dos 18 anos
Para que fosse considerada deficiência mental, a doença deveria ter ser manifestado na candidata antes dos 18 anos de idade — o que não ficou comprovado nos autos. Assim, ao analisar o caso, o juiz Rogério Neiva observou que a autora não se adequava ao conceito previsto no edital.

“Dessa maneira, diante das disposições do Decreto 3.298/1999, entendo que não há como enquadrar a reclamante em nenhuma das condições que ensejaria a disputa das vagas destinadas aos portadores de deficiência. Por conseguinte, não há como acolher as pretensões formuladas, de modo que julgo improcedentes os pedidos”, concluiu a sentença. Com informações da assessoria de imprensa do TJ-DF

Processo nº 00882-34.2014.5.10.012

Fonte: Conjur

Anúncios

Google anuncia pesquisa sobre esclerose múltipla 28/01/2015

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
comments closed

O Google acaba de anunciar que vai realizar pesquisas sobre a progressão da esclerose múltipla. O estudo será feito por meio do Google X, laboratório de pesquisas da empresa, em parceria com a farmacêutica Biogen Idec.

De acordo com a Bloomberg, a colaboração está prevista para durar diversos anos e consiste em analisar dados das pessoas com a doença, que, atualmente, não possui cura. O interesse do Google está em determinar o que leva a uma progressão para outra na doença.

Enquanto isso, a Biogen Idec produz medicamentos que tratam a esclerose múltipla e espera que a pesquisa possa ajudar a desenvolver novos tratamentos.

Apesar de não ter se envolvido diretamente com o campo da saúde, o Google X já havia anunciado outras iniciativas que podem ajudar a medicina. A primeira delas foi um par de lentes de contato que pode medir níveis de glicose para ajudar pessoas com diabetes, licensiada para a farmacêutica Novartis. Em setembro, o Google comprou a Lift Labs, companhia por trás da Liftware, colher que ajuda pessoas com Parkinson.

Fonte: Olhar Digital

Você sabe o que é esclerose múltipla? 23/01/2015

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

A esclerose múltipla é uma doença com muitas peculiaridades e, cada vez mais, tem se abordado este tema. Apesar da maior difusão, ainda existem confusões com outras duas doenças, em relação ao nome. Os antigos chamavam as pessoas com pouca memória de esclerosadas. Apenas posteriormente, com os estudos, surgiu o termo Alzheimer. O outro equívoco é com a esclerose lateral amiotrófica (ELA), que também é uma doença grave e com sintomas um pouco semelhantes, porém que atingem populações diferentes. No entanto, a principal diferença é que a ELA não tem tratamento, enquanto a esclerose múltipla tem inúmeros tratamentos e eficientes.

A esclerose múltipla afeta, mais frequentemente, populações de latitudes altas. Isto é, em regiões mais frias a prevalência é maior. Na Europa e Estados Unidos, a doença é bem mais frequente do que no Brasil, por exemplo. Atinge especialmente as mulheres jovens, na faixa etária de 20 a 40 anos, uma fase muito produtiva da mulher, inclusive no assunto fertilidade. É uma doença autoimune, fazendo com que o sistema de imunidade da pessoa reaja ao próprio organismo, causando lesões graves no sistema nervoso central.

Na prática, o organismo confunde a capa dos axônios, chamada bainha de mielina, com um agente nocivo, lesionando-a e causando sintomas multivariados, tais como cegueira unilateral, paralisia dos membros inferiores e até lesão que se assemelha a um acidente vascular cerebral (AVC). Estes eventos são normalmente repentinos e melhoram gradativamente. Com o passar dos anos e dependendo do perfil da doença do portador – às vezes mais suave ou mais grave – aparecem as sequelas, principalmente motora e de equilíbrio. Mas, atualmente com todas as estratégias modernas de tratamento, as sequelas aparecem cada vez menos.

O diagnóstico desta doença se baseia em sintomas clínicos característicos, além da ressonância magnética nuclear, exame que se assemelha a tomografia computadorizada, exceto pelo uso da energia eletromagnética para produzir as imagens, no lugar do raio X. As imagens são bem especificas para o diagnóstico. Neurologistas em geral não tem dificuldade para identificar a doença.

O tratamento da doença é voltado para equilibrar o sistema imune e existem várias opções terapêuticas: os mais antigos são os imunomoduladores (interferons, glatiramer), que são medicações injetáveis. Já os mais modernos podem ser injetáveis, como natalizumab, alentuzumab e aqueles que são de via oral, como o fingolimod, teriflunomida, estes últimos lançados no mercado brasileiro.

Dr. Cleverson de Macedo Gracia, neurologista do Hospital VITA Curitiba

Fonte: centralpress@centralpress.com.br

Fonte: Paran@shop

Vacina contra HPV não aumenta risco de ter esclerose múltipla, diz estudo 06/01/2015

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed
Vacina contra HPV não aumenta risco de ter esclerose múltipla, diz estudo

Um novo estudo feito em jovens e mulheres na Dinamarca e na Suécia desmistificaram rumores que associavam a vacinação contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano, sigla em inglês) ao desenvolvimento de esclerose múltipla ou outras doenças desmielinizantes (grupo de desordens no sistema nervoso central). Segundo uma pesquisa publicada esta terça-feira na Jama (The Journal of the American Medical Association), os riscos de ter uma dessas desordens não aumentam em quem tomou a vacina.

Desde o licenciamento da vacina quadrivalente do HPV (qHPV), em 2006, e, posteriormente da bivalente, mais de 175 milhões de doses foram distribuídas em todo o mundo. A introdução da imunização em larga escala num novo público-alvo – jovens e jovens mulheres – tem sido alvo de preocupações em relação à sua segurança, algumas com o potencial de “minar” a confiança do público nessas novas vacinas.

Para verificar se há motivos reais para preocupação, Nikolai Madrid Scheller, do Statens Serum Institut, de Copenhaga, na Dinamarca, e os seus colegas realizaram um estudo que incluiu meninas e mulheres suecas e dinamarquesas, entre 10 e 44 anos, acompanhadas entre 2006 e 2013. Foram usados registos de saúde dos dois países, com dados sobre imunização contra o HPV e diagnósticos incidentes de esclerose múltipla e outras doenças desmielinizantes, para identificar o grupo de estudo.

Um total de 3.983.824 meninas e mulheres foram identificadas e, delas, 789.082 foram vacinadas contra o HPV no recorte de tempo feito no estudo. De 2006 a 2013, houve 4.322 casos de esclerose múltipla e 3.300 casos de outras doenças desmielinizantes, dos quais apenas 73 e 90, respectivamente, ocorreram dentro do período de risco, que é de dois anos após a vacinação.

Após a análise dos dados, os investigadores não encontraram um risco aumentado de incidência de esclerose múltipla ou outras doenças desmielinizantes associado à vacinação.

«O nosso estudo soma-se ao corpo de dados que comprovam o nível favorável de segurança global da vacina qHPV. O tamanho do estudo e o uso de dados de registo dos países permitiram uma análise com potência adequada para generalizações», escrevem os autores no estudo.

Fonte: Diário Digital

Cientista de Harvard ilumina neurônios para encontrar curas para o cérebro 17/12/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

O vídeo começa com uma imagem de um neurônio espectral cinza. Uma onda de lampejos vermelhos em um dos braços da célula do cérebro desaparece, depois retorna, descendo pelo cacho até o núcleo da célula e enchendo-a de cor.

A filmagem captura um disparo de neurônios, permitindo que os pesquisadores vejam o sinal fluindo através de toda uma célula pela primeira vez. Ver essas células funcionando pode possibilitar que os pesquisadores monitorem e meçam a atividade cerebral, incluindo padrões de disparo de células afetadas por desordens como epilepsia ou esclerose múltipla.

O vídeo, publicado on-line no jornal Nature Methods em junho, mostra um novo método para converter a atividade elétrica em luz fluorescente. Essa tecnologia incipiente foi descoberta pelo neurocientista Adam Cohen, da Universidade de Harvard, um novaiorquino de 35 anos com dois doutorados no currículo. Empresas farmacêuticas como a Biogen Idec Inc. e a GlaxoSmithKline Plc já se prontificaram a colaborar com a firma de biotecnologia de Cohen, a Q-State Biosciences, esperando avançar no desenvolvimento de medicamentos.

“Conseguir um bom sensor de voltagem foi o santo graal desse campo nos últimos 40 anos”, disse Michael Hausser, neurocientista da University College London que não esteve envolvido no projeto de Cohen. “Os sinais são a linguagem do cérebro — se você tem um bom sensor, ele abre um mundo completo de experimentos diferentes e, potencialmente, de novas terapias”.

Almôndega, espaguete

O trabalho de Cohen é baseado em um organismo unicelular do Mar Morto, o Halorubrum sodomense, que tem uma proteína que converte luz em energia. Embora proteínas similares tenham sido usadas por outros pesquisadores para estimular com luz os cérebros de ratos, Cohen teve uma ideia diferente: será que ele poderia fazer a proteína funcionar ao contrário para que ela sentisse a eletricidade e a transformasse em luz?

Se sua ideia funcionasse, os pesquisadores poderiam visualizar a atividade elétrica em neurônios, as células que são componentes-chave do cérebro, na medula espinhal e no sistema nervoso central.

Daniel Hochbaum, estudante de pós-doutorado no laboratório de Cohen, compara um neurônio com uma almôndega com fios de espaguete. Com a atual tecnologia, os cientistas podem monitorar a atividade elétrica apenas no núcleo do neurônio — a almôndega — introduzindo sondas cuidadosamente ou injetando corantes com minúsculas pipetas de vidro, um processo que é lento e delicado e permite que os pesquisadores monitorem apenas uma célula por vez.

Com as proteínas de Cohen, contudo, as mudanças de voltagem são monitoradas em todo o neurônio, até nos minúsculos braços — os fios de espaguete — que as sondas não conseguem penetrar. É ainda mais eficiente: em um microscópio, o laboratório de Cohen pode ver dezenas de neurônios em uma placa de petri dispararem conjuntamente.

Trocando em miúdos, “você pode jogar os eletrodos fora”, disse Hausser.

Quando a notícia de seu trabalho se espalhou, Cohen foi assediado por pedidos de pesquisadores que queriam colaborar com ele. Ele iniciou o Q-State em abril de 2013 para criar uma plataforma para essas parcerias e desde então tem se envolvido em discussões com aproximadamente “todas as grandes empresas farmacêuticas do mundo”, disse ele. Ele disse que não pode citar a maioria delas porque as parcerias são privadas.

Segurança cardíaca

A empresa de biotecnologia Biogen é um desses clientes. A Biogen, que assim como Harvard tem sede em Cambridge, Massachusetts, é especializada em doenças neurológicas como a esclerose múltipla, que afeta cerca de 3,2 milhões de pessoas em todo o mundo e não tem cura. A empresa preferiu não dar detalhes sobre em que está trabalhando com Cohen.

A fabricante de medicamentos GlaxoSmithKline, com sede em Londres, também pediu que Cohen a ajudasse a estudar a segurança cardíaca observando a atividade elétrica no coração.

Se Cohen puder ajustar os níveis necessários de luz, algum dia os cientistas poderão até mesmo ser capazes de visualizar a atividade elétrica em humanos, simplesmente emitindo luzes através do crânio, disse Hausser. “Todos têm esperanças de que ele tire a sorte grande”.

Título em inglês: Harvard Scientist Lights Up Neurons to Find Brain Cures: Health

Para entrar em contato com o repórter: Caroline Chen, em Nova York, cchen509@bloomberg.net.

Fonte: UOL

Grupo desafia a lei para produzir remédio extraído da maconha 09/11/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Canabidiol é o único remédio que funciona para tratar algumas pessoas doentes. Substância não é vendida legalmente no Brasil.

Plantar maconha é ilegal no Brasil. Mas uma substância extraída da folha da maconha, chamada Canabidiol, serve como remédio. E esse remédio é o único que funciona para tratar algumas pessoas doentes. Produzir Canabidiol também é proibido. Mas um grupo secreto está agindo fora da lei, e está plantando maconha, fazendo o remédio e distribuindo de graça a mães que já não sabem mais o que fazer para ajudar os filhos doentes.

A reunião é clandestina. Todos no grupo escondem o rosto, não revelam o nome, porque sabem os riscos de agir na ilegalidade. O motivo são estufas caseiras: cada um deles tem seu cultivo próprio de maconha.

Os encontros rotineiros já serviram só para trocar ideias sobre o plantio, mas, há pouco mais de oito meses, o assunto ficou sério. Os amigos decidiram que a plantação de maconha podia virar uma fonte de remédios artesanais.

“A gente sabe do risco que corre, mas a gente tem que enfrentar”, diz um dos jovens do grupo.

Era o começo de uma rede clandestina de produção e distribuição de substâncias proibidas no Brasil, mas que podem mudar histórias de muita gente.

Clárian, em São Paulo, está na outra ponta da rede clandestina. A filha caçula do Fábio e da Aparecida nasceu com Síndrome de Dravet, uma doença rara que provoca crises graves de epilepsia e afeta o desenvolvimento do cérebro.

“Ela não tinha ânimo nenhum para brincar. E fora isso quando tentávamos levar ela em um parque alguma coisa, ela tinha crises convulsivas porque ela não podia se expor ao sol, ela não podia fazer esforço físico”, conta Maria Aparecida de Carvalho, mãe da Clárian.

Desde os primeiros anos de vida, convulsões quase diárias e 17 internações na UTI. “A Clárian já teve algumas paradas respiratórias, cardiorrespiratórias. Já vimos, assim, a morte perto da minha filha várias vezes”, lembra a mãe da menina.

Os médicos tentaram vários remédios, mas nenhum trouxe qualidade de vida.

A mudança começou com gotinhas diárias. O remédio é o Canabidiol, ou CBD, uma das substâncias presentes na maconha. E, diferente da droga fumada, o extrato de CBD não altera os sentidos, ou seja, não dá barato e não provoca dependência.

O Canabidiol não é vendido legalmente no Brasil. Precisa ser importado, e só com a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Em São Paulo, Fábio e Cida chegaram a importar CBD ilegalmente dos Estados Unidos. Pagaram US$ 500, mais de R$ 1,2 mil, por um frasco do remédio. A importação com autorização da Anvisa ficaria ainda mais cara, por causa dos impostos e gastos com despachantes.

“Isso ia alavancar o custo para R$ 8 mil. Foi aí que nós começamos a usar o óleo, o derivado do CBD artesanal”, conta Fábio Carvalho, pai de Clárian.

O óleo que Clárian está tomando atualmente vem da rede clandestina de cultivadores cariocas e não custa nem R$ 1. “Não existe nenhum fim comercial relacionado a esse tipo de prática, a questão é mesmo de solidariedade, de auxílio a outras pessoas”, afirma um dos jovens do grupo.

A produção é caseira. As flores colhidas são trituradas com gelo seco em um pote ou em um saco de lona. Esses dois processos artesanais dão origem a uma quantidade de extrato da cannabis, que é matéria prima para a confecção do medicamento. Essa base é suficiente para produzir 20 vidrinhos de 25 ml, que garante um ano de tratamento a um paciente.

Quem ajuda a preparar é um médico, estudioso do uso medicinal da maconha. “Minha assessoria é principalmente na transmissão de informação, de conhecimento, sobre as melhores práticas, a melhor forma de se fazer o produto a um grau medicinal, com o menor nível de contaminação possível, e mais eficiente possível para os pacientes”, afirma.

Ele reconhece que ainda não existem pesquisas que expliquem os mecanismos de ação ou a dosagem apropriada de cada remédio. “É uma medicina diferente da medicina tradicional, é uma medicina de observação. Tem que encontrar a dosagem certa para ele, principalmente a dosagem que não cause efeitos adversos pra ele, como perturbação do sono, aceleração e ao mesmo tempo consiga se beneficiar em relação a patologia dele”, explica.

“Estamos buscando sozinhos, nós mães, observacionalmente, por isso que é necessária a regulamentação”, afirma a mãe de Clárian.

O desespero e a esperança de controle dos sintomas da doença também podem levar a situações bem perigosas, como por exemplo, o preparo do Canabidiol em casa, sem nenhuma orientação médica. Essas pessoas aprendem, na prática, que o uso do CBD artesanal, preparado de forma inadequada, pode provocar efeitos colaterais.

Os ataques de epilepsia tornaram a vida de Miguel, de 5 anos, um risco constante. O menino de Curitiba é autista e tem uma doença no sistema de defesa do organismo que já chegou a provocar 30 convulsões por dia. Depois de tentar 20 medicamentos diferentes, sem resultado, a mãe pesquisou na internet como produzir o óleo de Canabidiol em casa.

“Eu descobri num site americano, em um artigo americano, um médico falando que existiam várias formas e que a forma menos tóxica, no caso para quem não tinha muito conhecimento de fazer, seria no azeite de oliva. Plantar dentro do azeite de oliva, em banho-Maria”, afirma Priscila Dumas Inocente, mãe de Miguel.

Ela ficou assustada com os efeitos. “Eu senti que ele relaxou. Ele começou a assistir o desenho dele e os olhos ficaram levemente avermelhados. Foi o efeito colateral que eu senti. A gente deu por mais dois dias, mas eu fiquei com medo. Falei: ‘Será que estou fazendo certo?’”, lembra.

O psiquiatra José Alexandre Crippa, da Universidade de São Paulo, é um dos maiores estudiosos do Brasil de canabinóides, ou seja, as substâncias encontradas na maconha. E faz um alerta: a produção caseira de medicamentos à base de CBD, como a da rede do Rio, não é segura. “Se fosse meu filho, eu não daria, eu buscaria certamente um Canabidiol com máximo de pureza, e existe no exterior, e existem mecanismos de buscar isso, mesmo dentro do nosso país. E a gente acredita que o Canabidiol é uma medicação. Ele não é maconha. Ele não é um droga. Saber sua dose, saber sua quantidade, isso é fundamental para que haja uma segurança e o paciente possa se beneficiar dos canabinóides como medicamento”, afirma o psiquiatra da USP.

Crippa explica que o CBD nunca vem puro, contém sempre alguma quantidade de THC, o composto que provoca as alterações dos sentidos, o barato. E aí está o perigo.

Toda cepa, ou tipo diferente de maconha, contém em maior ou menor grau CBD e THC. Por isso, dependendo da planta usada, e do modo de preparo, o óleo medicinal pode ser mais rico em Canabidiol ou em THC. As duas substâncias têm propriedades muito diferentes, e podem ser usadas no tratamento de doenças distintas.

“Dependendo da dose de THC, o THC pode permanecer por até três meses no cérebro dessa criança. Além disso, sabe-se que o uso regular nessa fase da vida, especialmente, pode aumentar em até 400% o desenvolvimento de alguns transtornos psiquiátricos”, afirma o psiquiatra José Alexandre Crippa.

Apesar dessas ressalvas importantes, alguns remédios à base de THC, produzidos em laboratórios fora do Brasil, têm funcionado para aliviar dores crônicas e náuseas decorrentes da quimioterapia.

É com THC que Gilberto tenta diminuir os sintomas da esclerose múltipla, outra doença para a qual a substância pode trazer algum benefício. Há três meses, Gilberto passou a usar um óleo artesanal rico em THC, fornecido pela rede clandestina de cultivadores do Rio.

“Ela me ajuda com as sensações da esclerose múltipla, das dores que eu tenho o tempo todo”, conta Gilberto Elias Castro, designer.

Mais de 20 países já autorizam o comércio de remédios à base de maconha, incluindo alguns estados americanos, Inglaterra, Israel e o Uruguai. O Brasil está fora desta lista.

Por aqui, importar já é possível, mas a Anvisa impõe várias exigências ao laudo médico, entre elas a comprovação de que o paciente pode morrer sem o medicamento. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo autoriza a prescrição de Canabidiol apenas para crianças com algumas doenças específicas.

No fim do mês passado, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou uma proposta de lei que pode facilitar a importação de derivados da maconha para uso medicinal. O texto ainda não tem data para votação.

Por enquanto, para a legislação brasileira, a atividade da rede de cultivadores é crime, assim como a importação ilegal do medicamento feita por muitos pais.

“Quem planta, quem importa substancia entorpecente, mesmo para criar um medicamento, em tese estaria em curso nas penas do crime de tráfico, em uma conduta equiparada ao tráfico. Mas há ainda um outro crime punido com pena muito mais grave, que é o crime de vender, ceder, ainda que gratuitamente, ter em depósito, fabricar produto medicamentoso sem registro na Anvisa, punido com a pena mínima de 10 anos, que é o dobro da pena mínima do tráfico”, afirma Paulo Freitas, advogado criminalista.

“O que é crime maior? Você traficar por amor ou você deixar alguém morrer, ter 20 ou 30 crises em um dia?”, pergunta um dos jovens do grupo.

Mas o criminalista diz que a lei também prevê recursos para casos como os das pessoas que participam da rede de CBD. “Existe uma figura no direito penal chamada ‘estado de necessidade’. Então, por exemplo, uma mãe que importa para o filho esse medicamento, porque não tem outra forma de trazer esse medicamento, que efetivamente traz benefícios à saúde dessa criança, evidentemente que ela não pode ser punida. Se esse medicamento, feito à base do que for, é efetivamente benéfico à saúde dos que sofrem gravemente, severamente, o Estado tem que tomar uma atitude. O Estado tem que regulamentar isso. Esse produto é bom ou não é bom? É lícito ou não é lícito?”, destaca Paulo Freitas.

“Ilegal, na minha opinião, do jeito que está, é me privar de eu dar uma condição de vida melhor para a minha filha. Isso eu acho ilegal”, lamenta o pai de Clárian.

“As pessoas têm que olhar e perguntar, tentar viver um pouco daquilo antes de julgar. Antes de condenar. Se ela está dando o artesanal, se ela está dando o comprado. Está fazendo bem? Amém”, ressalta a mãe de Miguel.

No universo de quem descobriu um caminho para superar o pesadelo da doença, enfrentar todos os riscos pode significar, simplesmente, levar uma vida normal. “Os espasmos diminuíram significativamente. Ela melhorou no equilíbrio, ela melhorou no cognitivo. Ela está mais ativa, mais espontânea. Eu fui na reunião de escola, da escola dela e a professora falou: ‘Mãe, de três meses para cá, a Clárian é outra criança’. Isso me encheu de alegria”, comemora a mãe da Clárian.

Fonte: Fantástico, Rede Globo de Televisão

Médicos falam de esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica 30/10/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Bem Estar desta quinta-feira (30) falou de doenças no sistema neurológico.
Problemas podem atingir o sistema nervoso central ou periférico; entenda.

Assista aos videos complementares em:

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/10/medicos-falam-de-esclerose-multipla-e-esclerose-lateral-amiotrofica.html

Doenças no sistema neurológico, como a esclerose múltipla, a esclerose lateral amiotrófica e a síndrome de Guillain-Barré, por exemplo, podem afetar o corpo todo e causar alterações ou perda dos movimentos. No Bem Estar desta quinta-feira (30), os neurologistas Tarso Adoni e Leandro Calia falaram sobre os tratamentos desses problemas e as consequências deles na qualidade de vida dos pacientes.

Segundo os médicos, a causa da esclerose múltipla é desconhecida. O que se sabe é que a doença ataca as bainhas de mielina, que são espécies de “capas” dos neurônios – sem essa proteção, os impulsos começam a passar em uma velocidade mais lenta.

Mais comum nas mulheres, a esclerose é uma doença crônica, ou seja, não tem cura. Mas como explicou o neurologista Tarso Adoni, existem diversos tratamentos e medicamentos que permitem que o paciente tenha uma vida normal.

Os médicos falaram também da síndrome de Guillain-Barré, doença no sistema nervoso periférico, em que o próprio sistema imunológico do paciente ataca a bainha de mielina, no sistema nervoso. A síndrome não tem causa conhecida e pode provocar sequelas e levar à perda dos movimentos no corpo todo. Uma das maneiras de tratamento é a fisioterapia e a reabilitação, como mostrou a reportagem. Segundo o neurologista Leandro Caia, se tratada do jeito certo, a doença tem uma chance alta de cura.

Ainda no sistema nervoso periférico, pode ocorrer a esclerose lateral amiotrófica (E.L.A.), doença que leva à morte progressiva dos neurônios responsáveis por comandar músculos e movimentos voluntários. Nesse caso, não tem cura e a progressão pode ser rápida e levar de 3 a 5 anos, por exemplo. Seja qual for a doença, ao receber o diagnóstico, alguns pacientes acabam se isolando, o que é um caminho para a depressão, um problema que pode piorar ainda mais a qualidade de vida. O neurologista Tarso Adoni explica que o ideal é encarar o tratamento, com a ajuda e o aconchego dos outros).

Fonte: Programa Bem Estar, Rede Globo de Televisão

Maratona de Nova Iorque: Run With Castro corre contra a Esclerose 06/10/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
comments closed

Apenas três meses depois da participação no Iron Man da Áustria, prova através da qual angariou 13 mil euros para levar 13 crianças com cancro à Eurodisney, numa iniciativa de apoio à Associação Acreditar, a Run with Castro já tem em marcha uma nova iniciativa de solidariedade social, desta feita enquadrada na participação na maratona de Nova Iorque, a 2 de Novembro.

PedroCastro-RunWithCastro.jpgAgora, Pedro Castro, maratonista e fundador da Run With Castro, promove o apoio à Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA), desafiando os atletas parceiros da Run with Castro, inscritos na Maratona de Nova Iorque, a fazerem um donativo mínimo de 10 euros para a APELA. Ao mesmo tempo, o ‘team’ Run with Castro desafiará outros potenciais interessados, particulares ou empresas, a fazerem donativos para a APELA.

Esta é, de certo modo, a nossa interpretação do Ice Bucket Challenge, uma iniciativa que nasceu nos Estados Unidos e se propagou por todo o Mundo, mas entretanto caiu no esquecimento. Queremos continuar a chamar a atenção para esta causa e agora que a maratona nos possibilita precisamente regressar aos Estados Unidos, faz todo o sentido actualizar este desafio de canalizar apoios para a APELA, a associação portuguesa que apoia as vítimas de Esclerose Lateral Amiotrófica. Quem quiser correr por esta causa e fazer o seu donativo, mesmo não estando connosco em Nova Iorque, pode fazê-lo através de donativo directo para a APELA*”, explica Pedro Castro.

Paralelamente, por ocasião da Maratona de Nova Iorque – onde Pedro Castro regressa finalmente, depois de em 2012 ter sido impedido de correr devido ao Furacão Sandy, iniciando aí o seu percurso de intervenção social através do desporto – a Run with Castro vai promover uma marcha contra a Esclerose Múltipla, em apoio à Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), a qual terá lugar na prova que antecede a maratona nova-iorquina, a corrida de 5 kms designada ‘Dash to the Finish Line‘, onde a Run With Castro reunirá 17 participantes, que envergarão a emblemática camisola vermelha da SPEM.

Pedro Castro, maratonista de 40 anos que em 2012 lançou a Run With Castro, correndo sempre por uma causa, concluiu recentemente uma campanha de angariação de verbas para a Associação Acreditar somando um total de 13 mil euros e garantindo 13 viagens para crianças com cancro à Euro Disney, numa iniciativa que contou com o Alto Patrocínio de Maria Cavaco Silva e da Presidência da República.

Depois de ter abandonado uma vida sedentária, Pedro Castro lançou-se na corrida e tornou-se maratonista, acumulando no currículo participações em provas como a Maratona de Lisboa, de Londres, Atenas e Paris, correndo sempre por uma causa. Em 2012, lançou a Run With Castro após ver gorada a possibilidade de participar na Maratona de Nova Iorque, devido ao furacão Sandy. Em Nova Iorque, testemunhou o espírito de solidariedade existente, viu nascer a Run Anyway NYC Marathon 2012 e também ele doou o valor da sua inscrição para as vítimas do Sandy.

De seguida, regressou a Lisboa convicto de que correria sempre por uma causa social.

É uma prática comum lá fora e por que não fazer o mesmo em Portugal?”.

Na sua primeira iniciativa, por ocasião da Maratona de Lisboa, em 2012, Pedro Castro formalizou o grupo Run With Castro e promoveu o apoio à Fundação O Século, angariando 220 cabazes de Natal para as crianças daquela instituição. Depois disso, a Run With Castro concretizou outras iniciativas, apoiando o ATL da Galiza, Comunidade Vida e Paz eAssociação a Acreditar.

(*) – Embora nos tenha sido fornecido, o número da conta bancária associada aos donativos foi omitido. Por favor, obtenha-o directamente da APELA ou da Run With Castro.

Fonte: MultiDesportos

Pacientes com esclerose múltipla receiam serem taxados de “difíceis” 22/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
comments closed

Ranzinza. Talvez seja essa a palavra pela qual muitos portadores de doenças crônicas e degenerativas são taxados. Medo, sintomas difíceis, dores constantes e depressão provinda do diagnóstico podem fazer com que um paciente seja considerado “difícil” pelos médicos. E esse é o receio de 24% das pessoas com esclerose múltipla entrevistadas em um estudo realizado em cinco países –Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e EUA–, motivo muito comum que atrapalha a relação médico-paciente.

A pesquisa, chamada “State of MS”, foi feita com 982 portadores da doença e 900 neurologistas, e também apontou que apesar de o vínculo entre o doente e o profissional de saúde mostrar-se eficiente, o paciente sempre quer saber mais. Segundo o estudo, 44% querem informações sobre novos tratamentos e pesquisas sobre a esclerose múltipla; outros 72% acreditam que a internet e as redes sociais são a forma mais efetiva para tirar algumas dúvidas. A pesquisa foi apresentada durante uma entrevista coletiva em Boston, Massachusetts, nos EUA.

Fonte: State of MS | Biogen Idec

O levantamento procurou buscar as necessidades, experiências e atitudes das pessoas que vivem com esclerose múltipla e os neurologistas que tratam a doença, e foi guiado por um consórcio que compreende neurologistas e organizações de apoio a doença na Europa e nos EUA.

Do lado médico, três em cada quatro neurologistas entrevistados recomendam aos pacientes que busquem as organizações de apoio para aprender mais sobre a doença. “Temos que estar onde as pessoas estão. Não podemos mais fazer como fazíamos. Há que ter diferentes meios de disseminar informação”, afirma Nancy Law, vice-presidente da Sociedade de Esclerose Múltipla dos EUA. “As pessoas querem conversar umas com as outras, por isso procuram as redes sociais”, diz Martin Duddy, neurologista consultor do Reino Unido que participou da pesquisa.

Como lidar com os sintomas da doença –que compreendem fadiga, formigamento dos membros, dificuldade de locomoção, entre outros– também está entre as informações que os pacientes mais procuram, apontado por 39% dos entrevistados. Já entre os neurologistas, 49% deseja saber mais sobre maneiras de como manter as funções cognitivas dos doentes.

O acesso ao médico também foi outro aspecto que a pesquisa identificou: 71% dos pacientes acham que seu médico é acessível quando é procurado; e 74% avaliam que o neurologista dispende tempo suficiente na consulta com o doente. O médico italiano Antonio Uccelli, que participou da elaboração do estudo e é professor de neurologia na Universidade de Gênova, nota que muitas vezes os pacientes querem alguma informação imediatamente, mesmo que nem sempre o médico esteja disponível para ajudá-lo. “As mensagens de textos e os e-mails são complementares, ajudam nesta relação”.

Falar sobre a doença

A pesquisa foi conduzida online entre os dias 18 de março de 25 de abril deste ano. Entre os pacientes, 37% são homens e 63% mulheres. A média de idade é 45 anos, e o tempo de diagnóstico médio é de 11 anos.

Se por um lado, oito em cada 10 pacientes (83%) sentem-se confortáveis ao falar sobre a doença com o médico, classificando a relação como aberta, honesta e compreensiva; um em cada cinco doentes disseram-se desconfortáveis ao falar sobre alguns sintomas, por exemplo, dificuldades sexuais (54%), problemas de bexiga (28%), mudanças de humor (26%), dificuldade ao andar (19%), espasmos musculares (19%) e tremores (18%).

O estudo também questionou quais seriam as principais barreiras para uma comunicação realmente efetiva: 47% dos médicos apontaram a falta de tempo e 21% dos doentes disseram que isso faz com que não haja tempo suficiente para discutir todos os medos a respeito da doença.

A esclerose múltipla é uma doença crônica, neurológica e autoimune que afeta o sistema nervoso central. Os sintomas podem ser leves ou severos e vão desde dormência nos membros à paralisia ou perda da visão. A progressão, severidade e sintomas específicos são imprevisíveis e variam de pessoa para pessoa. Estima-se que a doença afete 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 500 mil na Europa e 400 mil nos EUA. No Brasil, segundo dados da Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), a doença acomete cerca de 35 mil pessoas.

*A jornalista viajou a convite da Biogen Idec

Mais sobre a esclerose múltipla

  • O que é a esclerose múltipla?

    A EM (Esclerose Múltipla) é uma doença inflamatória crônica e incapacitante que afeta o sistema nervoso central. Atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, estima-se que aproximadamente 35 mil pessoas convivem com a doença, sendo que aproximadamente 13 mil estão em tratamento atualmente.

  • Quais são os principais sintomas?

    Os principais sintomas são fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição. A progressão, gravidade e sintomas variam de uma pessoa para outra.

  • Quais são as causas?

    Sua causa é desconhecida, mas a hipótese mais aceita é que seja uma doença autoimune complexa e que fatores genéticos e ambientais também sejam responsáveis pelo seu aparecimento. A esclerose múltipla recorrente-remitente é a forma mais comum da doença, representando 85% dos casos. É caracterizada por surtos bem definidos, com recuperação completa ou sequelas permanentes após os surtos.

  • Como é feito o diagnóstico?

    Por ser uma doença com sintomas comuns a outras patologias, nem sempre o diagnóstico é fácil. O importante é procurar um neurologista assim que surgir algum sintoma característico (perda de visão, força, sensibilidade ou equilíbrio, visão dupla e alteração do controle da urina) que dure mais de 24h. A ressonância magnética do crânio e da medula são fundamentais para definir o diagnóstico.

  • E tem tratamento?

    Embora ainda não haja cura, existem tratamentos para a esclerose múltipla que diminuem o aparecimento dos surtos e reduzem sua gravidade, assim como diminuem o grau de incapacidade e melhoram a qualidade de vida dos pacientes.

     

Fonte: UOL

Fisioterapia e exercício físico leve trazem benefícios aos portadores 22/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
comments closed

As principais causas da fadiga enfrentada pelo portador de esclerose múltipla são decorrentes dos excessos, sejam eles físicos, mentais, sociais ou ambientais. De acordo com a fisioterapeuta Marcela Batistuta, esse cansaço pode se manifestar de várias formas. “A forma aguda aparece durante os esforços e desaparece com o repouso. A crônica persiste mesmo após o repouso. A forma localizada aparece pelo excesso do uso de determinado grupo muscular, mas desaparece com o repouso. E a última é a sistêmica, a forma mais frequente na esclerose múltipla, em que a pessoa apresenta cansaço geral, perda de força e de resistência física e, também, desânimo”, explica.

No entanto, segundo a especialista, existem ainda outros tipos de fadiga que podem afetar o portador da doença. “É o caso da fadiga muscular em braços ou pernas após exercícios repetitivos, como andar longas distâncias, fazendo com que a perna falhe e haja sensação de fraqueza. Isso é causado por um bloqueio do impulso nervoso, por isso o ideal é parar de andar ou realizar o ato repetitivo para que a condução nervosa reinicie. Há ainda a fadiga por falta de condicionamento físico, que ocorre quando os músculos são pouco utilizados. É um ciclo vicioso, pois quem experimenta uma fadiga intensa acaba evitando atividades físicas e cai no sedentarismo”, afirma Marcela Batistuta.

A fisioterapeuta destaca, ainda, que existe a fadiga relacionada à incapacidade ou invalidez, em que o impacto da esclerose múltipla no controle muscular, na coordenação e na força leva a um aumento nos esforços e no gasto de energia para realizar tarefas rotineiras. “Há também a fadiga relacionada à depressão, a induzida por medicação e a causada por distúrbios do sono. Assim como provoca a ruptura da vida diária, a fadiga causa ansiedade quando os sintomas da doença reaparecem. Isso ocorre particularmente após um esforço e especialmente quando a atividade ou o ambiente provocam um aumento da temperatura corpórea”, frisa.

Por isso, a especialista destaca que a fisioterapia regular pode ajudar o portador a encontrar seus próprios limites, evitando que se entregue ao sedentarismo e à depressão. Além disso, ela oferece algumas dicas práticas para melhorar o sintoma. “Evite banhos quentes, temperaturas muito quentes, exercícios excessivos, refeições pesadas, fumar. Planeje sua vida de modo a estabelecer uma escala das necessidades no trabalho, noitadas e ocasiões sociais sejam repartidas. Siga uma dieta sensata e reduza o peso, se for o caso, com a ajuda de um especialista. Fracione as atividades de vida diária e respeite o período de repouso entre as atividades. Faça atividades leves, conscientes e orientadas por um profissional, e procure se manter sereno, controlando a depressão e o estresse”, completa Marcela.

Fonte: JM Online

Benefícios do tratamento para esclerose múltipla podem se estender após quatro anos 17/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Cerca de 70% dos pacientes com esclerose múltipla apresentaram estabilidade ou melhora do estado de incapacidade por dois anos, após os dois anos iniciais nos estudos-piloto

A Genzyme, empresa do grupo Sanofi, anunciou os resultados do segundo ano da extensão dos estudos clínicos com Lemtrada™ (alentuzumabe) para a esclerose múltipla durante a reunião da Comissão Europeia de Pesquisa e Tratamento da Esclerose Múltipla (European Committee for Research and Treatment in Multiple Sclerosis – Ectrims), em Boston, Estados Unidos, entre 13 e 15 de setembro.

Nessa análise, as taxas de surtos e do acúmulo sustentado da incapacidade permaneceram baixas entre os pacientes que haviam recebido tratamento com Lemtrada anteriormente, nos dois estudos Fase III, CARE-MS I e II CARE-MS. Nesses estudos-piloto, foram administrados dois ciclos anuais de Lemtrada, o primeiro no início da análise, e o outro 12 meses depois. Em aproximadamente 70% dos pacientes que receberam Lemtrada, não houve necessidade de mais um ciclo de tratamento no segundo ano da extensão dos estudos-piloto. Além disso, não foram identificados novos tópicos relacionados à segurança do medicamento.

“Os resultados da extensão dos estudos-piloto fornecem mais evidências da eficácia do Lemtrada, tanto nos surtos como na progressão da incapacidade”, observa o dr. Alasdair Coles, conferencista sênior do Departamento de Neurociências Clínicas, da Universidade de Cambridge. “A maioria dos pacientes continuou a apresentar redução da atividade da doença, apesar de o último tratamento com Lemtrada ter sido administrado três anos antes.”

Resultados da extensão dos estudos-piloto

Nos estudos-piloto Fase III, os pacientes com Esclerose Múltipla Recorrente Remitente (EMRR) foram alocados de forma aleatória no grupo Lemtrada ou entre os que receberam altas doses subcutâneas de interferon beta-1a, que apresentavam doença ativa virgem de tratamento (CARE-MS I) ou tinham apresentado surtos durante a terapia anterior (CARE-MS II).

Mais de 90% dos pacientes tratados com o Lemtrada dos estudos Fase III permaneceram na extensão da análise. Esses pacientes foram elegíveis para receber tratamento adicional com o Lemtrada na extensão do estudo, caso tivessem experimentado pelo menos um surto ou duas novas ou crescentes lesões no cérebro ou na coluna vertebral.

Os seguintes resultados foram obtidos no segundo ano de extensão, em pacientes que receberam previamente Lemtrada nos dois anos de estudo-piloto:

·         No quarto ano, as taxas anuais de surtos para pacientes que receberam Lemtrada no CARE-MS I e no CARE-MS II foram de 0,14 e 0,23, respectivamente. As taxas foram comparáveis às encontradas nos pacientes que receberam Lemtrada nos estudos-piloto.

·         Até o fim do quarto ano, 74% dos pacientes no CARE-MS I e 66% no CARE-MS II apresentaram melhora ou estabilização da doença, de acordo com a Escala Expandida do Estado de Incapacidade (Expanded Disability Status Scale – EDSS).

·         Até o fim do quarto ano, 83% e 76% dos pacientes que receberam Lemtrada nos estudos-piloto, respectivamente, não apresentaram piora na incapacidade, efeito que se manteve durante seis meses seguidos dos quatro anos observados.

·         Cerca de 70% dos pacientes tratados com o Lemtrada nos estudos-piloto não necessitaram de um terceiro ciclo de tratamento nos anos três e quatro da extensão.

“A esclerose múltipla é uma doença devastadora, e os pacientes ainda precisam de novas opções de tratamento que ofereçam maior eficácia. Esses novos dados realçam o potencial transformador do Lemtrada”, disse o presidente e CEO da Genzyme, David Meeker, M.D. “É animador ver que a eficácia duradoura e a segurança administrável do Lemtrada se mantêm durante os dois anos da extensão dos estudos.”

Os resultados de segurança do segundo ano da extensão dos estudos foram relatados. Não se identificou nenhum risco novo com o tratamento. Como já exposto, houve duas mortes durante a extensão dos estudos. Uma delas foi resultado de septicemia, e a outra foi dada como acidental e considerada sem relação com o tratamento em estudo.

Durante quatro anos, aproximadamente 2% dos pacientes tratados com Lemtrada nos estudos-piloto desenvolveram púrpura trombocitopênica imune (PTIs), e todos responderam bem à terapia. O monitoramento regular dos distúrbios autoimunes em pacientes tratados com Lemtrada deve ser realizado e faz parte de um plano de minimização de risco.

Os eventos adversos mais comuns com Lemtrada são reações associadas à infusão (dor de cabeça, erupção cutânea, febre, náusea, fadiga, urticária, insônia, prurido, diarreia, calafrios, tontura e rubor), infecções (do trato respiratório superior e trato urinário) e distúrbios da tiroide. Condições autoimunes (incluindo a PTI, outras citopenias, glomerulonefrite e doenças da tiroide) e graves infecções poderão ocorrer em pacientes que recebem o Lemtrada. O plano de minimização de risco, que integra a educação médica e do paciente, assim como o monitoramento regular auxiliam muito na detecção precoce e no gerenciamento dos riscos identificados.

Sobre o CARE-MS

O programa de desenvolvimento clínico do Lemtrada incluiu dois estudos randomizados Fase III  – que comparam a terapia com o medicamento ante a aplicação de altas doses subcutâneas de interferon beta-1a em pacientes com EMRR cuja doença estava ativa e eram ou novos no tratamento (CARE-MSI) ou haviam apresentado surto durante a terapia anterior (CARE-MS II) –, bem como a extensão das análises em andamento. No CARE-MS I, Lemtrada foi significativamente mais eficaz que a interferon beta-1a na redução da taxa anual de surtos. No CARE-MS II, Lemtrada foi muito mais eficaz que altas doses de interferon beta-1a na redução anual de surtos, e retardou significativamente o acúmulo da incapacidade.

Sobre o Lemtrada (alentuzumabe)

O Lemtrada tem o apoio de um programa de desenvolvimento clínico amplo e abrangente, que envolveu quase 1.500 pacientes e 5.400 pacientes-ano de acompanhamento. O Lemtrada 12 mg é administrado por esquema único, com a aplicação de dois ciclos anuais. O primeiro ciclo de tratamento é realizado mediante administrações intravenosas em cinco dias consecutivos, e o segundo é aplicado em três dias consecutivos, 12 meses após a última aplicação.

O alentuzumabe é um anticorpo monoclonal seletivo contra a CD52, uma proteína abundante na superfície das células T e B. O tratamento com o alentuzumabe resulta na redução das células T e B circulantes, responsáveis pelo processo inflamatório na esclerose múltipla. O alentuzumabe exerce impacto mínimo sobre outras células imunes. O efeito inicial anti-inflamatório do alentuzumabe é seguido imediatamente pelo distinto padrão de repopulação de células T e B, que continua com o passar do tempo, reequilibrando o sistema imune, de forma que potencialmente reduz a atividade da doença por um longo período de tempo.

O medicamento é aprovado na União Europeia, Austrália, Canadá, México, Brasil, Argentina, Chile e Guatemala. Atualmente, Lemtrada não tem aprovação nos Estados Unidos. O U.S. Food and Drug Administration (FDA) aceitou reavaliar a solicitação de aprovação do Lemtrada, e a Genzyme aguarda uma posição do FDA no quarto trimestre deste ano. A Genzyme detém os direitos mundiais do alemtuzumabe e é a principal responsável pelo desenvolvimento e pela comercialização do alentuzumabe para o tratamento da esclerose múltipla.

Fonte: Segs

Remédio caro 15/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Não há dinheiro público que pague toda a pesquisa na área da neurologia. A conta é para dividir com a indústria

Cientistas e clínicos especialistas em doenças autoimunes do sistema nervoso, em especial a esclerose múltipla, vieram de todas as partes do mundo para Boston, nos EUA, para debater o tema no encontro anual dos comitês americano e europeu.

Remédio

Encontrar uma nova molécula com uso terapêutico é como achar uma agulha no palheiro

Vinte anos atrás, o primeiro tratamento eficaz para essa doença foi liberado para comercialização. O Interferon Beta, desenvolvido inicialmente para tratar outra doença, encontrou seu destino controlando surtos de inflamação no cérebro e na medula espinal provocados pela doença autoimune, que ocorre quando o nosso sistema de defesa passa a atacar o próprio corpo, chamada esclerose múltipla. O desenvolvimento do Interferon foi inicialmente patrocinado pela agência do governo americano National Institutes of Health (NIH) e depois a droga passou a ser comercializada pela indústria farmacêutica. A partir daí diversas drogas foram desenvolvidas para a doença, hoje são mais de 12 aprovadas e em uso. Juntas, mudaram por completo a vida das pessoas que sofrem de esclerose múltipla.

Espera-se que até 2020 encontremos medicações que não só interrompam por completo a progressão da doença, mas que também promovam a recuperação de várias sequelas. Já existe uma medicação que melhora a marcha de pessoas com esclerose múltipla e que precisam do auxílio de bengala ou cadeira de rodas.

Encontrar uma nova molécula com uso terapêutico é como achar uma agulha no palheiro. De cada 10 mil moléculas desenvolvidas, uma vira remédio. Na área da neurologia isso demora em média 15 anos, da formulação até a liberação para uso, e custa em torno de 1,2 bilhão de dólares. Bibiana Bielekova, chefe da Unidade de Doenças Neuro-Imunológicas do NIH, acredita que a conta não pode ser paga só pelos governos, pois não existe uma estrutura pública que associe o espírito de encontrar a cura de uma doença com o interesse em produzir e comercializar medicamentos. É aí que entra a iniciativa privada.

O órgão público que mais financia estudos para desenvolvimento de drogas é o NIH.Foram 29,2 bilhões de dólares em 2012, enquanto a indústria farmacêutica gastou 51,1 bilhões no mesmo ano. O NIH investe a maior parte de seus recursos em estudos básicos para descobrir o porquê do aparecimento de uma doença e potenciais alvos para medicações, enquanto a indústria farmacêutica gasta seu dinheiro desenvolvendo e testando clinicamente as novas drogas.

Poucas são as indústrias que mantêm investimentos na neurologia, já que o tempo de descoberta e aprovação de uma droga é muito mais longo. Mesmo assim é na neurologia onde estão as maiores demandas da humanidade, a descoberta da cura da doença de Alzheimer, da doença de Parkinson, do autismo e da esquizofrenia, além de um tratamento eficaz para sequelas de acidente vascular cerebral (AVC) e da lesão cerebral por trauma.

Há, portanto, uma oportunidade que é associar os esforços de ambos: o governo poderá dedicar recursos onde a indústria não está, e vice-versa. Esse debate deve nos servir como lição, pois se no Brasil continuarmos achando que a associação da iniciativa privada com o setor público é um sacrilégio, permaneceremos na lanterninha do conhecimento e fadados a sermos meros consumidores da única indústria cujo valor agregado é maior que o da tecnologia da informação: a farmacêutica.

Fonte: Carta Capital

Esclerose múltipla afeta adultos jovens com idade entre 20 e 40 anos 13/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
comments closed

Responda se puder: se alguém perguntasse o que é esclerose múltipla, o que você responderia? Opção A: doença relacionada ao envelhecimento, que leva à perda de memória, confusão e esquecimento. Opção B: doença neurológica autoimune incidente em adultos jovens. Opção C: nenhuma das afirmações acima.

Se escolheu a opção A ou C, você errou. A esclerose múltipla não é sinônimo de velhice. Pelo contrário, sua maior incidência é entre adultos jovens. Nada menos que 70% dos diagnósticos são realizados em pessoas com idade entre 20 e 40 anos.

As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que se trata de uma doença inflamatória crônica autoimune. Apesar disso, a doença não é hereditária.

A esclerose múltipla tem origem no cérebro e acomete o sistema nervoso central, incluindo o cerebelo e a medula espinhal. Por ser autoimune, ela se manifesta quando o organismo confunde células saudáveis do sistema nervoso central com intrusas, e as “ataca” provocando lesões cerebrais. Essas lesões ocorrem na capa que recobre os axiônios do cérebro, responsáveis pelo comando de ordem e impulsos.

A esclerose múltipla também pode se desenvolver por fatores ambientais ainda pouco esclarecidos. Sabe-se, por exemplo, que ela aparece com mais evidência em pessoas que tiveram ao longo da vida baixa exposição ao sol. Por isso, a prevalência da doença é maior na nebulosa região Sul, onde se registra 40 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, o dobro do registrado na ensolarada Alagoas, onde se registra 20 casos.

Com o avanço da doença, os pacientes podem perder algumas capacidades físicas e cognitivas, manifestando-se de formas variadas em cada indivíduo. Há pacientes que têm surtos espaçados e discretos, enquanto outros podem apresentar surtos mais intensos que podem até trazer prejuízos permanentes.

“O importante é identificar a doença cedo e começar logo o tratamento”, alertou o neurologista da Santa Casa de Maceió, Pedro Jatobá Neto. Segundo ele, no passado metade dos pacientes tinha perda da autonomia motora e muscular, abandonando suas atividades de rotina e passando a ter dependência direta de um cuidador para auxiliá-lo. Tudo isso por falta de tratamento. Hoje, graças ao arsenal de medicamentos, essa situação extrema chega a um público mais restrito de pacientes com esclerose múltipla. Na maioria dos casos, como o da atriz Cláudia Rodrigues, o paciente tem uma vida ativa e produtiva.

Os primeiros sinais podem passar despercebidos ou ser confundidos com qualquer outro tipo de doença. Um dos sinais mais comuns é a perda de visão, mas deve-se estar atento a outros sintomas que surgem e desaparecem como distúrbios cognitivos, formigamento na face, perda de força nos braços e pernas, quadros emocionais depressivos. Muitas vezes os surtos podem durar períodos de até dez dias e sumir.

Uma vez confirmado o diagnóstico de esclerose múltipla, uma doença inflamatória desmielizante, com manifestação remitente-recorrente, o tratamento tem dois objetivos principais: abreviar a fase aguda e tentar aumentar o intervalo entre um surto e outro.

No primeiro caso, os corticosteróides são drogas úteis para reduzir a intensidade dos surtos. No segundo, os imunossupressores e imunomoduladores ajudam a espaçar os episódios de recorrência e o impacto negativo, que provocam na vida dos portadores de esclerose múltipla, já que é quase impossível eliminá-los com os tratamentos atuais.

Fonte: Primeira Edição

Cientistas descobrem como “desligar” doenças autoimunes 03/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Cientistas acreditam estar perante um novo fármaco capaz de “desligar” doenças autoimunes, como a esclerose múltipla

 

Injeções regulares poderão ajudar a “desligar”Robert Cianflone
 

Um grupo de cientistas da Universidade de Bristol no Reino Unido acredita ter feito uma importante descoberta no combate contra as doenças autoimunes, como a esclerose múltipla ou a diabetes de tipo 1. O estudo, financiado pelaWellcome Trust, foi hoje publicado na revista Nature Communications.

A equipa dirigida pelo Professor David Wraith, acredita ter descoberto forma de impedir as células de atacarem os tecidos saudáveis do corpo. As doenças autoimunes, altamente debilitantes, enganam o corpo, levando-o a atacar-se a ele próprio. No caso de doenças como a esclerose múltipla, por exemplo, os nervos, que transportam as mensagens do cérebro e para o cérebro, são afetados, o que causa o surgimento de diversos problemas, como fadiga, perda de mobilidade e até perturbações na visão e, em última instância, invalidez.

 

“O sistema imunitário trabalha a partir do reconhecimento de antigénios [que provoca a formação de anticorpos] que podem provocar uma infeção”, afirmouBronwen Burton ao jornal Telegraph, um dos cientistas responsáveis pela investigação. “Nas alergias, o sistema imunitário cria uma resposta a alguma coisa, como o pólen ou as nozes, porque acredita que estes irão fazer mal ao corpo. Mas nas doenças autoimunes, o sistema imunitário vê pequenos fragmentos de proteína dos nossos próprios tecidos como invasores e começa a atacá-los”. Porém, através da injeção de proteínas sintéticas na corrente sanguínea em doses crescentes, é possível “treinar” o corpo, fazendo-o perceber de que elas são seguras.

Este tipo de terapia, conhecida por dessensibilização, já tinha sido utilizado no tratamento de alergias, mas só recentemente é que os cientistas se aperceberam que esta poderia ser também usada para tratar outras doenças. Esta nova descoberta trata-se de um importante avanço no tratamento de doenças autoimunes, que poderá melhorar as condições de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Atualmente, as doenças autoimunes são tratadas recorrendo a medicamentos que suprimem o sistema imunológico, algo que provoca diversos efeitos secundários, como infeções e perturbações nos mecanismos reguladores naturais, que têm de ser minimizados através do uso de outros fármacos mais específicos. O desenvolvimento deste novo tratamento poderá oferecer uma opção de baixo risco, face aos medicamentos atuais, permitindo manter o bom funcionamento do sistema imunitário.

O tratamento está atualmente em fase de desenvolvimento clínico na empresa de biotécnica Apitopo, uma “spin-out” da Universidade de Bristol, onde está a ser testado em humanos.

Fonte: Observador

SUS vai oferecer medicamento para esclerose múltipla 01/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Primeiro medicamento via oral fabricado para o tratamento da doença está previsto para entrar no mercado em janeiro de 2015

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) de um novo medicamento para o tratamento de esclerose múltipla: o primeiro medicamento oral para a doença que afeta cerca de 30 mil brasileiros.

A estimativa é que o novo medicamento esteja disponível na rede pública de saúde a partir de janeiro de 2015. Até então, todo o tratamento para a esclerosa múltipla era feito por meio de medicamentos injetáveis. A doença é autoimune e atinge o sistema nervoso central. A taxa de prevalência, no Brasil, é de aproximadamente 15 casos por 100 mil habitantes.

O ministro da Saúde, Arthur Chiorou, explicou a importância da nova incorporação para o tratamento da doença. “Com esta incorporação, os pacientes brasileiros passam a contar com que o que há de mais moderno, do ponto de vista de medicação, para o tratamento da doença, ainda que o Ministério da Saúde esteja acompanhando o conjunto de inovações com novos medicamentos que estão sendo produzidos no Brasil. Inclusive, acabamos de publicar um edital no valor de R$ 6 milhões para pesquisas no campo de doenças neurodegenerativas, grupo em que a esclerose múltipla está incluída”, informou.

O novo medicamento é mais uma alternativa de tratamento aos pacientes que não responderam aos medicamentos já disponibilizados na rede pública. Para receber o medicamento, o paciente deve ter apresentado resistência ou não ter apresentado resposta aos tratamentos com o betainterferona e glatirâmer e a impossibilidade do uso de natalizumabe, além de não apresentar contraindicação ao uso de fingolimode.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, o Ministério da Saúde realiza um trabalho permanente de avaliação de novos medicamentos, visando ampliar o acesso da população a novas tecnologias. “Esse trabalho triplicou a média anual de incorporações. Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde incorporou 95 novas tecnologias, sendo cerca de 70% de medicamentos. Entendemos que a incorporação de medicamentos e procedimentos no SUS com base em evidências científicas tem sido um grande aliado do Ministério na oferta de tratamentos mais seguros, custo-efetivos e convenientes para a população brasileira”, avaliou.

Incorporação

A inclusão de qualquer medicamento no SUS obedece às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que exige comprovação da eficácia, custo-efetividade e segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada e assim garante a proteção do cidadão que fará uso do medicamento. Após a incorporação, o medicamento ou tecnologia pode levar até 180 dias para estar disponível ao paciente.

Fonte: Ministério da Saúde