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Anti-aquaporina 4 e NMO 15/02/2007

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Aquaporinas são uma classe de porinas (moléculas proteicas que constituem um canal transmembranoso) que permitem a passagem de água e outras pequenas moléculas através da membrana celular.

Há poucos anos foi descoberta a expressão da aquaporina 4 (AQP4) no cérebro. Os anticorpos anti-aquaporina 4 (anti-AQP4) parecem ter maior sensibilidade para a neuromielite óptica (NMO) do que o anticorpo sérico específico para a NMO (NMO-IgG), segundo estudos recentes. Os locais de distribuição das lesões da NMO são os mesmos locais onde há maior expressão das AQP4.

Fontes:

DeCs – Descritores em ciência da saúde. Bireme.
Pittock SJ et. al. Neuromyelitis optica brain lesions localized at sites of high aquaporin 4 expression. Arch Neurol. 2006 Jul;63(7):964-8.
Takahashi T et. Al. Establishment of a new sensitive assay for anti-human aquaporin-4 antibody in neuromyelitis optica. Tohoku J Exp Med. 2006 Dec;210(4):307-13.

Ligação: Doença de Devic

O que é um fisiatra? 12/11/2006

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Dr.Paulo Cesar Trevisol Bittencourt
Professor de Neurologia/UFSC

O fisiatra é um médico especializado em medicina física e reabilitação. Fisiatras atuam em vários tipos de problemas que causam deficiências, desvantagens e incapacidades – Desde uma dor nas costas até as seqüelas causadas por um trauma na medula espinhal ou os problemas motores e cognitivos causados por um derrame, por exemplo.

Eles vêem pacientes em todas as faixas etárias e tratam problemas que tocam em todos os principais sistemas do organismo.

Estes especialistas têm como objetivos melhorar a capacidade funcional destes pacientes, tentando devolver ao máximo sua independência e, assim, melhorar a qualidade de vida destes e de suas famílias.

Fisiatras tratam dor aguda e crônica, além de desordens musculo-esqueléticas. Pacientes fisiátricos incluem pessoas com artrites, tendinites, qualquer tipo de dor nas costas e lesões relacionadas ao trabalho ou ao esporte.

Portadores de amputações dos membros (congênitas ou adquiridas) são acompanhados desde a fase de pré-amputação até a sua protetização. Portadores de câncer podem ter a sua morbidade diminuída e sua qualidade de vida melhorada através da abordagem reabilitacional.

Pacientes com desordens neurológicas como lesões medulares e cerebrais traumáticas são tratados pelo fisiatra, abordando dentro destas as suas principais complicações. Além de lesões traumáticas, outras condições como sequelas de derrame (AVC) ou esclerose múltipla, assim como problemas no desenvolvimento neuro-psico-motor de crianças também são abordados.

Fisiatras geralmente trabalham em centros de reabilitação, hospitais e em consultórios. Freqüentemente, atuam dentro da ampla área da especialidade, mas alguns se especializam em sub-áreas, como: dor crônica, neuroreabilitação, medicina esportiva, reabilitação cardíaca, entre outras áreas.

(Traduzido e adaptado do site da Academia Americana de Medicina Física e Reabilitação)

Veja também:

Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação

Sociedade Paulista de Medicina Física e Reabilitação

Fonte: http://www.neurologia.ufsc.br/index.html

Bexiga Neurogênica 05/10/2006

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A bexiga neurogênica é a perda da função normal da bexiga provocada pela lesão de uma parte do sistema nervoso.

A bexiga neurogênica pode ser decorrente alguma doença, de uma lesão ou de um defeito congênito que afeta o cérebro, a medula espi nhal ou os nervos que se dirigem à bexiga, seu esfíncter (orifício de saída para o interior uretra) ou a ambos. A bexiga neurogênica pode ser hipoativa, isto é, o órgão é incapaz de contrair (não contrátil) e é incapaz de esvaziar adequadamente, ou pode ser hiperativa (espástica), esvaziando por reflexos incontroláveis.

Causas

Normalmente, a bexiga hipoativa é decorrente da interrupção dos nervos que a inervam. Nas crianças, a causa mais comum é um defeito congênito da medula espinhal como, por exemplo, a espinha bífida ou a mielomeningocele (protrusão da medula espinhal através das vértebras).

A bexiga hiperativa comumente é decorrente da interrupção do controle normal da bexiga pela medula espinhal e pelo cérebro. As causas mais comuns são as lesões ou um distúrbio (p.ex., esclerose múltipla) que afetam a medula espinhal, os quais também podem acarretar paralisia dos membros inferiores (paraplegia) ou dos membros superiores e inferiores (quadriplegia). Freqüentemente, esse tipo de lesão inicialmente faz com que a bexiga torne-se flácida durante dias, semanas ou meses (a fase de choque). Posteriormente, a bexiga torna-se hiperativa e esvazia sem controle voluntário.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com a bexiga ser hipoativa ou hiperativa.

Como a bexiga hipoativa comumente não chega a esvaziar, ela dilata até tornar-se muito volumosa. Este aumento de volume geralmente é indolor, pois a bexiga expande lentamente e possui pouca ou nenhuma atividade nervosa local. Algumas vezes, a bexiga permanece dilatada, mas, constantemente, ela deixa escapar uma pequena quantidade de urina (incontinência por transbordamento). As infecções vesicais são comuns em indivíduos com bexiga hipoativa, pois o acúmulo de urina residual na bexiga cria as condições que estimulam o crescimento bacteriano. Pode ocorrer formação de cálculos na bexiga, sobretudo quando o indivíduo apresenta uma infecção crônica da bexiga que exige uma sonda de demora. Os sintomas de uma infecção da bexiga podem variar, dependendo do grau de atividade nervosa que resta.

A bexiga hiperativa pode encher e esvaziar sem controle e com graus variáveis de “alerta”, pois ela contrai e esvazia por reflexo (involuntariamente).

Quando existe uma bexiga hipoativa ou hiperativa, a pressão e o refluxo de urina da bexiga através dos ureteres pode lesar os rins. Nos indivíduos com lesão medular, a contração da bexiga e o relaxamento do esfíncter vesical podem não estar coordenados e, conseqüentemente, a pressão na bexiga permanece elevada e não permite que a urina saia dos rins

Diagnóstico

Freqüentemente, o médico pode palpar uma bexiga volumosa durante o exame da região abdominal inferior. Os estudos radiográficos utilizando um contraste injetado por meio da via intravenosa (urografia intravenosa) ou através de um cateter diretamente na bexiga (cistografia) e na uretra (uretrografia) fornecem informações adicionais. As radiografias podem revelar o tamanho dos ureteres e da bexiga e, possivelmente, cálculos e lesões renais. Além disso, elas podem prover ao médico algumas informações sobre a função renal. A ultra-sonografia fornece informações similares. A cistoscopia é um procedimento, normalmente indolor, que permite ao médico observar diretamente o interior da bexiga com o auxílio de um tubo de visualização flexível, o qual é inserido através da uretra.

A quantidade de urina que permanece na bexiga após a micção pode ser mensurada através da passagem de um cateter vesical (sonda vesical) para drenar a urina. A pressão no interior da bexiga e da uretra pode ser medida conectando-se o cateter a um medidor (cistometrografia).

Tratamento

Quando a causa da bexiga hipoativa é uma lesão neurológica, o médico pode passar um cateter pela uretra para drenar a bexiga contínua ou intermitentemente. Após a lesão, o cateter é passado assim que possível para impedir que os músculos da bexiga sejam lesados pela dilatação excessiva e para evitar uma infecção da bexiga.

A manutenção de uma sonda de demora (permanente) causa menos problemas físicos na mulher que no homem. Em um homem, ela pode causar inflamação da uretra e do tecido circunjacente. No entanto, tanto para os homens quanto para as mulheres, é preferível o uso de um cateter (sonda) que possa ser passado periodicamente pelo próprio paciente (4 a 6 vezes ao dia) e removido após o esvaziamento da bexiga (autosondagem intermitente).
Os indivíduos com bexiga hiperativa também podem necessitar da passagem de uma sonda para drenagem quando os espasmos do esfíncter vesical impedem o seu esvaziamento completo. Para os homens com quadriplegia que não conseguem realizar a autosondagem, pode ser necessária a realização da secção do esfíncter vesical (anel muscular que fecha um orifício), para permitir o esvaziamento da bexiga. Uma bolsa de coleta externa pode ser utilizada. A estimulação elétrica pode ser aplicada à bexiga, aos nervos que a controlam ou à medula espinhal para induzir a contração da bexiga. No entanto, este tipo de tratamento ainda encontra-se em fase experimental.

O tratamento medicamentoso pode melhorar o armazenamento de urina na bexiga. Geralmente, o controle de uma bexiga hiperativa pode ser melhorado por medicamentos que a relaxam (p.ex., anticolinérgicos). Entretanto, essas drogas comumente causam efeitos colaterais (p.ex., boca seca e constipação) e a melhoria do esvaziamento da bexiga com o uso de medicamen-tos é difícil para aqueles que apresentam uma bexiga neurogênica.

Algumas vezes, é recomendada a cirurgia de desvio da urina até uma abertura externa (ostomia) criada na parede abdominal ou de a cirurgia para aumentar a bexiga. O desvio da urina proveniente dos rins para a superfície do corpo pode ser realizado por meio da remoção de um pequeno segmento do intestino delgado e, em seguida, da conexão dos ureteres a esse segmento, o qual é fixado à ostomia, permitindo que a urina seja coletada em uma bolsa. Este procedimento é denominado alça ileal. A bexiga pode ser aumentada com um segmento do intestino, em um procedimento denominado cistoplastia de aumento e o indivíduo pode realizar a autosondagem. Para os lactentes, como medida temporária até a criança atingir a idade para a cirurgia definitiva, é criada uma conexão entre a bexiga e uma abertura na pele (vesicostomia).

Independentemente do fluxo urinário ter sido desviado ou não ou se o indivíduo faz uso de uma sonda ou não, são realizados grandes esforços para reduzir o risco da formação de cálculos urinários. A função renal é rigorosamente monitorizada. Uma infecção renal é tratada imediatamente. A ingestão de 8 copos de líquido por dia é recomendada. Um indivíduo com paralisia deve ser mudado de posição freqüentemente e os outros são estimulados a deambular o mais breve possível. Embora a recuperação completa seja incomum em qualquer tipo de bexiga neurogênica, alguns indivíduos apresentam uma recuperação considerável com o tratamento.

Fonte: Manual Merck

Espasmo Hemifacial 23/08/2006

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Contrações involuntárias e repetitivas da metade da face (alguns ou todos os músculos inervados pelo nervo facial). Os movimentos são irregulares, podem estar presentes durante o sono ou associados a lacrimejamento excessivo e a outras alterações neurológicas.

A maioria dos casos é devido a compressão de uma artéria sobre o nervo facial, na zona de sua saída próximo ao tronco cerebral. Outras causas menos freqüentes: compressão do nervo facial por um lesão intracraniana (tumor, aneurisma, malformação vascular), esclerose múltipla, aderências ou deformidades ósseas da base do crânio.

Se a causa não for lesão expansiva intracraniana, tratamento inicial é medicamentoso ou injeção local de toxina botulínica.

Fonte: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho

Meninges e Líquido Cefalorraquidiano 16/08/2006

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Artigo da Liga de Neurociências: sistemanervoso.com

  O sistema nervoso (medula e encéfalo) encontra-se envolvido por membranas de tecido conjuntivo, denominadas meninges. As meninges são representadas pela dura-máter (paquimeninge), pela aracnóide e pia-máter (conhecidas como leptomeninges). Todas elas possuem função protetora. 

  Apesar de sua função protetora, as meninges podem ser alvo de patologias importantes, como alguns tumores benignos, geralmente meningiomas e as conhecidas meningites.
  O conhecimento anatômico e funcional das meninges é muito importante tanto para entender sua função protetora, como também para entender as patologias que podem afetá-las.

Dura-máter

  • A dura-máter é a mais externa, resistente e espessa das três meninges existentes;
  • Ricamente vascularizada e inervada por terminações sensoriais. Por ser a única região do encéfalo que possui terminações nervosas sensoriais, é a principal responsável por dores de cabeça;
  • No sistema nervoso central, a dura-máter é formada por dois folhetos (externo e interno); o folheto externo é ricamente vascularizado (sua irrigação provém da artéria meníngea média) e está intimamente aderido à tabua óssea, comportando-se como um periósteo inativo, visto que não possui atividade osteogênica;
  • Em algumas regiões do encéfalo os dois folhetos da dura-máter se separam um do outro formando algumas estruturas:
    – foice do cérebro: septo mediano que se insere na fissura longitudinal dividindo o cérebro em dois hemisférios;
    – tenda do cerebelo: septo que separa o lobo occipital do cerebelo, dividindo as estruturas do encéfalo como supra e infratentoriais;
    – foice cerebelar: septo que divide o cerebelo em dois hemisférios;
    – diafragma selar: isola e protege a glândula hipófise ao fechar a sela túrcica; este diafragma possui uma abertura para a passagem da haste hipofisária que liga a glândula ao encéfalo.

Seios da dura-máter

  • São canais venosos localizados entre os folhetos da dura-máter cuja função é drenar o sangue venoso vindo das veias do encéfalo e do bulbo ocular e enviá-lo para as veias jugulares internas retirando-o da cavidade craniana;
  • Existem vários seios espalhados ao longo da dura-máter entre eles podemos citar alguns:
    – seio transverso: localiza-se de ambos os lados ao longo da tenda do cerebelo e dá origem ao seio sigmóide;
    – seio sigmóide: tem forma de letra S e vai da porção petrosa do osso temporal até o forame jugular, onde desemboca na veia jugular interna. Este seio drena quase que a totalidade do sangue venoso craniano;
    – seio cavernoso: situado dos dois lados do corpo do osso esfenóide e da sela túrcica. Elas drenam o sangue vindo das veias oftálmicas superiores, central da retina e região da face. Algumas estruturas atravessam este seio, entre elas estão a carótida interna, o nervo abducente, oculomotor e ramo oftálmico do nervo trigêmeo. Como a carótida atravessa este seio, aneurismas nesta região podem ocasionar compressão de nervos que resultam em distúrbios oculares.

Aracnóide

  • É uma meninge intermediária, pois fica entre a dura-máter e a pia-máter;
  • É uma fina membrana trabeculada próxima a dura-máter, separada desta por um espaço virtual conhecido como subdural. Suas trabéculas se ligam à pia-máter formando com ela o espaço subaracnóideo;
  • O espaço subaracnóideo é a região que abriga o líquor, ele está presente no encéfalo e na medula espinal, sendo uma via direta de comunicação entre a medula e o encéfalo.

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Cisternas subaracnóideas

  • São espaços ou cisternas maiores que o espaço subaracnóideo formados entre a pia-máter e a aracnóide cujo acúmulo de líquor é maior que em outras regiões;
      As principais cisternas são:
    – cisterna magna: vai da face inferior do cerebelo à face posterior do bulbo, onde se liga ao IV ventrículo. Esta cisterna, em alguns casos, devido às suas grandes dimensões, é utilizada para a obtenção de líquor através de punção;
    – cisterna pontina: localizada anteriormente à ponte;
    – cisterna interpeduncular: localizada na fossa interpeduncular;
    – cisterna quiasmática: localizada anterior ao quiasma óptico;
     
  • Granulação aracnóidea ou de Pacchioni: são pequenas projeções da aracnóide para o interior da dura-máter, sendo responsáveis pela absorção ou drenagem do líquor do espaço subaracnóideo.

Pia-máter

  • É a meninge que está intimamente aderida ao encéfalo e aos feixes de fibras medulares. Sua função é dar resistência aos órgãos nervosos, que são de consistência extremamente delicada e mole.

Líquor

  • O líquor é uma substância secretada pelo epitélio ependimário através dos plexos coróides. Esses plexos estão localizados nos ventrículos laterais e no III e IV ventrículos. 
  • É um líquido a base de água que está presente no espaço subaracnóideo e ventricular, cuja função é a proteção mecânica do encéfalo. Para isto, o líquor acolchoa o cérebro, deixando-o flutuar nesse meio;
  • São produzidos cerca de 500 mL de líquor por dia, em contra partida, os ventrículos juntamente com o espaço subaracnóideo, conseguem armazenar apenas 150 mL. Para que não ocorra acúmulo deste líquido no encéfalo, as granulações aracdônicas atuam absorvendo este líquor do espaço subaracnóideo.
  • O líquor atua como um amortecedor contra choques que possivelmente causariam lesões cerebrais, pois quando a cabeça sofre um choque, o cérebro desloca-se simultaneamente com o crânio, impedindo que porções do cérebro sejam mais afetadas que outras;

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Circulação liquórica

  • O líquido produzido no ventrículo lateral se dirige para o III ventrículo pelos forames interventriculares (de Monro). Do III ventrículo ele parte para o IV ventrículo através do aqueduto do mesencéfalo (de Sylvius). Pelas aberturas do IV ventrículo (forames de Luschka e Magendie) o líquor atinge a cisterna magna e depois dela todo o espaço subaracnóideo da medula e encéfalo, sendo reabsorvido nas granulações de Pacchioni. A circulação do líquor se faz primeiramente em direção à medula e depois sobe para o encéfalo como mostrado na figura abaixo indicado pelas setas:

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Terapia Ocupacional 22/07/2006

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simbolo_terapia.gifÉ uma ciência da saúde que tem como objeto de estudos a cinética do homem e suas relações com atividades ocupacionais, em todas as suas formas de expressão, quer nos desvios patológicos, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, tendo como meta restaurar a capacidade fisico-mental do indivíduo.

Trata o ser humano em sua totalidade, proporcionando-lhe condições para uma qualidade de vida digna. Este é o princípio da Terapia Ocupacional, profissão regulamentada pelo Decreto–lei 938 de 13 de outubro de 1969, cuja atuação vai além do aspecto patológico: busca promover o indivíduo na esfera biopsicossocial.

O Terapeuta Ocupacional

Profissional da saúde, com formação acadêmica superior, capacitado para atuar em todos os níveis de atenção à saúde. Habilitado a elaborar o diagnóstico terapêutico ocupacional, compreendido como avaliação cinetico-ocupacional e a partir deste, prescrever e executar as atividades selecionadas com o objetivo de desenvolver e recuperar aspectos físicos, mentais e sociais. A atuação do Terapeuta Ocupacional abrange todas as fases de vida de um indivíduo e sua intervenção tem como propósito a promoção do bem-estar, redução ou correção de disfunções, estimulação e reforço de capacidades funcionais remanescentes, facilitando o processo de aquisição das habilidades e funções essenciais, que tornem o indivíduo mais adaptado e inserido no seu meio social.  

Terapia Ocupacional – Áreas de Atuação  
     
   Terapia Ocupacional Clínica

A) Hospitais Gerais e Psiquiátricos
B) Ambulatórios
C) Consultórios
D) Centros de Reabilitação
E) Clínicas

 Saúde Coletiva

A) Programas institucionais
B) Ações Básicas de Saúde
C) Terapia Ocupacional do Trabalho
D) Vigilância Sanitária
E) Creches
F) Escolas

 Educação

A) Docência (níveis secundário e superior)
B) Extensão
C) Pesquisa
D) Supervisão (técnica e administrativa)
E) Direção e coordenação de cursos

 Outras

A) Indústria de equipamentos de uso Terapêutico Ocupacional
B) Cargos de Gerência, de Diretorias em instituições públicas e privadas.
C) Supervisões
D) Controle e Avaliação de municípios, estados e federal

Fonte: Crefito

Dor neuropática 16/07/2006

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“Todo mundo é capaz de suportar uma dor,
com exceção de quem a sente.”
William Shakespeare

Antes de definir dor neuropática é essencial que compreendamos o significado da palavra dor. Você com certeza já experimentou essa sensação algumas vezes ao longo de sua vida. Apesar disso, você saberia defini-la ou descrevê-la com palavras? São tantas e diversas as sensações que entendemos como dor; o que então todas elas têm em comum? (1)

A dor é uma sensação complexa caracterizada por uma experiência sensorial e emocional, sempre desagradável. Ela é, portanto, subjetiva, cabendo a cada indivíduo utilizar esta palavra de acordo com suas próprias experiências. (1)

A chamada “dor neuropática” por sua vez, foi definida pela Associação Internacional de Estudos da Dor como: “dor iniciada ou causada por uma lesão ou disfunção que compromete primariamente componentes do sistema nervoso” (cérebro, medula espinhal, raízes e nervos). Dependendo de onde se localiza a lesão, a dor pode ser classificada em central ou periférica. (1)

Como se manifesta? – Como qualquer outro tipo de dor, ela pode ser classificada em aguda ou crônica (superior a três meses), dependendo da sua duração. Infelizmente, a grande maioria das dores neuropáticas são crônicas. Ela pode ser espontânea, quando ocorre na ausência de estímulos externos, ou evocada por estímulo, também chamada de estímulo dependente. (1)

Vários sinais e sintomas são característicos de dor neuropática. Estudos recentes mostram que pacientes com dor neuropática descrevem suas sensações usando principalmente seis palavras: dor em choque elétrico, em queimação, dor fria, como coceira, um formigamento ou uma picada. É importante que médico e paciente consigam caracterizar bem o tipo de dor, pois este fato pode ter grandes implicações em seu tratamento. Apesar de não ser de intensidade extrema, ela causa importante incômodo e incapacidade ao paciente por suas características crônicas. (1)

Quais são os sintomas? (2)

Os sintomas da dor neuropática são frequentemente descritos como punhalada, queimadura ou choques eléctricos. Estes sintomas agravam-se, muitas vezes, durante a noite.

Outros sintomas comuns da dor neuropática são:
Alodínia – sensação dolorosa causada por estímulos que habitualmente não causam dor, como um leve toque;
Hiperestesias – respostas exageradas aos estímulos tácteis, como aos lençóis de cama;
Hiperalgesia – sensibilidade exagerada a estímulos dolorosos;
Hiperpatia – persistência da dor mesmo após a remoção do estímulo dolorosos;
Parestesias e disestesias – sensações anormais e desagradáveis descritas como formigamento, dormência, picadas.

Quão frequente é a Dor Neuropática? (2)

Estima-se entre 1,5 % e 7,7% as pessoas afetadas por dor neuropática, respectivamente, nos Estados Unidos da América (EUA) e na Europa. No entanto, é uma síndrome que, muitas vezes, é sub-diagnosticada e sub-tratada.

Nos países europeus a dor neuropática tem uma prevalência estimada em:
3 milhões de pessoas ou 7,5% no Reino Unido;
2,5 milhões de pessoas ou 6,4% em França;
3,5 milhões de pessoas ou 6% na Alemanha;
2,1 milhões de pessoas ou 7,7% em Espanha.

Que impacto tem a Dor Neuropática nos doentes? (2)

A dor neuropática tem impacto significativo, no funcionamento diário e na qualidade de vida das pessoas afetadas. Em muitos doentes a dor interfere, de forma relevante, no sono e associa-se a falta de energia e dificuldades de concentração.

Devido à dor, que é de natureza crônica, alguns doentes não conseguem trabalhar, andar, ou mesmo tolerar as roupas em contacto com o corpo, pois o simples contacto com estas pode desencadear dores insuportáveis, muitas vezes descritas como sensação de queimadura ou lancinantes.

As lesões nervosas dolorosas constituem um fardo econômico importante para os doentes que procuram cuidados para o alívio da dor. Por outro lado, estes doentes sofrem habitualmente de outras doenças, o que os torna maiores consumidores de cuidados de saúde.

A depressão, ansiedade, doença cardíaca e diabetes são perturbações frequentes nestes doentes. Estima-se que, nos doentes com dor neuropática, os custos totais com a saúde sejam cerca de três vezes superiores aos da população em geral. (2)

Principais causas de dor neuropática: (3)

Lesões traumáticas de:

  • nervos periféricos
  • nervos cranianos
  • raízes dorsais
  • medula espinal
  • certas regiões do encéfalo (vias sensitivas, núcleos sensitivos, tálamo, córtex sensitivo)

Neuropatias periféricas dolorosas:

Localizadas:

  • síndromes compressivas (entrapment e neoplasias)
  • dor complexa regional (distrofia simpaticorreflexa, causalgia)
  • membro fantasma e dor de coto de amputação
  • neuralgia pós-herpética
  • mononeuropatia diabética
  • neuropatia isquêmica
  • poliarterite nodosa
  • pós-radioterapia

Difusas (polineuropatias e mononeurites múltiplas):

  • diabética
  • alcoólica
  • amiloidose
  • AIDS
  • hipotireoidismo
  • neuropatias sensitivas hereditárias
  • doença de Fabry
  • deficiência de vitamina do complexo B
  • neuropatias tóxicas
  • auto-imunes
  • vasculites
  • paraneoplásica

Doenças medulares:

  • esclerose múltipla
  • lesões isquêmicas
  • mielopatias infecciosas degenerativas
  • siringomielia
  • compressões (tumores, degeneração discal)

Doenças encefálicas:

  • siringobulbia
  • acidente vascular encefálico
  • esclerose múltipla
  • doença de Parkinson

Fontes:

  1. Revista Hands nº 15 – abril / maio 2003 (Associação Brasileira do Câncer)
  2. ABC da Saúde – SAPO.pt
  3. Galvão, Antônio César Ribeiro. Dor Neuropática: tratamento com anticonvulsivantes. São Paulo: Segmento Farma, 2005

Eletroforese de Proteínas – Bandas Oligoclonais 04/07/2006

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A eletroforese das proteínas permite a determinação das frações protéicas, sendo atualmente, empregadas técnicas com ótimo poder de resolução e com a utilização de baixos volumes.

A pesquisa de bandas oligoclonais no líquor (ver exame do LCR) tem grande importância no diagnóstico e no seguimento de processos inflamatórios do sistema nervoso central (SNC). Essas bandas são imunoglobulinas sintetizadas por um ou poucos clones de plasmócitos, derivados de linfócitos B, em resposta à presença contínua de um antígeno único e altamente específico. Podem ser encontradas em mais de 90% dos pacientes com esclerose múltipla, mas não constituem indícios exclusivos dessa doença. Processos infecciosos subagudos ou crônicos do SNC, tais como a panencefalite esclerosante subaguda pós-sarampo, a neurossífilis e as encefalopatias virais – a exemplo da causada pelo HIV -, costumam provocar o aparecimento de tais bandas, cuja presença isolada no LCR, e não no soro, está relacionada à síntese intra-tecal de anticorpos.

Fonte: Fleury. Manual Neurodiagnóstico: Líquido cefalorraquidiano (LCR).

Exame do Líquido cefalorraquidiano (LCR) 04/07/2006

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O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) ou líquor vem sendo utilizado como arma diagnóstica desde o final do século XIX, contribuindo, significativamente, para o diagnóstico de patologias neurológicas. Além do diagnóstico, a análise do LCR permite o estadiamento e o seguimento de processos vasculares, infecciosos, inflamatórios e neoplásicos que acometem, direta ou indiretamente, o Sistema Nervoso. Através da puncao_lombar.jpgpunção liquórica (imagem) é possível, também, a administração intra-tecal de quimioterápicos, tanto para tratamento de tumores primários ou metastáticos do Sistema Nervoso Central, como para a profilaxia do envolvimento neurológico de tumores sistêmicos. No Quadro 1 estão listadas as indicações do exame do LCR, segundo a Academia Americana de Neurologia (AAN).

Não há preparo específico para o exame do LCR. O paciente pode alimentar-se normalmente e não deve estar fazendo uso de medicação anticoagulante ou de drogas que interfiram na coagulação sanguínea. A sedação está indicada naqueles pacientes extremamente agitados, mas pode ser realizada em todos aqueles que o desejarem. A punção liquórica está formalmente contra-indicada nos indivíduos com hipertensão intracraniana ou quando houver processo infeccioso no trajeto da agulha. Naqueles indivíduos sob tratamento anticoagulante, o médico deve estar atento para o risco de sangramento decorrente da punção e para a real necessidade desta.

Quadro 1: Indicações do exame de LCR, segundo a AAN

  • Processos infecciosos do SN e seus envoltórios
  • Processos granulomatosos com imagem inespecífica
  • Processos desmielinizantes
  • Leucemias e linfomas (estadiamento e tratamento)
  • Imunodeficiências
  • Processos infecciosos com foco não identificado
  • Hemorragia sub-aracnoidea

A análise dos resultados obtidos no exame do LCR deve ser sempre feita em conjunto e tendo como base a sintomatologia apresentada pelo paciente.

Líquido cefalorraquidiano (LCR) na Esclerose Múltipla

Doença de evolução polifásica e com sintomatologia diversa, a esclerose múltipla (EM) tem no exame de LCR um excelente método diagnóstico e de acompanhamento. Freqüentemente são encontradas pleocitose linfomonocitária e hiperproteinorraquia discretas, até 30 células/mm3 e até 100 mg/dL, respectivamente. O dado liquórico mais importante e útil no diagnóstico é a presença de bandas oligoclonais, que ocorre em mais de 90% dos casos. Também é de grande importância a determinação da produção intra-tecal de IgG, que está elevada entre 70 e 90% dos casos. A dosagem da proteína básica de mielina, antigamente utilizada, não apresenta valor diagnóstico, por níveis variáveis e por ser altamente inespecífica.

Fontes: Fleury. Manual Neurodiagnóstico: Líquido cefalorraquidiano (LCR) (texto) e Irish Health Information Website (Imagem)

Síndrome de esclerose múltipla like na síndrome de Sjögren 02/07/2006

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A Síndrome de Sjögren é uma doença auto-imune crônica, em que o sistema imunológico do próprio corpo do paciente erroneamente ataca as glândulas produtoras de lágrimas e saliva. Os linfócitos infiltram-se por estas glândulas provocando diminuição da produção de saliva e lágrimas.

Características principais: secura nos olhos e na boca. Pode também causar secura de pele, nariz e vagina e pode afetar órgãos do corpo, inclusive os rins, vasos sangüíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Fadiga e dor nas articulações podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida do paciente. Estima-se que quatro milhões de americanos tenham a Síndrome de Sjögren, muitos deles sem diagnóstico. Nove entre dez pessoas com Sjögren são mulheres. Embora a maioria das mulheres diagnosticadas costume estar na menopausa ou ainda com mais idade. Sjögren pode ocorrer também em crianças e adolescente. Mulheres jovens com Sjörgren podem apresentar complicações na gravidez. No Brasil, não se sabe o número exato de portadores da Síndrome de Sjögren. A causa (ou causas) específica da SS não é conhecida, mas múltiplos fatores provavelmente estão envolvidos, dentre os quais os genéticos, viróticos, hormonais ou suas interações(1).

A síndrome de esclerose múltipla like é uma das manifestações neurológicas possíveis da síndrome de Sjögren.

O envolvimento do SNC na SS é relativamente frequente, com uma prevalência estimada em cerca de 20 a 25%. Tanto o cérebro como a espinhal medula podem estar envolvidos.

De particular importância é a síndrome de esclerose múltipla like. Nos pacientes com SS, os achados clínicos, eletrofisiológicos, parâmetros do líquor e achados na ressonância nuclear magnética são indistinguíveis dos observados na esclerose múltipla, sendo muitas vezes difícil de distinguir a esclerose múltipla primária da Síndrome de Sjögren (SS) com mielopatia crónica. Assim, vários autores defendem, atualmente, que a SS deve ser sistematicamente investigada em todos os doentes com esclerose múltipla, como diagnóstico diferencial a ter em conta, mesmo não estando definido se as duas entidades podem ser encaradas separadamente ou se a SS associada à esclerose múltipla pode ser definida como SS secundária, dado que pode vir a ter importância em termos terapêuticos, nomeadamente para fármacos que estão presentemente a ser ensaiados e que parecem vir a ter um futuro promissor no tratamento da esclerose múltipla(2).

Fontes:

  1. Síndrome de Sjögren -Dr. Marcelo Cruz Rezende – reumatologista / MS Baseado em texto da “Arthritis Foundation”. Sociedade Brasileira de Reumatologia
  2. Manifestações neurológicas da síndrome de Sjögren – Rui António Vieira Antunes. Lusomed

Citocinas, quimiocinas e receptores de quimiocinas 01/07/2006

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Citocinas são um grupo de moléculas secretadas por leucócitos inflamatórios (p.ex. monócitos) e por células não leucocíticas envolvidas na emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes.

As quimiocinas são uma classe de citocinas pró-inflamatórias que podem atrair e ativar os leucócitos.

Os receptores de quimiocinas são glicoproteínas de superfície celular que se ligam a quimiocinas e medeiam a migração de moléculas pró-inflamatórias.

Assuntos relacionados: 

Mielite 22/06/2006

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A inflamação da medula espinhal. Etiologias relativamente comuns incluem infecções, doenças auto-imunes e isquemia. As características clínicas gerais incluem fraqueza, perda sensorial, dor localizada, incontinência e outros sinais de disfunção autonômica.

Sinônimos Português:

Mielopatia Inflamatória
Inflamação da Medula Espinhal

Obs: não confunda com inflamação da medula óssea (osteomielite)

Fonte: Bireme: Descritores em Ciência e Saúde – DeCS

Mielopatia 22/06/2006

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Condições patológicas caracterizadas por disfunção ou danos da MEDULA ESPINHAL, incluindo transtornos envolvendo as meninges e espaços perimeníngeos ao redor da medula espinhal. Lesões traumáticas, doenças vasculares, infecções, e processos inflamatórios/auto-imunes podem afetar a medula espinhal.

Sinônimo Português: Doenças da Medula Espinhal

Fonte: Bireme: Descritores em Ciência e Saúde – DeCS

O que é esclerodermia? 22/06/2006

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Nota da edição: Colocamos este post, pois o termo esclerose sistêmica é muito procurado (busca) no blog. A esclerose sistêmica é um dos tipos de esclerodermia. É uma doença auto-imune, mas não é a esclerose múltipla. Abaixo a introdução de um artigo da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Para ler o texto completo clique aqui. _______________________________________________

Esclerodermia é uma doença do tecido conjuntivo que afeta a pele, e algumas vezes os órgãos internos. Apresenta uma variação muito grande em termos de prognóstico. Para alguns pacientes representa apenas um incômodo, enquanto para outros é uma doença grave e letal, sendo para a maioria uma doença que afeta o modo como elas vivem o seu dia a dia. A esclerodermia é classificada como uma doença auto-imune, juntamente com a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistêmico, a síndrome de Sjögren e a esclerose múltipla, devido ao fato de que o sistema imunológico nestas doenças é ativado para agredir os tecidos do próprio organismo.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia

Doenças Auto-Imunes Desmielinizantes do Sistema Nervoso Central 22/06/2006

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Condições caracterizadas por perda ou disfunção da mielina (ver BAINHA DE MIELINA) no cérebro, medula espinhal ou nervos ópticos, secundárias a processos auto-imunes. Estes podem ter a forma de uma resposta imune humoral ou celular dirigida à mielina ou a autoantígenos associados à oligodendrogila.

Sinônimos Português:

Doenças Auto-Imunes Desmielinizantes do SNC
Doenças Auto-Imunes Desmielinizantes da Medula Espinhal

Fonte: Bireme: Descritores em Ciência e Saúde – DeCS