Fatores que influenciam na incidência da esclerose múltipla Maio 17, 2008
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Estudos epidemiológicos sobre fatores que influenciam o desenvolvimento da Esclerose Múltipla foram apresentados nesta sexta feira pelo Prof. Dr. Dagobeto Callegaro, neurologista, coordenador do Ambulatório de Esclerose Múltipla do Hospital das Clínicas, da USP, durante o Serono Symposia International, que acontece na cidade de São Paulo. Segundo Callegaro, fatores como luminosidade, sexo, cor da pele estão relacionados à incidência da esclerose múltipla. “Nos países do norte, onde a luminosidade é menor, a prevalência da esclerose múltipla é maior. O motivo é a falta de vitamina D3, acarretada pela baixa luminosidade”.
Sabe-se também que a incidência da doença é maior em mulheres e em pessoas de pele branca. Outros fatores, como o tipo de dieta também influenciam a prevalência da esclerose múltipla. Na Noruega, por exemplo, que tem maioria branca e baixa luminosidade em todo o território, existem diferentes taxas de prevalência, de acordo com o tipo de dieta. Na região norte, onde a dieta é rica em vitamina D3 (peixes e vegetais) a incidência da doença é menor do que no sul, onde se consome mais carnes e laticínios.
Fonte: Correio do Estado
Dieta rica em ômega-3 melhora a vida dos portadores de esclerose múltipla Maio 17, 2008
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Uma dieta rica em peixes, frutas e legumes pode ser uma das principais formas de evitar os períodos de crise em portadores de esclerose múltipla (EM). Foi o que afirmou o neurologista Dagoberto Callegaro, do Hospital das Clínicas de São Paulo, um dos especialistas que estão reunidos em São Paulo até sábado em evento que discute a eficácia dos tratamentos disponíveis para a doença.
Callegaro faz a afirmação tomando como base os resultados de uma pesquisa feita com portadores da doença na Noruega, um dos países com maior incidência de esclerose múltipla. Pesquisadores compararam as cidades onde os moradores comiam mais e menos peixe, e constataram que nas localidades em que as pessoas ingeriam mais bacalhau, salmão e atum, menores eram as taxas de EM.
Para o médico, uma dieta rica em peixes com ômega-3 e que exclui leite, derivados e a carne vermelha, é uma das formas que o portador da doença tem de controlar os períodos de crise, que vão desde uma perda parcial da visão até a falta de movimento total nos braços e nas pernas.
- Nossas mães e avós estavam certas quando nos obrigavam, na infância, a tomar uma colher de óleo de fígado de bacalhau diariamente. A suplementação com ômega tem mostrado bons resultados na qualidade de vida e no controle da doença nos portadores de esclerose múltipla - disse Callegaro.
Outras pesquisas já apontaram que o ômega-3 também tem papel importante no controle de outras doenças como a depressão e a epilepsia.
*A jornalista viajou a convite da Merck Serono
Fonte: O Globo Online
Má alimentação pode comprometer atividade cerebral, dizem especialistas Maio 12, 2008
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A falta de cuidados com a alimentação pode interferir no desempenho mental, aumentando os riscos de déficit de memória e até de doenças degenerativas, alertam especialistas. Apesar das constatações, o Brasil ainda sofre com índices alarmantes de dietas mal balanceadas. De acordo com estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), 3 em cada 10 adolescentes paulistanos consomem alimentos ricos em gorduras e ausente de fibras, o que, segundo a nutricionista clínica Luciana Ayer, pode comprometer a atividade cerebral.
- O sistema neurológico precisa de gorduras boas para manter o bom funcionamento das células. A ingestão de gorduras trans, presentes em produtos industrializados, intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral. Os aditivos químicos em excesso, presentes em corantes, adoçantes e no glutamato monossódico, entram nos neurônios ocupando o lugar dos nutrientes. Essas substâncias estranhas são tóxicas para o neurônio, comprometendo o desempenho cerebral - diz Luciana, que é co-autora do livro Nutrição Cerebral (ed. Objetiva).
Os efeitos desses alimentos no cérebro são adversos, podendo causar demência, défict de atenção, ansiedade e depressão. De acordo com o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a falta de uma dieta balanceada pode, inclusive, provocar doenças neurológicas. Para reduzir os riscos, ele aconselha a ingestão de alimentos ricos em proteínas e vitaminas.
- As doenças degenerativas têm ligação com o aspecto alimentar e emocional. As crianças hiperativas, por exemplo, têm respondido a tratamentos com ingestão de vitamina B6, presente no feijão, lentilha e fibras. Ela (vitamina) é necessária para a produção de um dos neurotransmissores do cérebro que melhora a atenção da pessoa e diminui a excitabilidade. O ômega 3 também estimula os neurônios. E os resultados obtidos com dietas ricas desses elementos são melhores do que os apresentados por remédios convencionais - alerta Galli.
Uma pesquisa realizada pela Nova Escócia com crianças dos EUA demonstrou que aquelas que comiam bem atingiam as maiores notas na escola. Para manter o cérebro em plena atividade, a nutróloga Lenita Zajdenverg, do Hospital Universitário Clementiano Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama atenção para o consumo de alimentos antioxidantes e de cor avermelhada.
-Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante, o que prolonga a vida das células cerebrais. As proteínas presentes no queijo, no ovo e no leite são bastante benéficas para o funcionamento do cérebro. Há ainda estudos que apontam a melhoria da atividade cerebral e a diminuição do risco de demência com o uso de frutas vermelhas no cardápio - diz Lenita.
Mas vale ressaltar que não adianta tomar suplementos alimentares ricos em colina - presente no ovo - ou em caroteno - encontrado nas frutas vermelhas - para depois ir para um rodízio de pizza. Lenita, inclusive, alerta que o consumo em demasia de vitaminas pode ser maléfico à saúde. Portanto, antes de incluir esses produtos complementares no cardápio diário, é preciso consultar um especialista para saber a quantidade necessária que pode ser ingerida.
É preciso ter cuidado também com o preparo de determinados alimentos para, em longo prazo, não comprometer a atividade dos neurônios. As carnes assadas em grelha, principalmente as aves, podem estimular o desenvolvimento de mal de Parkison, alerta Cícero Galli. As altas temperaturas durante o cozimento estimulam a formação de substâncias que causam danos irreversíveis aos neurônios. Para evitar esse efeito, o especialista em neurologia aconselha o consumo de peixes em forma de ensopado. Isso não quer dizer que as outras carnes devam ser abolidas da dieta. Basta ingeri-las com moderação, destaca.
Fonte: O Globo Online
Desautorizar o sofrimento Maio 3, 2008
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Não há como apagar a dúvida que insiste a não ser relançando a declaração. Por isso é tão claro o verso de Drummond: “Ouvindo-te dizer: Eu te amo,/ creio, no momento, que sou amado./ No momento anterior/ e no seguinte,/ como sabê-lo?” A sociedade, em decorrência dessa distância difícil a suportar entre o afeto e a sua expressão, gera, para acalmar, formas padronizadas de sentir tanto a alegria quanto o sofrimento. Assim, ir a Paris é ótimo, ir ao dentista é um horror.
Isso ganha especial importância no campo da saúde, no qual se costuma afirmar que não há nada pior do que não saber o que se tem. Não é rara a alegria paradoxal de alguém que finalmente fica sabendo que só tem um “tumorzinho”. Essa necessidade de se acalmar em uma forma padronizada de sentir pode trazer sérios problemas. Na medicina de hoje – diferentemente da de antes, em que primeiro se sofria, depois se ia ao médico –, doenças são anunciadas antes de qualquer sensação. É o caso de exames genéticos que prevêem com muitos anos de antecedência algumas paralisias graves. Como reage o paciente diante dessa informação igualmente desagradável e estranha? Ele busca alguma forma adequada de expressar o que supostamente tem, para os outros e para si próprio. É aí que acaba se alienando em um sentimento prêt-à-porter, pronto para vestir.
Quem vai ter um comprometimento das pernas começa imediatamente a claudicar e corta de sua vida tudo o que demanda movimento. Dessa forma, acaba por aumentar a dor imediata e facilitar a velocidade de instalação da doença. Uma pesquisa clínica psicanalítica que estamos desenvolvendo no Centro de Estudos do Genoma Humano, na USP (Universidade de São Paulo), tem demonstrado a importância, nesses casos, de desautorizar o sofrimento – foi como batizamos –, a saber: evitar que a pessoa se acomode em expressões programadas de dor. Isso não se consegue sem que se enfrente o risco da incerteza, coisa que dificilmente alguém fará se o tratamento que lhe for dado congelá-lo em uma situação sem saída, confortado pela discutível compaixão.
Os exemplos são extrapoláveis para a vida de todo mundo: não há quem não prefira o conforto da dor conhecida à insegurança de novas formas de ser. Cuidado! Ou cada um se faz responsável por sua singularidade, mesmo que esquisita, ou vira genérico, substituível, descartável. É uma questão de escolha.
Forbes, J. - Artigo publicado na revista WELCOME Congonhas, setembro de 2007 - ano 1 - número 6
Olha o foco! Abril 16, 2008
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O ser humano é distraído por natureza. Quem consegue se concentrar numa boa é aquele que, mesmo sem querer, domina algumas técnicas para manter o pensamento no alvo certo, evitando uma série de problemas
Um segundo, só um segundinho de vacilo e… o martelo erra o alvo, caindo em cheio sobre o dedo desavisado. Em inúmeras outras situações, tão cotidianas quanto essa, desviamos a atenção num átimo. Por que isso acontece? Os neurocientistas têm algumas pistas para responder à pergunta. Eles descobriram, por exemplo, que o cérebro é capaz de concentrar os esforços em uma só direção, mas aí basta um estímulo, qualquer um, para mudar de rumo a tendência vale para todo ser humano. Somos distraídos por natureza: é o olho que capta uma imagem, as narinas que absorvem um cheiro envolvente, os ouvidos que percebem um som distante… Isso tudo desperta memórias e sensações que levam a mente a voar.
A chave para entender a mania de se dispersar está em duas regiões do cérebro que vivem numa eterna queda-de-braço: o córtex pré-frontal, que fica logo abaixo da testa e é responsável por processar informações complexas, e o córtex parietal, localizado na parte médio-traseira e cuja função, entre outras, é interpretar as sensações táteis. Quando nos concentramos em algo, a oxigenação aumenta nessas duas áreas, explica o neurocientista Martin Cammarota, do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. É que ambas disputam nossa atenção, segundo um estudo de pesquisadores do MIT, o Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.
O córtex pré-frontal entra em ação quando aplicamos nosso esforço em alguma atividade, enquanto o parietal é ativado caso uma distração tente nos fisgar. É o que acontece, por exemplo, quando você navega na internet para enviar um e-mail urgente mas vê com o rabo do olho uma notícia curiosa. O cérebro imediatamente dispara dois sinais diferentes, um logo após o outro. O mesmo ocorre quando tentamos escrever e conversar ao mesmo tempo ou dirigir e falar ao celular.
Para os cientistas, o desafio é descobrir como desligar uma dessas freqüências e deixar ativa apenas aquela que nos interessa em determinada situação. Segundo uma pesquisa realizada por psicólogos da University College London, quanto mais complexa uma atividade, maior a facilidade para se concentrar nela. A complexidade leva à motivação, um pré-requisito para preservar o foco, justifica o neurologista Benito Damasceno, chefe do Departamento de Neurologia da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo.
Anúncios, notícias, buzinas, campainhas, celulares, e-mails… São muitos os ladrões da nossa atenção. E, para complicar, o cérebro nem sempre está do nosso lado. Não temos controle total sobre ele, lembra Martin Cammarota. Para segurar as rédeas da atenção, principalmente quando é vital contar com ela, existem várias técnicas.
Ao estudar ou trabalhar, por exemplo, tem gente que se concentra escutando música com fones de ouvido ou mantendo um ruído constante no ambiente o do ar-condicionado, por exemplo. Isso pode funcionar em algumas ocasiões, mas não resolve o problema se a distração for uma constante, observa a psicóloga Junia Cicivizzo Ferreira, especialista em psicologia comportamental da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.
Nos casos de dispersão crônica, a saída costuma estar na organização. Em vez de confiar na memória, deixe os pensamentos de lado e apele para o lápis e o papel. Isso mesmo faça a velha e boa lista de tarefas, iniciando pelas mais importantes. Depois, é preciso se ater de fato às prioridades, ressalta Junia. Se não funcionar, não custa fazer uma pausa e checar como andam suas emoções e motivações. Esses dois fatores também contribuem para a concentração, garante Benito Damasceno.
CELULAR AO VOLANTE
…é distração constante. Um estudo americano revelou que atender ao telefone móvel enquanto se dirige é tão perigoso quanto conduzir o veículo embriagado
Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriram que uma simples conversa ao celular mesmo com fones de ouvido aumenta cinco vezes as chances de um motorista se envolver em acidentes de trânsito. É o mesmo risco de quem pega a estrada com 8 decigramas de álcool no sangue (o equivalente a três taças de vinho ou três latas de cerveja), uma quantidade proibida pela legislação naquele país e também no Brasil. Segundo o estudo, realizado em 2006 com 40 voluntários que dirigiram simuladores de veículos, os motoristas olham para a estrada, mas não conseguem prestar atenção suficiente nela durante a conversa telefônica. Daí, demoram mais tempo para frear e para voltar a acelerar o carro, podendo reagir tarde demais se, de repente, um pedestre surgir do nada. Ainda de acordo com o trabalho, isso não acontece com o motorista que ouve o rádio ou conversa com o passageiro.
ATENÇÃO, POR FAVOR
Sete estratégias para reeducar a mente e ser mais produtivo no trabalho ou nos estudos
1. PRIORIZE: o que é mais importante? Uma relação de tarefas vai ajudá-lo a fazer primeiro o que de fato interessa.
2. ORGANIZE: estabelecer metas, datas ou horários e também fazer os ajustes necessários na rotina são atitudes que contribuem para você ir até o fim.
3. FOQUE: quanto mais atenção você prestar no que estiver fazendo, maior a chance de ficar imerso por longos períodos na mesma atividade.
4. INSISTA: por mais que a mente fuja de vez em quando, a tendência é que ruídos e imagens levem mais tempo para roubar a atenção se você persistir.
5. DESCANSE: se a concentração for mesmo para o espaço, pare, respire e tente esvaziar a mente por alguns minutos antes de recomeçar.
6. DIVIRTA-SE: vale qualquer hobby ler, ver filmes, cozinhar , desde que você busque apenas relaxar em alguns momentos do dia.
7. EXERCITE-SE: sim, está provado que os praticantes regulares de atividades físicas têm muito mais disposição para se manter focados.
PRODUÇÃO ALÊ RAVIZZA
Um segundo, só um segundinho de vacilo e… o martelo erra o alvo, caindo em cheio sobre o dedo desavisado. Em inúmeras outras situações, tão cotidianas quanto essa, desviamos a atenção num átimo. Por que isso acontece? Os neurocientistas têm algumas pistas para responder à pergunta. Eles descobriram, por exemplo, que o cérebro é capaz de concentrar os esforços em uma só direção, mas aí basta um estímulo, qualquer um, para mudar de rumo a tendência vale para todo ser humano. Somos distraídos por natureza: é o olho que capta uma imagem, as narinas que absorvem um cheiro envolvente, os ouvidos que percebem um som distante… Isso tudo desperta memórias e sensações que levam a mente a voar.
A chave para entender a mania de se dispersar está em duas regiões do cérebro que vivem numa eterna queda-de-braço: o córtex pré-frontal, que fica logo abaixo da testa e é responsável por processar informações complexas, e o córtex parietal, localizado na parte médio-traseira e cuja função, entre outras, é interpretar as sensações táteis. Quando nos concentramos em algo, a oxigenação aumenta nessas duas áreas, explica o neurocientista Martin Cammarota, do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. É que ambas disputam nossa atenção, segundo um estudo de pesquisadores do MIT, o Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.
O córtex pré-frontal entra em ação quando aplicamos nosso esforço em alguma atividade, enquanto o parietal é ativado caso uma distração tente nos fisgar. É o que acontece, por exemplo, quando você navega na internet para enviar um e-mail urgente mas vê com o rabo do olho uma notícia curiosa. O cérebro imediatamente dispara dois sinais diferentes, um logo após o outro. O mesmo ocorre quando tentamos escrever e conversar ao mesmo tempo ou dirigir e falar ao celular.
Para os cientistas, o desafio é descobrir como desligar uma dessas freqüências e deixar ativa apenas aquela que nos interessa em determinada situação. Segundo uma pesquisa realizada por psicólogos da University College London, quanto mais complexa uma atividade, maior a facilidade para se concentrar nela. A complexidade leva à motivação, um pré-requisito para preservar o foco, justifica o neurologista Benito Damasceno, chefe do Departamento de Neurologia da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo.
Anúncios, notícias, buzinas, campainhas, celulares, e-mails… São muitos os ladrões da nossa atenção. E, para complicar, o cérebro nem sempre está do nosso lado. Não temos controle total sobre ele, lembra Martin Cammarota. Para segurar as rédeas da atenção, principalmente quando é vital contar com ela, existem várias técnicas.
Ao estudar ou trabalhar, por exemplo, tem gente que se concentra escutando música com fones de ouvido ou mantendo um ruído constante no ambiente o do ar-condicionado, por exemplo. Isso pode funcionar em algumas ocasiões, mas não resolve o problema se a distração for uma constante, observa a psicóloga Junia Cicivizzo Ferreira, especialista em psicologia comportamental da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.
Nos casos de dispersão crônica, a saída costuma estar na organização. Em vez de confiar na memória, deixe os pensamentos de lado e apele para o lápis e o papel. Isso mesmo faça a velha e boa lista de tarefas, iniciando pelas mais importantes. Depois, é preciso se ater de fato às prioridades, ressalta Junia. Se não funcionar, não custa fazer uma pausa e checar como andam suas emoções e motivações. Esses dois fatores também contribuem para a concentração, garante Benito Damasceno.
CELULAR AO VOLANTE
…é distração constante. Um estudo americano revelou que atender ao telefone móvel enquanto se dirige é tão perigoso quanto conduzir o veículo embriagado
Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriram que uma simples conversa ao celular mesmo com fones de ouvido aumenta cinco vezes as chances de um motorista se envolver em acidentes de trânsito. É o mesmo risco de quem pega a estrada com 8 decigramas de álcool no sangue (o equivalente a três taças de vinho ou três latas de cerveja), uma quantidade proibida pela legislação naquele país e também no Brasil. Segundo o estudo, realizado em 2006 com 40 voluntários que dirigiram simuladores de veículos, os motoristas olham para a estrada, mas não conseguem prestar atenção suficiente nela durante a conversa telefônica. Daí, demoram mais tempo para frear e para voltar a acelerar o carro, podendo reagir tarde demais se, de repente, um pedestre surgir do nada. Ainda de acordo com o trabalho, isso não acontece com o motorista que ouve o rádio ou conversa com o passageiro.
ATENÇÃO, POR FAVOR
Sete estratégias para reeducar a mente e ser mais produtivo no trabalho ou nos estudos
1. PRIORIZE: o que é mais importante? Uma relação de tarefas vai ajudá-lo a fazer primeiro o que de fato interessa.
2. ORGANIZE: estabelecer metas, datas ou horários e também fazer os ajustes necessários na rotina são atitudes que contribuem para você ir até o fim.
3. FOQUE: quanto mais atenção você prestar no que estiver fazendo, maior a chance de ficar imerso por longos períodos na mesma atividade.
4. INSISTA: por mais que a mente fuja de vez em quando, a tendência é que ruídos e imagens levem mais tempo para roubar a atenção se você persistir.
5. DESCANSE: se a concentração for mesmo para o espaço, pare, respire e tente esvaziar a mente por alguns minutos antes de recomeçar.
6. DIVIRTA-SE: vale qualquer hobby ler, ver filmes, cozinhar , desde que você busque apenas relaxar em alguns momentos do dia.
7. EXERCITE-SE: sim, está provado que os praticantes regulares de atividades físicas têm muito mais disposição para se manter focados.
Fonte: Revista Saúde é Vital, maio de 2008
Vitamina D na prevenção Fevereiro 29, 2008
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Médicos indicam vitamina D na prevenção de doenças degenerativas e auto-imunes. Sol é principal fonte
Apesar da fama de vilão quando o assunto é saúde, o sol é fundamental para a síntese da vitamina D, substância que ajuda a prevenir a osteoporose e outras doenças degenerativas comuns na velhice. Novas pesquisas divulgadas recentemente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontam que a vitamina fortalece o sistema imunológico e estimula a formação de novas conexões entre os neurônios. Além de ser essencial para manter o cérebro funcionando a pleno vapor, a vitamina - em doses adequadas - é indispensável para deixar os ossos fortes desde a infância até a velhice.
- O importante hoje é que a ciência está descobrindo que a vitamina D não é importante apenas para facilitar o depósito de cálcio nos ossos, mas também ajuda a prevenir e a controlar várias doenças, como as auto-imunes. Infelizmente, por causa do estilo de vida moderno, a maioria das pessoas tem algum grau de deficiência de vitamina D no organismo justamente porque pega pouquíssimo sol no dia a dia - explica o neurologista Cícero Galli Coimbra, coordenador do Laboratório de Fisiopatologia Clínica e Experimental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
“ A maioria das pessoas tem algum grau de deficiência de vitamina D no organismo porque pega pouquíssimo sol no dia a dia (C. Galli) “
E não é só no Brasil que a vitamina D voltou a ser foco de pesquisas científicas. Na Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, e na Imperial College, na Inglaterra, médicos constataram que a substância, junto com o cálcio, diminui a incidência de tumores na mama em mulheres na pré-menopausa. O Instituto Europeu do Câncer, na Itália, também constatou que a vitamina diminui o risco de mortalidade em quem tem câncer ou diabetes. Estudos em andamento na Escola de Medicina da Universidade de Drew, nos EUA, mostram que a vitamina tem ação benéfica na prevenção de doença oculares, da síndrome metabólica e até da gripe.
A geriatra Vilma Duarte, professora e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, lembra que a exposição solar para aumentar a produção de vitamina D é mais importante em duas fases da vida: a infância e na terceira idade.
- Crianças com deficiência de vitamina D acabam tendo raquitismo. Já os idosos sofrem com a osteoporose - diz a médica. Vilma Duarte lembra que as mulheres brancas e de baixa estatura são as que mais devem se preocupar com a dose da vitamina no organismo.
“ Crianças com deficiência de vitamina D acabam tendo raquitismo. Já os idosos sofrem com a osteoporose (V. Duarte) “
Sol ainda é melhor forma de garantir a vitamina
A forma principal de garantir a vitamina D é pegando um pouco de sol - 15 minutos pela manhã e mais 15 no fim do dia - mas há outras formas de garantir sua cota da substância. Os laticínios, o azeite de oliva, a gema de ovo, cereais integrais, frutas secas e o óleo de fígado de peixes como o arenque, o bacalhau, o salmão e a sardinha, tem doses de vitamina D. Os suplementos também são uma opção, mas só devem ser ingeridos sob orientação médica, já que doses elevadas são tóxicas.
- Quem quer prevenir doenças deve tentar pegar um pouquinho de sol, nos horários apropriados, diariamente. Passar uma tarde no sol no fim de semana também é melhor do que evitar a exposição por completo. A quantidade de sol necessária para repor a vitamina vai depender da idade, da cor da pele e da quantidade de roupa - menos é sempre melhor - que a pessoa vai estar usando. O filtro solar também diminui a produção da vitamina D, já que são os raios ultravioleta que estimulam o aumento da substância no organismo - ensina Cícero Galli.
A geriatra Vilma Duarte lembra que os bebês devem ser expostos a um pouquinho de sol sempre, assim como os idosos. O melhor horário para o famoso ‘banho de sol’ é às sete ou às oito da manhã, quando a temperatura ainda não é tão alta e os raios do sol estão menos fortes. O neurologista Cícero Galli lembra que quem tem a pele mais escura também devem estar atento a uma possível deficiência de vitamina D.
- Essas pessoas geralmente precisam de mais tempo no sol para sintetizar a mesma quantidade de vitamina D que uma pessoa de pele mais clara, por isso precisam ter mais cuidado. O tipo de vida que a pessoa leva geralmente já indica se ela está deficiente de vitamina D. Mas, quem quiser, pode verificar isso com o médico - resume o neurologista da Unifesp.
Fonte: O Globo Online
Barulho de mais, saúde de menos Fevereiro 23, 2008
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Estresse, insônia, infecções dos mais diversos tipos, gastrite, prisão de ventre e até mesmo pressão alta, infarto e derrame compõem a lista de encrencas que a poluição sonora pode causar. Seria bom um pouco de silêncio e se proteger nesse mundo tão ruidoso
Decibéis muito acima do tolerável ocupam hoje o terceiro lugar no ranking de problemas ambientais que mais afetam populações do mundo inteiro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a poluição do ar e a da água estão na dianteira. Não se trata de simples incômodo. Barulho mata. Só por infarto, são 210 mil vítimas fatais todo ano aponta um relatório da OMS que deveria, este sim, sair da surdina para soar em alto volume. A poluição sonora ainda não recebeu a devida atenção, lamenta o neurofisiologista Fernando Pimentel- Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, um dos maiores estudiosos brasileiros dos efeitos da poluição acústica na saúde humana.
Com tanto zunzunzum de carros, buzinas, telefones, eletrodomésticos, tocadores de MP3, um número incalculável de pessoas passou a sofrer, além dos óbvios distúrbios auditivos, de dor de cabeça crônica, hipertensão, alterações hormonais e insônia.
“Somos assaltados o tempo inteiro por ruídos altíssimos”, nota o otorrinolaringologista Arnaldo Guilherme, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Só para você ter uma idéia, o trânsito em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador alcança facilmente os 80 decibéis, o mesmo que um liquidificador ligado a 1 metro de distância. E, de acordo com a OMS, todo e qualquer som que ultrapasse os 55 decibéis já pode ser considerado nocivo para a saúde. As pessoas não se dão conta do problemão a que estão expostas porque as conseqüências não são imediatas, elas vão se acumulando e só aparecem com o tempo, diz Guilherme.
Seria preciso viver isolado feito um ermitão para passar incólume pelo estresse acústico, carga de tensão que age como gatilho para todas as encrencas relacionadas à vida moderna e barulhenta. “Como, na prática, isso é impossível para a maioria nos grandes centros urbanos, o corpo entra numa espécie de alerta. A musculatura fica tensionada, o coração dispara, a pressão arterial sobe, o estômago fica cheio de suco gástrico e o intestino trabalha bem devagarinho”, descreve o especialista.
“Muito barulho também provoca grande agitação, além de dificultar a concentração”, afirma o otorrinolaringologista Arnaldo Guilherme. Quem trabalha em locais onde o nível de ruído vai às alturas sabe disso muito bem. “Às vezes a pessoa sente dificuldade para relaxar até quando chega em casa, de tão elétrica que ficou durante o dia”, completa Guilherme. Tanta excitação assim costuma levar a quadros de hiperatividade, agressividade, mau humor, depressão e até bipolaridade.
NOITES MALDORMIDAS
“Enquanto os outros sentidos descansam durante o sono, os ouvidos, ao contrário, se mantêm em estado de alerta”, explica o engenheiro ambiental Eduardo Murgel, especialista em acústica em São Paulo. Quando os sons não passam dos 35 decibéis nível encontrado em uma biblioteca, por exemplo , a noite corre tranqüila e sem sobressaltos. Mas acima disso o sono vai ficando cada vez mais superficial, mesmo que não se chegue a acordar de fato com o barulho.
“Se, durante a noite, o nível de ruído atinge os 75 decibéis, como em uma rua movimentada, há uma perda de 70% nos estágios profundos do descanso, fundamentais para a consolidação da memória e do aprendizado e também para a renovação das células do corpo”, ressalta o neurofisiologista Fernando Pimentel-Souza. Isso explica por que muita gente se sente sonolenta e cansada após passar uma noite em local barulhento. Pular as etapas de sono profundo deixa a pessoa menos inteligente e criativa, acrescenta Pimentel-Souza de forma categórica.
PSIUUUUU!
Saiba o que fazer para se proteger de tanto barulho
›› Alguns minutos de meditação por dia ajudam a interromper o estresse acústico. Sente-se confortavelmente e procure ficar em silêncio, observando apenas a sua respiração. Deixe os pensamentos passarem por sua cabeça e não tente se concentrar em nenhum deles.
›› Quem mora perto de vias movimentadas deve equipar as janelas com vidros duplos, que dificultam a passagem do som. Cortinas e móveis também ajudam a minimizar os ruídos vindos da rua. Outro recurso são os protetores de ouvido feitos de silicone para a hora de dormir. Em certos casos, eles vão bem até no trabalho.
›› No trânsito, evite ficar com o som ligado dentro do carro, já que ele compete com a zoeira lá de fora. Se a barulheira for infernal, feche os vidros e ligue o ar. Relaxe, procurando ignorar os sons externos.
Veja como o barulho pode afetar sua saúde:
http://saude.abril.com.br//edicoes/0295/imagens/0295_medicina_barulho02.swf
Fonte: Revista Saúde! é vital - março de 2008
O ranking do barulho Fevereiro 23, 2008
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A poluição sonora é produzida por fontes de vários tipos – de um motor de carro à turbina de um avião. Clique nos números e veja quantos decibéis alcançam os barulhos que você escuta diariamente.
Use o decibelímetro no link abaixo e avalie alguns sons:
http://saude.abril.com.br/imagens/swf/poluicao_sonora.swf
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Confira abaixo os ruídos que podem ser mais do que um simples incômodo e aqueles que são totalmente inócuos:
Turbina do avião a jato: 140 decibéis
Arma de fogo: 130-140 decibéis
Cortador de grama: 107 decibéis
Latido de rottweiler: 105 decibéis
Shows de Rock, com distância de 1 a 2 metros da caixa de som: 105-120 decibéis
Furadeira: 100-105 decibéis
Piano tocando forte: 92-95 decibéis
Boeing 737-700 decolando do aeroporto de Congonhas, a 100 metros de distância: 91 decibéis
Pátio do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro: 80-85 decibéis
Avenida movimentada: 85 decibéis
Bronca: 84 decibéis
Motor de um ônibus municipal: 82 decibéis
Tráfego pesado: 80 decibéis
Automóvel (passando a 20 metros): 70 decibéis
Limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde: 55 decibéis
Conversação a 1 metro 50: 60 decibéis
Sala silenciosa: 50 decibéis
Área residencial à noite: 40 decibéis
Telefone: 40 decibéis
Passos: 35 decibéis
Falar sussurrando: 20 decibéis
Fonte: Revista Saúde! é vital - março de 2008
Alimente o seu cérebro! Fevereiro 19, 2008
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SAÚDE! oferece um cardápio de notícias, temperadas com os preceitos da boa ciência, que podem garantir a vitalidade desse complexo comandante do nosso corpo por anos e anos
Em vez de pratos e talheres, tubos de ensaio e microscópios. O apetite fica aguçado, mas por experiências e novas observações. E a cozinha cede espaço ao laboratório, onde cabeças investigam substâncias encontradas nos alimentos capazes de beneficiar nossa massa cinzenta. Como entrada, nesse menu de novidades, é bom lembrar que, nos anos 1990, os cientistas descobriram que, diferentemente do que se imaginava, os neurônios se reproduzem ao longo da vida toda. O nascimento de células nervosas novinhas em folha é chamado de neurogênese. E deguste esta informação, caro leitor as refeições podem estimular esse fenômeno, assegurando funções nobres, como a nossa capacidade de memorizar e raciocinar.
No Brasil, talvez ninguém entenda mais desse elo entre nutrição e cérebro do que o professor Cícero Galli Coimbra, neurologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Uma dieta rica em colina, nutriente que aparece sobretudo na gema do ovo, contribui para a neurogênese, exemplifica o especialista. Nosso organismo, diga-se, depende totalmente dos alimentos para obter a substância, já que não consegue sintetizá-la. E, sem ela, as lembranças não se fixam direito. Se não ingerimos boas fontes de colina, não há produção de um neurotransmissor chamado acetilcolina, envolvido na formação da memória, completa a nutricionista Luciana Ayer, co-autora do livro Nutrição Cerebral (Editora Objetiva).
Outra substância pede a atenção dos que querem conservar a mente: a glutamina. Ela é fundamental para compor o DNA, isto é, o material genético de novas células na massa cinzenta. O organismo até consegue fabricar esse aminoácido. Mas não basta. Para mantê-lo em níveis ideais, precisamos de alimentos protéicos. Aí a melhor fornecedora é a clara de novo, o ovo!
E, assim como quem deixa para saborear a melhor parte da refeição por último, falta apontar o mais aplaudido dos ingredientes para preservar a atividade cerebral: o ômega-3. Esse ácido graxo não só favorece o nascimento de neurônios como protege os já existentes. Ele se incorpora às membranas das células nervosas que formam os circuitos responsáveis por funções como a memória, explica o neurologista Greg Cole, diretor do Centro de Estudos sobre Mal de Alzheimer da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Como tudo no nosso organismo, o sistema nervoso necessita de um equilíbrio entre proteínas, gorduras e, claro, carboidrato. O cérebro consome grande quantidade de glicose, justifica Paulo Caramelli, coordenador do Departamento de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia. Daí a importância de comer pães, massas e arroz. Eles seriam uma espécie de combustível dos pensamentos. Já as proteínas fornecem a base para a síntese dos neurotransmissores, essenciais para a comunicação entre os neurônios.Entre as gorduras, reina o ômega-3. Ele melhora a função cognitiva, afasta o mau humor e diminui a ansiedade, garante o médico americano Alan Logan, autor do livro The Brain Diet (A dieta do cérebro). O pesquisador Greg Cole nota que, sozinho, o ômega-3 ajuda, mas, para tirar máximo proveito, é preciso ingerir fontes de antioxidantes. Sem elas, o cérebro fica à mercê de radicais livres, que detonam seus neurônios, afirma. No caso, os alimentos indicados são os vegetais cheios de betacaroteno (cenoura e rúcula) e de flavonóides (soja e cebola). E há ainda a maçã, lotada de substâncias anti-radicais.As frutas cítricas, ricas em vitamina C, também têm ação antioxidante, lembra a nutricionista Gláucia Pivi, do Ambulatório de Neurologia do Comportamento da Unifesp. Outra vitamina que protege o cérebro é a E, encontrada nos óleos vegetais, nos ovos e nas nozes. Ela está associada à baixa incidência do mal de Alzheimer, diz Caramelli.As do complexo B são igualmente importantes para a saúde mental. A B1, presente nos grãos, nas verduras e nos cereais, garante a boa absorção da glicose de que o cérebro tanto precisa. Já a B12, que está no leite, em seus derivados e nos ovos, favorece a memória. E o ácido fólico das verduras verde-escuras e dos cereais integrais freia o declínio cognitivo que vem com a idade, afirma Logan. A letra D fecha o bloco dessas vitaminas. Embora seja obtida pra valer por meio da exposição ao sol, dá para complementar a dose com peixes e leite. Ela também atua na renovação dos neurônios, assegura Cícero Galli Coimbra.No time dos minerais, a nutricionista Luciana Ayer destaca o zinco e o magnésio. O primeiro que aparece nas ostras, nas nozes e na castanha-do-pará combate os radicais livres e beneficia o trabalho dos neurotransmissores. O magnésio, encontrado nas folhas e nas oleaginosas, auxilia nas transmissões nervosas e ainda protege o cérebro do efeito tóxico de aditivos químicos.
A contrapartida é a seguinte: assim como alguns nutrientes são aliados do cérebro, outros representariam uma ameaça, tendo sua parcela de culpa na degradação das células nervosas. Ainda na década de 1990, foram identificados compostos químicos formados durante o cozimento das carnes branca e vermelha as aminas heterocíclicas. Os portadores de males como o Parkinson e o Alzheimer apresentavam níveis bem mais elevados dessa substância no organismo, conta o neurologista Cícero Galli Coimbra. As aminas se unem ao cromossomo do neurônio e desligam alguns genes fundamentais para a célula, que se degenera. Isso, aos poucos, afeta a capacidade de pensar e de recordar as coisas mais simples.
Quanto maior o tempo em que a carne fica exposta às altas temperaturas, maior a quantidade das nefastas aminas. Naquele churrasco bem passado, os teores chegam às alturas. Não à toa, Coimbra cita Buenos Aires: a capital argentina, que ama uma parrilla, apresenta um dos maiores índices de portadores de Parkinson do planeta.
É claro que ninguém vai sentir os efeitos nocivos logo depois de ir a uma churrascaria. Eles são cumulativos, ressalva o professor. A quantidade de carne consumida ao longo da vida pode determinar o aparecimento de doenças neurodegenerativas no futuro. O médico, por sinal, é radical: sugere aboli-las do dia-a-dia e ele próprio segue à risca sua recomendação, baseada em estudos científicos. Dos animais, para Coimbra, só o peixe está liberado, e, melhor ainda, se for cozido ao vapor, ensopado ou mesmo cru.
Alguns de seus colegas não condenam a carne de vez, até porque é grande fornecedora de proteínas e vitaminas. A sugestão é moderar o consumo da vermelha, diz Paulo Caramelli. Para Rubem Guedes, professor de neurofisiologia da Universidade Federal de Pernambuco, comer bife grelhado no dia-a-dia, mas sem exagero, não representa risco. Açúcar também pede parcimônia. Em excesso, ele leva a pequenas inflamações no cérebro que danificam os neurônios, conta Alan Logan. Montar um cardápio que tire um pouco do espaço dos doces e, em compensação, privilegie os ingredientes que alimentam a cabeça é a melhor idéia especialmente para quem pretende ainda ter muitas delas e por muitos anos.
CONTRA PARKINSON E ALZHEIMER…
…invista no ômega-3, presente nos peixes de água fria. Um estudo da Universidade Laval, no Canadá, comprova: esse nutriente reduz os riscos do mal de Parkinson, caracterizado pela morte de neurônios que produzem o neurotransmissor dopamina. O ômega-3 dispara mecanismos antioxidativos que protegem essas células, diz Frederic Calon, um dos autores do trabalho. Já pesquisadores da Universidade da Califórnia observaram que um tipo específico de ômega-3, identificado pela sigla DHA encontrado nas fontes já citadas dessa gordura , previne Alzheimer. O DHA aumenta a fabricação de uma proteína que, em baixos níveis, contribui para a doença, justifica o líder do estudo, Greg Cole.
A DIETA E AS CÉLULAS NERVOSAS
Os neurotransmissores mantêm estreito elo com as proteínas. Muitos desses mensageiros químicos são produzidos por elas, explica Rubem Guedes, professor de neurofi siologia da Universidade Federal de Pernambuco. É o próprio aminoácido o produto final da digestão da proteína que exerce a função de neurotransmissor . Um bom exemplo: para fabricar a serotonina, famosa por promover a sensação de bem-estar, o organismo precisa de um aminoácido chamado triptofano. Assim, ingerir alimentos como feijão e grão-de-bico, ricos nessa substância, contribui para afastar a tristeza e a depressão.
O PROBLEMA DO BIFE
O recado vai para os carnívoros irredutíveis: é no seu alimento predileto que se formam as aminas heterocíclicas, compostos que estariam por trás da degradação dos neurônios. Três fatores favorecem a aparição dessas substâncias: o tipo de carne, a temperatura a que ela é exposta e o tempo de preparo. Segundo pesquisas citadas por Cícero Galli Coimbra, o peito de frango grelhado, sem pele e bem passado é o maior depósito dessas aminas. Em segundo lugar, vem a carne bovina e, em terceiro, a suína. Os mais saudáveis são os peixes, desde que não fiquem demais no fogo. Fãs de comida japonesa, comemorem: o sashimi, cru, está mais do que aprovado!

PARA FICAR ESPERTO
Será que algum nutriente pode potencializar o raciocínio? Embora uma dieta balanceada surta efeito sobre as funções cognitivas, é difícil afirmar isso com todas as letras. Comer para se tornar mais inteligente é mito, afi rma Tasso Moraes e Santos, professor de bioquímica e metabolismo da Universidade Federal de Minas Gerais. Os nutrientes atuam no funcionamento cerebral como um todo. Não se pode dizer que sejam mais importantes para a inteligência, pondera o neurologista Paulo Caramelli. No entanto, se a pretensão é ficar mais atento, alimentos como o chocolate ajudam. Ele deixa o indivíduo mais desperto porque combina carboidratos e gordura, diz a nutricionista Gláucia Pivi. E há também a boa e velha cafeína, que, consumida com moderação, estimula a atividade cerebral.
CARNE NO PONTO CERTO
Você é do tipo que não abre mão de carne de jeito nenhum? Então siga estas sugestões de modos de preparo menos nocivos para o cérebro, segundo o neurologista Cícero Galli Coimbra. Pela ordem, são os seguintes:
1. Vapor ou ensopado
2. Panela de pressão
3. Ao forno (do fogão)
4. Fritura
5. Churrasco
Fonte: Revista Saúde! é vital - março de 2008
Exercício físico adequado para EM Janeiro 17, 2008
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Durante muito tempo, as pessoas com esclerose múltipla (EM) foram recomendadas a reduzir a actividade física. Esse tipo de orientação permite controlar a fadiga e diminuir o risco de exacerbação dos sintomas da doença.

No entanto, a adopção de um estilo de vida sedentário aumentou indirectamente o risco de doenças cardíacas e em outras condições associadas ao sedentarismo a distúrbios característicos da EM.
Mais recentemente, tem sido invertida essa tendência e grupos de indivíduos com EM têm-se envolvido em programas com exercícios físicos e alcançado benefícios similares àqueles obtidos por pessoas saudáveis.
A esclerose múltipla (EM)
A EM é uma doença neurológica crónica que afecta o sistema nervoso central (KIESEIER e WIENDL, 2006).
Quando comparados a pessoas saudáveis, indivíduos com EM apresentam défices na capacidade aeróbia e força. Não obstante, são verificadas melhorias no seu estado físico global sem que exista acrescido risco ao desenvolvimento de surtos decorrentes do treino. Considerando o crescente número de pesquisas com exercícios físicos para pessoas com EM e sua consequente indicação para a promoção de saúde e qualidade de vida, propomos algumas directrizes a seguir.
O seu médico deve ser sempre consultado antes de iniciar a pratica de exercício físico. Poderá fornecer informações preciosas acerca da progressão da doença e das especificidades do quadro clínico actual. Poderá ainda indicar dificuldades e limitações fisiológicas peculiares de cada paciente, o que pode ser fundamental para a determinação de um programa adequado de exercícios.
A constante troca de informações com o médico deve ser mantida para que sejam realizadas as alterações adequadas sempre que necessário.
Será necessária uma avaliação da função motora. O estabelecimento de parâmetros para avaliação pode ser útil para quantificar a evolução do aluno.
A atenção ao progresso da doença é importante para a orientação de exercícios físicos para pessoas com EM.
Considerando as capacidades, limitações e objectivos pessoais, pode-se estabelecer o programa mais adequado de exercícios físicos. De maneira geral, recomendam-se exercícios de volume e intensidade moderada, com sessões em dias intercalados que permitam sua adequada recuperação.
Exercícios aquáticos
Estes exercícios são adequados para estes doentes.
O desenvolvimento das capacidades de força e resistência muscular localizada podem ser alcançados em meio aquático pela participação em aulas conhecidas, como a hidroginástica ou hidroterapia.
Já para o aumento da capacidade aeróbia, podem ser procuradas aulas natação, desde que essas não obriguem a esforços muito intensos que aumentem significativamente a fadiga.
Exercícios aeróbios
As orientações do ACSM (POLLOCK et al, 199
para a prescrição do treino aeróbio são:
• Frequência: pelo menos três dias por semana.
• Intensidade: 65 - 70% da frequência cardíaca máxima, ou 55-60% do VO2max.
• Duração das sessões: 30 minutos de actividade aeróbia contínua ou intervalada.
• Modalidade de treino: ciclo-ergometro horizontal ou vertical de pernas e braços ou natação.
Sugerem-se actividades de baixo impacto como yoga e tai-Chi. Indivíduos com pouco ou nenhum deficit motor poderão seguir programas similares aos propostos para pessoas saudáveis.
Duarte Galvão
Fisioterapeuta e Personal Trainer no Holmes Place de Miraflores
Instituto Brasileiro de Medicina Tradicional Chinesa oferece acupuntura a preços populares Novembro 14, 2007
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O Instituto Brasileiro de Medicina Tradicional Chinesa (IBMTC) está oferecendo tratamento a preços populares para quem ganha até dez salários mínimos. A clínica funciona em Copacabana e oferece tratamentos por acupuntura, shiatsu, fitoterapia e terapias manuais orientais entre outras, a partir de R$ 40 cada sessão. Uma vez por mês, os alunos do IBMTC atendem gratuitamente na clínica-escola que funciona no mesmo local. Nesse caso o paciente só precisa pagar R$ 15 pelo kit com agulhas descartáveis que vai utilizar. Os interessados podem agendar consulta ou obter mais informações sobre o tratamento através do telefone (21) 2257-3065.
Fonte: O Globo Online
Cápsulas naturais devem ser tomadas apenas com indicação do médico Novembro 13, 2007
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Combinados com alguns medicamentos, os suplementos naturais podem ser perigosos
Chá verde para emagrecer, cápsulas de equinácea para resfriados, comprimidos de vitamina A para melhorar a visão, tintura de camomila para ter um sono tranqüilo… Atire a primeira pedra quem nunca se animou com as promessas dos suplementos naturais e dos complexos vitamínicos. Bem dosados, eles podem trazer benefícios para a saúde, atuando como coadjuvantes no tratamento de doenças leves. Em grandes quantidades, no entanto, os suplementos naturais podem ser verdadeiras bombas para o organismo, principalmente quando combinados com certos alimentos ou medicamentos.
“ Cada individuo é único em suas necessidades. O suplemento pode ajudar ou atrapalhar, mas só quem pode definir isso é um especialista, que vai indicar a fórmula e a dosagem corretas “
O ideal é procurar orientação de um especialista antes de ser seduzido pelas promessas dos frascos nas prateleiras. É o que afirma a médica Jaqueline Renault, especialista em terapia ortomolecular, que lembra que só porque os suplementos são naturais não quer dizer que não tenham contra-indicações.- Alguns não podem ser tomados por longos períodos, outros são totalmente contra-indicados para gestantes e mulheres que estão amamentando. Até as vitaminas, que parecem inofensivas, podem causar hipervitaminose, intoxicação, náuseas e vômitos - explica Jaqueline. Tinturas, cápsulas, pós e até chás totalmente naturais podem sobrecarregar o fígado, órgão responsável por metabolizar todas as substâncias que entram no corpo pela boca.
Para a médica, um dos equívocos mais comuns é das pessoas errarem no próprio diagnóstico e tomarem suplementos que nada têm a ver com seus sintomas, às vezes até piorando o quadro inicial. Além disso, muitos suplementos naturais interferem com medicamentos sintéticos, fazendo com que eles percam a eficácia ou se tornem mais tóxicos. É o caso da erva de São João, que anula os efeitos dos anticoncepcionais orais e altera a ação dos antidepressivos, e do ginseng e da equinácea, que podem interferir na coagulação do sangue.
- Cada individuo é único em suas necessidades. O suplemento pode ajudar ou atrapalhar, mas só quem pode definir isso é um especialista, que vai indicar a fórmula e a dosagem corretas - avalia Jaqueline Renault.
Confira algumas combinações explosivas:- Erva de São João e anticoncepcionais - A erva diminui a capacidade do corpo de absorver os hormônios sintéticos e aumenta o risco da gravidez.
- Equinácea e remédios para artrite - Extrato vegetal muito usado em casos de gripe, a equinácea, em conjunto com remédios para artrite, aumenta o risco de inflamações no fígado.
- Cápsulas de alho e aspirina - Podem aumentar sangramentos e dificultar a cicatrização.
- Ginko biloba e procedimentos cirúrgicos - A substância natural usada para dar mais energia também interfere na capacidade de coagulação do sangue.
- Fucus e remédios para tireóide - O suplemento à base de algas marinhas também atua na tireóide. Combinado com a medicação, pode desequilibrar ainda mais a glândula e, em casos extremos, leva-la à exaustão.
- Ácido Linoleico Conjugado (CLA) e alimentos ricos em gordura - Usado por atletas para aumentar a massa muscular e diminuir a gordura corporal, o CLA pode causar enjôos, dores no estômago, dor de cabeça e acne.
- Todos os suplementos naturais e/ou complexos vitamínicos e cirurgias - Os suplementos naturais podem interferir na absorção dos anestésicos, além de alterar os processos de coagulação e cicatrização. Não deixe de avisar um médico se você toma suplementos e vai ser operado.
Fonte: O Globo Online
7 atitudes para conquistar uma vida saudável Outubro 28, 2007
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Receita milagrosa, claro, não existe. Quem quer viver mais e melhor sabe que tem que apostar no tripé atividade física, dieta equilibrada e menos estresse. O problema é saltar da teoria para a prática. É o seu caso? Especialistas no assunto contam os segredos da virada
Uma pesquisa com mais de 7 mil pessoas em São Paulo e em Porto Alegre, feita pelo Isma-BR, entidade internacional para o estudo do estresse, revelou que apenas 7% delas acreditam ter um estilo de vida realmente saudável. Mesmo sabendo que comer mal, estar acima do peso, viver sob constante pressão, fumar e ser sedentário multiplicam o risco de doenças, como o câncer e o infarto, a grande maioria simplesmente não consegue deixar para trás os velhos (e maus) hábitos. “Eles estão muito enraizados, tanto que não basta reconhecer que são nocivos e desejar mudar para que a virada de fato ocorra”, ressalta a psicóloga Ana Maria Rossi, diretora do Isma-BR.
Prova disso é que de cada dez indivíduos que começam a praticar alguma atividade física diariamente nada menos do que seis desistem antes do final do primeiro mês. É muito. Para quem quer abandonar o cigarro a história não é diferente. Cerca de 70% dos fumantes que têm a fi rme intenção de deixar o vício bem que tentam, mas não conseguem. Isso sem falar em promessas que não se cumprem, do tipo “segunda-feira eu começo”.
Os cientistas apostam em sete atitudes surpreendentemente simples, mas eficientes, para virar esse jogo e fazer de você um vencedor quando o assunto é atingir metas para uma vida mais saudável.
1. Não fique ensaiando uma decisãoÉ normal imaginar o que se pode perder quando se faz uma escolha. O problema é superestimar os possíveis prejuízos — isso acaba minando a força de vontade de qualquer um. “Tem gente que desiste de começar a fazer exercícios só por se lembrar de que terá de levantar mais cedo por causa disso”, conta o preparador físico Fábio Dias, coordenador de musculação da Triathon Academia, de São Paulo. Uma pesquisa feita pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, provou que, na verdade, as coisas acontecem de maneira bem diferente. Depois que se põe em prática a decisão tomada a duras penas, percebe-se que os aspectos negativos foram bem menores do que o imaginado.
2. Concentre-se nos ganhosVocê resolveu mudar seus hábitos à mesa, o que significa controlar frituras e doces. Desanimador. Como eu vou conseguir viver sem pastel ou brigadeiro? — é provavelmente a pergunta. “Em vez de pensar no que você vai perder, calcule o quanto vai ganhar. Sua pele ficará mais saudável, você vai perder alguns quilinhos, sua auto-estima e sua disposição crescerão e assim por diante”, ressalta a nutricionista Sheila Pasquarelli, chefe do setor de nutrição do Hospital Santa Helena, da capital paulista. Ah, um pastel ou um brigadeiro de vez em quando estão, sim, liberados. Afi nal, viver de restrições alimentares não tem a menor graça. O verbo que impera na busca da saúde é controlar, e não cortar.
3. Cometa, sim, pequenos deslizes Esta terceira atitude é um complemento da anterior. Se você viajou e se fartou de comer durante um tempo ou numa semana agitada deixou de praticar caminhada, não use isso como desculpa na linha do “nunca vou conseguir”. É preciso permitir-se verdadeiramente fugir da rotina saudável de vez em quando. Rigor em excesso só vai contribuir para aumentar o desânimo, que leva — você sabe — ao descontrole total.
4. Considere suas emoçõesSe você está passando por um momento particularmente difícil, aí mesmo é que sonha em ter uma rotina diferente, capaz de atenuar as turbulências. Muita calma nessa hora. Vamos assumir que, apesar desse desejo, as chances de você não seguir adiante são enormes. “Só quem está bem emocionalmente consegue mudar alguma coisa em seu dia-a-dia”, garante a psicóloga Ana Maria Rossi. Um estudo conduzido na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, reforça esta relação: pacientes com lesões na área cerebral responsável pelo controle dos sentimentos não conseguem traçar metas e cumpri-las.
5. Cuidado com a pressão socialNão caia na besteira de tentar transformar seu corpo só porque alguém disse que você está acima do peso ou precisa ganhar músculos fortes. “Busque o autoconhecimento e descubra o que está errado na sua rotina, isso sim. Evite as interferências alheias. Quando tentamos mudar para agradar aos outros e não a nós mesmos, o fracasso é quase inevitável”, opina a psicóloga Ana Maria. Também não se desvie dos seus objetivos por mais que isso pareça difícil. Quem já tentou diminuir as doses de álcool, por exemplo, sabe como os amigos são persuasivos e querem convencê-lo de que mais uma tulipa de chope não vai fazer mal nenhum.
6. Comemore cada bom resultado (por menor que seja)Quanto mais o objetivo traçado estiver perto do seu alcance, maior será o estímulo para alcançá-lo. Digamos que você se propôs transformar radicalmente a dieta, mas tudo o que conseguiu foi cortar os alimentos gordurosos. Não pense nisso como uma derrota, mas sim como uma grande vitória parcial. O próximo passo será excluir outros inimigos de uma refeição equilibrada e assim por diante.
7. Tenha sempre uma segunda opçãoÀs vezes o resultado de nossas escolhas fica muito aquém do que esperávamos. Entrar na academia não foi uma boa idéia? Nesse caso, procure praticar um outro esporte, em vez de se assumir um sedentário inveterado. Você precisa emagrecer, mas não está gostando de fazer dieta? “Aumente seu gasto calórico, fazendo mais exercícios, encontrando a modalidade que mais bem se encaixe em seu estilo e sua personalidade”, recomenda o preparador físico Fábio Dias. Não é porque o primeiro caminho não funcionou para chegar lá que você irá desistir, não é mesmo? Pense assim.
Fonte: Revista Saúde é Vital - outubro de 2007
Doçura na dose certa Outubro 27, 2007
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Açúcar ou adoçante? Segundo a comunidade científica mundial, podemos ficar com os dois, sem culpa. O segredo para a dieta saudável está na quantidade e variedade de um e de outro. Descubra aqui
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| O VILÃO DA OBESIDADE NÃO É O AÇÚCAR, MAS O CONSUMO EXCESSIVO DE PRODUTOS CALÓRICOS |
As dietas radicais que proíbem o consumo de carboidratos, entre eles a glicose presente no açúcar refi nado ou no mascavo, estão cada vez mais caindo em descrédito. O motivo é que, comprovadamente, elas não tinham o efeito a longo prazo, porque a necessidade de ingerir doce é inata ao ser humano.
De acordo com o Consenso da Cidade do México de 2004, declaração científi ca mundial ratifi cada em junho do ano passado em Bruxelas, na Bélgica, as substâncias doces conduzem o ser humano, desde a sua fase de recémnascido, na direção de alimentos seguros e nutritivos.
O xis da questão é combater os excessos, que podem desencadear quadros de obesidade, aumento do risco de diabetes e as indesejáveis cáries.
Segundo os especialistas, o processo de digestão e o metabolismo não fazem distinção entre os açúcares naturais, presentes nos alimentos e os adicionados aos alimentos. E todos eles possuem 4 calorias por grama.
As fontes naturais de carboidratos (que no organismo se transformam em açúcar) estão presentes, além da glicose, no amido (arroz, massas e pães), na lactose (leite e derivados), frutose e sacarose (frutas e vegetais) e na maltose (cereais e grãos). O desejo por sabores adocicados também pode ser satisfeito por adoçantes – de alto poder calórico ou de baixa caloria – ou ainda a combinação dos dois.
Importante é que, ao variar, a pessoa evite o consumo de quantidade acima do limite toxicológico estabelecido para cada produto (veja quadro).
De olho nos limites “
Os carboidratos presentes no açúcar são essenciais como fonte de energia. O açúcar adicionado aos alimentos queima rapidamente no nosso organismo, mas quando consumido sem controle, pode criar depósitos de gordura.
Por isso é recomendado que não se ultrapasse os 10% da dose de carboidratos ingerida diariamente”, explica Mauro Fisberg, pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador Científi co da International Life Sciences Institute no Brasil (Ilsi Brasil).
“No caso de diabéticos, o limite de consumo diário de açúcares é de 30 gramas, mas essa recomendação pode variar de acordo com cada caso. Já os obesos encontram nos edulcorantes, presentes nos adoçantes dietéticos, uma alternativa menos calórica ou isenta de calorias, que auxilia, de fato, no processo de emagrecimento”, explica Márcio Corrêa Mancini, endocrinologista da Universidade de São Paulo (USP) e atual presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

FONTE: MARIA CECÍLIA DE FIGUEIREDO TOLEDO/UNICAMP E JOCELEM MASTRODI SALGADO/ESALQ-USP
VOCÊ DEVE VARIAR OS TIPOS DE ADOÇANTE E NÃO EXCEDER O LIMITE DIÁRIO
Pessoas ativas sem antecedentes familiares de diabetes, segundo o especialista, não sofrem restrição para o consumo. “Por outro lado, indivíduos sedentários devem ter cautela na ingestão de açúcares”, recomenda Mancini.
A era dos edulcorantes
Os adoçantes dietéticos são compostos por edulcorantes, substâncias naturais ou artifi ciais diferentes do açúcar e cem vezes mais doces do que ele. A permissão de uso no Brasil é controlada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo Maria Cecília de Figueiredo Toledo, professora do Departamento da Ciência dos Alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp), a questão de que alguns adoçantes poderiam causar câncer precisa ser desmistifi cada.“Antes de chegar ao mercado, os edulcorantes são avaliados exaustivamente e submetidos a vários estudos de toxicologia, principalmente pelo Jecfa (Comitê Conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura/ Organização Mundial de Saúde de Peritos em Aditivos Alimentares), que estabelecem um valor de ingestão diária aceitável para cada substância”.
Ela não recomenda, porém, o uso de produtos com edulcorantes para bebês com até três meses de idade, pois “nesta fase o sistema metabólico infantil não está desenvolvido para absorver a substância”, justifi ca.
Já a presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais e professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Jocelem Mastrodi Salgado, considera que as crianças não devem usar adoçantes, pois o açúcar está presente na lactose do leite e na frutose, encontrada em frutas e sucos.
Jocelem lembra que nos de 1980, consumir adoçantes no país era sinônimo de dieta para diabéticos. Mas nos últimos cinco anos, se tornou uma opção também para as pessoas preocupadas com a qualidade de vida.

A grande pergunta que o consumidor deve se fazer sempre é por qual razão resolveu usar adoçante – se por recomendação médica ou por conta própria. “Neste caso, é importante lembrar quenão se deve usar sempre o mesmo tipo de edulcorante e também não exceder o limite saudável de seu uso”, diz Maria Cecília Maria Cecília de Figueiredo Toledo, da Unicamp.

FONTE: JOCELEM MASTRODI SALGADO- ESALQ-USP
O presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Márcio Corrêa Mancini, endocrinologista da Universidade de São Paulo (USP), ressalta que a sacarina e o aspartame, de acordo com estudos científi cos, são os mais seguros quanto ao limite diário de ingestão, além da stevia (veja quadro acima). “O maior cuidado é com os produtos dietéticos à base de ciclamato. Por isso, é importante olhar no rótulo, para evitar o consumo excessivo”, diz.

Neotame, o mais doce
Uma das novidades mundiais na área de edulcorantes é o neotame, que ainda não está autorizado no Brasil, mas já foi incluído na lista de aditivos alimentares permitidos no Mercosul. A substância é derivada do aspartame, foi descoberta por pesquisadores franceses e aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA), nos EUA, em 2002. “O seu uso em diversas categorias de alimentos está sendo discutido e regulamentado juntamente com a atualização de todos os edulcorantes, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, diz Maria Cecília de Figueiredo Toledo. “O neotame é bem mais doce que a sacarose (na proporção de 7 mil a 13 mil vezes). Isso signifi ca que será necessária uma quantidade bem menor deste edulcorante, de 30 a 60 vezes menos do que o aspartame, por exemplo, dependendo do alimento”, explica a pesquisadora.
Fonte: Revista Viva Saúde - outubro de 2007
Poderosa linhaça Outubro 23, 2007
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Esta semente é um superalimento com ômega 3, fibras, vitaminas, minerais e proteínas. Combinação perfeita para garantir o bom funcionamento do organismo, prevenir o envelhecimento e o surgimento de doenças. Ainda não a consome? Então comece agora!
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| 1 - semente marrom Escura como café, tem a casca resistente, porém não perde nada em potencial nutritivo. Nativa da região mediterrânea e adequada ao clima quente, já está muito bem adaptada ao solo brasileiro 2 - semente dourada Clara como o gergelim, costuma ser cultivada no Canadá, pois gosta do clima frio. Seu sabor é mais suave que o da linhaça escura |
Para os adeptos da alimentação natural, a linhaça já é uma velha conhecida. Mas para a maioria dos brasileiros, incluí-la no cardápio parece uma estranha novidade. O grãozinho poderoso, descoberto na Ásia há cerca de 5 mil anos a.C., está sendo apontado hoje pela ciência como um alimento poderosíssimo. Essa pequena cápsula contém diversos nutrientes essenciais ao organismo, como proteínas, vitaminas, fibras e minerais, e é uma das únicas fontes vegetais de ômega 3, um ácido graxo importante para regular a pressão arterial, evitar problemas cardiovasculares e o câncer.
de grão em grão
O óleo de linhaça corresponde a até 40% do conteúdo total da semente e é utilizado para diversos fins: na fabricação de tintas, resinas, sabão, cosméticos, culinária e como matéria-prima nas farmácias de manipulação. Mas é sua ação terapêutica que chama mais a atenção. Diversos estudos demonstram que a linhaça acumula propriedades curativas e preventivas de doenças. Membros do Instituto Científico do Canadá e dos Estados Unidos afirmam que, além do ômega 3, ela contém ainda outros dois tipos de gordura (ômega 6 e ômega 9) que, quando consumidas regularmente, não só afastam o risco de desenvolver enfermidades degenerativas, como potencializam seu tratamento. Já os cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, anunciaram recentemente que a semente é capaz de bloquear a metástase em pacientes com câncer de mama. Os benefícios milagrosos se estendem a outros tipos de tumores malignos, como o de cólon e o de próstata. Veja a seguir os maiores benefícios da linhaça e como consumi-la no dia-a-dia para garantir uma vida pra lá de saudável!
O que a linhaça faz por sua saúde:
Corpo resistente
A ingestão diária do grão pode ajudar o organismo a se defender contra invasores, como bactérias, vírus e células mutantes. Isso devido ao ômega 3, às ligninas vegetais e aos fitosteróis e bioflavonóides.
Ossos mais fortes
Cientistas da Universidade de Oklahoma (EUA) descobriram que a semente é benéfica para a estrutura óssea de mulheres pós-menopausa, devido ao seu poder antioxidante. Eles afirmam que os radicais livres gerados nessa estrutura debilitam os ossos.
TPM tranqüila
Os sintomas da Tensão Pré-Menstrual muitas vezes têm origem no desequilíbrio entre os hormônios estrogênio e progesterona. Por esse motivo, a mulher precisa de boas fontes de ácidos graxos, presentes na linhaça, que são essenciais para o equilíbrio do sistema hormonal.
Menopausa sob controle
O estrógeno fica com suas taxas em baixa durante o climatério, provocando aqueles sintomas típicos dessa fase, como ondas de calor, alteração do humor e ressecamento da pele. As ligninas, substâncias da linhaça que imitam a ação do estrógeno, funcionam como um agente natural na reposição de hormônios.
Pulmões e bexiga em ordem
Por causa dos efeitos antiinflamatório e emoliente sobre as mucosas, a linhaça alivia os sintomas de bronquite e cistite. Seu consumo diário auxilia em todos os casos de inflamação dos rins e da bexiga, nos espasmos da bílis e nas doenças respiratórias, como a asma.
Alimento do bem
Além da saúde, a linhaça também atua em prol da beleza, fortificando os cabelos, as unhas e a pele
Circulação perfeita
Veias e artérias com depósito de gordura dificultam a circulação, provocando derrame cerebral e infarto. Os ômega 3 e 6 da semente evitam o acúmulo de lipídios.
Obesidade, não!
Como a linhaça elimina rapidamente o colesterol, ajuda a controlar a obesidade. A grande quantidade de fibras (cinco vezes maior do que na aveia), diminui o apetite.
Digestão mais fácil
A ação antiinflamatória e emoliente do grão regenera a mucosa digestiva danificada. No tratamento deve-se consumir a semente deixada de molho à noite e triturada pela manhã, todo dia.
Rins em equilíbrio
Para curar cálculos renais ou biliares, o ideal é usar o óleo de linhaça prensado a frio (natural ou em cápsulas). O grão moído reduz quadros de inflamação.
Concentração a mil
Os ácidos graxos, flavonóides, fitosteróis e fosfolipídios renovam as células cerebrais, melhorando a capacidade de concentração e a agilidade mental.
Dicas de consumo
Tanto a linhaça dourada quanto a marrom possuem os mesmos nutrientes. Mas a nutricionista Vanessa Schmidt (SP) alerta: “Sozinhas não fazem milagres! É necessário manter um regime diversificado e o mais natural possível”. E atenção: a ingestão das sementes não dispensa o tratamento médico. Elas podem ser consumidas por adultos, crianças e gestantes. Anote algumas dicas importantes:
* A medida diária ideal são duas colheres de sopa da farinha ou uma colher de sopa de grãos.
* Como a linhaça é muito rica em fibras, beba bastante água para colaborar com o bom funcionamento do intestino.
* É muito fácil inserir esse alimento no seu dia-a-dia. Basta acrescentá-lo aos sucos de frutas, iogurtes, saladas, vitaminas e em massas.
* Triture as sementes no liquidificador ou mastigue-as muito bem para garantir que sejam absorvidas pelo organismo. Coma em seguida para evitar a oxidação.
Receitas pra lá de saborosas e vitaminadaReceitas vitaminadas
Experimente estas sugestões da nutricionista Vanessa Schmidt
massa integral caprese
rendimento: 4 porções
500 g de massa integral cozida al dente
4 tomates maduros picados
3 dentes de alho laminados
1 xícara (chá) de azeite
1 colher (sopa) de alcaparras
200 g de mussarela de búfala
sal e manjericão a gosto
modo de preparo
Aqueça o azeite e doure levemente o alho. Acrescente o tomate, deixe refogar por 5 minutos em fogo brando. Adicione o manjericão e as alcaparras. Acerte o sal. Coloque a massa já cozida em uma travessa, misture o molho e espalhe a mussarela de búfala. Sirva a seguir.
mix de fibras
rendimento: 1 vidro
3 colheres (sopa) de aveia em flocos
2 colheres (sopa) de sementes de linhaça
2 colheres (sopa) de farelo de quinua
4 castanhas-do-pará picadas
1 pequeno punhado de uvas-passas
4 damascos secos picados
modo de preparo
Misture todos os ingredientes e coloque-os num pote de vidro com tampa. Conserve por 30 dias na geladeira. Use 2 colheres (sopa) sobre frutas frescas, nas vitaminas ou saladas de frutas.
molho para salada
rendimento: 12 colheres (sopa)
2 colheres (sopa) de sementes de linhaça
2 dentes de alho amassados
suco de 1 limão
1 tomate sem pele e sem sementes
½ xícara (chá) de água
sal a gosto
modo de preparo
Bata os ingredientes em um processador e use como tempero de salada verde.
pão de linhaça
rendimento: 2 pães
1 colher (sopa) de açúcar mascavo
1 colher (sopa) de extrato de soja
1 xícara (chá) de uvas-passas pretas sem sementes
2 colheres (sopa) de sementes de linhaça
2 xícaras (chá) de farinha de trigo integral fina
1 ovo
1 xícara (chá) de farinha de trigo branca
2 xícaras (chá) de água
2 ½ tabletes de fermento biológico
modo de preparo
Bata no liquidificador a água, o ovo, o açúcar, o sal, o extrato de soja, a linhaça e o fermento. Coloque numa vasilha, junte as farinhas e misture bem. Acrescente as passas. Coloque em duas fôrmas para pão untadas. Deixe descansar por 10 minutos e asse em forno quente por 30 minutos.
Fonte: Revista Estilo Natural - outubro de 2007






