jump to navigation

Alto consumo de sal pode agravar sintomas da esclerose múltipla, diz estudo 31/08/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida.
comments closed

Pacientes que consumiam maior quantidade de sal tiveram mais surtos da doença do que aqueles que ingeriam menores quantidades

Alto consumo de sal pode agravar sintomas da esclerose múltipla, diz estudo

Um novo estudo constatou que uma dieta rica em sal pode agravar os sintomas da esclerose múltipla. A descoberta foi publicada nesta quinta-feira no periódico Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, de causa desconhecida e incurável. Ela danifica ou destrói a mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. Essas lesões desencadeiam sintomas sensitivos, motores e psicológicos.

Pesquisas anteriores apontaram que o sal pode alterar a resposta autoimune, mas não concluíram se seu consumo afeta o desenvolvimento da esclerose múltipla. No presente estudo, os pesquisadores analisaram amostras de sangue e de urina de 70 pessoas com esclerose múltipla.

Em três ocasiões ao longo de nove meses, os autores mediram os níveis de sal, creatinina e vitamina D dos pacientes. A saúde neurológica dos participantes foi monitorada ao longo de dois anos. Para comparação, o teor de sal na urina também foi mensurado em um segundo grupo com 52 pessoas também com a doença.

Nos dois grupos, o consumo médio de sódio foi de 4 gramas por dia, mas variou de menos de 2 gramas (baixo), 2 a 4,8 gramas (médio) e acima de 4,8 gramas (alto).

Conclusão — Depois de excluir fatores como tabagismo, idade, gênero, tempo de diagnóstico da doença, peso, tratamento e taxa de vitamina D nos pacientes, os pesquisadores observaram uma relação entre consumo de sal e piora nos sintomas da esclerose múltipla. As pessoas com consumo moderado a alto tinham três surtos a mais do que aquelas com consumo baixo.

Ao comparar a evolução da doença por meio de exames de imagem, os pesquisadores constataram novamente a relação entre o sal e as lesões. Os participantes que consumiam maior quantidade tinham quase 3,5 vezes mais probabilidade de apresentar sinais de progressão da enfermidade. Resultados semelhantes foram obtidos no grupo de comparação.

“Como esse é um estudo de observação, não podemos tirar conclusões definitivas de causa e efeito. Os altos níveis de sal na urina podem ser consequência da maior atividade da doença, não o contrário”, dizem os autores. “Mais estudos são necessários para confirmar se o baixo consumo de sal pode reduzir os sintomas da esclerose múltipla e sua progressão.”

Fonte: CenárioMT.com.br

Anúncios

Um remédio para a esclerose múltipla supera a primeira fase de testes 28/08/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

A esclerose múltipla é uma doença degenerativa. Consiste na destruição da mielina (a capa que recobre os nervos) pelo funcionamento anormal do sistema imunológico, e tem como consequência que os sinais do cérebro não chegam ao seu destino. Por isso se manifesta de maneiras muito variadas (problemas de visão, de coordenação, de memória, fraqueza muscular, fisgadas, tiques). Não tem cura e só podem ser prescritas terapias paliativas durante os surtos ou como manutenção. Por isso, um fármaco que tenha superado a primeira fase dos testes em humanos é uma boa notícia para os doentes (entre eles, dois milhões de europeus). Isso é o que publicou nesta quarta-feira, na revista Neurology, Neuroimmunology & Neuroinflammation, uma equipe da Associação Americana de Neurologia.

O trabalho é apenas a fase I, a que mede a segurança do medicamento, e ainda falta um longo caminho até chegar ao uso clínico, mas tem uma abordagem inovadora, explicam os autores. Até agora, o que se tenta com as terapias para a esclerose múltipla é que não se volte a ter surtos (a doença não atua de maneira contínua, mas o faz por episódios intercalados com períodos de estabilidade).

Neste caso se descobriu —ao menos nos testes com ratos— que é possível interferir na atividade de uma proteína, chamada lingo-1, que bloqueia o processo de reconstrução da mielina dos nervos.

O anti-lingo-1, como o fármaco foi chamado, impede essa atuação, o que levou animais de laboratório a recuperarem as funções nervosas. O teste em pessoas, por ora, não produziu dados disponíveis. Nesta fase foram recrutadas 72 pessoas saudáveis e 47 que tinham a doença em uma fase de não atividade ou com baixa progressão, e, como é normal nesses estudos, elas foram divididas em grupos para receberem o placebo ou várias doses do medicamento, que é injetado.

O resultado principal do estudo foi que não houve efeitos colaterais de importância. Mas foi possível determinar qual quantidade de fármaco permitia manter no sangue o nível ótimo de anti-lingo-1 que se tinha observado permitir a regeneração da mielina em animais. Por isso Diego Cadavid, membro da Associação Americana de Neurologia e do laboratório Biogen, que desenvolveu o fármaco, se mostrou otimista. “Com esses resultados podemos começar os testes da fase II para ver se esse fármaco pode recompor a mielina e se tem efeito na recuperação das funções físicas e intelectuais”, disse. Logo se fará um teste em grande escala para refinar os protocolos e medir definitivamente sua eficácia, o que costuma levar anos, a não ser que se decida, como aconteceu com o ebola, que a situação dos pacientes é tão desesperadora a ponto de se acelerar os prazos ou, diretamente, saltar essas etapas.

Fonte: El País

Perfis dos pacientes podem indicar melhor tratamento 26/08/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida.
comments closed

Especialista canadense aponta evolução nas terapias e aposta na segmentação conforme as características dos doentes e a escala da esclerose múltipla para definir a melhor abordagem

Dia 30 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. A doença atinge mais de 30 mil brasileiros e está em discussão após a divulgação de novas drogas, que, apesar de chegarem aos poucos, estão fazendo a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. A esclerose múltipla atinge na maioria mulheres adultas jovens, causa incapacidade e pode levar à morte.

Em palestra em Campinas (SP), durante congresso sobre o tema, o médico cientista do Instituto Neurológico de Montreal e diretor científico da Unidade de Pesquisa Clínica da MNI, onde dirige um programa experimental de terapias, prof. dr. Amit Bar-Or, afirmou que os pacientes desenvolvem a patologia de formas diversas, assim como desejam tratamentos distintos. “Alguns querem um tratamento mais leve, escalado. Outras pessoas me dizem  ‘receite-me o mais forte que puder agora mesmo’”, conta dr. Bar-Or. “A ideia de delinear um tratamento ‘one to one’ é fazer o melhor possível para diagnosticar e prescrever o que é o mais adequado para o paciente de acordo com a atividade da doença, o histórico médico da pessoa e as terapias existentes atualmente.”

Bar-Or acredita que é necessário reconhecer que diferentes tratamentos  podem ser eficazes para os diversos momentos dos pacientes, tanto para os casos mais simples quanto para os mais complicados. Segundo o pesquisador, há várias categorias de medicamentos, e é possível integrá-las após um conhecimento vertical do paciente e o acompanhamento de sua evolução, melhorias e surtos, para poder avaliar e seguir para a próxima terapia. “Nós fizemos um bom e importante progresso para entender os surtos e suas frequências, as opções de produtos e a tolerabilidade de cada um”, explica.

O especialista destaca as opções disponíveis no mercado mundial e agora acessíveis aos pacientes brasileiros. É o caso da Teriflunomida, medicação via oral com dose única diária que facilita a adesão ao tratamento, indicada para os casos leves a moderados da doença. Já o Alemtuzumabe é a mais nova promessa do tratamento da esclerose múltipla. A administração é intravenosa, mas feita em dois ciclos de cinco dias, no primeiro ano, e mais três dias no ano seguinte. Após esse segundo ciclo de tratamento anual, sob a orientação médica, cerca de 80% dos pacientes não precisam repetir mais a medicação, tendo a possibilidade de ter uma vida mais próxima da normalidade. “É bom saber que grandes empresas estão investindo no desenvolvimento de novas terapias. Agora já temos como retardar a progressão da doença e, em alguns casos, até fazer com que o paciente retome as atividades cotidianas.  Num futuro distante podemos pensar em identificar o grande causador da esclerose múltipla, o que seria um grande passo.”

Amit Bar-Or é neurologista e neuroimunologista. Seu interesse original pelo funcionamento da mente o levou a escolher a neurologia. Durante sua residência médica, gostou da imunologia e decidiu ser neurocientista.  Daí para a esclerose múltipla foi um passo. “A esclerose múltipla não permite ao paciente ter uma rotina. Você não sabe, um dia pode ser diferente do outro. Você tem um plano, e o muda muitas vezes. A incerteza faz  a doença se tornar um desafio. Gosto de pensar que estou ajudando as pessoas a seguir em frente com sua vida.”

Terapias alternativas e outras doenças

Atualmente muito se fala sobre a vitamina D, que poderia ser uma das terapias indicadas para o tratamento da esclerose múltipla. Dr. Amir Bar-Or não recomenda tomar vitamina D no lugar dos medicamentos existentes. “Não há estudos que provem sua eficácia, mas também não faz mal”, explica. Para o cientista, a falta dessa substância é um dos componentes que influenciam no desenvolvimento da doença, assim como o tabagismo e fatores genéticos. Mas o sol tomado no dia a dia já seria suficiente para suprir a necessidade do corpo humano.

Outra confusão, que merece ser explicada, é a diferença entre esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica, mais conhecida como ELA. Apesar do termo “esclerose”, que significa cicatriz, as duas doenças são bem diferentes.

A ELA tem como principal sintoma a fraqueza muscular, juntamente com o endurecimento dos músculos, que ocorre em um dos lados do corpo inicialmente. Mas existem outros sintomas, como tremor muscular, perda de sensibilidade, cãibras e espasmos. A doença faz com que surjam lesões cicatriciais que envolvem a porção lateral da medula espinhal, o que leva à atrofia muscular. De difícil diagnóstico, a ELA requer um tratamento sob a supervisão de um médico e também o acompanhamento de fisioterapeutas e nutricionistas. No Brasil, cerca de 12 mil pessoas sofrem com a doença. Estima-se que, a cada 100 mil habitantes, um a três novos casos apareçam. Sua frequência é maior na população com idade entre 65 e 74 anos, e a incidência é maior em homens. A ELA ficou bastante conhecida atualmente pelo “desafio do gelo”, no qual uma celebridade toma um banho gelado e desafia outra a fazer o mesmo ou doar um valor para a pesquisa da causa.

Já a esclerose múltipla é uma doença debilitante, muito mais comum que a ELA, que compromete o Sistema Nervoso Central e atinge cerca de 30 mil brasileiros. No mundo, já são cerca de 2,5 milhões (2013). É uma das doenças que mais causam a incapacidade de jovens adultos, com idade de 20 a 40 anos, atingindo principalmente mulheres. Entre os sintomas, dados de vários estudos internacionais estimam que cerca de 85% das pessoas com a doença se queixam de fadiga constante, independentemente de seu grau de incapacidade, o que interfere com sua qualidade de vida e produtividade. A esclerose múltipla é uma inflamação crônica de origem autoimune que pode causar desde problemas momentâneos de visão, falta de equilíbrio até sintomas mais graves, como cegueira e paralisia completa dos membros, e pode levar à morte.

Fonte: Segs

Medicamento para esclerose múltipla é incorporado pelo SUS 01/07/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
comments closed
Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (1º) no Diário Oficial da União incorpora o fingolimode no tratamento para esclerose múltipla oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até então, a rede pública oferecia apenas três medicamentos para a doença (betainterferonas, glatirâmer e natalizumabe).

O fingolimode já tem a comercialização autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Em maio, entidades que defendem pacientes com esclerose múltipla cobraram do governo a incorporação do tratamento no rol de serviços oferecidos pela rede pública.

Dados da Associação dos Portadores de Esclerose Múltipla de Santa Maria e Região mostram que, em todo o Brasil 1.600 pessoas recebem o fingolimode judicialmente. O remédio custa R$ 6 mil por mês.

No Brasil, mais de 35 mil pessoas têm esclerose múltipla. De acordo com a associação, a maioria dos pacientes consegue levar uma vida normal, sem redução da expectativa de vida, caso siga corretamente o tratamento.

Agência Brasil

Fonte: Portal AZ

Estudos associam obesidade e pílula à esclerose múltipla 29/06/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Causas da doença ainda são desconhecidas, mas novas pesquisas dão pistas sobre uma possível influência do fator hormonal no surgimento dos sintomas

Pílula anticoncepcional: Segundo estudo americano, método contraceptivo pode aumentar em 35% o risco de esclerose múltipla

Pílula anticoncepcional: Segundo estudo americano, método contraceptivo pode aumentar em 35% o risco de esclerose múltipla (Thinkstock)

O fator hormonal pode contribuir com o surgimento da esclerose múltipla, uma doença autoimune cuja causa é desconhecida e para a qual ainda não existe cura. É o que concluíram dois novos estudos que associaram um hormônio relacionado à obesidade e à pílula anticoncepcional ao risco aumentado da condição. As pesquisas serão apresentadas durante o encontro anual da Academia Americana de Neurologia, que acontece até a próxima segunda-feira na Filadélfia, nos Estados Unidos.

A esclerose múltipla ocorre quando há danos ou destruição da mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. Quando isso acontece, são formadas áreas de cicatrização, ou escleroses, e surgem diferentes sintomas sensitivos, motores e psicológicos.

Uma das pesquisas, assinada pelo Instituto de Pesquisas Neurológicas Raúl Carrera, na Argentina, foi feita com 420 pessoas de 15 a 20 anos — metade delas apresentava esclerose múltipla. Após calcular o índice de massa corporal (IMC) dos participantes, os autores observaram que a prevalência da doença entre os jovens obesos (com IMC maior do que 30) foi o dobro da apresentada pelos outros adolescentes.

O estudo ainda descobriu que quanto maior o IMC de uma pessoa, mais elevados os seus níveis de leptina, um hormônio produzido pelo tecido de gordura que ajuda a regular o peso, o apetite e a resposta do sistema imunológico. “Em excesso, a leptina pode promover uma reação inflamatória no organismo, o que poderia ajudar a explicar a possível relação entre obesidade e esclerose múltipla”, diz Jorge Correale, coordenador do estudo.

A segunda pesquisa foi desenvolvida na Califórnia, nos Estados Unidos. Nela, os autores acompanharam 305 mulheres com esclerose múltipla durante três anos e, depois, as compararam a outras 3 050 mulheres sem a doença. Segundo os pesquisadores, a esclerose múltipla foi 35% mais prevalente entre mulheres que faziam uso de anticoncepcional do que entre aquelas que não usavam o método. De acordo com os autores do estudo, porém, são necessárias mais pesquisas para comprovar – e explicar — o vínculo.

Fonte: Revista Veja

Médicos questionam tratamento de esclerose múltipla à base de vitamina D 28/06/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida, Utilidade pública.
comments closed

Professores, pesquisadores e representantes da Academia Brasileira de Neurologia afirmam que tratamento praticado por neurologistas como Cícero Galli Coimbra não tem evidência científica e pode colocar a saúde do paciente em risco

Marcella Centofanti, Rita Loiola e Vivian Carrer Elias
Cícero Galli Coimbra

Cícero Galli Coimbra: médico usa vitamina D para tratar pacientes com esclerose múltipla (Reprodução)

A esclerose múltipla é uma doença neurológica que desafia a medicina. Cerca 2,3 milhões de pessoas no mundo, dentre elas 35 000 brasileiros, sofrem dessa enfermidade, que é incurável e gera efeitos devastadores. De causa desconhecida, a doença se manifesta de uma hora para outra, quando o sistema imunológico ataca a mielina, substância que protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. A cada surto, as lesões formam áreas de cicatrização, ou escleroses, que causam danos irreversíveis e podem deixar sequelas como cegueira, paralisia, lapso de memória e dificuldades na fala e na deglutição. Os medicamentos usados para conter a moléstia não são 100% eficazes e podem proporcionar fortes efeitos adversos ao paciente.

Diante desse cenário, é comum — e compreensível — que portadores de esclerose múltipla entrem em uma busca constante por novos tratamentos e soluções milagrosas de cura. Dentre as novidades na seara científica estão os medicamentos orais, como o fingolimode e a teriflunomida — até pouco tempo, as únicas opções eram remédios injetáveis. No campo da especulação, a vitamina D é a bola da vez.

O mais notório defensor dessa teoria, no Brasil, é o neurologista Cícero Galli Coimbra, professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Coimbra afirma que a deficiência de vitamina D é a causa da esclerose múltipla, ao lado do stress emocional. Dessa forma, a doença poderia ser combatida com a reposição do nutriente, sem a necessidade de remédios.

Depois de pagar mil reais pela consulta (preço informado pela recepcionista da clínica), seus pacientes saem do consultório com três recomendações: ingerir doses cavalares de vitamina D, seguir uma dieta livre de alimentos ricos em cálcio e beber 2 litros de água por dia. “A atividade da doença desaparece em 95% dos casos, desde que não esteja num estágio muito avançado. Nos outros 5% o tratamento tem um efeito parcial, mas ainda assim significativo”, garantiu o médico, em entrevista ao site de VEJA.

Falta de provas — Fácil de seguir, barato, livre dos efeitos adversos das drogas convencionais e com 95% de promessa de cura. O problema é que o tratamento sugerido por Coimbra não tem comprovação científica.

Há décadas a medicina reconhece que bons níveis de vitamina D no organismo ajudam a proteger os ossos. Nos últimos anos, estudos têm investigado outro benefício do nutriente: a capacidade de blindar o sistema imunológico. No caso da esclerose múltipla, a teoria ganhou força porque estimativas indicam que a condição é mais prevalente entre pessoas que moram em locais afastados da linha do Equador – e, portanto, menos expostas ao sol.

Em um primeiro momento, pesquisas sugeriram que a deficiência de vitamina D poderia enfraquecer as células de defesa do organismo e abrir as portas para uma série de doenças, da dor de garganta ao câncer. Revisões mais recentes, porém, apontam no caminho contrário: um sistema imune combalido é que teria dificuldade de produzir o nutriente (a vitamina D é fabricada pelo organismo, com o estímulo de banhos de sol).

Em dezembro do ano passado, o prestigioso periódico The Lancet publicou a mais completa revisão de estudos sobre os efeitos da vitamina D no organismo. O objetivo era reunir evidências científicas de que o nutriente poderia prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, câncer ou esclerose múltipla.

Depois de analisar 462 artigos, os pesquisadores concluíram que a falta de vitamina D não é causa de um sistema imunológico fraco e, sim, sua consequência. Baixas doses do nutriente são resultado dos processos inflamatórios que acompanham muitas doenças, como a esclerose múltipla. Dessa forma, a vitamina D não interfere na prevenção ou tratamento de enfermidades crônicas.

“Não há evidências de que altas doses de vitamina D melhoram os sintomas da esclerose múltipla”, diz Philippe Autier, coordenador do estudo e professor do Instituto Internacional de Pesquisa em Prevenção de Lyon, na França. “Usar altas doses do nutriente para tratar uma doença como a esclerose múltipla é perda de dinheiro. Além do mais, prescrever um medicamento sem ter a eficiência comprovada por estudos randomizados é uma péssima prática médica.”

Consenso brasileiro — A conclusão foi a mesma em uma revisão de estudos publicada em fevereiro desde ano pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN) para elaborar um consenso médico sobre o uso terapêutico da vitamina D em pacientes com esclerose múltipla.

De acordo com a neurologista Doralina Guimarães Brum, coordenadora do Departamento Científico de Neuroimunologia da ABN e professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), os estudos que relacionam a vitamina D à esclerose múltipla, além de poucos, foram feitos com grupos pequenos de pessoas ou com modelos animais. Não existe nenhum trabalho amplo e de longo prazo com humanos para especificar qual seriam os efeitos diretos da vitamina D e as doses recomendadas.

“Adoraríamos ter um estudo com um grande número de pacientes de esclerose múltipla mostrando os efeitos da vitamina D no tratamento. No entanto, isso não existe e não é possível basear condutas médicas em especulações”, diz Doralina.

O estudo da ABN estabeleceu que o uso de vitamina D como terapia única no combate à esclerose múltipla deve ser considerado experimental. Ou seja, se um médico quiser substituir o tratamento reconhecido pela entidade por um exclusivo à base de vitamina D, precisa fazer isso dentro de um estudo clínico, aprovado por um comitê de ética, com consentimento do paciente e de graça.

O documento estabelece também que doses consideradas seguras para a suplementação são de no máximo 10.000 unidades internacionais (UI) ao dia, até o nutriente alcançar, no sangue, uma taxa entre 40 ng/ml e 100 ng/ml, consideradas saudáveis. Doses superiores podem causar problemas graves, como insuficiência renal aguda e crônica.

E existe um agravante. “Parar de tomar o suplemento não significa que o nível de vitamina D no sangue voltará ao normal rapidamente. Há relatos de pessoas que demoraram um ano para voltar às taxas normais”, alerta Dagoberto Callegaro, coordenador de neuroimunologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Prática suspeita — Médicos como Cícero Galli Coimbra contrariam o consenso. O neurologista da Unifesp receita doses superiores a 10.000 UI em substituição a remédios que comprovadamente ajudam a impedir novos surtos da doença. Ele nunca publicou uma pesquisa sobre esse tema e não tem nenhuma em andamento. Diz, inclusive, se recusar a fazer um estudo por ter certeza dos efeitos positivos da vitamina D à saúde e do malefício que o placebo poderia causar ao paciente, em uma análise comparativa.

O argumento é fraco, como explica o médico Tarso Adoni, coordenador científico do Departamento de Neuroepidemiologia da ABN: “Não é preciso usar placebo. Um estudo poderia comparar a vitamina D com os remédios tradicionais para a esclerose”, diz ele. Mas antes disso, salienta Adoni, há outra questão: seria ético submeter pacientes a uma pesquisa com vitamina D, quando as evidências apontam cada vez mais que o nutriente não traz benefício nenhum ao doente?

A conduta de Cícero Galli Coimbra é repreendida por Reinaldo Ayer, coordenador do Centro de Bioética do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e professor de bioética da Universidade de São Paulo. “Um tratamento que não tem comprovação científica só deve ser aplicado em um contexto de pesquisa”, diz. Segundo ele, o Cremesp deveria abrir uma sindicância para investigar casos como o de Cícero Galli Coimbra por possível infração ao Código de Ética Médica. Pelo regimento do órgão, a investigação correria em sigilo e poderia ser arquivada ou, em caso de condenação, resultar em desde uma advertência até a cassação do registro profissional, publicada em Diário Oficial.

Ameaça ao paciente — Além dos riscos inerentes ao uso de superdosagens de vitamina D, o tratamento exclusivo da esclerose múltipla com a substância pode trazer mais um prejuízo sério: a pessoa deixa de fazer uso dos medicamentos que comprovadamente ajudam a conter a doença, o que pode aumentar o risco de novos surtos. “Os remédios convencionais podem não ser 100% eficazes, mas têm respaldo científico”, diz Jefferson Becker, neurologista da Faculdade de Medicina da PUC do Rio Grande do Sul e do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla.

Atualmente, o tratamento da doença inclui o uso de medicamentos imunossupressores ou imunomoduladores, usados para prevenir novos surtos. Nem todos os pacientes com esclerose múltipla, porém, precisam tomá-los durante a vida toda: existem casos em que a condição é pouco agressiva e fases em que ela deixa de evoluir.

Esse é um dos motivos, segundo os médicos, que levam pacientes a acreditar no tratamento com vitamina D. “As doenças autoimunes são muito heterogêneas, entram em atividade ou param de agir de repente. Então o paciente pode atribuir à vitamina D uma característica que é da evolução natural da enfermidade”, afirma Tarso Adoni. Outra razão é o efeito placebo — a pessoa crê que está recebendo uma terapia eficaz e, por isso, sente uma melhora.

“Por que com todos os medicamentos seguimos rígidos protocolos e com a vitamina D há esse uso irresponsável?”, pergunta Doralina Guimarães Brum, da ABN. “Normas éticas e científicas foram criadas para que não se repita a história de atrocidades médicas que a humanidade já sofreu.”

Fonte: Revista Veja

Cícero Galli Coimbra, o médico que trata a esclerose múltipla sem remédio 25/06/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida, Utilidade pública.
comments closed

Professor da Unifesp, o neurologista utiliza quase exclusivamente a vitamina D para conseguir o que muitos médicos consideram impossível: deixar seus pacientes livres dos efeitos das doenças autoimunitárias

Em abril de 2008, como fazia quase toda semana ao voltar para casa, Pablo Petrucelli, então com 28 anos, parou numa padaria no bairro da Aclimação, em São Paulo, para comer um pedaço de pizza. No momento em que pegou o vidro de azeite, sentiu a força do braço desaparecer. “Foi como se a mão caísse”, recorda. Com o passar dos dias, como a sensação permaneceu, procurou um ortopedista. Ouviu do médico que precisava submeter-se a uma cirurgia para “investigar o problema”. Pablo recusou a sugestão e foi procurar um neurologista.

Muitos exames depois, o diagnóstico: neuropatia motora multifocal, uma doença autoimunitária semelhante à esclerose múltipla. O tratamento, que incluía não fazer exercícios físicos e não tomar sol, era à base de corticoides, remédios caríssimos como a imunoglobulina humana e quimioterapia. Nada conseguiu conter a doença que, em dois anos, evoluiu para a mão esquerda e as pernas. “Eu não conseguia abrir a porta de casa com a chave, pegar um copo com firmeza ou mesmo me espreguiçar”, conta Pablo. “Além disso, sentia muitas câimbras”.

Há pouco mais de um ano, Pablo voltou a ter uma vida normal.

Com Daniel Cunha, foi um pouco diferente. Em outubro de 2009 ele acordou com metade do rosto dormente. No decorrer da semana, perdeu o equilíbrio e a força nas mãos, até que o lado direito da face ficou paralisado. Diagnosticado com esclerose múltipla, iniciou um tratamento com corticoides e interferon, um remédio com muitos efeitos colaterais. “Quando comecei a pesquisar sobre a doença e vi que teria que tomar aquilo para o resto da vida, caí em depressão”, diz.

Desde junho de 2010, Daniel não apresenta nenhum vestígio da doença.

Histórias semelhantes são contadas por Marcelo Palma, 32, Vera Folli, 57, Fernanda Campos, 39, e Luciana Campos, 44, entre muitos outros. Além da vitória sobre doenças consideradas incuráveis, eles têm em comum o médico: todos são pacientes do neurologista Cícero Galli Coimbra, que se dedica em tempo integral ao tratamento da esclerose múltipla.

Professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Coimbra começou a utilizar há pouco mais de 10 anos um método baseado quase exclusivamente na vitamina D para conseguir o que muitos médicos consideram impossível: deixar seus pacientes livres dos efeitos das doenças autoimunitárias. Alvo de críticos que o acusam de colocar em prática um tratamento experimental, rebate cada uma das acusações com a serenidade de quem vê empiricamente os resultados positivos. As centenas de e-mails que diariamente invadem sua caixa postal quase sempre terminam com a mesma palavra: obrigado. Segue-se abaixo a íntegra da entrevista com o neurologista:

Como o senhor usa a vitamina D no combate às doenças autoimunitárias? Primeiro, é preciso entender que a vitamina D é um hormônio. Ela recebeu esse nome por ter sido descoberta no início do século passado, quando foi detectada sua presença no óleo de fígado de bacalhau. Como já haviam identificado as vitamina A, algumas do complexo B e a C, os pesquisadores imaginaram estar diante da D. Levou algumas décadas para descobrirem que essa substância tinha a mesma estrutura básica dos hormônios esteroides. Como o termo já estava consagrado, acharam melhor mantê-lo.

No que consiste o tratamento? Existem pesquisas sobre os efeitos da vitamina D no sistema imunológico há mais de quatro décadas. Cerca de 10 anos atrás, começamos a usar doses de 10 mil unidades, que chamamos de fisiológicas, para a correção da vitamina D em pacientes com esclerose múltipla e verificamos uma melhora significativa. Naquela época, também tivemos acesso a estudos que indicavam que os portadores de doenças autoimunitárias apresentam graus variados de resistência a esse hormônio. De posse dessas informações, passamos a aumentar as doses acima de 10 mil unidades, sempre acompanhando os pacientes laboratorialmente para evitar o único efeito colateral importante da vitamina D, que é o perigo de calcificação renal pelo excesso de absorção de cálcio. Ao fazer isso percebemos que, quanto mais aumentávamos as doses, maiores eram os benefícios. Nos últimos cinco anos conseguimos desenvolver uma técnica capaz de identificar a dose de vitamina D necessária para deixar cada paciente livre da atividade da doença.

O que são as doenças autoimunitárias e como elas agem no organismo? São doenças nas quais o próprio sistema imunológico ataca o organismo. Existem dezenas delas. A artrite reumatoide, por exemplo, agride principalmente as pequenas articulações, vitiligo e psoríase agridem a pele. No caso da esclerose múltipla, o sistema nervoso central é afetado, provocando múltiplas lesões que podem deixar o paciente cego ou tetraplégico.

A doença desaparece totalmente? A atividade da doença desaparece em 95% dos casos, desde que não esteja num estágio muito avançado. Nos outros 5% o tratamento tem um efeito parcial, mas ainda assim significativo. Existem dois fatores principais que, embora ainda não saibamos por que, reduzem o sucesso: o tabagismo e a depressão, sintoma bastante comum em pacientes que já foram muito afetados pela doença. Quando o tratamento é iniciado rapidamente, entretanto, é possível reverter as sequelas.

Como a vitamina D age no combate às doenças autoimunitárias? A diferença entre a vitamina D e as drogas convencionais usadas no tratamento das doenças autoimunitárias é que ela é um imunorregulador, não um imunossupressor. Enquanto os outros medicamentos deprimem o sistema imunológico como um todo, deixando o organismo suscetível a infecções, a vitamina D é a única substância capaz de, seletivamente, inibir a reação chamada “th17”, que é causada pelas doenças autoimunológicas.

Alguns médicos acusam este tratamento de ser experimental. As críticas são naturais, porque este é um tratamento novo. Em nenhum momento da história da medicina houve consenso instantâneo sobre uma inovação. A grande maioria dos médicos foi ensinada a tratar as doenças autoimunitárias com imunossupressores e muitos nem sabem que a vitamina D é um hormônio. Por ser relativamente recente, esse conhecimento não está nos livros de neurologia ou de reumatologia, embora existam centenas de publicações, depoimentos e artigos científicos confiáveis sobre o tema. Além do mais, a medicina baseada em evidências considera dispensáveis os estudos controlados quando o efeito benéfico é nítido. Como poderíamos administrar placebos (substâncias reconhecidamente inativas) a pacientes portadores de doenças graves simplesmente para provar cientificamente as vantagens de um tratamento que já sabemos ser eficiente? Essa negligência poderia causar o acúmulo de sequelas permanentes em pacientes privados de um benefício óbvio.

Por que esse conhecimento não é amplamente divulgado? Quando um médico diz que este tratamento não tem fundamento científico é porque não ouve falar sobre ele nos congressos médicos. Como esses eventos são patrocinados pela indústria farmacêutica, é evidente que eles priorizarão a divulgação de medicamentos capazes de gerar lucro, o que não é o caso de uma substância que não pode ser patenteada por ser natural, própria do organismo. Diversas publicações médicas denunciam esse tipo de atitude. No fim do ano passado, por exemplo, a Multiple Sclerosis Journal, uma das revistas mais importantes sobre esclerose múltipla, propôs a médicos que respondessem a seguinte pergunta: se eu tivesse síndrome clinicamente isolada (como é chamado o primeiro surto de esclerose múltipla) e a minha ressonância mostrasse lesões típicas dessa doença, eu tomaria uma dose diária de 10 mil unidades de vitamina D? Um médico irlandês chamado Michael Hutchinson chegou ao ponto de afirmar que, se fosse um de seus pacientes, ele não trataria com vitamina D. Mas que, se fosse um de seus filhos, ele diria para começar a tomar o mais rápido possível.

Qual o caso mais surpreendente que o senhor já tratou? Existem tantos que é difícil escolher um, então nossa tendência é lembrar sempre dos últimos. Há pouco tempo, uma bailarina diagnosticada com esclerose múltipla e que não conseguia mais nem usar salto alto, porque esta doença prejudica o equilíbrio, fez passos de dança no corredor da clínica. Foi emocionante.

Como é o tratamento? Esse tratamento se baseia num tripé: altas doses de vitamina D, dieta livre de alimentos ricos em cálcio e hidratação de pelo menos 2 litros e meio de líquidos por dia. Ao longo de dois anos o paciente passa por quatro consultas. Na quarta, recebe alta provisória, mas continua com a vitamina e a dieta. Dois anos depois, ele refaz os exames laboratoriais e passa por uma consulta de revisão.

O paciente precisará tomar essas altas doses de vitamina D para o resto da vida? Ainda não sabemos ao certo por quanto tempo o paciente precisará manter essa rotina, mas é racional imaginar que, aqueles que começaram o tratamento num estágio avançado da doença, provavelmente não poderão interrompê-la.

O tratamento é caro? Como a vitamina D é muito barata e ela corresponde a 95% do tratamento, o custo mensal varia de 30 a 80 reais, dependendo da dose diária administrada. Isso contrasta com os 10 mil a 15 mil reais por mês que são gastos com cada paciente nos tratamentos convencionais. Além disso, enquanto a vitamina D elimina 100% da atividade da doença em quase todos os casos, as outras drogas bloqueiam no máximo 30%, segundo a própria indústria farmacêutica.

Como as doenças autoimunitárias são adquiridas? Pela minha experiência, acredito que são necessários basicamente três fatores: resistência genética aos efeitos benéficos da vitamina D, histórico de baixa exposição solar e stress emocional. A literatura médica identifica que 85% dos surtos de esclerose múltipla são precedidos por stress emocional, que pode ser causado por situações que vão desde a separação dos pais até a morte súbita de um ente querido, passando por rupturas afetivas e a pressão provocada pelo vestibular.

Qual a incidência dessas doenças no Brasil? Não temos o número exato, mas sabemos que a incidência tem aumentado muito nos últimos anos justamente porque as pessoas estão se expondo menos ao sol. Foram constatações como essa que suscitaram a curiosidade de pesquisadores com relação à vitamina D. Eles observaram que a frequência dessas doenças no nível da linha do Equador era muito menor do que em países distantes dos trópicos. Como a principal diferença ambiental em função da latitude é a disponibilidade de radiação solar e, consequentemente, a produção de vitamina D, começaram a estudar a importância desse hormônio para a saúde humana. Pelo modo de vida que temos hoje, não conseguimos nos expor ao sol por tempo suficiente.

Quanto tempo é suficiente? Cerca de 20 minutos de exposição solar, com braços e pernas à mostra sem filtro solar, podem produzir 10 mil unidades de vitamina D. Depois de atingir o dobro dessa quantidade, a produção cessa. Curiosamente, essa realidade contrasta com a recomendação de órgãos internacionais, que atualmente instruem os médicos a indicarem suplementos de apenas 600 unidades diárias. Por que o corpo humano produziria 10 mil unidades se necessitasse de menos? Essas 600 unidades são incapazes de tirar um indivíduo adulto de um estágio de deficiência de vitamina D.

Por que a recomendação é tão baixa? Aí entramos na seara das especulações, mas o fato é que a vitamina D é um produto natural e, por isso, não pode ser patenteado e não interessa à indústria farmacêutica.

Ao mesmo tempo que a vitamina D é importante, existe uma neurose com relação à exposição solar. Afinal, o que é saudável? Nossa única fonte fisiológica de vitamina D é o sol e, ironicamente, o momento em que esse hormônio é produzido pelo organismo coincide justamente com as horas em que a radiação solar é mais forte e que, se for excessiva, pode provocar câncer de pele. Mas 20 minutos sem protetor solar (porque ele praticamente bloqueia a produção desse hormônio) só trarão benefícios ao organismo. Não existe uma única célula humana que não seja beneficiada pela vitamina D. Além das doenças autoimunitárias, a carência desse hormônio pode causar hipertensão, diabetes, câncer e abortos no início da gestação, além de estar correlacionada com doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Se fosse dada uma complementação de apenas 5 mil unidades por via oral para toda a população urbana adulta, seria possível diminuir, da noite para o dia, de 40% a 50% o número de novos casos de câncer. Com esses dados é possível ter uma ideia do desastre para a saúde pública que é ter 80% da população urbana com deficiência dessa vitamina.

Qual é uma dose segura de vitamina D para uma pessoa saudável? O uso de altas doses de vitamina D pode causar sérios riscos à saúde se você não está sendo acompanhado laboratorialmente e clinicamente por um médico habilitado. Para uma pessoa saudável, posso dizer sem sombra de dúvidas que 10 mil unidades diárias não causarão nenhum risco, muito pelo contrário. Para aqueles que sofrem de alguma doença autoimunitária, essa dose proporcionará um alívio parcial, mas não eliminará o problema. Doses maiores podem ser utilizadas, desde que com acompanhamento médico.

Tratamento precoce é a chave para controle da esclerose múltipla 09/06/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Esclerose Múltipla.
comments closed

Em palestra recente em São Paulo, especialista americana comenta as novidades da terapia da esclerose múltipla e o atual pensamento dos neurologistas.

A esclerose múltipla, doença debilitante que atinge cerca de 30 mil brasileiros, está novamente em discussão após a divulgação de resultados de novas drogas para o combate à doença que causa a incapacidade de adultos jovens.

Apesar de chegarem aos poucos, as terapias disponíveis estão fazendo a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. Além disso, é crescente entre os neurologistas o protocolo segundo o qual o tratamento deve ser pautado por ações que monitorem a evolução da doença e, dessa forma, sejam evitados mais danos ao sistema nervoso central.

Em palestra em São Paulo, a professora de neurologia da Universidade de Stony Brook, Patricia Coyle, especialista em esclerose múltipla, falou sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce, que aumentam a qualidade de vida do paciente, além de evitar a progressão da doença para a forma mais agressiva. “Hoje, iniciar a medicação o mais cedo possível, acompanhar constantemente e realizar exames para monitorar a evolução da doença são passos que fazem parte do cotidiano de grande parte dos especialistas. Essa prática já é um consenso entre os médicos”, ressalta Patricia.

A especialista destaca as opções disponíveis no mercado mundial, às quais os pacientes brasileiros terão acesso em breve, após sua aprovação pela Anvisa, ocorrida em março. É o caso da teriflunomida, medicação via oral indicada para os casos leves a moderados da doença. “Um de seus grandes diferenciais é a facilidade de adesão ao tratamento e a boa resposta do paciente, já que algumas terapias têm efeitos colaterais severos, além de serem injetáveis”, observa a professora.

O alemtuzumabe, por sua vez, é a mais nova promessa do tratamento da esclerose múltipla. A administração é intravenosa, mas feita em dois ciclos de cinco dias, no primeiro ano, e mais três dias no ano seguinte. Após esse tratamento anual, sob a orientação médica, cerca de 80% dos pacientes não precisam repetir mais a medicação, tendo a possibilidade de ter uma vida mais próxima da normalidade.

Fonte: O Debate

Plataforma online permite que doentes façam exercícios cognitivos em casa 28/05/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida, Utilidade pública.
comments closed

No Dia Mundial da Esclerose Múltipla o PÚBLICO foi conhecer o Cogweb, um sistema online que facilita a ligação entre médicos e doentes.

Imagem de alguns dos exercícios possíveis 

São cerca de 30 minutos de exercício que Patrícia cumpre escrupulosamente todos os dias. O princípio é semelhante a uma ida ao ginásio, pelo que seguir as regras à risca é fundamental para alcançar resultados. A diferença é que, neste caso, esta enfermeira de 36 anos não precisa de sair de casa nem de movimentar mais do que os dedos. É a partir do seu computador que exercita o “músculo” afetado pela esclerose múltipla: o cérebro. Desde há um ano, altura em que sofreu um surto mais forte desta doença degenerativa, que Patrícia começou a utilizar o sistema Cogweb, um serviço online que permite que os doentes façam vários exercícios de estimulação cognitiva e sejam avaliados à distância pelos profissionais de saúde.

O neurologista Vítor Cruz, do Centro Hospitalar entre o Douro e Vouga, que lidera o projeto, explica ao PÚBLICO que a ideia nasceu da necessidade de trabalhar a parte cognitiva com pessoas com doenças tão diferentes como a esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson, esquizofrenia, depressão, acidentes vasculares cerebrais e traumatismos crânio-encefálicos — muitas delas em idade ativa.

“O modelo de acesso a consultas presenciais era insustentável e não havia regularidade suficiente para a reabilitação cognitiva, pelo que acabava por ser muito ineficaz”, refere o médico, que na sexta-feira apresentou a várias associações de doentes o Cogweb, que deu os primeiros passos há dois anos e que está agora a ser adaptado para castelhano e inglês para ser disponibilizado no estrangeiro.

Para contornar as dificuldades de fazer este trabalho presencialmente, seja para evitar deslocações dos doentes ou por ser impossível ter profissionais de saúde em número suficiente, Vítor Cruz optou então por desenvolver, em parceria com outros colegas, um modelo em que os doentes pudessem fazer através da Internet os exercícios prescritos pelos profissionais de saúde e que são “adaptados a cada doença e ao estado do doente”.

Se numas situações o objetivo é a recuperação de capacidades perdidas, noutras o importante é “travar a progressão da doença”. Em todos os casos, quando o utilizador piora os resultados nos testes, é lançado um alerta para que o médico ou neuropsicólogo responsável pelo doente o convoque para uma avaliação presencial.

“Se um doente fizer exercícios seis horas por semana, isso representa 15 vezes mais do que o que conseguíamos fazer presencialmente e equivale quase a 50 mil horas de trabalho de um psicólogo que seriam necessárias”, ilustra o neurologista.

Conjugar o tratamento com o trabalho
No caso de Patrícia, a esclerose múltipla diagnosticada em 2001 trouxe novas sequelas há um ano, quando um surto juntou às vertigens alguns problemas de memória e de marcha. De baixa, divide-se entre a fisioterapia e os exercícios cognitivos para a memória e atenção.

“Agora não estou a trabalhar, mas o método é excelente quando se é ativo, pois em qualquer sítio com Internet posso fazer uns 30 minutinhos por dia do plano que me é proposto e noto melhorias”, adianta. Nesta quarta-feira assinala-se o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, que neste ano é precisamente dedicado ao acesso à inovação e à informação. Ao todo, em Portugal, a doença inflamatória do sistema nervoso central afeta cerca de 5000 pessoas, a grande maioria em idade activa, entre os 20 e os 40 anos.

Memorizar uma lista de palavras e reproduzi-la em seguida, ver cubos a acender na tela e decorar a sequência para depois fazer igual, fazer um puzzlecom imagens que aparecem na tela ou selecionar uma imagem que esteja de acordo com uma frase apresentada são alguns dos exercícios disponíveis. A grande diferença para outras ofertas deste género que já existem, sublinha Vítor Cruz, é que neste caso a “receita” é dada pelo médico ou psicólogo responsável por cada doente. Além disso, o sistema está preparado para gerar gráficos a partir dos resultados e para criar alertas sempre que o desempenho não esteja de acordo com o que é suposto. Um artigo que acaba de ser publicado no Journal of Medical Internet Research com resultados do projeto dá também resultados animadores: 83% das pessoas cumprem na totalidade os planos previstos e a idade não é uma barreira na hora de utilizar a plataforma.

Neste momento o Cogweb já conta com mais de 1000 doentes em todo o país. Cerca de 30% dos utilizadores do sistema são pessoas que tiveram acidentes vasculares cerebrais e traumatismos cranianos, 30% são pessoas com várias demências e 20% com esclerose múltipla. Uma das prioridades foi dar formação a outros profissionais de saúde, pelo que o sistema já está disponível em vários hospitais e clínicas, num total de 40 unidades. Se o doente aceder ao sistema através dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde não paga nada, ficando a cargo da instituição um pagamento mensal de seis euros por cada doente que utiliza os exercícios. Para acessos particulares, o Cogweb encaminha os interessados para uma avaliação neuropsicológica e o doente paga 40 euros por mês ou 190 euros por seis meses.

Vítor Cruz está agora a trabalhar também num novo sistema, o Brain on Track, que se destina a avaliar os riscos cognitivos em populações mais alargadas, de forma a ser feito um diagnóstico precoce, e que está, neste momento, a ser alvo de uma experiência piloto no Porto.

Fonte: Público

Esclerose Múltipla – Pacientes querem tratamento fingolimode pelo SUS 28/05/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed
Doença de diagnóstico difícil e com sintomas como esquecimento e perda momentânea de coordenação motora, a Esclerose Múltipla atinge principalmente mulheres entre 20 e 40 anos. Hoje (28) quando é lembrado o dia mundial da doença, entidades que defendem os pacientes com esclerose múltipla aguardam a incorporação de um tratamento oral, o fingolimode, no rol do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Márcia Denardin, diretora da Associação dos Portadores de Esclerose Múltipla de Santa Maria e Região (Apemsmar), no Distrito Federal, diz que hoje tem uma vida normal, mas já sofreu muito por causa da doença. “Eu vivia internada, não conseguia fazer atividades domésticas, sentia fadiga, formigamento”, relembra Márcia, que já teve que usar cadeira de rodas em crises.
 
Na última grande crise que teve, em abril de 2013, Márcia entrou com ação judicial pedindo o tratamento com o fingolimode, e desde então ressalta que tem até vergonha de dizer que tem a doença. “Tenho uma vida normal”, assegurou.
 
Apesar de ter funcionado no caso de Márcia, o neurologista e professor da Santa Casa de São Paulo, Charles Peter Tilbery, alerta que o medicamento é importante, mas não é a primeira opção. Também não é indicado para todos os casos de esclerose múltipla, mas para cerca de 15% dos pacientes, segundo ele.
 
“Criou-se uma ansiedade muito grande por ser um medicamento de uso oral, só que a indicação desse medicamento é para casos restritos, não é substituto dos injetáveis. É usado em alguns casos com perfil bem definido”, explicou Tilbery.
 
O fingolimode já tem a comercialização autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A absorção dele aguarda análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, que exige documentos e estudos que comprovem eficácia, segurança para o paciente e custo-efetividade dos produtos. Atualmente, o SUS oferece três medicamentos para a doença (Betainterferonas, Glatirâmer e Natalizumabe).
 
Dados da Apemsmar mostram que em todo o Brasil 1.600 pessoas recebem o fingolimode judicialmente. O remédio custa pelo menos 6 mil reais por mês de tratamento, mas se absorvido pelo SUS vai custar cerca de R$ 2,3 mil aos cofres públicos.
 
Segundo o especialista, a doença inflamatória acomete quem tem vulnerabilidade genética, mas não há conclusões sobre fatores externos. Tilbery ressalta que apesar do que o senso comum induz, a esclerose múltipla não é degenerativa: “No caso de a doença não ser tratada é que traz degeneração neurológica”.
 
Márcia levou quase três anos para ter o diagnóstico da doença. “Todos os exames davam normais, exames de sangue, raio X, reumatologia, aids. Passei por vários especialistas e nenhum atentou para algum problema neurológico”, relembrou.
 
Ela era atleta e trabalhava na Brigada Militar do Rio Grande do Sul quando descobriu a doença. “Comecei a ter dificuldades ao fazer trabalhos práticos, não lembrava escala de serviço, tinha que pedir apoio, comecei a cansar muito. Eu era atleta, joguei na seleção gaúcha, e comecei a sentir dores no braço, achava que era por causa da minha posição no gol”, conta Márcia.
 
No Brasil, mais de 35 mil pessoas têm esclerose múltipla. Segundo Tilbery, a maioria vai ter vida normal, sem redução de expectativa de vida, caso siga corretamente o tratamento. Ele ressalta que quanto mais cedo o paciente começar a se tratar, menor será a possibilidade de degeneração.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com Ag. Brasil

Novos remédios chegam ao Brasil com a promessa de aliviar a esclerose múltipla 18/05/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Dois medicamentos aprovados este ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegam ao Brasil com a promessa de revolucionar o tratamento da doença autoimune que ataca o sistema nervoso central

As injeções podem deixar de fazer parte do dia a dia de pacientes com esclerose múltipla. Dois medicamentos aprovados este ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegam ao Brasil com a promessa de revolucionar o tratamento da doença autoimune que ataca o sistema nervoso central. O alemtuzumabe, por exemplo, é administrado em apenas dois ciclos anuais de aplicações intravenosas. Já o teriflunomida é mais um remédio via oral que se junta ao arsenal terapêutico para melhorar a qualidade de vida de brasileiros, geralmente entre 20 e 40 anos, que recebem o temido diagnóstico.

A esclerose múltipla provoca a destruição da mielina, envoltório dos neurônios que ajuda na condução dos impulsos nervosos responsáveis por estímulos visuais, sensitivos e motores, principalmente. Dependendo da área atingida, surge, temporariamente, perda de visão, dormência e comprometimento da coordenação motora. A neurologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Soniza Vieira Alves Leon, explica que os tratamentos são indicados para impedir o surgimento de novas lesões, diminuir a frequência dos surtos (momentos de maior agressão à mielina) e interferir na progressão da doença, que pode levar a um déficit neurológico sem recuperação. “A medicação oral veio para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Como acomete jovens, quem recebe o diagnóstico não quer ter que injetar todo dia a medicação, pelo resto da vida”, comenta.

O incômodo de tomar as injeções, sejam intramusculares, subcutâneas ou endovenosas (por meio de soro), não é a única queixa. Soniza acrescenta que os medicamentos injetáveis estão relacionados a efeitos colaterais como dor muscular, febre, pressão no peito e dor de cabeça. Alguns pacientes não conseguem se levantar da cama depois de receber a dose. Por isso, a especialista da UFRJ considera uma revolução o uso de medicações orais. Os comprimidos, ingeridos uma vez ao dia, provocam menos reações adversas.

De uso contínuo, o teriflunomida é mais indicado para iniciar o tratamento da esclerose múltipla. Apesar do conforto indiscutível do medicamento oral, a neurologista informa que nem todos os pacientes podem ser tratados com a substância. É preciso avaliar fatores de risco, com investigação cardiovascular, exame de fundo de olho e chance de infecção pelo vírus da herpes-zóster, para prescrever o remédio. Homens e mulheres medicados com o teriflunomida devem usar métodos contraceptivos eficazes para evitar uma gravidez. Além disso, vacinas de vírus vivos estão proibidas durante o tratamento, porque podem gerar disfunção imunológica. “Os pacientes não podem relaxar porque tomam o comprimido. Eles são orientados a não deixar de se consultar e repetir em três meses os exames”, alerta Soniza.

DESÂNIMO E DOR DE CABEÇA 
“Tomava injeção três vezes por semana. No dia seguinte não conseguia fazer nada. Caía na cama com dor de cabeça e desânimo”, relembra a aposentada Cibele Itaboray Frade, de 40 anos, casada e mãe de dois filhos, diagnosticada com esclerose múltipla em 2002. Depois de muito sofrer, ela resolveu apostar na reposição de vitamina D (estudos mostram que o nutriente auxilia o sistema imunológico, apesar de não tratar isoladamente a doença) e conta que há cinco anos não passa por surtos, que já resultaram em perda de visão, perda de força nos braços, falta de sensibilidade da cintura para baixo e perda da memória recente. 

Hoje presidente da Associação Mineira de Apoio a Portadores de Esclerose Múltipla (Amapem), Cibele não ficou com nenhuma sequela. Ela caminha todos os dias com o cachorro. “Não tenham medo de se informar, pois os tratamentos estão cada vez melhores. A vida continua, e muito bem.”

Busca por estabilidade do paciente
Aprovado pela Anvisa em 2011, o primeiro medicamento oral que chegou ao Brasil é usado por 70 mil pessoas em todo o mundo. Em Santa Maria, cidade no interior do Rio Grande do Sul, 64 pacientes são tratados com a medicação desde agosto passado. “Todos os pacientes tiveram bons resultados, alguns voltaram a andar e estão felizes porque não usam mais os injetáveis. O fingolimode gera maior aderência ao tratamento, pois melhora o movimento, a disposição, não provoca dor nem efeito colateral”, conta o neurologista Juarez Lopes, diretor médico da Associação dos Portadores de Esclerose Múltipla de Santa Maria e Região (Apemsmar). A única reação indesejada, não observada nos gaúchos, pode ser a bradicardia (diminuição da frequência cardíaca) nas primeiras seis horas depois da primeira dose.

O fingolimode costuma ser a melhor alternativa quando houver falha terapêutica com os medicamentos injetáveis. A grande vantagem, na visão de Lopes, é que o remédio protege o cérebro, evitando a atrofia (a esclerose múltipla pode levar à perda de memória). “Não adianta nada o paciente não ter surto e ficar esquecido. Tenho pacientes médicos, empresários, bancários e advogados que trabalham normalmente e levam vida normal”, tranquiliza o neurologista. Ainda não se vislumbra a cura, mas o médico comemora o avanço no tratamento. Em breve, será lançada uma medicação útil para casos em que a doença resultou em paralisia. O comprimido melhora a velocidade de condução dos impulsos nervosos pelos neurônios, fazendo com que o paciente volte a caminhar.

Os medicamentos injetáveis, que começaram a ser usados no Brasil há cerca de 20 anos, foram as primeiras opções de tratamento para a esclerose múltipla. Antes deles, os pacientes acumulavam sequelas. Agora o desafio é oferecer drogas mais efetivas e com maior comodidade. “As novas medicações conseguem controlar melhor o processo inflamatório da doença e proteger o sistema nervoso central para que não haja sequelas. Embora não sejam a cura, resultam em maior assertividade e vida melhor para o paciente”, pontua a neurologista do Hospital da Restauração do Recife Maria Lucia Brito, que participou com dois pacientes do estudo iniciado há quatro anos para avaliar a eficácia do alemtuzumabe.

DOIS CICLOS 
Diferente de tudo que existe disponível para tratar a esclerose múltipla, o remédio é administrado em dois ciclos anuais de injeções intravenosas. O paciente toma cinco doses em dias consecutivos, no primeiro ano e 12 meses depois as aplicações são oferecidas em três dias seguidos. Um novo ciclo pode ser necessário caso ocorra um surto que justifique o uso da medicação, mas o acompanhamento é para o resto da vida. Sabe-se que os efeitos colaterais a longo prazo estão ligados a alterações na tireoide e infecções virais. “Temos que pensar em pacientes como indivíduos que podem ou não responder ao remédio, por isso precisamos ter mais opções no arsenal terapêutico”, comenta Maria Lucia, que espera a entrada do alemtuzumabe no Sistema Único de Saúde (SUS).

Cleuza de Carvalho Miguel – presidente do Movimento dos Pacientes com Esclerose Múltipla (Mopem) – Ela abraçou a causa
Não seria uma cadeira de rodas que poderia impedi-la de lutar. A artista plástica Cleuza de Carvalho Miguel, de 66 anos, não tem mais força nas pernas para andar. Mesmo assim, viaja todo o Brasil como conselheira do Conselho Nacional de Saúde para facilitar o acesso dos pacientes com esclerose múltipla aos medicamentos que são lançados. Já que não queria depender de braço para se apoiar, ela nunca teve vergonha de assumir a necessidade de usar bengala, andador ou cadeira de rodas. Cleuza descobriu a esclerose múltipla numa época em que não havia nem ressonância magnética, principal exame para o diagnóstico. As primeiras injeções sugiram muitos anos depois. “Enquanto eu vir que o medicamento tem possibilidade de ser bom, vou brigar em nome dos outros. Abraço a causa com muita garra e vontade. Fico contente de ver o paciente tomar o remédio e perceber a diferença no seu dia a dia.” Quando perdeu a força no pé direito, Cleuza começou a pisar no motor da máquina de costura com o esquerdo. Agora que está na cadeira, ela usa um equipamento que fica em cima da mesa e trabalha com as mãos. Ela nunca sofreu com as limitações que a doença lhe impôs. “Prefiro ter rugas de tanto sorrir a chorar.” 

Prevalência alta no Sul
Enquanto em São Paulo a prevalência da esclerose múltipla é de 15 pacientes para cada 100 mil habitantes, o número sobe para 27 em Santa Maria, o que torna a cidade no interior do Rio Grande do Sul proporcionalmente com a maior quantidade de diagnósticos da doença no Brasil. O neurologista Juarez Lopes, diretor médico da Associação dos Portadores de Esclerose Múltipla de Santa Maria e Região, destaca que a estatística coincide com a hipótese de que a esclerose múltipla tem origem viral. Seguindo essa teoria, os pacientes tiveram contato com o vírus numa época em que o sistema imunológico conseguiu combatê-lo. Anos depois, porém, em uma situação de estresse, o sistema imunológico ativa sua memória e acaba atacando o cérebro, pois o vírus já desapareceu. Como Santa Maria está em uma região mais fria, a transmissão do vírus se processa de maneira mais fácil.

Fonte: Saúde Plena

Proteína liga mulheres à esclerose múltipla 18/05/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington identificaram que elas são mais suscetíveis à doença porque produzem níveis maiores da proteína S1PR2

Foram identificados 20 genes ativos em diferentes níveis e em regiões vulneráveis no cérebro feminino (sxc.hu)

Foram identificados 20 genes ativos em diferentes níveis e em regiões vulneráveis no cérebro feminino

Belo Horizonte — Cientistas norte-americanos anunciaram a descoberta de uma diferença no cérebro feminino de pessoas com esclerose múltipla (EM) que pode explicar por que a doença atinge muito mais mulheres do que homens. Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington identificaram que elas são mais suscetíveis à doença porque produzem níveis maiores da proteína S1PR2.

“Foi um momento ‘bingo’ quando nossos estudos genéticos nos levaram exatamente ao receptor correto”, disse a pesquisadora sênior Robyn Klein, uma das autoras do trabalho publicado, na última sexta-feira, no The Journal of Clinical Investigation. “Quando analisamos o funcionamento dessa proteína em camundongos, descobrimos que, quando ativada, a S1PR2 permite que os glóbulos brancos (células de defesa do organismo) atravessem os vasos sanguíneos até o cérebro. E são essas células que causam a inflamação que leva à esclerose.”

A neurocientista e a equipe de pesquisadores estudaram ratos induzidos para ter esclerose múltipla e cujas fêmeas desenvolviam a doença com mais frequência. Eles observaram a atividade dos genes em regiões em que a doença é mais ativa no cérebro feminino e em áreas às quais a desordem não chega. Foram identificados 20 genes ativos em diferentes níveis e em regiões vulneráveis no cérebro feminino. Não foi possível identificar como 16 desses genes agem nas cobaias e, entre os restantes, observou-se que o aumento da atividade da S1PR2 havia se sobressaído.

Fazendo experimentos adicionais, os cientistas perceberam que a S1PR2 tornou acessível a abertura de uma barreira natural que normalmente bloqueia substâncias potencialmente nocivas de entrar no cérebro. Quando aberta, ela parece permitir que as células inflamatórias que causam a EM entrem no sistema nervoso central. “Observamos também que, ao bloquearmos a S1PR2 nos ratos, evitamos que os glóbulos brancos entrassem no cérebro causando a doença”, acrescenta Klein.

Os pesquisadores testaram ainda amostras de tecido cerebral obtidas de 20 pacientes que já haviam morrido e encontraram mais S1PR2 nos cérebros daqueles com esclerose múltipla. O tecido cerebral feminino também apresentou níveis mais altos de S1PR2 do que o masculino. O próximo passo da equipe será monitorar os níveis da proteína em pessoas vivas. Para isso, o grupo projeta, com ajuda de químicos, um rastreador capaz de realizar esse trabalho.

A pesquisadora espera que o trabalho leve a uma compreensão mais completa de como a S1PR2 contribui para a esclerose múltipla. “Esse é um primeiro passo importante a fim de resolvermos o mistério de por que as taxas de esclerose múltipla são dramaticamente maiores em mulheres e na busca de melhores formas de reduzir a incidência da doença e controlar os sintomas dela”, avalia Klein.

Lesões cerebrais
Na esclerose múltipla, o organismo confunde células saudáveis do sistema nervoso central com intrusas. Esse processo, cuja a incidência é quatro vezes maior nas mulheres, resulta em lesões cerebrais que bloqueiam ou retardam a transmissão dos impulsos nervosos, gerando os diversos sintomas da doença, como perda de visão temporária e comprometimento da coordenação motora.

Fonte: Saúde Plena

Estudo desenvolve medicamento mais prático e seguro contra esclerose múltipla 02/05/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Em teste, droga promoveu mesmos benefícios que remédio usado atualmente, mas com apenas uma injeção a cada duas semanas, e não uma por dia

Esclerose Múltipla: Doença ataca membrana que protege fibras nervosas do cérebro

Esclerose Múltipla: Doença ataca membrana que protege fibras nervosas do cérebro (Kiyoshi Takahase Segundo/Getty Images/iStockphoto)

Um novo medicamento contra a esclerose múltipla parece oferecer os mesmos benefícios que os remédios atuais, mas com menos efeitos adversos, sem a necessidade de ser usado diariamente e com um menor risco de resistência – ou seja, menos pacientes deixam de responder à droga.

Os efeitos do novo medicamento, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, foram observados em uma pesquisa feita com mais de 1.500 pessoas com esclerose múltipla de 26 países diferentes. O estudo foi publicado nesta quinta-feira na revista médica The Lancet Neurology. A droga, porém, ainda não está disponível no mercado.

A esclerose múltipla é uma doença de causas desconhecidas e para a qual não existe cura. Trata-se de uma doença autoimune – ou seja, o sistema de defesa de uma pessoa passa a atacar o próprio corpo. No caso da esclerose múltipla, ele danifica ou destrói a mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. Quando isso acontece, são formadas lesões, ou escleroses, capazes de desencadear diferentes sintomas sensitivos, motores e psicológicos.

O primeiro medicamento aprovado para o tratamento da esclerose múltipla foi o interferon beta. A droga, injetável, bloqueia a ação de algumas células do sistema imunológico que atacam a mielina em pessoas com a doença. Seu efeito varia de acordo com o paciente – em alguns casos, o benefício é pequeno, mas, em outros, a droga pode reduzir em um terço os relapsos e níveis de inflamação causados pela doença.

No entanto, o fato de as injeções serem diárias torna comum que pacientes abandonem o tratamento. Mesmo assim, de acordo com os autores do novo estudo, o interferon beta parece ser mais seguro do que os medicamentos orais que surgiram mais recentemente para o controle da doença.

Nova abordagem — O novo medicamento desenvolvido pelos cientistas americanos é uma nova formulação química do interferon beta – e recebeu o nome, em inglês, de pegylated interferon beta.

No teste clínico da substância, que envolveu mais de 1.500 pessoas com esclerose múltipla, um terço dos participantes recebeu uma injeção de placebo a cada duas semanas; um terço recebeu uma injeção do novo medicamento a cada duas semanas; e o restante, uma injeção da droga por mês. O tratamento foi aplicado durante um ano.

Efeitos — Após esse período, os pesquisadores observaram que, em comparação com o plecebo, injeções a cada duas semanas de pegylated interferon beta diminuíram em 36% a taxa anual de relapsos da esclerose múltipla e em 67% o número de novas lesões no cérebro causadas pela doença. Já as injeções mensais da nova droga proporcionaram uma redução de 28% em ambos os aspectos.

Além disso, os participantes que receberam o novo medicamento, injetado tanto a cada duas semanas como mensalmente, apresentaram 38% menos incapacidade provocada pela doença — medida pela velocidade com que andam, qualidade da visão, força e sensibilidade.

O pegylated interferon beta demonstrou ser tão seguro quanto à formulação antiga – alguns pacientes apresentaram sintomas de gripe até 24 horas após a injeção — e, portanto, mais seguro do que medicamentos mais novos. De acordo com o coordenador do estudo, Peter Calabresi, professor de neurologia da Universiade Johns Hopkins, atualmente 20% dos pacientes com esclerose múltipla deixam de responder aos medicamentos. Essa taxa de resistência em relação à nova droga, porém, não chegou a 1%.

“Acredito que esse medicamento possa aumentar a adesão e tolerância dos pacientes ao tratamento, o que pode interferir positivamente na qualidade de vida das pessoas com esclerose múltipla”, diz Calabresi. “Nossos dados são muito claros. Nós podemos tornar as coisas mais fáceis aos pacientes sem efeitos adversos perigosos.”

Fonte: Revista Veja

UFMG testa probióticos no tratamento de doenças crônicas 29/04/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
comments closed
Pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Biológicas da UFMG avalia a eficácia da aplicação de bactérias, fungos e leveduras geneticamente modificados contra esclerose múltipla, colite ulcerativa e outros males inflamatórios

 

Valquiria Lopes

Doenças inflamatórias crônicas, a exemplo de esclerose múltipla, colite ulcerativa, diabetes, artrite e obesidade, podem ganhar novas terapias de tratamento. Pesquisa do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estuda a eficácia da aplicação de probióticos geneticamente modificados – como bactérias, fungos e leveduras – para combater sintomas dessas e de outras enfermidades degenerativas. Resultados positivos já foram alçados para casos de esclerose, doença inflamatória autoimune que destrói a bainha de mielina – estrutura que recobre as fibras nervosas – e paralisa as funções do corpo. Do mesmo modo, o estudo já comprovou eficiência no tratamento da colite ulcerativa, doença inflamatória que afeta o intestino e provoca perda de peso, cólicas abdominais e dificuldade na absorção de nutrientes.


Os testes com probióticos no Laboratório de Imunobiologia do ICB são feitos com camundongos e deve demorar alguns anos para que experimentos sejam feitos com humanos. Ainda não se sabe de que forma ele será administrado em pessoas, se na forma de um medicamento ou um simples iogurte, já que a bactéria usada nos experimentos é da espécie Lactococcus lactis, amplamente usadas em laticínios. 

O processo de patenteamento já foi iniciado. Mas para qualquer produção em escala industrial é preciso ainda que laboratórios se interessem pelo estudo, desenvolvam um produto para uso humano e acompanhem a evolução dos testes. Se hoje houvesse patrocínio, os testes demorariam cerca de três anos. “O processo é longo e caro. A UFMG tem a Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) que ajuda pesquisadores a fazer patentes e entrar em contato com laboratórios. Existem consórcios internacionais (conveniados no Brasil com a Finep, empresa pública ligada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação) com orçamento para levar a pesquisa para a etapa de teste clínicos em humanos”, ressalta a professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia do ICB, Ana Maria Caetano Faria, coordenadora da pesquisa.

Apesar disso, a pesquisa aparece como uma esperança para quem sofre com os sintomas das doenças inflamatórias crônicas. Hoje, elas são tratadas com imunossupressores e outras medicações que têm alto custo ou apresentam efeitos colaterais graves. “Quando tivermos uma formulação para humanos, queremos testá-la em pacientes com doenças intestinais crônicas do Hospital das Clínicas, parceiro da UFMG”, explica a pesquisadora. Ela destaca ainda a importância do estudo diante do aumento das enfermidades inflamatórias de modo geral. “Essas doenças cresceram muito nos países emergentes e o Brasil está nesse grupo. A elevação de casos de diabetes, obesidade ou doenças inflamatórias intestinais tem relação direta com as mudanças de hábitos alimentares e de vida”, destaca. A Lactococcus lactis foi escolhida por sua segurança de uso e pela produção natural de fatores anti-inflamatórios no organismo. Existem vários micro-organismos não patogênicos presentes na microbiota do intestino humano, onde há cerca de trilhões de bactérias de 500 a 1.000 espécies diferentes.

Pulso eletromagnético

Para alcançar o efeito desejado na terapia, a bactéria Lactococcus lactis sofre um pulso eletromagnético, recebe uma carga de material genético e começa a produzir uma proteína, chamada proteína de choque térmico, com alto poder anti-inflamatório. O processo é feito por profissionais do Laboratório de Genética Celular e Molecular do Departamento de Biologia, que são colaboradores da pesquisa. “Sozinha, a bactéria não teria o efeito desejado. Por isso ela é manipulada geneticamente, a ponto de começar a produzir essa proteína de choque térmico que atua no combate às doenças inflamatórias”, explica o biólogo, pesquisador e professor de genética do departamento, Anderson Miyoshi.

Ana Maria Faria explica a atuação da proteína no organismo. “Normalmente, ela já está presente em todo o corpo, mas em níveis mais baixos. Mas se apresenta em concentração maior nas situações de inflamação dos tecidos do corpo e, quando administrada por via oral, induz mecanismos anti-inflamatórios para pontos específicos onde ela está presente em altas concentrações”, afirma a cientista, destacando que, dessa forma, a proteína passa a gerar mecanismos para regular a inflamação.

Terapia age no foco do problema

Para entender a atuação prática do probiótico modificado geneticamente, basta analisar os testes feitos com camundongos que receberam o antígeno da esclerose múltipla. Com o passar do tempo eles perderam o movimento do rabo, das patas traseiras e posteriormente das dianteiras, até parar de andar. A paralisia ocorreu devido a uma inflamação na bainha de mielina, estrutura do sistema nervoso que permite a condução rápida de impulsos nervosos e, consequentemente, dos movimentos. Depois de submetidos a doses da bactéria que produz a proteína de choque térmico, os animais retomaram os movimentos, já que a substância atua na desinflamação da bainha. Quando a aplicação do probiótico é feita antes do surgimento da doença, os sintomas nem mesmo aparecem. Ou seja, é possível prevenir a enfermidade. Quando já são notados, eles diminuem consideravelmente”, explica a coordenadora da pesquisa, Ana Maria Caetano Faria. 

A terapia com probióticos se diferencia em relação aos tratamentos com imunossupressores por agirem no foco da inflamação. Já os medicamentos melhoram a doença, mas suprimem o sistema imunológico, o que torna a pessoa mais suscetível a infecções. Outro obstáculo no uso das drogas para tratamento da esclerose múltipla é a impossibilidade de se administrar os imunomoduladores e imunossupressores em situações como gestação, lactação, depressão, insuficiência cardíaca e hepática.

“Trabalhamos há mais de 20 anos no ICB/UFMG com o intuito de criar alternativas terapêuticas para doenças inflamatórias crônicas, principalmente as autoimunes, caso da esclerose múltipla. Essa foi a primeira, mas estamos testando em outras doenças, como artrite reumatoide – que afeta as articulações – e as doenças intestinais, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Também já comprovamos, em experimentos com infecção por Salmonella, que o nosso probiótico não causa imunossupressão, pois ele não interfere na imunidade anti-infecciosa”, acrescenta a cientista. 

Em todos os procedimentos desenvolvidos para esta pesquisa os animais são anestesiados. O artigo do estudo feito no caso da esclerose múltipla foi publicado no ano passado, enquanto o estudo da aplicação de probióticos nos casos de colite deve ir a publicação até o fim deste semestre.

Cientifiquês  – Glossário

Probióticos – micro-organismos vivos (como bactérias, fungos e leveduras) de atuação funcional benéfica no organismo, têm efeito sobre o equilíbrio bacteriano intestinal: controle do colesterol e de diarreias e redução do risco de câncer. Os probióticos podem ser componentes de alimentos industrializados presentes no mercado, como leites fermentados, iogurte, ou podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas.

Doenças autoimunes – doenças em que as pessoas têm uma reatividade imunológica aos componentes do próprio corpo, gerando inflamações, a exemplo do diabetes, da artrite reumatoide e da esclerose múltipla. Doenças inflamatórias crônicas – grupo de doenças inflamatórias de longa duração que causam lesão dos tecidos e órgãos, podendo ser de origem autoimune ou não, a exemplo da colite ulcerativa, da doença de Crohn, da obesidade, da aterosclerose e da esclerose múltipla. 

Doenças degenerativas – doenças crônicas que levam a lesões nos tecidos e órgãos e perda de função, podendo ser inflamatórias ou não, a exemplo da doença de Alzheimer, da artrose, do glaucoma, da esclerose múltipla.

Fonte: em.com.br

Esclerose Múltipla é a 2ª maior causa de incapacitação do jovem 12/04/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Distúrbio neurológico ainda é desconhecido da maioria da população e desafia a medicina, não somente na descoberta da causa, mas na forma de tratamento.

Pergunte a uma pessoa na rua o que é Esclerose Múltipla. As respostas vão variar, mas 70% delas dirá tratar-se de uma doença da terceira idade, associada a quadros de demência.

Esse fato, constatado por uma pesquisa Ibope, ajuda a elucidar a atmosfera de desconhecimento que envolve a doença. Por isso, um dado como o que será apresentado a seguir, soa assustador: A Esclerose Múltipla é a segunda maior causa de incapacitação do jovem, perdendo apenas para os traumas (consequência de acidentes e episódios violentos).

A Esclerose Múltipla é um desafio para a medicina. Doença neurológica autoimune, de causas desconhecidas, atinge uma região chamada bainha de mielina, responsável pela transmissão de estímulos elétricos.

Daí nascem os sintomas mais comuns: visão dupla, rigidez, fraqueza, falta de equilíbrio, dormência, dor, problemas no controle da bexiga e intestinos, fadiga, entre outros. Apesar de tratável, não tem cura e atinge cerca de 35 mil pessoas no Brasil e 2,5 milhões no mundo.

Além do desafio no diagnóstico, que pode levar anos, a doença tem um tratamento baseado em injeções, que visam, principalmente, reduzir o número de surtos. Porém, há anos ONGs e associações de classe lutam pela incorporação de um medicamento oral, que pode retardar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida. O fármaco, denominado Fingolimode, já foi aprovado pela ANVISA, mas ainda não está disponível no SUS.

Incorporação de tratamento oral está em fase de consulta pública
Apesar de aprovado pela ANVISA, o medicamento oral precisa da aprovação da CONITEC – órgão que regula a incorporação de novas tecnologias – para fazer parte da lista do SUS.

Recentemente, a Comissão avaliou a inclusão do Fingolimode e levou a decisão para consulta pública. Nesse mecanismo, o cidadão comum pode opinar sobre as decisões do governo, durante um período de tempo determinado. O principal objetivo é tornar o parecer mais democrático e transparente.

Fonte:  O Debate