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Componente da maconha combate a depressão em pequenas doses 25/10/2007

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Um ingrediente ativo da maconha ajuda a combater a depressão quando administrado em pequenas doses, revela um estudo divulgado pela revista “The Journal of Neuroscience” em sua edição desta quarta-feira (24).

No entanto, a pesquisa alerta que o aumento da dose pode provocar um efeito contrário, aumentando a depressão e até causando transtornos psíquicos, entre eles a psicose.

Segundo os cientistas do Centro de Pesquisas da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, esta é a primeira prova de que o canabinóide identificado como WIN55,212,2 pode aumentar os níveis de serotonina. O neurotransmissor atua regulando os estados de ânimo.

Os efeitos foram constatados em experimentos com animais de laboratório que receberam injeções da substância, obtida de forma sintética. Em seguida, eles foram submetidos a testes para determinar seu nível de depressão.

Neurônios mais ativos

Os cientistas observaram que o efeito antidepressivo do canabinóide era paralelo a uma maior atividade dos neurônios que produzem a serotonina. No entanto, quando as doses aumentaram, os benefícios mudaram totalmente, relatou Gabriella Gobbi, que faz parte da equipe de pesquisadores.

As doses baixas tiveram um potente efeito contra a depressão. Mas, quando aumentaram, a serotonina em ratos se reduziu a níveis inferiores aos do grupo de controle, explicou.

“Demonstramos um efeito duplo: em dose baixas, aumenta a serotonina. Mas em dose maiores o efeito se reverte e é completamente devastador”, acrescentou.

Segundo a cientista, esse tipo de efeito da maconha já tinham sido detectado em pacientes de esclerose múltipla e Aids, que ao consumir a droga tinham mostrado uma mudança de estado de ânimo. O estudo alertou para os riscos no uso da maconha como antidepressivo, porque é difícil controlar suas quantidades.

“O uso excessivo da maconha por pessoas com depressão cria um alto risco de psicose”, afirmou Gobbi.

Fonte: Portal G1

Cobaia humana? 20/10/2007

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A Grã-Bretanha autorizou a criação de embriões híbridos em laboratórios, com genes humanos e de outros animais. O objetivo é extrair células-tronco para pesquisas. Enquanto isso, uma questão mais antiga, que também esbarra no limite da ética, passa despercebida: a pesquisa com seres humanos — não os embriões, mas os adultos. Não há dúvidas de que pesquisas em busca da cura da aids são urgentes. Mas também há riscos. A mais promissora delas, por exemplo, acabou de ser cancelada na fase 2, quando a eficácia de uma vacina contra o HIV era testada em três mil voluntários de oito países, incluindo 132 brasileiros. Os participantes, de 18 a 45 anos, foram escolhidos entre grupos mais vulneráveis, como as prostitutas. Metade tomava a vacina e metade, placebo (substância inócua). Todos teriam sido avisados para evitar situações de risco e tomar as devidas precauções. Mesmo assim, 24 pessoas no grupo vacinado e 21 no outro, foram contaminadas ao se exporem posteriormente ao HIV. A questão é: até onde devemos ir em nome da ciência? Para falar sobre isso, Viva Saúde conversou com Volnei Garrafa, presidente do Conselho Diretor da Rede Latino-Americana e do Caribe de Bioética da Unesco.Quando um voluntário de pesquisa é mais vulnerável?
VOLNEI —
Há duas situações envolvendo voluntários. Há o doente, aquele que participa de um estudo porque já apresenta uma enfermidade para a qual um tratamento está sendo pesquisado. E há o sadio, que se submete aos testes de uma droga para comparação do seu efeito em relação à outra. Esse segundo caso é o que requer mais cuidados. Para citar só um exemplo, houve um projeto, há alguns anos, em Minas Gerais, em que um pediatra induziu asma em crianças para depois estudar o efeito da doença no organismo — algo inadmissível, mas o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) desse hospital aprovou a pesquisa. Por isso, é preciso haver maior representação de toda a população nesses comitês (aliás, existem cerca de 550 espalhados pelo Brasil), responsáveis por impor o devido rigor às pesquisas e especialmente combater possíveis abusos.

Qual é a situação hoje no Brasil?
VOLNEI —
Nós temos a Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta a pesquisa com seres humanos, mas ainda assim escapam algumas coisas. Prova disso foi a denúncia, no início de 2006, de uma pesquisa clínica que investigava a malária, no Amapá, e que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) não tomou os cuidados que deveria ter adotado antes da realização da pesquisa, revisando toda a documentação original em inglês e sua tradução completa para o português.

Qual é a situação hoje no Brasil?
VOLNEI —
Nós temos a Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta a pesquisa com seres humanos, mas ainda assim escapam algumas coisas. Prova disso foi a denúncia, no início de 2006, de uma pesquisa clínica que investigava a malária, no Amapá, e que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) não tomou os cuidados que deveria ter adotado antes da realização da pesquisa, revisando toda a documentação original em inglês e sua tradução completa para o português.

Por que esses abusos?
VOLNEI —
A área da pesquisa clínica, nos últimos tempos, é movida pelo lucro e pelas pressões do mercado. Especialmente por isso os países têm que exercer um controle rigoroso. Por um lado, temos que respeitar os laboratórios, porque a pesquisa é muito importante para que surjam novos medicamentos, mas o controle deve ser cada vez mais firme, e os países têm que ter regulamentações e gente capacitada para acompanhar e fiscalizar.

Todo voluntário assina um termo de consentimento. Isso o protege? VOLNEI — No momento em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz que 62% da população do país é analfabeta funcional, ou seja, não consegue interpretar aquilo que lê, significa que esse contingente deveria estar fora de qualquer pesquisa clínica, porque é vulnerável. E não apenas por não conseguir interpretar o que é a pesquisa, mas por uma questão social e econômica. Aquela senhora que está na fila esperando uma vaga para o filho no hospital pode, sem dúvida, querer trocar essa espera por uma assinatura que garanta a vaga na pesquisa clínica. O termo de consentimento é importante, mas precisa ser revisto no Brasil com maior rigor e com base nessa realidade.

Pagar ou não o voluntário? Por que essa questão é tão espinhosa no Brasil? VOLNEI — É espinhosa porque o sujeito é muito mais vulnerável nos países com sérios desníveis socioeconômicos. Um exemplo oposto: na Universidade Johns Hopkins, uma das mais importantes dos Estados Unidos (onde se paga aos participantes), uma voluntária de pesquisa, estudante de Medicina com 21 anos de idade, morreu após ter asma induzida. Em conseqüência disso, o comitê de ética da universidade está há quatro anos fechado. No Brasil, com tanta disparidade social e econômica, quem vai se dispor a entrar em projetos de pesquisa que pagam pela participação de voluntários? São os mais pobres. E farão isso não porque estão conscientes e motivados a ajudar a ciência, mas porque precisam de dinheiro para a sobrevivência deles e de suas famílias. Sou totalmente contra, nesse contexto, que as pesquisas sejam remuneradas no país.

É possível participar sem correr qualquer tipo de risco?
VOLNEI —
Só se a pesquisa for absolutamente segura, o que é raro. O que a bioética defende é a minimização dos riscos. Se houver risco, tem que ser o mínimo possível. É permitida, e a ética está de acordo nesse ponto, a existência de um certo grau de risco quando está sendo feita uma pesquisa em relação a doenças ainda não conhecidas ou para as quais não há tratamento.

No começo da epidemia de aids, na década de 1980, por exemplo, muitos doentes se colocaram à disposição como sujeitos de pesquisa, porque não se sabia o que fazer. Hoje em dia não se admite mais fazer pesquisa para controle da aids com placebo, ou seja, com uma substância inócua, uma pílula vazia.

Pesquisa que compara remédios com placebo?
VOLNEI —
Sim. Se um grupo recebe uma droga, esta tem que ser obrigatoriamente comparada a outra com indicação terapêutica semelhante. Elas poderão variar quanto à eficácia, o que é uma das respostas que a pesquisa clínica bem realizada pode fornecer. Mas, para o laboratório, é mais barato trabalhar com placebo.

Fonte: Revista Viva Saúde – outubro de 2007

Dor: até quanto você deve suportar 19/10/2007

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Se você recorre aos remédios ao primeiro sinal de dor, deveria pensar duas vezes. Um analgésico, por exemplo, pode mascarar sintomas para um bom diagnóstico

As pessoas reagem à dor de forma diferente. Marina, 30, precisa de dose dupla de anestésico só para tratar um dente. Já a sua irmã, Sílvia, 41, enfrentou o parto com tanta tranqüilidade, que chegou a ser saudada pela equipe médica. Reações opostas numa mesma família são comuns. Afinal, no campo da resistência e da superação, outros fatores pesam muito mais do que a herança genética.

De acordo com o anestesiologista Onofre Alves Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED), a resposta aos estímulos é individual e depende de como cada um reage emocionalmente a eles. A psicóloga Dirce Perissinotti, doutora em neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), concorda. Para ela, em 70% dos casos, a sensação dolorosa tem uma razão afetiva-emocional. “É o que chamamos de memória implícita da dor. O cérebro se habitua a responder por meio de dores a situações que não estejam necessariamente relacionadas a doenças ou agressões e alterações físicas”, explica Dirce.

Um perfil típico é o da pessoa com dificuldades para lidar com suas frustrações e insatisfações. Conforme a psicóloga, a rigidez da musculatura, a tensão postural e uma irrigação sangüínea ineficaz, provocadas por estresse e pressões diárias, facilitam a resposta orgânica de que algo dói.

Resistir ou atacar
O neurocirurgião Cláudio Corrêa, coordenador do Centro de Dor do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, também chama a atenção para a forte questão cultural envolvida. De um lado, há uma tradição das pessoas recorrerem à automedicação sempre que surge alguma dor no dia-a-dia.

“Essa prática retarda o diagnóstico e, por conseqüência, o tratamento correto.” O contrário também ocorre.

“Há pessoas que excedem os limites da resistência e se recusam a usar qualquer medicação, o que também é incorreto”, explica o neurocirurgião.

CAUSAR UM INCÔMODO DANADO E ATÉ IRRITAÇÃO, MAS EM ALGUNS CASOS É SÓ UMA FORMA DE DEFESA CONTRA PRESSÕES EMOCIONAIS

Na prática, é como se algumas pessoas incorporassem um típico chorão que toma um comprimido ao primeiro sinal de dor; outros, ao contrário, se comportam como verdadeiros már tires, sofrendo com se renidade.

A DOR É A PRINCIPAL CAUSA DE FALTA AO TRABALHO E À ESCOLA, DE LICENÇA MÉDICA E APOSENTADORIA POR DOENÇA, DE ACORDO COM ESTIMATIVAS DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DA DOR (SBED)

Se a comparação extrapolar para diferenças culturais, um exemplo clássico de resistência à dor vem do povo japonês. Já os latinos, brasileiros incluídos, tradicionalmente falam e se queixam mais.

Muito além do remédio
O controle da dor não depende só do alívio do sintoma, mas também da modificação das condições que favorecem o seu aparecimento, como desequilíbrio emocional, problemas de postura (como se senta, como dorme…) o ambiente físico (mobília, iluminação do local…) e o estilo de vida. Quem faz atividade física regularmente, por exemplo, está mais protegido contra as dores. Pode parecer estranho, porque são os atletas que ficam mais expostos a lesões, mas o anestesiologista Onofre Alves Neto explica: “aqueles que praticam exercícios regularmente e com a devida orientação têm um limiar muito mais alto de resistência à dor, por causa da maior liberação de endorfinas pelo organismo, substâncias consideradas analgésicos naturais. O autocontrole exigido na prática de algumas atividades, como ioga e artes marciais, também ajuda o corpo a relaxar e a suportar melhor as sensações de desconforto provocadas pela dor.

Ninguém melhor do que o portador de dor crônica (como é considerado aquele que sofre com um incômodo por mais de três meses seguidos) para concordar com a necessidade de uma intervenção ampla — que vai além do uso de analgésicos ou antiinflamatórios. Especialmente quando as dores constantes acabam afetando de vez o tecido nervoso e a pessoa passa a ter de lidar com o incômodo até o final da vida. Neste caso, as técnicas de relaxamento podem ajudar muito o paciente a conviver melhor com a dor. Já a psicoterapia cognitivo-comportamental seria capaz de mudar o comportamento do paciente crônico, melhorando a relação dele com o sintoma.

Quando o sintoma é nunca sentir dor
Enquanto que para muitas doenças a dor dá o sinal de alarme, para um problema raro, a sua ausência é o principal sintoma. Trata-se da analgesia congênita, originada de um defeito genético que impede a pessoa de sentir qualquer tipo de dor — mesmo as mais intensas. Por exemplo, se quebrar um braço, só vai perceber tarde demais, quando nervos, tecidos e articulações desse membro já estão totalmente comprometidos. Por essa razão, os portadores dessa doença raramente conseguem chegar à puberdade.

Outra técnica, cada vez mais utilizada, é a do biofeedback, que monitora as reações psicofisiológicas, como a emoção e a afetividade, manifestadas no plano inconsciente, por meio de sensores e eletrodotos conectados ao paciente. Essas informações são ‘lidas’ por um programa, na tela do computador, que identifica aspectos como tonicidade muscular, pulso, temperatura, corrente elétrica da pele, freqüências cardíaca e respiratória, sempre que há associação com a memória da dor ou sua percepção real, naquele momento.

“À medida que as respostas do paciente são mostradas de forma consciente, ele é treinado para modificá-las ao menor sintoma”, traduz a psicóloga Dirce Perissinotti da USP.

REMÉDIO SÓ COM ORIENTAÇÃO MÉDICA
Ao sentir uma dor aguda, de aparecimento súbito, deve-se sempre procurar um médico “para que seja tratada e abolida ou se torne suportável. Há um risco grande de uma dor aguda tornarse crônica”, avisa Onofre Alves, presidente da SBED. No caso de uma simples dor de cabeça, tomar medicamentos de modo irregular, pode levar a uma cefaléia crônica. “A pessoa faz diversos tratamentos e continua com a dor”, explica Manuel Jacobsen, coordenador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da FMUSP.E há ainda conseqüências mais graves. Segundo o nefrologista e clínico Jorge Lopes, do Hospital Edmundo Vasconcelos, o consumo indiscriminado de antiinflamatórios para dores musculares e nas articulações, é um dos principais responsáveis pela insuficiência renal, ou a total falência dos rins. As estimativas comprovam, de acordo com o médico, que metade dos pacientes em hemodiálise ou candidatos a um transplante de rim tinham sempre à mão um estoque desse tipo de medicamento.

Arsenal de combate
Hoje, há muitos recursos que reduzem a necessidade de analgésicos. Veja como cada um deles pode ajudar, segundo a SBED:

FISIOTERAPIA: utiliza diversas técnicas (massagens, exercícios locais e em aparelhos) para melhorar a função das estruturas do corpo comprometidas pelo processo doloroso.

TERMOTERAPIA: uso de calor externo para produzir bem-estar e facilitar a execução dos exercícios. Entre os instrumentos utilizados estão as bolsas térmicas, os banhos de parafi- na e a hidromassagem.

CRIOTERAPIA: fontes frias como gelo, bolsa com água gelada ou cubos de gelo e aerossóis refrescantes, seguidos de alongamento muscular ou de massagem. A técnica é usada principalmente para aliviar dores agudas.

ELETROTERAPIA: por meio de choques leves nos músculos, ajuda a diminuir a atrofia muscular provocada pelas dores crônicas.

MASSAGENS: relaxam e melhoram a circulação sangüínea nos tecidos, facilitando o tratamento das dores musculares e da fibromialgia. Pode ser feita pelo terapeuta, pelo paciente ou por seus familiares.

ACUPUNTURA: a milenar terapia oriental, que introduz agulhas especiais em pontos determinados do corpo, produz relaxamento muscular, efeito antiinflamatório e a liberação de substâncias analgésicas naturais, como a endorfina e a serotonina.

HIPNOSE: durante a sessão, a pessoa torna-se mais receptiva ao inconsciente, à memória e às sugestões do terapeuta. Proporciona alívio imediato para a dor aguda, uma vez que a tensão muscular diminui no paciente hipnotizado.

HÁ CASOS ATÉ DE INSUFICIÊNCIA RENAL CAUSADA PELO USO DE REMÉDIOS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA

Fonte: Revista Viva Saúde – outubro de 2007

Nova substância pode ser alternativa para o tratamento da esclerose múltipla 17/10/2007

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Primeiros resultados do estudo clínico mundial com o anticorpo monoclonal alentuzumabe serão apresentados no 23º Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Pesquisa da Esclerose Múltipla

Os resultados preliminares de um novo estudo clínico internacional envolvendo pacientes com esclerose múltipla serão apresentados na próxima semana, durante o ECTRIMS 2007 (23º Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Pesquisa da Esclerose Múltipla), que acontece de 11 a 14 de outubro em Praga, na Republica Tcheca. O estudo avalia, pela primeira vez, a eficácia e a segurança do alentuzumabe (anticorpo monoclonal humanizado que age diretamente no sistema imunológico) no tratamento de pacientes com diagnóstico de esclerose múltipla, mas que ainda não foram tratados com as terapias convencionais. O medicamento é co-desenvolvido pela Bayer Schering Pharma (BSP), divisão da Bayer HealthCare, e a Genzyme, sendo estudado para as áreas de oncologia, esclerose múltipla e outras indicações. A BSP mantém os direitos exclusivos de distribuição e comercialização do medicamento em todo o mundo sob a marca Campath®.

Para o neurologista Dagoberto Callegaro, coordenador do Ambulatório de Esclerose Múltipla do Hospital das Clínicas e professor da USP, o medicamento poderá ser uma nova opção de classe terapêutica para o tratamento e controle da doença. “O alentuzumabe age diretamente eliminando as células inflamatórias do sistema imunológico, o que reduz a inflamação e conseqüente desmielinização do sistema nervoso central”, explica o médico.

O estudo clínico comparativo CARE-MS I está em andamento (fase III) e envolve 524 pacientes de aproximadamente 60 centros de pesquisa da América do Norte, Austrália, Europa e América Latina, inclusive o Brasil. O trabalho visa avaliar a resposta dos pacientes ao alentuzumabe, em comparação com a betainterferona 1a, terapia convencional utilizada no tratamento da doença. O estudo analisa as taxas anuais de surtos e o tempo que o paciente leva para desenvolver incapacidade permanente (seqüelas que podem causar problemas motores ou sensoriais). Durante o congresso europeu, serão divulgados os resultados preliminares de 36 meses da fase II do estudo.

A análise prévia dos resultados de fase II, demonstra que os pacientes tratados com o alentuzumabe em altas doses tiveram uma redução de 87% do risco de novos surtos e diminuição de 66% do risco de progressão da incapacidade permanente, em comparação com os pacientes tratados com a betainterferona 1a. Os resultados também foram similares nos pacientes que receberam o alentuzumabe em baixas doses.

Além da diferença no mecanismo de ação, os medicamentos são administrados de forma distinta. Enquanto com a betainterferona 1a, o paciente recebe três injeções semanais, subcutâneas, durante todo o período de tratamento, o alentuzumabe é administrado em apenas dois ciclos anuais por via endovenosa. Inicialmente, o paciente recebe uma dose de 12mg por dia durante cinco dias consecutivos e, após 12 meses, recebe outra dose de 12mg por dia durante três dias. “O tratamento em ciclos poderá facilitar a adesão dos pacientes ao tratamento, pois alguns reclamam da necessidade de aplicações freqüentes das terapias atuais”, informa a neurologia Maria Lucia Brito, gerente do Serviço de Neurologia e coordenadora do Centro de Referência para Pacientes Portadores de Doenças Desmienalizantes do Hospital da Restauração de Recife.

O estudo CARE-MS I é realizado com pacientes que receberam o diagnóstico de esclerose múltipla do tipo recorrente-remitente, a forma mais comum da doença e que ocorre em 60% dos casos. Na maioria dos pacientes, a doença provoca uma série de surtos, de intensidade variável que podem durar de um dia a oito semanas. Os surtos são seguidos por períodos de remissão com recuperação completa ou quase completa. Os principais sintomas são visão dupla ou embaçada, fraqueza muscular, desequilíbrio, fadiga, parestesia (sensação tátil anormal, como formigamento) e alterações de memória.

Sobre a esclerose múltipla

De acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla, existem cerca de 2,5 milhões de pacientes em todo o mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) estima que são mais de 30 mil pacientes, sendo que desse total apenas seis mil recebem tratamento. A esclerose múltipla é uma doença inflamatória desmielinizante auto-imune do sistema nervoso central, que provoca dificuldades motoras e sensitivas e comprometem a qualidade de vida dos pacientes. É um processo desencadeado pelo próprio sistema imunológico (auto-imune) e que destrói a mielina (desmielinizante), estrutura lipoprotéica que reveste o neurônio e é fundamental na transmissão dos impulsos nervosos, já que auxilia na condução das mensagens que controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do organismo.

Atualmente, os principais objetivos do tratamento são reduzir o número e a gravidade dos surtos, retardar o desenvolvimento de incapacidade neurológica permanente. Entre os medicamentos que podem modificar o curso da EM, os mais utilizados são as betainterferonas, que reduzem os surtos e retardam a evolução da doença. O primeiro medicamento dessa classe aprovado foi a betainterferona 1b (Betaferon®), da Bayer Schering Pharma, divisão da Bayer HealthCare. O medicamento é fornecido gratuitamente pela rede pública de saúde no Brasil.[14]

Terapia inteligente

CAMPATH® (alentuzumabe) é um anticorpo monoclonal indicado pelo FDA (Food and Drug Administration) como tratamento de primeira linha em leucemia linfocítica crônica (LLC). É classificado como “terapia-alvo”, pois atua seletivamente contra a proteína antígeno CD52, nos linfócitos malignos. A diminuição da proliferação das células cancerígenas exerce efeito benéfico no estado clínico do paciente e aumenta a expectativa de vida. Aprovado pela ANVISA no Brasil, CAMPATH® é indicado para pacientes com LLC em estágio avançado da doença ou que não respondem à quimioterapia padrão e está disponível desde abril de 2007.

Fonte: SEGS – Portal Nacional de Seguros & Saúde

Estudo mostra pacientes livres da doença com o Tysabri 16/10/2007

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Praga, República Tcheca – A Biogen Idec (Nasdaq:BIIB) e a Elan Corporation plc (NYSE:ELN) anunciaram que o tratamento com o Tysabri(R) (natalizumab) aumenta significativamente a proporção de pacientes com esclerose múltipla (MS) que se livram da doença, de acordo com uma análise após o estudo AFFIRM de Fase III a ser apresentada no sábado, 13 de outubro de 2007 no 23o. Congresso do Comitê Europeu Para Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (ECTRIMS) em Praga, República Tcheca. Também serão apresentados no sábado os resultados do estudo PLEX que sugere que a alteração de plasma pode ser um meio efetivo de acelerar a remoção do Tysabri da circulação.

Análise Após o Estudo AFFIRM de Fase III – A proporção de pacientes livres da doença no estudo AFFIRM foi determinada com base em critério clínico e MRI (Imagem de Ressonância Magnética). A proporção de pacientes livres da doença em dois anos foi significativamente maior no grupo tratado com o Tysabri em comparação com o grupo tratado com placebo, independentemente de como foi definido a condição de livre da doença.

Clinicamente, a condição de livre da doença foi definida como a não existência de reincidência e a não existência de progressão da incapacidade (definida por > ou = 1,0- ponto de aumento na pontuação da Escala de Status de Incapacidade Expandida (EDSS) a partir de uma pontuação de linha básica de > ou = 1,0, ou de > ou = 1,5- ponto de aumento a partir de uma pontuação de linha básica de 0,0, sustentada por 12 meses) em dois anos. Os pacientes livres da doença segundo a MRI foram definidos como sem lesões que aumentam gadolínio e nenhuma lesão nova ou aumentada de T2 hiperintenso.

Utilizando critérios clínicos e MRI para a condição de livre da doença combinados, a definição mais rigorosa da condição de livre da doença, 36,7% dos pacientes tratados com o Tysabri não tiveram reincidência, progressão de incapacidade ou atividade de MRI em comparação com 7,2% de pacientes com placebo (p<0,0001). Nas análises clínicas, 64,3% dos pacientes tratados com o Tysabri vs. 38,9% dos pacientes tratados com placebo (p<0,0001) ficaram livres da doença ou sem reincidências e progressão de incapacidade. Utilizando medidas de MRI, 57,7% dos pacientes tratados com TYSABRI vs. 14,2% dos pacientes tratados com placebo (p<0,0001) ficaram livres da doença, ou sem lesões que aumentam gadolínio e nenhuma lesão nova ou aumentada de T2 hiperintenso.

“Esses dados demonstram o efeito notável que o Tysabri pode ter sobre as medidas fundamentais de esclerose múltipla. Além do impacto sobre os resultados clínicos e de MRI individuais, eles estão mostrando que mais de um terço dos pacientes ficaram livres de reincidências, progressão de incapacidade e atividade de MRI após dois anos de tratamento. Isso sugere que o TYSABRI pode oferecer aos pacientes a condição de ficarem livres de muitos dos sintomas de MS”, disse Eva Havrdova, MD, PhD, diretora do Centro Para Doenças Desmielinizantes da First School of Medicine do General University Hospital da Charles University, Praga, República Tcheca.

Estudo de Alteração de Plasma PLEX – Os resultados do estudo PLEX também a serem apresentados sugerem que a alteração de plasma pode ser um meio efetivo de aceleração da remoção do Tysabri do soro sangüíneo. A alteração de plasma é um dos vários esforços de pesquisa que as companhias estão conduzindo para saber mais sobre as intervenções potenciais ou tratamentos para leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML), um efeito colateral raro do Tysabri.

“Esses dados do estudo PLEX são estimulantes porque mostram que a remoção do Tysabri é mais rápida após a alteração de plasma. O tempo dirá se a alteração de plasma se desenvolverá como uma abordagem de tratamento efetiva para PML”, disse Bhupendra O. Khatri, MD, diretor médico do Centro de MS Regional, do Aurora St. Luke’s Medical Center, Milwaukee, Wisconsin.

O PLEX é um estudo exploratório de múltiplos centros, ramificação única e rótulo aberto envolvendo 12 pacientes com MS reincidente-remitente, destinado a explorar se a alteração de plasma pode reduzir significativamente a concentração do Tysabri no soro sangüíneo e saturação de receptor alpha 4-integrin. Com base nos resultados do PLEX, a alteração de plasma foi efetiva na aceleração do declínio normal de concentrações do Tysabri no soro.

A alteração de plasma foi de um modo geral tolerada sem nenhum aumento na atividade de doença de MS após a alteração de plasma. Não houve descontinuação do estudo devido a eventos adversos e todos os pacientes retornaram ao tratamento com o Tysabri sem complicações. Investigações adicionais são necessárias para determinar se a alteração de plasma representa uma promessa como intervenção no cenário de PML.

Perfil do Tysabri – O Tysabri é um tratamento aprovado para formas reincidentes de esclerose múltipla (MS) nos Estados Unidos e MS reincidente-remitente na União Européia. De acordo com dados publicados no New England Journal of Medicine, depois de dois anos, o tratamento com o Tysabri levou a uma redução relativa de 68% (p<0,001) na taxa de reincidência anual em comparação com placebo e reduziu o risco relativo de progressão de incapacidade em 42-54% (p<0,001).

O Tysabri aumenta o risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML), uma infecção viral oportunista do cérebro que normalmente leva à morte ou grave incapacidade. Outros eventos adversos sérios que ocorreram em pacientes tratados com o Tysabri incluíram reações de hipersensibilidade (ex.: anafilaxia), e infecções. Infecções oportunistas sérias e outras atípicas foram observadas em pacientes tratados com Tysabri, alguns dos quais tendo recebido imunossupressores concorrentemente. As infecções por herpes foram ligeiramente mais comuns em pacientes tratados com Tysabri Em testes de MS, a incidência e taxa de outros eventos adversos sérios e comuns, incluindo incidência geral e taxa de infecções, estiveram equilibradas entre os grupos de tratamento. Os resultados adversos comuns informados em pacientes tratados com TYSABRI incluem dor de Tysabri iga, reações à infusão, infecções do trato urinário, dores nas juntas e nos membros, e erupções.

Fonte: Portal Fator Brasil

Expansão da ciência e tecnologia é maior no interior paulista 15/10/2007

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Concentração de mestres e doutores, produção de artigos e geração de empresas indicam vitalidade da região

RIBEIRÃO PRETO – São Carlos, Campinas, Piracicaba, Bauru e Ribeirão Preto têm sozinhas mais mestres e doutores a cada 100 mil habitantes se comparados aos da capital. Nas cidades do entorno de Araraquara, há quatro vezes mais cientistas. O interior é responsável por um quarto da produção científica nacional e abocanha mais da metade dos financiamentos federais destinados ao Estado. Das universidades e dos institutos nesta região, sai o conhecimento que abastece e cria empresas tecnológicas. Três em cada quatro projetos de inovação aprovados pela Fapesp são de fábricas com sotaque caipira. Graças a esses números, São Paulo publica hoje tanto quanto Espanha, Austrália, Irlanda ou Canadá.”A aprovação dos projetos é em função da demanda, o que indica uma vitalidade intensa do interior”, diz o diretor-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz. “O interior está bem articulado e competitivo em relação à capital”, acrescenta Marco Antonio Zago, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os dois são cientistas, um de Campinas e o outro de Ribeirão Preto.Inovação é a palavra da vez nas pesquisas acadêmicas do interior. Inventos práticos, necessários e alguns com cheiro de revolução. No Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica, do Instituto de Física da USP São Carlos, um novo equipamento diagnostica tumores sem precisar de biópsia (o exame tradicional é doloroso e o resultado só sai em semanas). Um feixe de luz em contato com o órgão ou a pele diferencia um tecido normal de um doente. O aparelho já está em teste no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Conhecimento

Com o mesmo princípio, surgem outros produtos de fototerapia dinâmica, como os semáforos à prova da falta de energia e o aparelho para detectar e tratar o HPV e alguns tipos de câncer. Por trás das invenções, está o dinâmico e versátil físico Vanderlei Salvador Bagnato e uma equipe de cem pesquisadores. Foram eles os primeiros latino-americanos a realizarem a condensação de Bose-Einstein. Um gás é esfriado, próximo do zero absoluto (0 Kelvin ou -273,15 graus Celsius), quando ocorre a condensação. Entender o que se passa nesse momento permitirá desvendar a natureza quântica da matéria.

“A sociedade me dá dinheiro para ver o átomo e tenho que mostrar para que serve isso. Serve para curar o câncer”, explica Bagnato. Nos últimos seis anos, seu laboratório produziu 28 patentes e destas, 12 viraram produtos. Qualquer experimento tem de mirar em educação ou saúde, mesmo que leve tempo. Os LEDs usados no semáforo antiblecaute ficaram prontos após seis anos. Outros projetos iam sendo tocados juntos para satisfazer à demanda por publicação de artigos, um dos fatores de avaliação dos pesquisadores. “O País tem de dar valor ao risco científico, senão vamos estudar só o conhecido e seremos apêndices dos outros.”

O físico Luís Alberto Vieira de Carvalho, de 37 anos, formado em São Carlos, com doutorado em Berkeley e pós-doutorado em Rochester, segue a linha do coordenador. Quer inovar naquilo que o Brasil não inova. Criou o campímetro portátil para exames de glaucoma nos rincões. O aparelho estrangeiro sai por R$ 80 mil. O nacional custa um décimo desse valor. Quando estudava no exterior, Carvalho trabalhou na produção de uma lente de contato customizada para a Bausch-Lomb (a empresa investia US$ 3 milhões por ano). No Brasil, faltam verbas. Assim, concentra-se na fabricação do Wave Front, aparelho para diagnosticar em alta resolução defeitos da visão. Será o primeiro da América Latina.

O Centro de Terapia Celular (CTC) de Ribeirão Preto, coordenado pelo médico Marco Antonio Zago, entrou na corrida mundial para deter o domínio das técnicas de manipulação das células-tronco. Quanto mais se souber como elas se diferenciam em órgãos do corpo humano e como são ativadas, maiores as chances de inúmeras doenças serem tratadas. Ou evitadas. As células-tronco mesenquimais, por exemplo, têm capacidade imunológica. Saber como agem pode evitar a rejeição de transplantes.

Em abril, o imunologista Júlio Cesar Voltarelli, do CTC, encheu de esperanças pacientes de diabete tipo 1 que são obrigados a injetar altas doses de insulina. Pela técnica, uma quimioterapia desliga o sistema imune do paciente, que por algum motivo ataca as células do pâncreas, produtoras de insulina. Células-tronco do próprio paciente são então reinseridas nele para recompor o sistema de defesa. O tratamento, já realizado com sucesso em uma dezena de adultos, deverá ser feito com adolescentes e para outras enfermidades, como a esclerose múltipla. Voltarelli, contudo, já reiterou que é cedo para afirmar que se trata da cura.

Mas não é só de futurologia, riscos e esperanças que vive a ciência e tecnologia do interior paulista. A bióloga Aparecida Maria Fortes lidera uma pesquisa em Ribeirão Preto para produzir o fator 8 e o 9 recombinantes, utilizados no tratamento de mais de 7 mil hemofílicos. Hoje, o Brasil tem de exportar o plasma sanguíneo para a França, onde é purificado e liofilizado (seco) para ser então importado. O problema, além do custo de R$ 100 milhões, é que vai e volta sangue contaminado. Por engenharia genética, o fator 8 e o 9 são livres desse risco.

“Já produzimos em plaquinhas, na cultura in vitro, mas queremos pensar no nível de biorreatores e depois no de escala industrial”, afirma Aparecida. A previsão é de que em um ou dois anos o Brasil fabrique o produto. Já há interesse da indústria farmacêutica. A pesquisa, que recebe apoio da Finep, permitiu à equipe do CTC dominar a técnica que pode ser usada em outras moléculas para fins terapêuticos, como o fator de crescimento.

Quebra-cabeças

No Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural (CBME), também na USP São Carlos, uma equipe multidisciplinar luta contra doenças tropicais, como leishmaniose, malária e esquistossomose. Ao isolarem a enzima GAPDH do Trypanosoma cruzi, o vetor da doença de Chagas, os pesquisadores detectaram a estrutura da proteína e, a partir dela, poderão procurar pequenas moléculas (potenciais remédios) que se encaixarão nela. Como num quebra-cabeça. “Cinco ou seis anos atrás, saíamos do nada. Hoje, um laboratório como o nosso realiza um forte desenvolvimento comparável aos melhores do mundo”, diz Adriano Andricopulo, de 35 anos, que fez pós-doutorado em Michigan.

O Instituto de Física da USP São Carlos capta R$ 10 milhões por ano, 40% desse total vindo de indústrias. Foi crescendo na base do puxadinho, com corredores virando salas para acomodar mais pesquisas. “Nosso grande salto ocorreu nos anos 80, com a expansão do quadro de professores, cuja regra era que todos fossem para o exterior fazer doutorado”, explica o diretor Glaucius Oliva, também coordenador do CBME.

Os três laboratórios acima fazem parte do programa Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fapesp. São 11 no total, 5 no interior paulista. Criados em 2000, eles desenvolvem pesquisas na chamada fronteira do conhecimento, viabilizam parcerias com empresas e governos para aplicação das tecnologias e, o que é raro na academia, dividem as descobertas com a população. Este último envolve desde a criação de jornais e programas de TV até a inclusão de jovens estudantes no desenvolvimento científico. É a ciência semeando ciência.

Fonte: Estadão

Biogen Idec Anuncia Apresentações Para Franquias e Linhas de Produção Relacionadas à Esclerose Múltipla no Comitê Europeu Para Tratamento e Pesquisa de Esclerose Múltipla 12/10/2007

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PRAGA, República Tcheca–(BUSINESS WIRE)–A Biogen Idec (NASDAQ:BIIB) anunciou que cerca de 25 posters e simpósios patrocinados pela companhia serão apresentados no 23o. Congresso do Comitê Europeu Para Tratamento e Pesquisa de Esclerose Múltipla (ECTRIMS) em Praga, República Tcheca. Essas apresentações e simpósio abrangerão cinco agentes que são comercializados ou estão atualmente em desenvolvimento pela Biogen Idec e seus parceiros para o tratamento de esclerose múltipla (MS). As duas terapias aprovadas para MS são o TYSABRI(R) (natalizumab) e o AVONEX(R) (Interferon beta-1a); e os agentes em desenvolvimento são o BG-12 (dimethyl fumarate), daclizumag e RITUXAN(R) (rituximab).

“O número de apresentações e simpósios da Biogen Idec no ECRIMS é uma evidência de nossa dedicação e liderança na descoberta e desenvolvimento de tratamentos para pacientes com esclerose múltipla”, disse Alfred Sandrock, MD, PhD, vice-presidente sênior de Pesquisa e Desenvolvimento de Neurologia da Biogen Idec. “A Biogen Idec trabalha para oferecer um atendimento contínuo a todos os pacientes de MS em todos os estágios de sua doença. A partir da base que estabelecemos com o TYSABRI e AVONEX, nossa extensa linha de produção clínica está voltada para o futuro. Além disso, nossos compostos em estágios iniciais de desenvolvimento visam necessidades médicas não atendidas como neurodegeneração e remielinização, com a meta de reverter os danos impostos pela MS.”

A seguir estão os destaques das apresentações no ECTRIMS:

TYSABRI

— Uso do natalizumab em pacientes com esclerose múltipla reincidente: atualização sobre os resultados de segurança de TOUCH(TM) e TYGRIS (Poster #565 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

— O natalizumab aumenta a proporção de pacientes com esclerose múltipla que ficam livres da doença (Poster #567 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

— O efeito de alteração de plasma na aceleração da liberação do natalizumab em pacientes com esclerose múltipla: resultados do estudo PLEX (Poster #576 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

AVONEX

— Progressão de incapacidade em dois anos prevê incapacidade em oito anos: análise do teste clínico de Fase III do Interferon beta-1a intramuscular (Poster #195 – sexta-feira, 12 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

— Resultados finais do estudo global QUASIMS: um estudo mundial comparativo da eficácia e tolerância de produtos interferon-beta para o tratamento de esclerose múltipla reincidente (Poster #197 – sexta-feira, 12 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

BG-12

— Dois estudos de Fase III para determinar a eficácia e a segurança do BG-12, um novo derivativo ácido fumárico oral, em pacientes com esclerose múltipla reincidente (Poster #579 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

— A ativação do Nrf2 e modulação da progressão da doença em modelos EAE de BG-12 (dimethyl fumarate) sugerem um novo mecanismo de ação combinando modalidades antiinflamatórias e neuroprotetoras (Poster #503 – sexta-feira, 12 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

“Estamos entusiasmados com o novo mecanismo dual de ação do BG-12″, continuou o Dr. Sandrock. “Com a aprovação para a execução dos estudos de Fase III em 17 países, estamos satisfeitos por ter um programa global que oferece propriedades antiinflamatórias e neuroprotetoras para os pacientes que necessitam.”

Daclizumab

O Daclizumab é um anticorpo monoclonal humanizado para o receptor IL-2 de células T que está em desenvolvimento de Fase II para MS.

— A ESCOLHA preliminar resulta em: um estudo de múltiplos centros de Fase II randômico, double-blind (avaliação sigilosa por pares) e controlado por placebo de daclizumab subcutâneo em pacientes com formas ativas e reincidentes de esclerose múltipla em interferon beta (Apresentação de Plataforma #50 – sexta-feira, 12 de outubro de 2007, às 14:50, CET)

RITUXAN

O RITUXAN é uma terapia de célula B direcionada que está em desenvolvimento para MS

— Segurança e eficácia do rituximab em adultos com esclerose múltipla reincidente-remitente: resultados de um teste de Fase II de múltiplos centros e controlado por placebo durante 48 semanas (Poster #554 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

A Biogen Idec e a Elan Corporation plc também estarão realizando dois simpósios durante o ECTRIMS: “Otimizando a terapia de MS para melhora a vida dos pacientes” será realizado na quinta-feira, 11 de outubro de 2007, às 14:30, CEST, e “Urgência de tratamento: podemos modificar o curso da MS?” será realizado na sexta-feira, 12 de outubro de 2007, às 18:00, CEST. Ambos os simpósios serão realizados no Main Hall do Prague Congress Centre.

Sobre a Biogen Idec

A Biogen Idec cria novos padrões de tratamento em áreas terapêuticas com grandes necessidades médicas não atendidas. Fundada em 1978, a Biogen Idec é líder global em descoberta, desenvolvimento, fabricação e comercialização de terapias inovadoras. Pacientes em mais de 90 países se beneficiam dos produtos significantes da Biogen Idec que tratam de doenças como linfoma, esclerose múltipla e artrite reumática. Para obter informações sobre rótulos de produtos, boletins de imprensa e informações adicionais sobre a companhia, visite http://www.biogenidec.com.

Sobre os Nossos Produtos

TYSABRI(R)

O TYSABRI é um tratamento aprovado para formas reincidentes de esclerose múltipla (MS) nos Estados Unidos e MS reincidente-remitente na União Européia. De acordo com dados publicados no New England Journal of Medicine, depois de dois anos, o tratamento com o TYSABRI levou a uma redução relativa de 68% (p<0,001) na taxa de reincidência anual em comparação com placebo e reduziu o risco relativo de progressão de incapacidade em 42-54% (p<0,001).

O TYSABRI aumenta o risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML), uma infecção viral oportunista do cérebro que normalmente leva à morte ou grave incapacidade. Outros eventos adversos sérios que ocorreram em pacientes tratados com o TYSABRI incluíram reações de hipersensibilidade (ex.: anafilaxia), e infecções. Infecções oportunistas sérias e outras atípicas foram observadas em pacientes tratados com TYSABRI, alguns dos quais tendo recebido imunossupressores concorrentemente. As infecções por herpes foram ligeiramente mais comuns em pacientes tratados com TYSABRI. Em testes de MS, a incidência e taxa de outros eventos adversos sérios e comuns, incluindo incidência geral e taxa de infecções, estiveram equilibradas entre os grupos de tratamento. Os resultados adversos comuns informados em pacientes tratados com TYSABRI incluem dor de cabeça, fadiga, reações à infusão, infecções do trato urinário, dores nas juntas e nos membros, e erupções.

Além dos Estados Unidos e União Européia, o TYSABRI também está aprovado na Suíça, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Israel. O TYSABRI foi descoberto pela Elan e é co-desenvolvido com a Biogen Idec.

Sobre o AVONEX

O AVONEX é o tratamento mais prescrito para formas reincidentes de MS em todo o mundo, com mais de 130 mil pacientes em terapia. Ele é utilizado em todo o mundo como tratamento de formas reincidentes de MS para reduzir a progressão da incapacidade e reduzir as reincidências. O AVONEX também está aprovado para pacientes que têm seu primeiro ataque de MS clínico e têm um escaneamento cerebral de MRI (Imagem de Ressonância Magnética) consistente com MS. Os efeitos colaterais mais comuns associados com o tratamento de esclerose múltipla com o AVONEX são sintomas semelhantes aos de gripe, incluindo mialgia, febre, fadiga, dor de cabeça, frio, náuseas, vômitos, dores e debilidade.

O AVONEX deve ser usado com precaução em pacientes com depressão ou outros distúrbios de humor e em pacientes com problemas de convulsões. O AVONEX não deve ser usado por mulheres grávidas. Pacientes com distúrbios cardíacos devem ser monitorados de perto. Os pacientes também devem ser monitorados quanto a sinais de danos hepáticos.

Daclizumab

Embora o daclizumab seja atualmente comercializado para outros usos, ele não está aprovado para uso em pacientes com esclerose múltipla.

RITUXAN

Embora o RITUXAN seja atualmente comercializado para outros usos, ele não está aprovado para uso em pacientes com esclerose múltipla.

Para obter informações completas de prescrições sobre o TYSABRI e advertências que acompanham o produto, visite www.tysabri.com. Para obter informações completas de prescrições sobre o AVONEX, visite www.avonex.com. Para obter informações completas de prescrições sobre o RITUXAN, visite www.rituxan.com.

Declarações de Salvaguardas/Previsões Futuras

Este boletim de imprensa contém previsões futuras relacionadas às nossas vendas de produtos esperadas, desenvolvimento de produtos e outros assuntos. As previsões futuras estão sujeitas a riscos e incertezas que podem causar resultados reais diferentes materialmente das esperadas. O potencial comercial de produtos em desenvolvimento pré-clínico e clínico está sujeito a vários riscos e incertezas, incluindo o risco de atrasos ou dificuldades e a incerteza da obtenção de aprovações regulamentares. O desenvolvimento e comercialização de medicamentos envolvem um alto grau de risco. Os fatores adicionais que podem causar resultados reais diferentes incluem nossa dependência contínua de nossos dois principais produtos, AVONEX e RITUXAN, a incerteza do sucesso na comercialização de outros produtos, incluindo o TYSABRI, a ocorrência de eventos de segurança adversos com nossos produtos, falha na execução com sucesso de nossa estratégia de crescimento ou em competir efetivamente em nossos mercados, nossa dependência de colaborações sobre as quais nós não podemos ter total controle sempre, possível impacto adverso de regulamentos governamentais e mudanças na disponibilidade de reembolso para nossos produtos, problemas com nossos processos de fabricação e nossa dependência de terceiros, flutuações em nossos resultados operacionais, nossa capacidade de proteger nossos direitos de propriedade intelectual e o custo de fazer isso, o risco de fazer negócios internacionalmente e outros riscos e incertezas descritos no Item 1A “Fatores de Risco” em nosso Formulário 10-Q mais recente arquivado junto à SEC. Estas previsões futuras dizem respeito somente à data deste boletim de imprensa, e não assumimos nenhuma obrigação de atualizar publicamente quaisquer previsões futuras, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou outros fatores.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Fonte: Business Wire

Cientistas ‘revertem dano’ de esclerose múltipla em laboratório 10/10/2007

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Mielina no sistema nervoso
A esclerose destrói a mielina, que isola as fibras do sistema nervoso

Pesquisadores americanos conseguiram reverter os danos neurológicos causados pela esclerose múltipla em ratos de laboratório e esperam que a descoberta possa levar a novos tratamentos para a doença.

Mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica que destrói uma camada chamada mielina, que isola as fibras do sistema nervoso central, causando sintomas como visão embaçada, perda de equilíbrio e paralisia.

O estudo da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos, usou um anticorpo humano para reconstituir a mielina em ratos com a forma progressiva da doença. Atualmente, os sintomas da esclerose múltipla podem ser controlados até certo ponto, mas não há possibilidade de se restaurar a mielina danificada.

Os testes em humanos devem começar em breve, depois que a técnica for aperfeiçoada em animais.

Conserto

Normalmente, a mielina se reconstitui no corpo espontaneamente, mas a esclerose múltipla parece sabotar esse mecanismo. Por isso, a nova pesquisa pode revolucionar o tratamento da doença.

Os primeiros testes mostraram que o uso do anticorpo funcionou mesmo quando combinado ao tratamento com esteróides, comum entre pacientes com esclerose múltipla.

“O conceito de usar anticorpos humanos para tratar doenças deste tipo ainda não foi testado em humanos, mas estas descobertas são muito promissoras”, disse um dos pesquisadores Moses Rodriguez.

Apesar de a pesquisa ainda estar nos estágios iniciais, outro integrante da equipe, Arthur Warrington, disse que “as descobertas podem eventualmente levar a novos tratamentos que podem limitar as deficiências permanentes” causadas pela esclerose múltipla.

Fonte: BBC Brasil

Chocolate amargo ajuda a combater fadiga crônica, diz estudo 09/10/2007

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chocolate
Chocolate amargo está associado ao combate da pressão alta

Uma dose diária de chocolate amargo pode ajudar a reduzir os sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica, apontaram cientistas britânicos.

Pacientes que participaram de um estudo piloto realizado pela Hull York Medical School revelaram que ficaram menos cansados depois de comerem chocolate com alta concentração de cacau.

A Síndrome da Fadiga Crônica é uma condição caracterizada por uma profunda fadiga muscular após esforços físicos. Os sintomas ainda incluem dor de cabeça, memória fraca, dificuldade de concentração, perturbação do sono e irritação.

O líder do estudo, Steve Atkin, disse que a idéia da pesquisa surgiu de uma paciente que relatou ter se sentido mais disposta depois que trocou o chocolate branco e ao leite pelo amargo.

Polifenol e serotonina

Atkin então resolveu testar outros dez pacientes, que, durante dois meses, receberam uma dose diária de 45 gramas de chocolate amargo.

Após um intervalo de um mês, os voluntários receberam a mesma dose por mais dois meses de chocolate branco ou ao leite.

Os cientistas observaram que quando comeram chocolate amargo, os pacientes apresentaram menos sintomas da fadiga e admitiram que voltaram a se sentir mais cansados ao comer outro tipo de chocolate.

O professor Atkin disse ter ficado surpreso com a evidência dos resultados.

“Apesar de ter sido um pequeno estudo, dois pacientes conseguiram voltar ao trabalho depois de terem ficado de licença durante seis meses”, citou o pesquisador.

“O chocolate amargo é rico em polifenol, uma substância que traz benefícios à saúde, como a redução da pressão alta”.

“Além disso, o polifenol aumenta os níveis de serotonina no cérebro, que está associada ao combate da fadiga crônica”, explicou.

Para o cientista, mais pesquisas devem ser feitas para avaliar os benefícios do produto, mas ressaltou que os pacientes podem tranqüilamente comer uma dose diária de chocolate amargo, e que nenhum voluntário da pesquisa aumentou de peso.

Fonte: BBC Brasil

Esclerose múltipla sob investigação (Portugal) 08/10/2007

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Biocant Park assina contrato com a Biogen Idec

A empresa norte-americana Biogen Idec associou-se ao Biocant Park, em Cantanhede, numa parceria para dar corpo a um projecto de investigação que visa encontrar marcadores moleculares para um diagnóstico mais preciso e uma melhor caracterização da esclerose múltipla.

Em comunicado enviado ao farmacia.com.pt, o Biocant Park explica que a associação entre as duas entidades remonta ao passado mês de Julho e ocorre no âmbito de um Sponsored Research Agreement, contando com o envolvimento de investigadores afectos ao Biocant Park, ao Centro de Neurociências e Biologia Celular e aos Hospitais da Universidade de Coimbra. As actividades de investigação deverão ter lugar, na sua maioria, nas instalações do Biocant Park.

Na mesma nota, os responsáveis pela estrutura científica com sede em Cantanhede atestam que a Biogen Idec, cotada em bolsa, é uma das maiores empresas do ramo da biotecnologia a nível mundial. Especializada na descoberta, no desenvolvimento, na produção e na comercialização de medicamentos para patologias neurológicas, doenças auto-imunes e cancros, emprega nas suas instalações, que estão espalhadas por todo o mundo, cerca de 4500 pessoas.

Este é o primeiro contrato deste género que a Biogen Idec celebra no nosso país, numa atitude que a Biocant Park diz ser uma demonstração da “confiança nas competências e nos recursos do Biocant Park e dos seus parceiros para a investigação nesta área”, seguindo todos os parâmetros e exigências da indústria.

Fonte: Farmacia.com.pt

O difícil diagnóstico da esclerose múltipla 03/09/2007

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O dia 30 de agosto é considerado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, a enfermidade neurológica crônica mais predominante em jovens, entre os 20 e 40 anos. É uma doença pouco conhecida, que compromete significativamente a vida do doente e das pessoas próximas a ele. A falta de informação e não saber qual médico procurar são os desafios da doença, por isso, o número de casos diagnosticados vem crescendo no Brasil. No primeiro trimestre desse ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 544 internações decorrentes da doença. No ano passado, o total de assistências foi 2.328. Em contrapartida, o custo gerado em decorrência da EM é elevado.A investigação é difícil porque os sintomas não são permanentes no primeiro momento e quando a pessoa percebe, geralmente, a doença se encontra em fase mais adiantada. Sua causa ainda é desconhecida. Sabe-se que o paciente nasce com uma predisposição genética e que alguns fatores ambientais, como a exposição solar, o tabagismo e alguns tipos de vírus, funcionam como um “gatilho” no desencadeamento da doença. Em aproximadamente 85% dos pacientes o quadro clínico da EM se inicia sob a forma de um surto (sintomas neurológicos que duram no mínimo 24 horas) da doença.

Das manifestações clínicas iniciais, 46% são sinais e sintomas medulares (fraqueza das pernas, dormências, disfunção sexual e incontinência urinária); cerca de 20% dos pacientes reclamam de um quadro vista embaçada; 10% de síndromes de tronco cerebral (visão dupla, desequilíbrio, tonturas e falta de coordenação motora); e o restante por uma combinação dos sintomas.

Nos pacientes, transtornos do humor, como depressão e ansiedade, são muito comuns. Assim como a fadiga, falta de energia para as atividades diárias. Na maioria das vezes, a fadiga é confundida com preguiça, dificultando o diagnóstico.

O diagnóstico é baseado na história clínica relatada pelo paciente associado ao exame neurológico. Exames como a ressonância magnética do cérebro e o exame do líquido da espinha são importantes para sua confirmação e para afastar outras doenças que podem simular a esclerose múltipla.

Fonte: Paraná-Online

Merck melhora medicamento para Esclerose Múltipla 01/09/2007

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CE aprova nova fórmula de Rebif

A Merck Serono, unidade da farmacêutica alemã Merck KGaA, recebeu aprovação da Comissão Europeia para comercializar uma nova fórmula do Rebif (Interferão beta-1a), um medicamento utilizado no tratamento da esclerose múltipla recidivante.

A nova fórmula do medicamento, que deve ser lançada no próximo mês, foi desenvolvida para aumentar os benefícios do tratamento e pensada para melhorar a tolerabilidade da terapia quando injectada, refere a Merck num comunicado emitido esta quinta-feira (30 de Agosto).

A aprovação europeia é “um passo importante” nos esforços da empresa para “continuar a fornecer soluções terapêuticas melhoradas aos doentes com esclerose múltipla”, afirmou o chefe de operações europeias da empresa, Roberto Gradnik, numa nota a que o Farmacia.com.pt teve acesso.

De acordo com a Merck, a autorização de comercialização aplica-se a todos os 27 países da União Europeia, bem como à Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Fonte: Farmacia.com.pt

Tratamento adequado minimiza impacto da esclerose múltipla 31/08/2007

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A educadora Silvânia Sousa Aveiro sofreu uma mudança repentina durante uma festa em 2002. A lembrança que ela tem é da dificuldade em se equilibrar sobre o salto do sapato. O diagnóstico de esclerose múltipla (EM) privou Silvânia de usar calçados de salto alto.

“Parece que as pessoas portadoras dessa doença têm receio de falar sobre o assunto. Eu já sabia da existência desse mal ‘por alto’, pois uma amiga do meu marido sofria de esclerose múltipla. Na época, não me preocupei; acreditamos que isso nunca vá acontecer conosco”, afirma.

Silvânia é presidente da Associação Uberabense de Amigos e Portadores de Esclerose Múltipla (Auapem), entidade formada em dezembro de 2003. Juntamente com ela, estão cadastrados 18 portadores da doença.

“Nosso objetivo é ajudar uns aos outros, dar apoio à família dos portadores. No momento, nós praticamos Equoterapia, Fisioterapia, Hidroterapia e recebemos também visitas de apoio. Tudo isso com a ajuda financeira dada por um laboratório, do qual recebemos as injeções aplicadas em alguns portadores”, explica.

Hoje, 30 de agosto, é o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla. Segundo informações da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), calcula-se que, no Brasil, a prevalência da doença seja de 10 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda de acordo com a Abem, é uma das moléstias mais comuns do Sistema Nervoso Central (SNC), composto pelo cérebro e medula espinhal, em adultos jovens.

Funcionamento. O SNC atua como um quadro de distribuição, enviando mensagens através dos nervos para as diferentes partes do corpo. Essas mensagens, cujo fluxo normal é interrompido pela EM, controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do corpo humano.

A maioria das fibras nervosas está envolvida pela mielina, uma substância de gordura que facilita a transmissão de mensagens. A EM destrói a mielina, retardando ou bloqueando a transmissão das mensagens.

As causas ainda são um mistério para a Medicina, mas podem partir do ataque de um vírus; reação imune em que o corpo “se engana” e ataca seus próprios tecidos ou por uma combinação de vírus e resposta auto-imune. Segundo a Abem, cientistas verificaram maior incidência da doença em mulheres. Os sintomas aparecem normalmente entre indivíduos de 18 e 45 anos de idade.

Curiosamente, é nas populações que vivem em áreas com condições sanitárias favoráveis que se registra maior número de casos de Esclerose Múltipla. A Abem sinaliza a possibilidade de que pessoas dessas áreas estejam privadas da exposição a algum fator que possa ajudar a produzir imunidade à patologia.

Tratamento. Não há cura para a doença, mas existem recursos para ajudar os pacientes a se manterem independentes, confortáveis e produtivos. A fisioterapia, o acompanhamento psicológico, medicamentos para modificar a evolução da doença e consultas periódicas são medidas que possibilitam esses portadores a manterem uma vida considerada “normal”.

Fonte: JM Online

Estudo: Ressonância magnética útil na esclerose múltipla 28/08/2007

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Investigadores identificaram uma anormalidade relacionada com a progressão da esclerose múltipla (EM) em imagens do cérebro de doentes obtidas através de Ressonância Magnética, revela um estudo publicado hoje na revista Radiology.

«Com base nestas descobertas, os médicos poderão diagnosticar a esclerose múltipla de forma mais exacta e identificar pacientes em risco de desenvolver esta doença progressiva», disse Rohit Bakshi, professor assistente de Neurologia e Radiologia da Escola Médica de Harvard (Estados Unidos).

Bakshi é o autor principal do estudo publicado na revista «Radiology» de Agosto, uma publicação científica dedicada à radiologia e ciências relacionadas, da Sociedade Norte-americana de Radiologia.

A Esclerose Múltipla é uma doença crónica autoimune caracterizada pela destruição da mielina, camada protectora que rodeia as células nervosas.

A doença pode afectar numerosas funções do corpo, causando sintomas que incluem diminuição da vista e da fala, perda de memória, depressão fraqueza muscular, perda de coordenação, entorpecimento, dores, problemas de intestinos e bexiga e disfunção sexual.

Afecta aproximadamente 2,5 milhões de pessoas no mundo, das quais 450.000 na Europa, a maioria mulheres com idades entre os 20 e os 50 anos, sendo a incidência maior nos países nórdicos.

Em Portugal, estima-se que o número de doentes seja cerca de 5.000.

Há quatro classificações de EM, mas as duas mais comuns são a Recorrente Remissiva, que atinge cerca de 60 por cento dos pacientes com menos de 40 anos, e a Secundariamente Progressiva, que resulta da evolução da anterior.

Na EM Recorrente Remissiva os doentes sofrem «ataques» seguidos por períodos de remissão com recuperação completa ou quase completa, enquanto que na Secundariamente Progressiva os doentes continuam a ter surtos mas de recuperação incompleta, com deterioração progressiva da condição física ao longo do tempo.

Bakshi e colegas reviram os dados de 145 doentes de EM, incluindo 112 mulheres e 33 homens, dos quais 92 estavam na fase Recorrente Remissiva da doença e 49 Secundariamente Progressiva.

A classificação da doença era desconhecida em quatro pacientes.

Os investigadores descobriram que as imagens dos cérebros dos pacientes com EM, obtidas por Ressonância Magnética, apresentam frequentemente áreas brilhantes chamadas lesões Hiperintensas, também conhecidas por áreas de «redução de T1».

Decidiram então determinar se haveria relação entre a frequência e a localização dessas lesões e a progressão da doença, atrofia do cérebro e incapacidade em pacientes com EM.

A análise descobriu 340 lesões T1 Hiperintensas em 123 pacientes e que as lesões são mais comuns em pacientes com EM Secundariamente Progressiva.

Por outro lado, 71 por cento dos pacientes com EM Secundariamente Progressiva tinham múltiplas lesões T1 Hiperintensas, que eram apresentadas por 46 por cento dos pacientes com Recorrente Remissiva.

O total de lesões T1 Hiperintensas foi estreitamente relacionado com a incapacidade física, progressão da doença e atrofia cerebral.

«As descobertas sugerem que as lesões T1 Hiperintensas ocorrem geralmente em pacientes com EM e que a presença de lesões múltiplas indica um risco de avanço do curso da doença«, disse Bakshi, salientando a importância do uso desta forma de diagnóstico para detectar ou acompanhar o desenvolvimento desta doença.

Fonte: Diário Digital / Lusa

Perfil genômico da esclerose 25/08/2007

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Agência FAPESP – Cientistas norte-americanos acabam de descobrir dois genes que podem estar envolvidos no desenvolvimento da esclerose múltipla, doença do sistema nervoso central que afeta 350 mil pessoas nos Estados Unidos e mais de 2,5 milhões no mundo inteiro.

A descoberta, que será publicada em artigo na edição da próxima semana do New England Journal of Medicine, foi apresentada pela primeira vez nesta quarta-feira (22/8) no 13º Congresso Internacional de Imunologia, que está sendo realizado no Rio de Janeiro.

“Uma das perguntas mais freqüentes em relação a essa doença era o que a causava. Agora, temos algo substancial que nos faz olhar para uma possibilidade terapêutica”, afirmou David Hafler, que liderou a pesquisa na Escola de Medicina da Universidade Harvard.

O pesquisador estudou 12 mil amostras do DNA, sendo 4 mil de pacientes com esclerose múltipla no Hospital Brigham and Women’s e o restante de indivíduos sadios, em geral parentes dos pacientes. A pesquisa começou em 2003, quando o Projeto Genoma Humano foi finalizado, tendo sido mapeados cerca de 23 mil genes.

“Investigamos todos eles para ver quais poderiam causar a doença. Embora tenhamos encontrado apenas três – o IL-2, o IL-7 e o CD58 –, achamos que mais genes podem estar envolvidos na resposta imune”, disse Hafler à Agência FAPESP.

De acordo com o pesquisador, o IL-2 já havia sido relacionado ao tipo 1 da diabetes e a males que atingem a tireóide. Diferentemente do que ocorre com outras doenças causadas por uma mutação em um único gene, Hafler estima que, nesse caso, as variações genéticas podem contribuir para a suscetibilidade.

“Cada gene contribui apenas com uma pequena parcela de risco. A grande questão é descobrir como eles interagem uns com os outros. Se eles tiverem algumas características em comum, isso poderia apontar a causa da doença, o que nos guiaria para futuros tratamentos. O que está em jogo é descobrir as similaridades das doenças auto-imunes”, avaliou o imunologista.

Segundo Hafler, o ambiente, juntamente com fatores genéticos, pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento da esclerose. Ele contou que seu próximo passo será estudar o DNA de mais 9 mil pacientes.

A idéia é desenvolver drogas mais específicas para a doença, melhores que as usadas atualmente – a interferona, a copoxone e as imunossupressoras, mal vistas pelos pesquisadores por deixar os pacientes vulneráveis a doenças oportunistas. “Temos que encontrar urgentemente novas opções”, disse.

A esclerose múltipla é uma doença degenerativa, sem cura, que atinge principalmente adultos jovens entre 20 e 40 anos de idade. A incidência é maior em mulheres (na proporção de 3 por 1). No Brasil não existem dados epidemiológicos oficiais da doença, mas estatísticas da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla dão conta de que 30 mil pessoas sofrem do mal no país.

Fonte: Agência FAPESP

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