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Células da pele reparam danos causados pela esclerose múltipla no cérebro 14/02/2013

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Investigadores do University of Rochester Medical Center, nos EUA, descobriram que pode ser possível utilizar a pele do próprio doente para reparar os danos causados pela esclerose múltipla (EM) no cérebro, avança o portal Isaúde.

O estudo é a primeira tentativa bem sucedida para empregar células estaminais pluripotentes induzidas (hiPSC) retiradas da pele para produzir uma população de células que são críticas para a sinalização dos neurónios no cérebro.

A pesquisa foi publicada na revista Cell Stem Cell.

Assim como fios eléctricos, os nervos têm isolamento mas, em vez de plástico, o corpo utiliza uma proteína chamada mielina.
Em pessoas com a doença, os nervos têm de lutar para comunicarem, já que o seu revestimento isolante é atacado pelo sistema imunológico, deixando os nervos expostos e causando fadiga e perda do movimento.

Agora, a equipa liderada por Steven Goldman utilizou células-tronco para tentar reparar a mielina e restaurar a função dos nervos em doentes com esclerose múltipla.

Eles retiraram uma amostra de células da pele humana e converteram-na em células estaminais, que são capazes de se tornarem qualquer outro tipo de células no corpo. O passo seguinte foi transformar as células estaminais em versões imaturas de células do cérebro que produzem mielina.

Quando essas células foram injectadas em ratos que nasceram sem qualquer mielina , elas tiveram um efeito significativo, segundo os cientistas.
Os resultados mostraram que as células-tronco induziram a produção de mielina por todo o sistema nervoso.
Os animais foram também isentos de quaisquer tumores, um efeito secundário perigoso potencial de algumas terapias com células estaminais, e sobreviveram muito mais tempo do que os ratos não tratados.

“A nova população de oligodendrócitos (que produzem a mielina) era densa, abundante e completa. De facto, o processo de re-mielinização pareceu mais rápido e eficiente do que com outras fontes de células”, afirma Goldman.

A equipa sublinha que a pesquisa ainda está numa fase muito precoce, mas com mais desenvolvimento pode um dia ser usada para reparar dano à mielina em pessoas com esclerose múltipla.

Fonte: RCM Pharma

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Células-tronco: milagres médicos não acontecem por acidente 09/03/2009

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Obama suspende restrições a células-tronco

Grupos de células-tronco embrionárias (arquivo)

Células-tronco têm a capacidade de se transformarem em qualquer outro tipo de célula

O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira o fim de várias restrições para pesquisas com células-tronco feitas com, verbas federais.

“Milagres médicos nao acontecem simplesmente por acidente”, diisse ele ao fazer o anúncio que representa uma grande mudança na política americana.

O ex-presidente George W Bush tinha bloqueado o uso de qualquer verba federal para pesquisas com linhagens de células-tronco criadas depois de 9 de agosto de 2001.

Analistas afirmam que a decisão de Obama também pode levar o Congresso americano a suspender uma outra proibição, a de gastar o dinheiro de impostos para criar embriões.

Polêmica ética

A proibição, conhecida como Emenda Dickey-Wicker, existe desde 1996 e é renovada todo ano pelo Congresso.

Células-tronco são células com a capacidade de se transformarem em outro tipo de célula humana, células de ossos, músculos ou nervosas, por exemplo.

Um embrião pode fornecer um estoque sem limites destas células. Mas o uso de células-tronco de embriões humanos em pesquisas é um assunto polêmico e alguns ativistas acreditam que isto não seria ético.

Cientistas afirmam que estas pesquisas podem levar a grandes avanços médicos, mas muitos grupos religiosos são contra.

A prática de criar embriões é rotineira em clínicas particulares, mas a proibição vigente nos Estados Unidos coloca obstáculos para pesquisas federais até mesmo antes das restrições impostas por Bush, o que obrigou os cientistas a usar embriões que sobraram de tratamentos de fertilização.

A proibição do uso de verbas federais significava que cientistas eram obrigados a separar qualquer pesquisa de células-tronco com verbas particulares de suas atividades financiadas pelo governo.

Interferência política

Correspondentes afirmam que a mudança é parte de um compromisso de Barack Obama, de deixar claro que seu governo quer que a pesquisa científica fique livre de interferências políticas.

Obama deixou claro durante sua campanha presidencial que, se eleito, iria reverter a decisão do governo Bush, que vetou duas vezes as tentativas do Congresso de suspender a proibição.

“Acredito que as restrições impostas pelo presidente Bush para o financiamento de pesquisas com células tronco de embriões humanos algemaram nossos cientistas e prejudicaram nossa capacidade de competir com outros países”, disse Obama durante a campanha.

O presidente George W. Bush e outros conservadores argumentavam que os embriões são vivos, humanos, e por isso não deveriam ser destruídos.

De acordo com o correspondente da BBC em Washington Kevin Connolly, assim como Bush, Obama tem crenças cristãs profundas, mas prefere definir a questão nos termos de restaurar a integridade científica ao governo.

Em uma entrevista à BBC em janeiro, Robert Evans, pastor e estudioso de bioética, afirmou que será contra qualquer medida que permite o uso de verbas federais para novas linhagens de células-tronco.

“O que (a medida) indica é que foi negado ao embrião humano o direito à vida”, disse.

Fonte: BBC Brasil

Criado instituto de excelência em células-tronco e terapia celular 04/02/2009

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Pesquisas com células-tronco no Brasil

Apesar de relativamente recente, a pesquisa com células-tronco já está bastante segmentada no Brasil. Com o intuito de reunir várias linhas em um único grupo foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (INCTC).

O INCTC é coordenado pelo professor Roberto Passetto Falcão da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Segundo o professor a ideia é “agregar instituições com diferentes competências sobre um mesmo tema”, no caso, as células-tronco e a terapia celular.

O assunto células-tronco entrou em discussão em 2005, após a criação da Lei de Biossegurança, do mesmo ano, e sua contestação poucos meses depois pela Procuradoria Geral da União.

Terapia celular

O trabalho com as células-tronco é, de certa forma, um ramo da chamada terapia celular que é a utilização de células em terapias e tratamentos. Estas células podem estar em diferentes estados de maturação e diferenciação. Um exemplo de utilização de células maduras na terapia celular são as transfusões sanguíneas. O Instituto contudo irá pesquisar formas de terapia celular utilizando somente células-tronco.

Sobre as pesquisas, o professor afirma que de início deverão ser estudadas a utilização das células no tratamento de diabetes mellitus, esclerose múltipla e para a doença do enxerto versus hospedeiro. As duas primeiras são doenças degenerativas e a terceira está relacionada a complicações em transplantes de medula.

Falcão também explica que não será estudado apenas o tratamento de doenças com células-tronco, mas também todo o funcionamento dos diferentes tipos de células e seus processos de diferenciação.

Reunindo diferentes competências

O INCTC tem origem principalmente no Centro de Terapia Celular (CTC) ligado à USP de Ribeirão Preto. Com a formação do Instituto foram agregados mais cinco grupos de pesquisa ligados ao Instituto de Biociências (IB), à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), à Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), todos da USP, além do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Evandro Chagas (IEC) do Pará.

Como afirma o professor, cada instituto tem uma competência diferente. Os grupos instalados na Capital paulista e os do Rio de Janeiro foram os primeiros do País a desenvolver pesquisas com células-tronco embrionárias. Já as pesquisas da FMRP estão mais desenvolvidas em relação ao uso de células adultas. Em Pirassununga as pesquisas estão focadas na clonagem de células e no Pará no estudo com primatas.

Como os centros de pesquisa já estão constituídos fisicamente a verba cedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ao Instituto servirá para o custeio de equipamentos, principalmente.

Educação continuada

Além das pesquisas, o INCTC pretende desenvolver um projeto de educação continuada. Nos cursos de pós-graduação latu senso serão treinados professores de ciência e biologia da rede pública estadual do ensino fundamental e médio.

Os cursos terão 70% de suas atividades à distância e 30% presenciais. O projeto já foi implantado em Ribeirão Preto a partir do CTC e deve ser estendido a outras cidades do estado. Segundo o professor, a proposta é “transferir o conhecimento produzido no Instituto à sociedade.”

Fonte: Diário da Saúde

Pacientes em fase inicial de esclerose múltipla têm distúrbio neurológico revertido 30/01/2009

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Pacientes que sofrem de esclerose múltipla tiveram células-tronco implantadas e, em alguns casos, o estado de distúrbio neurológico foi revertido, informou um estudo publicado nesta sexta-feira. A esclerose múltipla é uma doença auto-imune que prejudica os movimentos e a coordenação, enfraquece os músculos, provoca problemas no funcionamento cognitivo e causa problemas na visão.

Certas drogas podem atrasar ou diminuir os sintomas durante a fase inicial da doença. Mas após dez anos, a esclerose múltipla é caracterizada por um comprometimento neurológico irreversível.

Durante os testes, uma equipe de cientistas liderada por Richard Burt, da Northwestern University, em Chicago, reconstruiu o sistema imunológico de 21 adultos – 11 mulheres e dez homens – que não respondiam bem ao tratamento convencional.

Primeiramente, os cientistas removeram os glóbulos brancos defeituosos que, em vez de proteger o corpo, atacam as camadas gordurosas chamadas de mielina (substância que envolve os neurônios), que dão proteção ao sistema nervoso.

Os sistemas imunológicos foram então recarregados com células-tronco hematopoéticas – extraídas da medula óssea – capazes de criar qualquer forma de célula madura.

A técnica não é nova. Mas pela primeira vez foi aplicada em pacientes jovens e relativamente saudáveis na primeira fase da doença. Os participantes das pesquisas sofriam de esclerose múltipla havia cinco anos.

Fonte: O Globo Online

‘Turistas das células-tronco’ viajam em busca de tratamentos 22/12/2008

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Quando Robert Ramirez foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 2006, seu médico lhe deu os remédios, mas pouca esperança: “ele me disse que não havia muito a se fazer exceto esperar a ‘passagem para o outro lado.'”

Ramirez, mecânico peruano-americano do norte de Nova Jersey, acompanhou desamparado seus sintomas piorarem. Seu braço esquerdo ficou cada vez mais fraco. Os músculos da perna se enrijeceram. Seu tremor se intensificou. Foi quando sua esposa, Elvira, viu Jorge Tuma em um noticiário peruano.

O médico peruano, em Lima, afirmou que tratava Parkinson e outras doenças com injeções de células-tronco. Eles verificaram em seu site: por US$ 6 mil, conseguiriam um tratamento. Reservaram um vôo para Lima.

Ramirez faz parte de um número crescente de pacientes que buscam terapias com células-tronco fora dos Estados Unidos – especialistas estimam que sejam milhares. E Tuma é mais um entre dezenas de médicos não-americanos a oferecer esse tratamento. A tendência se tornou significante o bastante para que a Sociedade Internacional de Pesquisa em Células-Tronco (ISSCR) publicasse recentemente diretrizes para médicos e aspirantes a “turistas das células-tronco.”

Especialistas americanos temem que haja médicos tratando imprudentemente pacientes sem esperar por ensaios clínicos que garantam a segurança dos procedimentos.

“Há muitos médicos se aproveitando do senso comum a respeito do potencial de cura das células-tronco em países com regulação médica mais frouxa,” disse Sean Morrison, diretor do Centro de Biologia de Células-Tronco da Universidade de Michigan e tesoureiro da ISSCR. “Mas os detalhes do tratamento com células-tronco são muito mais complicados.”

Entretanto, as terapias com células-tronco estão se tornando uma área lucrativa do turismo médico, apesar da ciência ainda precisar revelar seu potencial e das controvérsias ainda infestarem o campo.

Essas células, encontradas em embriões e em certos tecidos adultos, têm o potencial de se desenvolver em diferentes tipos de células. Mas as questões éticas quanto ao uso de embriões como fontes de células-tronco diminuíram o ritmo das pesquisas em países como EUA e Reino Unido. Pesquisadores nos EUA conduzem ensaios clínicos para tratamentos tanto com células adultas quanto embrionárias, mas o órgão americano responsável pela regulação médica, o FDA, ainda precisa licenciar qualquer tratamento.

Guia turístico
As novas diretrizes da ISSCR requerem que todo tratamento seja avaliado por especialistas sem qualquer interesse especial no procedimento. O guia também defende um processo consentido, no qual os pacientes teriam informações completas sobre o tratamento e transparência nos relatórios de resultados dos ensaios clínicos.

O manual para pacientes do ISSCR alerta sobre tratamentos experimentais com células-tronco – aqueles que não fazem parte de nenhum ensaio clínico oficial. Ele também alerta para sinais de tratamento duvidoso, como a alegação de que múltiplas doenças podem ser tratadas com o mesmo tipo de célula.

Essa é apenas uma das várias afirmações otimistas usadas por médicos de vários países, geralmente em seus sites.

Timothy Caulfield, do Instituto de Direito da Saúde da Universidade de Alberta, pesquisou 19 sites oferecendo tratamentos com células-tronco e divulgou seus resultados esta semana. Dez sites descreveram o tratamento como “pronto para o acesso público,” ao invés de experimental. Muitas pessoas descobrem as ofertas de tratamento com células-tronco através de “publicidade direta ao consumidor” na Internet, ele disse.

“E existe um descompasso entre o que está sendo oferecido e o que a literatura científica existente diz,”afirmou Caulfield. “Aqueles que oferecem os tratamentos possibilitam a escolha entre duas coisas: o entusiasmo genuíno acerca das pesquisas com células-tronco e a controvérsia social em torno delas.”

As clínicas cobram em média US$ 21,5 mil pelo tratamento com células-tronco, observou a pesquisa, mas as últimas notícias indicam que clínicas na China podem cobrar até US$ 70 mil.

Pesquisadores descobriram que tratamentos com células-tronco não-comprovados também podem causar complicações para os pacientes. Em 2006, o neurologista Bruce Dobkin, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, descobriu que alguns pacientes haviam contraído meningite após operações para lesões crônicas na medula espinhal. Complicações no sistema nervoso e infecções também foram registradas após a utilização de células-tronco no tratamento de doenças do sangue.

Caulfield disse que nem todos os médicos oferecendo terapias com células-tronco são charlatões, mas acredita que qualquer um vendendo um tratamento deveria publicar dados que sustentem suas alegações.

“Ainda há barreiras científicas reais para essas pesquisas – mesmo os principais pesquisadores de células-tronco da Universidade de Stanford e no Reino Unido encontram dificuldades nos ensaios clínicos,” disse Caulfield.

Nas trincheiras
Tuma, o cardiologista procurado por Ramirez, com mal de Parkinson, promete restaurar órgãos e tecidos enfermos usando células-tronco adultas coletadas do próprio corpo do paciente.

Desde 2005, Tuma já tratou cerca de 600 pacientes ¿ em torno de um quarto vindo de fora do Peru – com doenças como Parkinson, diabetes tipo 2 e enfisema. Seu método: injetar o órgão afetado com células-tronco da medula óssea do próprio paciente.

“Sempre digo a meus pacientes que isso não é uma cura, mas acredito que seja uma nova alternativa tremenda para melhorar a qualidade de vida,” disse Tuma.

Ele operou Ramirez em outubro de 2007, em um procedimento simples que durou 45 minutos. Tuma extraiu e preparou as células da medula óssea da espinha de Ramirez e as injetou em uma artéria no cérebro. A partir daí, disse Tuma, elas começaram a gerar novas células que inibiriam o avanço da doença.

Em uma semana, Ramirez disse que começou a notar que suas pernas estavam menos rígidas. Depois, seu braço esquerdo voltou a ter certa força. Ele se sente melhor que antes da operação e seus sintomas são menos identificáveis.

“Posso dançar com minha esposa e viver uma vida quase normal” disse Ramirez. “Sou muito grato ao doutor Tuma.”

Como muitos médicos oferecendo esses tratamentos, os procedimentos de Tuma não foram sancionados pelo governo de seu país. Apesar de ter publicado resultados menores de suas terapias cardíacas em revistas científicas, incluindo o Journal of Cardiac Failure and Cardiovascular Revascularization Medicine, ele ainda não publicou artigos sobre a eficácia de seus outros tratamentos.

De acordo com Insoo Hyun, professor de bioética da Universidade de Case Western Reserve e presidente da Força-Tarefa para Diretrizes em Células-Tronco da ISSCR, cobrar pacientes por tratamentos não-comprovados é considerado antiético.

“Ou você realiza pesquisas ou oferece uma terapia reconhecida, mas alguns desses médicos parecem querer fazer tudo ao mesmo tempo,” disse Hyun.

Sem tempo a perder
Timothy Henry, cardiologista do Instituto do Coração de Minneapolis/Hospital Abbott Northwestern, está autorizado pelo FDA a conduzir ensaios clínicos aleatórios com células-tronco adultas para doenças cardíacas. Ele já tratou 150 pessoas e disse que os dados preliminares são promissores. Mas os Estados Unidos têm ficado para trás na área devido às preocupações éticas levantadas sobre a pesquisa com células-tronco embrionárias, admite.

“A pesquisa com células-tronco adultas tem sido um desafio com a falta de informação e confusão a respeito das células embrionárias,” disse Henry. Porém, pacientes desesperados como Ramirez estão relutantes em esperar provas concretas e a aprovação do FDA.

Roberto Brenes é outro médico que realiza implantes de células-tronco adultas. Ele atrai pacientes até uma clínica em San José, Costa Rica, por meio do site cellmedicine.com. Ele e seus colegas já trataram entre 50 e 70 pacientes com esclerose múltipla usando células-tronco retiradas do tecido adiposo, cobrando entre US$ 15 mil e US$ 25 mil, com “índices de sucesso muito bons,” segundo Brenes.

Embora Brenes reconheça que nunca houve ensaios clínicos demonstrando a eficácia da terapia para esclerose múltipla, ele disse que muitos pacientes não querem esperar.

“A área vai progredir muito nos próximos 10 a 15 anos, mas vários pacientes precisam de ajuda terapêutica agora e querem passar pelo procedimento,” disse Brenes.

Mesmo se isso significar custosas visitas de acompanhamento: Tuma recomendou que Ramirez voltasse a cada seis meses para acompanhar o seu progresso. E disse que se os sintomas da doença de Parkinson retornassem, outro procedimento seria necessário.

“Sei que a terapia não é uma cura completa, mas não a acho perigosa e faria novamente,” disse Ramirez.

Morrison, da ISSCR, entretanto, permanece cético. “Vários pacientes vão gastar US$ 6 mil para comprar esperança, mas ainda assim não é certo vender poções milagrosas.”

Fonte: Terra

R$ 10 milhões para pesquisas com células-tronco 11/12/2008

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Foram divulgados esta semana 49 projetos de pesquisa com células-tronco selecionados para receber um investimento total de R$ 10 milhões do Ministério da Saúde. Trata-se do primeiro investimento do governo incluindo pesquisas com células-tronco de embriões humanos desde a liberação definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF), em maio deste ano, deste tipo de experiência no país. A divulgação dos projetos foi feita pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos.

Quase 150 propostas foram examinadas pelo comitê responsável pela escolha. Os 49 projetos selecionados pesquisarão não apenas células-tronco embrionárias, mas também células-tronco adultas derivadas da medula óssea, do cordão umbilical e de outros tecidos. Treze pesquisadores que tiveram propostas aprovadas são de instituições do Rio (UFRJ, Fiocruz, Uerj, Into).

Segundo o coordenador do Programa de Pesquisa em Biotecnologia e Recursos Genéticos, Sérgio Lessa, o último edital do CNPq que financiou pesquisas com células-tronco foi em 2005. Nesta ocasião, 45 projetos foram escolhidos, totalizando um investimento de R$ 10,5 milhões. Desses 45 projetos, seis pesquisaram células-tronco embrionárias humanas. Os estudos apoiados pelo edital de 2005 duraram cerca de dois anos e foram concluídos em 2007.

Fonte: O Globo Online

Pesquisa identifica células-tronco ‘adormecidas’ 08/12/2008

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Uma pesquisa realizada conjuntamente por cientistas da Alemanha e da Suíça identificou na medula óssea de ratos um grupo de células-tronco “adormecidas”, cujo uso pode ser mais eficiente no tratamento do câncer.

Em artigos publicados na revista científica Cell, os pesquisadores do Centro Alemão de Pesquisa do Câncer em Heidelberg e da Escola Politécnica Federal e do Instituto Ludwig para a Pesquisa do Câncer, ambos em Lausanne (Suíça), afirmam que esse tipo de células-tronco pode ficar “adormecido” durante toda a vida, sendo “despertado” apenas em caso de um ferimento ou de hemorragia, se dividindo imediatamente para repor as células perdidas.

Os cientistas “marcaram” o material genético de todas as células sanguíneas de ratos e, em seguida, investigaram por quanto tempo essas marcas perduraram. A cada divisão celular, o material genético se reparte entre as células-filhas e, portanto, as marcas se diluem.

Durante essas experiências, os pesquisadores descobriram essas células-tronco adormecidas, que se dividem apenas cerca de cinco vezes ao longo da vida do rato – o que, em termos de seres humanos, corresponderia a apenas uma divisão celular em 18 anos. As células-tronco ativas se dividem continuamente cerca de uma vez por mês.

Emergência

Na maior parte do tempo, essas células, que constituem cerca de 15% de todas as células-tronco, se mantêm nesse estado de “adormecimento”, com um metabolismo muito baixo.

Mas, segundo os cientitas, em uma emergência como um ferimento na medula, a população de células adormecidas “desperta”. Uma vez “acordadas”, elas apresentam o potencial mais alto de se auto-renovar já visto em células-tronco.

“Acreditamos que essas células adormecidas não têm um papel em um organismo saudável”, disse Andreas Trumpp, chefe da pesquisa.

“O corpo mantém suas células-tronco mais potentes como uma reserva secreta para emergências e as esconde em ‘cavernas’ da medula óssea, também chamadas de nichos”, acrescentou.

“Se a medula é danificada, elas começam imediatamente a se multiplicar diariamente, porque o organismo precisa de novas células.”

Resistência

Segundo o cientista, uma vez que o número original de células é atingido, as células-tronco voltam a “adormecer”.

Trumpp espera que a descoberta ajude a entender melhor as células-tronco cancerígenas.

“Essas células provavelmente também ficam em estado dormente na maior parte do tempo”, afirmou. “Acreditamos que é por isso que muitas são resistentes aos vários tipos de quimioterapia.”

“Se conseguíssemos ‘acordar’ essas células antes de um paciente receber tratamento, seria possível eliminá-las e, assim, tratar o câncer de maneira muito mais eficaz”, concluiu o cientista.

Fonte: BBC Brasil

Células-tronco: pesquisa alerta sobre ‘propaganda enganosa’ 05/12/2008

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Clínicas oferecem terapias sem eficácia comprovada

Experimentos com células-tronco – tanto embrionárias quanto adultas – ainda estão longe de chegar ao consultório médico como terapias estabelecidas. Ainda assim, a internet está repleta de anúncios de clínicas e hospitais particulares que oferecem “tratamentos” com células-tronco para as mais diversas doenças e traumas, desde alergias até esclerose múltipla e Alzheimer. Ou até para tirar rugas e rejuvenescer a pele.

Segundo um estudo publicado hoje na revista científica Cell Stem Cell, pacientes devem ter muita cautela ao procurar esses serviços. Especialistas alertam que todos os tratamentos com células-tronco noticiados até hoje são experimentais – ou seja, não têm eficácia nem segurança comprovadas em testes clínicos completos, realizados por instituições médicas reconhecidas e com validade científica. Em muitos casos, podem até oferecer risco para os pacientes, que não são sempre devidamente informados sobre isso.

Os autores do artigo fizeram uma busca no Google em 2007 e encontraram 19 sites de clínicas que ofereciam “tratamento com células-tronco” em países como China, México e Rússia. Em seguida, compararam as promessas terapêuticas feitas online com resultados publicados em revistas científicas especializadas. Encontraram duas realidades bastante diferentes.

“Os sites anunciam as terapias como sendo seguras, eficazes e prontas para uso rotineiro em uma ampla gama de problemas”, escrevem os pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá. “Em contrapartida, as evidências clínicas publicadas não dão suporte ao uso rotineiro dessas terapias para o tratamento de doenças.”

Segundo os autores, a propaganda pode induzir pacientes a correr riscos desnecessários. Ao mesmo tempo, alimenta expectativas na sociedade que vão além do que a ciência é capaz de oferecer. Eles não encontraram, por exemplo, nenhum estudo clínico com células-tronco para o tratamento de Alzheimer ou Parkinson em seres humanos.

“Sou muito otimista com relação ao futuro das células-tronco na medicina, mas é importante ressaltar que tudo que temos hoje são experimentos. Nada é terapia ainda”, diz a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo. A exceção são os tratamentos de doenças do sistema sanguíneo, como a leucemia, que utilizam transplante de células-tronco da medula óssea, chamadas hematopoéticas.

Mayana dá uma dica fácil para diferenciar entre um experimento clínico e um suposto “tratamento” comercial. “O ensaio clínico nunca é cobrado. Se alguém cobrou alguma coisa, está errado.”

REGULAMENTAÇÃO

O artigo canadense foi publicado em conjunto com as novas diretrizes de pesquisa clínica com células-tronco em seres humanos, elaboradas por um grupo de especialistas da Sociedade Internacional para Pesquisas com Células-Tronco (ISSCR, em inglês). A entidade critica e desaconselha o uso de qualquer terapia experimental fora do ambiente de pesquisa, sem a supervisão de instituições científicas qualificadas.

As células-tronco são células indiferenciadas, capazes de formar vários tipos de tecidos. Especialistas acreditam que, no futuro, elas poderão ser importantes no tratamento de várias doenças e lesões. Centenas de pesquisas estão sendo feitas no mundo – a maioria com modelos animais, mas algumas já com seres humanos. Muitas trazem resultados positivos, mas que ainda requerem mais estudos para se estabelecer como uma terapia comprovada.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Células-tronco: alerta sobre os sites que oferecem terapias 05/12/2008

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Cientistas alertaram para o risco de se buscar na internet tratamentos com células-tronco para a cura de doenças.

Em uma análise publicada na edição de dezembro da revista Cell Stem Cell, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, disseram que, embora as clínicas costumem apresentar suas terapias como seguras e eficazes, falta evidência médica concreta sobre os resultados.

A equipe canadense começou a pesquisa com uma busca pelo Google no ano passado, sobre sites que ofereciam tratamentos com células-tronco. Foram analisadas 19 clínicas, sediadas em diversos países, entre eles México, Rússia e China. Os sites promoviam terapias para doenças como Mal de Parkinson, aneurisma, esclerose múltipla, Alzheimer, lesão da medula espinhal e problemas cardiovasculares.

Apesar de todas as clínicas ressaltarem o quanto os tratamentos podiam melhorar a condição do paciente, o estudo concluiu que apenas um quarto delas mencionava os riscos envolvidos na terapia. A maior parte das páginas examinadas tampouco divulgava o custo dos tratamentos, acusaram os autores do estudo. Apenas quatro sites o fizeram, cobrando em média 21.000 dólares pela terapia – sem incluir preços de acomodação e passagem.

Para o ex-presidente da Sociedade Internacional de Pesquisa em Células-Tronco, George Daley, que não participou da pesquisa, esses sites são perigosos. “Eles prometem mais eficácia e segurança do que podem e subestimam e desinformam completamente sobre os riscos”, afirmou, segundo reportagem da agência de notícias Associated Press. “[Tal] marketing exagerado está colocando os pacientes sob risco de exploração financeira, na melhor das hipóteses, e de perigo físico, na pior”.

Na mesma publicação da revista, a Sociedade Internacional de Células-Tronco trouxe novas regulamentações de pesquisa sobre células-tronco, a fim de evitar a prática de tratamentos não comprovados. Entre as regras, o documento afirma que os médicos só podem aplicar tais tratamentos em pequenas amostras de pacientes em condição grave. A análise dos sites pesquisados está disponível no site da revista Cell Stem Cell.

Fonte: Veja.com

CNPq investe em estudos sobre células-tronco 25/11/2008

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Hemocentro será pólo de pesquisa
CNPq vai investir R$ 7,1 mi em estudos sobre células-tronco; 4 cidades participam

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, vai investir R$ 7,1 milhões para a criação de um instituto de tecnologia em células-tronco e terapia celular em Ribeirão Preto, que será administrado pela Fundação Hemocentro. O edital com o texto da aprovação será publicado na próxima quinta-feira no Diário Oficial da União.

O instituto funcionará como uma rede que interligará especialistas e entidades de pesquisa em São Paulo, Rio de Janeiro, Pirassununga e Belém. O objetivo é criar condições para pesquisa, estabelecimento de um banco de células-tronco, desenvolvimento de sistemas de cultivo e testes pré-clínicos e clínicos.

Pesquisadores prevêem que terapias celulares devem ser disponibilizadas em 15 anos à população. As possíveis aplicações serão para o tratamento de doenças como diabetes tipo 1 e esclerose múltipla.

Além dos investimentos que serão feitos em Ribeirão Preto, outros locais receberão investimentos para a criação de institutos nacionais de ciência e tecnologia. No total, serão investidos R$ 590 milhões em três anos.

Fonte: Gazeta de Ribeirão

Cientistas dão o primeiro passo para a ‘espionagem cerebral’ 07/11/2008

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Cérebro ouvinte registra “assinatura” da identidade de quem fala. Num sistema paralelo, interpreta o que esse orador está dizendo.

Em várias brincadeiras infantis, como a chamada cabra-cega, mesmo com os olhos fechados a criança sabe quem está falando e o que a pessoa diz. Mas descobrir o que se fala e quem discorre, a partir apenas da análise da atividade cerebral, era uma incógnita para os cientistas. Em busca de uma resposta o pesquisador Elia Formisano, da Universidade de Maastricht, na Holanda, e sua equipe descobriram como o cérebro consegue realizar essa proeza. O estudo foi publicado na edição desta semana da revista “Science”.

A partir dos dados e das imagens da ressonância magnética, os pesquisadores descobriram que o córtex auditivo, localizado atrás da orelha — no lobo temporal –, é a parte do cérebro que descobre quem está dizendo e o que essa pessoa fala. E constataram que os circuitos cerebrais responsáveis por identificar as vogais faladas e os oradores não são necessariamente as mesmas. A mente utiliza maior atividade cerebral para entender os sons do que reconhecer as pessoas.

A equipe de Formisano também notou que existem outras partes do cérebro responsáveis por essa função. Elas se dão nos locais de processamento neuronais mais sofisticados, como as áreas do entendimento e da razão. E percebeu que certos padrões se repetem e podem ser identificados, dependendendo de quem está falando e o que está sendo dito.

“Como impressões digitais, o traço neural de uma palavra não muda dependendo de quem fala. O traço neural do falante não muda dependendo do que ele diz”, afirma o cientista ao G1. Dessa maneira, a pesquisa mostra que é possível construir um “sistema de reconhecimento vocal” com base nas medições dos sinais do cérebro de um ouvinte.

Ao ouvir alguém, regiões azuis do cérebro identificam o falante; área vermelha interpreta conteúdo da fala. (Foto: Divulgação/Science)

Para verificar como seria possível realizar esse “grampo cerebral” — uma alusão biológica à escuta telefônica –, sete voluntários fizeram ressonância magnética cerebral funcional — aquela que observa a atividade do cérebro — enquanto ouviram três pessoas diferentes pronunciarem as vogais “a”, “i” e “u”. Assim, o grupo de cientistas observou quais partes do cérebro eram ativadas. Em seguida fez uma análise das imagens obtidas utilizando um algoritmo — fórmula matemática freqüentemente usada em computação — criado por eles. Com isso, conseguiram identificar os padrões associadas a cada uma das vogais ou a cada um dos falantes.

A próxima etapa dos pesquisadores será a tentativa de reproduzir resultados semelhantes em situações mais complexas e realistas. “No atual experimento, as vozes e as pessoas falando foram apresentadas de forma isolada”, explica. “No entanto, na vida real, estamos rodeados por muitos sons que são sobrepostos uns aos outros”, completa. Como o nosso cérebro trabalha tão bem para separá-los e como esse órgão tem a noção de que som é mais relevante ainda um mistério. “Pense em uma conversa em uma estação ferroviária que é perturbada pela chegada de um trem ruidoso. Como você pode ainda reconhecer o que seu amigo está dizendo?”, reflete Formisano.

Aplicações para valer

À primeira vista, o estudo parece mais uma curiosidade do que qualquer outra coisa. Afinal, ouvir e reconhecer o que e quem fala são tarefas cotidianas. As pessoas que não possuem problemas neurológicos ou alguma doença relacionada à audição conseguem executar a tarefa. Porém, nos casos de derrame cerebral, esclerose múltipla ou lesões causadas por doenças, o estudo ajudará a descobrir que área do cérebro foi afetada.

“Esse conhecimento pode ser relevante para a engenharia criar dispositivos mais eficientes de reconhecimento automático de voz e fala ou aparelhos auditivos com um desempenho melhor do que os atualmente existentes, problemáticos especialmente em ambientes ruidosos”, explica o pesquisador. E, quem sabe no futuro, o estudo servirá como base para corrigir esses problemas usando a robótica ou as células-tronco.

Também, daqui muitos anos, será possível grampear cerebralmente suspeitos de crimes graças à descoberta? Benito Damasceno, professor de neurologia e neuropsicologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acredita que isso é inviável. “Descobrir o que as pessoas ouvem e quem fala com elas por meio da atividade cerebral seria uma maravilha para as polícias mundiais”, diz.

Já o pesquisador holandês é mais otimista: “Em princípio, será possível descobrir a identidade e fala pelo cérebro do ouvinte, apesar de que precisamos trabalhar muito mais para isso”.

Dificuldades em estudar o cérebro

Damasceno explica que, hoje em dia, é impossível descobrir o conteúdo das frases que uma pessoa ouve a partir da sua atividade cerebral. “Nós podemos supor sobre o que a pessoa fala, mas não o pensamento”, diz. De forma geral, em todas as pessoas, do lado esquerdo do órgão se processam os fonemas. E do lado direito, o som de maneira geral, como o canto dos pássaros.

Estudar o cérebro — e fazer mais descobertas — é complexo. Segundo o neurologista, as principais dificuldades se dão porque é inviável separar registros da fala de outras emoções e lembranças que possam estar associadas a ela. Ao reconhecer a voz de alguém, independente do que é dito, o cérebro “liga” determinadas áreas. “Além disso, as atividades cerebrais podem variar de acordo com cada pessoa. O cérebro de um analfabeto pode reproduzir ‘caminhos’ de atividades ou ligações diferentes de alguém mais culto, por exemplo.”

Fonte: G1

Descoberto gene que ativa reparação de células em doenças como Alzheimer 30/10/2008

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Roma, 30 out (EFE).- Cientistas italianos descobriram que o gene receptor GPR17 exerce um importante papel nas doenças neurodegenerativas ativando a reparação das células em processos de grave lesão cerebral, como o mal de Alzheimer.

Esta descoberta, feita por pesquisadores de várias universidades italianas e publicada nesta quinta-feira pela revista “Plos one”, explica o fenômeno da auto-reparação celular do cérebro e apresenta novas possibilidades no tratamento das doenças neurodegenerativas.

“Ao contrário do que se pensava até agora, o processo de geração de novas células nervosas e de reparação dos circuitos cerebrais também pode começar na idade adulta, com a potencialização deste gene”, explicou María P. Abbracchio, responsável pela pesquisa.

O estudo dos cientistas italianos analisa a forma na qual se pode ativar a capacidade do cérebro de se reparar: conseguir que as células progenitoras imaturas, semelhantes às células-tronco e também presentes no cérebro adulto, gerem novas células nervosas.

Isto é possível graças ao gene GPR17, que permite a algumas células nervosas receber uma espécie de sinal de emergência após o dano cerebral, para que assim se comece o processo de reparação.

O estímulo do gene receptor GPR17 “aumenta notavelmente o amadurecimento destas células para formas mais especializadas, com vistas a reformar a mielina”, sistema que permite a transmissão dos impulsos nervosos entre diferentes partes do corpo graças a seu efeito isolante, aponta Abbracchio.

Os pesquisadores propõem agora oferecer tratamentos aos pacientes com doenças neurodegenerativas – como a esclerose múltipla – que consigam potencializar a atividade do GPR17.

Fonte: G1

Cientistas da USP criam primeiras células-tronco embrionárias brasileiras 30/09/2008

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Avanço marca início das pesquisas feitas com amostras nacionais no país. Foram precisos pouco mais de 30 embriões para obter linhagem estável.

A ciência brasileira acaba de obter a primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas em solo nacional. O avanço inédito, obtido por pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, deve ser anunciado na manhã desta quinta-feira em Curitiba, durante um simpósio de terapia celular ocorrendo naquela capital.

O sucesso foi uma combinação de muito suor e alguma audácia por parte do grupo liderado por Lygia da Veiga Pereira, uma vez que a liberação definitiva para a produção de células-tronco embrionárias humanas só veio com a decisão do Supremo Tribunal Federal, em maio de 2008, que julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei de Biossegurança, que havia sido aprovada pelo Congresso em 2005.

Se o grupo tivesse começado as pesquisas apenas após o julgamento no Supremo, não teria sido possível avançar tão depressa. “Na verdade, em 2005 as pesquisas haviam sido liberadas. A existência da ação de inconstitucionalidade não proibia. Essa foi a minha interpretação”, conta Pereira.

Ela usa como argumento que seu projeto foi aprovado pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e recebeu financiamento já em 2006. “Entendi isso como um sinal para ir adiante.”

Mas nem tudo foram flores. Por conta da insegurança jurídica, houve gente no grupo de Pereira que teve a bolsa de estudos negada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que temia uma proibição mais adiante. Mesmo assim, com o auxílio de verbas federais e de instituições privadas, o grupo prosseguiu.

E, cerca de três meses atrás, após 35 tentativas, os cientistas conseguiram extrair a primeira linhagem estável de células-tronco a partir de um embrião. Desde então, os pesquisadores passaram a multiplicar essas células. Finalmente, algumas semanas atrás, conseguiram determinar que as células obtidas eram pluripotentes — podiam se transformar em qualquer tipo de tecido.

É exatamente por isso que as células-tronco embrionárias são tão cobiçadas. Agindo como curingas celulares, elas são teoricamente capazes de se transformar em qualquer tipo de célula que existe no corpo humano. Por isso há a esperança de que possam, no futuro, ser aplicadas em tratamentos de doenças hoje incuráveis, restabelecendo a saúde a órgãos ou tecidos danificados. Entre as muitas enfermidades que poderão um dia ser combatidas com terapia celular estão diabetes, mal de Parkinson e problemas cardíacos.

“Já vimos nossas células se transformarem em neurônio e músculo”, diz Pereira. “Pretendemos fazer agora testes em animais, para confirmar essa pluripotência.”

Células-tronco 2.0

A primeira linhagem brasileira de células-tronco já se beneficiou dos esforços obtidos por grupos estrangeiros que se mostraram equivocados. No início das pesquisas nos EUA, as células eram cultivadas junto com tecido animal, o que acabava produzindo uma contaminação permanente e impedindo seu uso em futuros testes clínicos.

No Brasil, aprendendo com os erros dos outros, o grupo de Lygia da Veiga Pereira evitou essa técnica e partiu para formas mais modernas de cultivar as células. “De certo modo, estamos com isso mais perto de trazer essas células-tronco para um cenário de testes clínicos. É como se fosse uma versão 2.0”, diz.

“Em 1998, surgiu a primeira linhagem de células-tronco embrionárias nos Estados Unidos. Em 2008, produzimos a primeira linhagem no Brasil”, relata Pereira. “Nós, trabalhando com o grupo do Stevens [Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro], estamos tentando recuperar o tempo perdido.”

Pereira deseja continuar multiplicando essas células em laboratório, para poder fornecê-las para outros grupos interessados no uso para pesquisa. “Já temos projeto para isso”, conta.

Da biologia para a medicina

Por enquanto, a imensa maioria dos trabalhos com células-tronco embrionárias tratam muito mais de ciência básica do que de tentar desenvolver tratamentos clínicos. Com as pesquisas brasileiras, não vai ser diferente.

Isso porque existem muitos riscos envolvidos com a inserção de células-tronco embrionárias em pacientes. Em animais, uma célula-tronco embrionária à solta já mostrou que pode se transformar num teratoma — uma espécie de câncer composto por todo tipo de tecido, de forma desordenada.

Para evitar que algo similar possa acontecer com humanos, os cientistas estão se acautelando e garantindo que tenham um entendimento completo de como controlar a diferenciação das células-tronco, de forma que ela produza só o bem, e nunca o mal.

“Na verdade, já sabemos bem como fazer a diferenciação, vários estudos já fizeram isso com muito sucesso”, afirma Pereira. “O que ainda é difícil é ter segurança. Quando você insere no organismo, será que sobrou alguma célula não-diferenciada que pode virar outra coisa?”

É uma pergunta dificílima de responder. E, segundo Pereira, o processo para solucionar a questão é totalmente empírico. “É basicamente pôr no bicho e ver se forma alguma coisa. E o que estamos vendo é que, em muitos casos, nada de anormal aparece.”

Para a pesquisadora brasileira, os primeiros testes clínicos com células-tronco embrionárias já estão próximos. “Tem uma empresa nos EUA que já entrou com um pedido para fazer”, diz. “Antigamente, eu costumava sempre responder a isso com, ah, em cinco a dez anos. Mas agora já acho que no ano que vem teremos o primeiro teste clínico com células-tronco embrionárias no mundo.”

Fonte: G1

Pesquisa transforma célula adulta em célula-tronco polivalente sem alterar DNA 29/09/2008

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Vírus usado para conseguir feito não integra material genético às células. Para brasileiros, passo é interessante, mas ainda não é ideal para terapia.

Aos poucos, o sonho de usar uma célula comum do organismo humano adulto e reprogramá-la para que ela volte a um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias (CTEHs), podendo reconstruir qualquer tecido ou órgão danificado, vai ficando mais perto da realidade. Desta vez, pesquisadores nos Estados Unidos conseguiram usar vírus não-patogênicos (ou seja, não-causadores de doenças) para induzir essa reprogramação sem que eles alterassem diretamente o DNA das células estudadas.

Mathias Stadtfeld e Konrad Hochedlinger/Divulgação

Células marcadas com corante verde se tornaram capazes de diferenciação em virtualmente qualquer tecido (Foto: Mathias Stadtfeld e Konrad Hochedlinger/Divulgação)

O trabalho liderado por Konrad Hochedlinger, do Centro de Câncer e Medicina Regenerativa do Hospital Geral de Massachusetts, apresenta-se como um passo possivelmente decisivo rumo aos testes terapêuticos com essas células, uma vez que aparentemente não restam traços do vírus reprogramador após a “metamorfose” das células. No entanto, para uma dupla de pesquisadores brasileiros, o ponto ideal ainda não foi alcançado. “O uso de compostos químicos seria una alternativa aos vetores virais”, disse ao G1 Stevens Kastrup Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que comentou o estudo junto com sua aluna Bruna Paulsen.

“Só assim o processo de reprogramação celular poderia ter aplicação segura e prática”, completa Paulsen. Mesmo assim, segundo os dois, o protocolo de Hochedlinger e companhia “é conceitualmente melhor que os publicados antes”.

Sonho de pluripotência

Antes? Sim, porque uma das áreas mais agitadas da biologia molecular e celular dos últimos meses tem sido o estudo das células iPS, ou células-tronco pluripotentes induzidas. “Pluripotência” é justamente a capacidade até hoje encontrada apenas nas células-tronco embrionárias de virar qualquer tecido (menos placenta, para ser exato), e a indução se refere ao uso de certos genes para “convencer” células adultas a retornar a esse estado versátil.

Até agora, esses genes eram “entregues” por vírus modificados especialmente para a tarefa, que faziam esse material genético se integrar no DNA das células adultas. Ou seja, uma terapia baseada nelas envolveria a adição de células transgênicas ao organismo do doente — algo inaceitável, pelo menos por enquanto.

No estudo de Hochedlinger e colegas, publicado na web pela revista especializada americana “Science”, os mesmos genes normalmente usados para modificar o DNA das células humanas pegam carona num adenovírus. “É característica dos adenovírus a baixa integração ao DNA”, lembra Bruna Paulsen. Mesmo assim, as proteínas cuja receita está contida nesses genes-chave foram produzidas e fizeram com que células do fígado e de outros tecidos de camundongos virassem iPS, ou seja, voltassem ao estado versátil.

Apesar do aparente sucesso, os brasileiros aconselham cautela. “Os autores fizeram vários testes, que indicaram que não houve qualquer integração [do DNA viral no das células de camundongos], mas eles não podem descartar uma integração de pequenas porções do DNA do adenovírus — mais um motivo para dizer que o ideal mesmo seria não precisar de vetores virais”, arremata Rehen.

Fonte: G1

SUS obrigado a custear coleta de células-tronco 10/09/2008

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Família ganha na Justiça direito de coletar células-tronco de bebê, com custos pagos pelo SUS

Bom Dia São Paulo A pequena Sara pode ajudar na cura da irmã - Reprodução TV Globo

SÃO PAULO – Em decisão inédita na Justiça paulista, uma família de São José do Rio Preto, a 451 km de São Paulo, ganhou o direito de coletar células-tronco do cordão umbilical de um bebê recém-nascido com procedimento custeado pelo Estado. O material pode ajudar na cura de Julia Guilarduce, de 8 anos, irmã da pequena Sara. O procedimento de R$ 5 mil foi custeado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), já que a família não tem condições de arcar com os custos.

Julia teve leucemia diagnosticada há um ano. Na família não há doadores compatíveis.

– Estamos muito alegres e esperançosos de que tudo vai dar certo – conta a mãe de Julia e Sara, Veronica.

– Depois de diagnosticada a doença, em dois meses eu engravidei. Quando eu fui no meu ginecologista, ele que me alertou, eu expliquei da Júlia. Ele falou assim ‘vai ser a cura da sua filha’ – diz Veronica.

Julia teve leucemia diagnosticada há um ano - Reprodução TV Globo

O material coletado foi enviado para exame de compatibilidade em São Paulo. O resultado deve sair em 15 dias. A chance de compatibilidade entre as células-tronco de Sarah e de Julia é de 75%.

– Existem vários casos de sucesso com esse tratamento, então é uma chance que ela vai ter – explica o ginecologista Ricardo Garcia.

Julia nasceu saudável, com 3,740 kg e 49 centímetros.

– Tenho tanto a felicidade de ganhar mais um filho, e também há a possibilidade de curar a minha filha – conta o pai das meninas, Ricardo.

Fonte: O Globo Online