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Vitamina D na gravidez pode influenciar risco de esclerose múltipla em bebês 11/04/2013

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Absorção de vitamina D está relacionada ao nível de exposição ao sol

O desenvolvimento do sistema imunológico dos bebês recém-nascidos e os níveis de vitamina D no corpo podem variar de acordo com o seu mês de nascimento, de acordo com pesquisa de cientistas das universidades Queen Mary, de Londres e Oxford. O estudo proporciona uma provável explicação biológica sobre risco para o desenvolvimento de esclerose múltipla, de acordo com o mês de aniversário. O trabalho também indica a necessidade de mais pesquisas sobre os potenciais benefícios da suplementação de vitamina D durante a gravidez.

Cerca de 100 mil pessoas no Reino Unido têm esclerose múltipla, uma condição neurológica incapacitante na falta de tratamento, em que o próprio sistema imunológico do corpo danifica o sistema nervoso central. O problema interfere a transmissão de mensagens entre o cérebro e outras partes do corpo e conduz a danos a visão, controle muscular, audição e memória.

Acredita-se que o desenvolvimento da esclerose múltipla é resultado de uma complexa interação entre genes e ambiente. Uma série de estudos populacionais têm sugerido que o mês você nasceu pode influenciar o risco de desenvolver esclerose múltipla. Este efeito “mês de nascimento” é particularmente evidente na Inglaterra, onde o risco de esclerose múltipla tem seu pico para indivíduos nascidos em maio e menor incidência naqueles com aniversário em novembro. A vitamina D é formada através da pele quando exposta à luz solar, e o efeito “mês de nascimento” tem sido interpretado como uma evidência de uma função pré-natal para a vitamina D.

No Brasil, onde as estações do ano são opostas às do Hemisfério Norte, a maior parte do território fica em clima tropical, e a incidência de luz solar é completamente diferente da observada no Reino Unido, a relação entre os meses não pode ser a mesma.

Neste estudo, as amostras de sangue do cordão umbilical – o sangue extraído do cordão umbilical de um bebê recém-nascido – foram retirados de 50 bebês nascidos em novembro e 50 nascidos em maio, entre 2009 e 2010, em Londres.

O sangue foi analisado para medir os níveis de vitamina D e dos níveis de células T autorreativas. As células T são as células brancas do sangue que desempenham um papel crucial na resposta imunológica do corpo, identificando e destruindo agentes infecciosos, como vírus. No entanto, algumas células T são autorreativas e capazes de atacar as células do próprio corpo, provocando doenças autoimunes, e devem ser eliminadas pelo sistema imunológico durante o seu desenvolvimento. Este trabalho de processamento de células T é realizado pelo timo, um órgão especializado no sistema imunológico, localizado na cavidade torácica superior.

Os resultados mostraram que os bebês tinham níveis significativamente mais baixos de vitamina D (cerca de 20% do que os nascidos em novembro) e níveis significativamente mais elevados (aproximadamente o dobro) dessas células T autorreativas potencialmente prejudiciais, em comparação com a amostra de bebês nascidos em novembro.

– A correlação com a vitamina D sugere que este pode ser o controlador do efeito “mês de nascimento”. Existe uma necessidade de estudos a longo prazo para avaliar o efeito da suplementação com vitamina D em mulheres grávidas, e o consequente impacto sobre o desenvolvimento do sistema imunológico e do risco de esclerose múltipla e outras doenças autoimunes – disse Sreeram Ramagopalan, coautor do estudo e professor de neurociência da Escola de Medicina e Odontologia de Londres, parte da Universidade Queen Mary.

Fonte: Portal ORM

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