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Prevenção da Disfunção Erétil 05/01/2009

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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A Disfunção Erétil (DE) é uma perturbação que afeta mais de meio milhão de Portugueses, podendo ser secundária ao aparecimento de outras doenças ou situações clínicas, algumas das quais podem ser evitadas, e com o seu correto controlo minimizar os efeitos.

Causas da Disfunção Erétil

Quanto à origem da disfunção erétil é habitual dividi-la em psicogénica e orgânica, contudo, o diagnóstico mais frequente prende-se com situações mistas, ou seja, quando os factores psicogénicos e orgânicos que se encontram de tal forma interligados, tornam a sua separação difícil.

Cerca de 50% dos casos diagnosticados são factores de ordem psicológica, tais como, ansiedade, depressão, problemas conjugais e angústia de desempenho que estão na origem da disfunção eréctil. É cada vez mais comum observarmos indivíduos jovens (30,40 anos), com profissões de risco (Corretores de bolsa, Gestores, etc.), portadores de disfunção eréctil. Ao evitar as situações atrás descritas, estaremos a fazer a prevenção da disfunção eréctil.

A disfunção eréctil de origem orgânica é, de uma forma geral, consequência de doenças, ou situações clínicas que conduzem a uma deterioração dos Vasos (Artérias e Veias) e Nervos implicados na erecção, ou que interferem com a produção de testosterona (hormona masculina por excelência), também ela importante na obtenção de erecções de boa qualidade e na manutenção da libido (Desejo).

O tabaco e o álcool têm um papel fundamental e muitíssimo importante no aparecimento e/ou agravamento da disfunção eréctil, pois o seu efeito directo e nefasto nas paredes das artérias e veias provocam uma diminuição do aporte de sangue ao pénis e, consequentemente, o aparecimento de disfunção eréctil.

Doenças que podem estar na origem da Disfunção Eréctil

As doenças crónicas que se relacionam com o aparecimento ou agravamento da disfunção eréctil são, essencialmente, as sistémicas sendo a principal, pela sua importância, a Diabetes. Calcula-se que cerca de 30% dos indivíduos diabéticos irão desenvolver ao longo da sua vida, alguma forma de disfunção eréctil. A diabetes tem uma acção multifactorial, com repercussão a nível vascular (microangiopatia), neurológico (polineuropatia diabética) e hormonal (baixa de androgénios). Daí a importância do despiste e controlo desta doença, no sentido de evitar o aparecimento da disfunção eréctil ou do seu agravamento.

Para além da Diabetes, as doenças que mais frequentemente são causadoras de disfunção eréctil, são as doenças do foro cardiovascular, nomeadamente a angina de peito e o enfarte do miocárdio. Não podemos esquecer também, a hipertensão arterial e alguns medicamentos utilizados no seu tratamento.

A aterosclerose, a insuficiência renal e hepática são também causas importantes de disfunção eréctil, bem como as doenças do foro neurológico, tais como a Esclerose Múltipla , doença de Parkinson e Alzheimer.

A cirurgia e os traumatismos a nível Neurológico (Lesão da Espinal Medula), Pélvico (Cirurgia, Irradiação, como é exemplo a Prostatectomia Radical), podem também provocar alterações importantes na potência sexual.

O consumo de drogas, como a marijuana, haxixe, barbitúricos e opiáceos (ópio, heroína, cocaína), conduzem ao aparecimento de situações de disfunção eréctil graves, pelo que o seu uso deverá ser evitado por quem preza a sua potência sexual.

Infelizmente, a taxa de homens portadores de disfunção eréctil que procuram ajuda é muito baixa, impondo-se por isso a existência de programas educacionais dirigidos, quer ao público em geral, quer aos profissionais de saúde, permitindo assim a dismistificação de um problema grave, mas que hoje em dia é possível solucionar.

Tratamentos

Os últimos cinco anos foram férteis no aparecimento de medicamentos orais para o tratamento da disfunção eréctil, tornando possível de uma forma segura, cómoda e eficaz o controlo de uma situação que, pela baixa da auto-estima e auto-confiança que provoca, afecta de uma forma violenta a relação do casal e seu ambiente familiar.

Nos casos de disfunção eréctil resistente ao tratamento oral existem outras alternativas nomeadamente:

:: a auto-injecção peniana;
:: os dispositivos de erecção por vácuo;
:: os implantes penianos.

Podemos hoje em dia afirmar que todo o tipo de disfunção eréctil tem tratamento com bons resultados.

Como prevenir esta patologia

No fundo, e para terminar poderemos dizer que uma vida regrada, com a prática de desporto, diminuição de hábitos de Stress, com uma alimentação cuidada, um ambiente familiar sem agressividade e a vivência da sexualidade com naturalidade, bem como o despiste, tratamento ou controlo das doenças crónicas podem prevenir o aparecimento da disfunção eréctil.

O Estado deve assegurar a todos os cidadãos a possibilidade de diagnóstico e tratamento da disfunção eréctil, sem limitações ou discriminações, numa base de acesso aos cuidados de saúde, consignada na Carta Europeia dos Direitos Fundamentais.

Dr. Real Dias
Médico Urologista e Director Clínico do Hospital de Saint Louis

Fonte: Médicos de Portugal

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