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Células-tronco: alerta sobre os sites que oferecem terapias 05/12/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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Cientistas alertaram para o risco de se buscar na internet tratamentos com células-tronco para a cura de doenças.

Em uma análise publicada na edição de dezembro da revista Cell Stem Cell, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, disseram que, embora as clínicas costumem apresentar suas terapias como seguras e eficazes, falta evidência médica concreta sobre os resultados.

A equipe canadense começou a pesquisa com uma busca pelo Google no ano passado, sobre sites que ofereciam tratamentos com células-tronco. Foram analisadas 19 clínicas, sediadas em diversos países, entre eles México, Rússia e China. Os sites promoviam terapias para doenças como Mal de Parkinson, aneurisma, esclerose múltipla, Alzheimer, lesão da medula espinhal e problemas cardiovasculares.

Apesar de todas as clínicas ressaltarem o quanto os tratamentos podiam melhorar a condição do paciente, o estudo concluiu que apenas um quarto delas mencionava os riscos envolvidos na terapia. A maior parte das páginas examinadas tampouco divulgava o custo dos tratamentos, acusaram os autores do estudo. Apenas quatro sites o fizeram, cobrando em média 21.000 dólares pela terapia – sem incluir preços de acomodação e passagem.

Para o ex-presidente da Sociedade Internacional de Pesquisa em Células-Tronco, George Daley, que não participou da pesquisa, esses sites são perigosos. “Eles prometem mais eficácia e segurança do que podem e subestimam e desinformam completamente sobre os riscos”, afirmou, segundo reportagem da agência de notícias Associated Press. “[Tal] marketing exagerado está colocando os pacientes sob risco de exploração financeira, na melhor das hipóteses, e de perigo físico, na pior”.

Na mesma publicação da revista, a Sociedade Internacional de Células-Tronco trouxe novas regulamentações de pesquisa sobre células-tronco, a fim de evitar a prática de tratamentos não comprovados. Entre as regras, o documento afirma que os médicos só podem aplicar tais tratamentos em pequenas amostras de pacientes em condição grave. A análise dos sites pesquisados está disponível no site da revista Cell Stem Cell.

Fonte: Veja.com

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