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Remédio contra leucemia pode combater esclerose múltipla, diz estudo 22/10/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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O remédio Alemtuzumab, elaborado para combater a leucemia, também ajuda a reduzir os sintomas da esclerose múltipla, revelou um estudo divulgado hoje pela revista “New England Journal of Medicine”.

Segundo cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, o medicamento não só impede o avanço da esclerose em pacientes que sofrem as primeiras fases da doença, mas também restabelece algumas funções perdidas.

A esclerose múltipla é uma doença progressiva do sistema neurológico que afeta o Sistema Nervoso Central.

Segundo os neurologistas, a doença, que afeta em maior medida às mulheres, tem sua origem em lesões da mielina, que é a camada lipoprotéica que protege os neurônios.

Os sintomas, que podem durar vários dias e até meses, incluem redução da capacidade de movimento, da atenção e da memória, além de episódios de depressão, dificuldades para falar, enjôos, perda do equilíbrio e problemas de visão.

O estudo, financiado pela farmacêutica alemã Genzyme Bayer Schering Pharma AG, determinou que o remédio reduz o número de ataques sofridos pelos pacientes de esclerose múltipla 74% mais que com o Interferon beta-1a, até agora o tratamento mais eficaz contra a esclerose múltipla.

O que é mais importante, destacou o relatório sobre o estudo, o Alemtuzumab também reduziu o risco de um aumento das incapacidades próprias da esclerose múltipla 71% mais que o Interferon beta-1a.

Os testes do remédio estão na fase II, pelo que ainda é preciso fazer uma investigação mais profunda para que seu uso seja aprovado contra a esclerose múltipla, indicou o relatório.

No entanto, Alastair Compston, professor de neurologia e diretor do Departamento de Neurociências Clínicas da Universidade de Cambridge, tem certeza de que foi possível um grande avanço na luta contra a doença.

“O Alemtuzumab é o medicamento experimental mais promissor para o tratamento da esclerose múltipla e esperamos que os testes da fase III confirmem que pode estabilizar e conseguir uma recuperação do que se acredita até agora incapacidades próprias da doença”, disse.

Fonte: G1

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