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Por uma nova formação 19/10/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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Para melhorar o cenário da saúde, aposta-se na formação de novos médicos com uma velha mentalidade. As atuais diretrizes para os cursos de medicina já contemplam a visão de que a relação com o paciente é o mais essencial, diz Jorge Hetzel, diretor-médico da Santa Casa de Porto Alegre. Antes, a preocupação era formar gente capaz de realizar diagnósticos brilhantes e tratamentos de ponta, mas pouco se fazia para criar um profissional apto a dialogar e a ensinar o paciente a se prevenir. É isso o que todos querem mudar.

Outro ponto-chave é a necessária valorização desse profissional. O triste é que o médico, hoje, ganha por produtividade. Em vez de atender bem dez pacientes, tem de ver 20, 30, 50 doentes por dia para obter um rendimento razoável, afirma Pedro Giavania-Bianchi, gerente de ensino do Instituto de Ciências do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Em muitas clínicas, a orientação é que as consultas sejam feitas de 15 em 15 minutos, enquanto o ideal, independentemente da especialidade, seria que durassem no mínimo entre 45 minutos e uma hora.

O esforço para mudar essa realidade é enorme. Vai demorar, é verdade, para colher frutos. Mas qualquer paciente pode ajudar. Você tem um bom médico? Ele sabe ouvir o que você tem a dizer? Conhece a sua história e capricha no atendimento? Então, aproveite que é outubro, o mês dele, e diga: parabéns, doutor. Porque, para a sua saúde, um bom médico é mesmo um santo
remédio.

Grandes hospitais brasileiros têm promovido reuniões, seminários e pesquisas para manter seus médicos sempre atualizados e incentivar a troca de opiniões sobre casos

Fonte: Revista Saúde! é vital, outubro de 2008

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