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Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informatiza farmácias 12/10/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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Modernização reduzirá tempo de espera dos pacientes por medicamentos excepcionais

Mensalmente a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo distribui 47% de todos os medicamentos excepcionais oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.

São 18 milhões de medicamentos distribuídos em 24 farmácias todos os meses.

Os remédios são muito caros ou destinados a tratamentos de longa duração. Recebem a medicação pacientes transplantados ou com doenças como insuficiência renal crônica, esclerose múltipla e epilepsia.

Até 2005, para receber as drogas, os pacientes enfrentavam até cinco horas de fila. Isso porque todo processo de atendimento era manual.

Para acelerar esse atendimento, em junho de 2005 foi iniciado um projeto de informatização das farmácias que distribuem os medicamentos. Com isso, o tempo de atendimento caiu para quatro minutos, em média.

Além de acelerar o atendimento, o projeto reduziu os custos.

Isso porque os gastos do governo com essa distribuição são ressarcidos pelo SUS, porém, os valores são reembolsados somente se a dose distribuída corresponder ao indicado pelo Ministério da Saúde.

Se alguma dose for dada a mais, o custo deixa de ser repassado ao governo estadual. Como o controle era manual, as chances de erro eram grandes.

“Esses medicamentos representam uma importante parcela financeira gasta pelo Estado.

Sem um controle adequado o faturamento para o ressarcimento desses custos pelo SUS estava comprometido”, afirma André Luiz de Almeida, diretor do Grupo de Informática e Informação em Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Com a informatização, houve um crescimento de 220% na distribuição dos medicamentos excepcionais. Os 18 milhões de remédios distribuídos todos os meses hoje, em 2005 não passavam de 8 milhões.

O sistema também permitiu a compra centralizada, diminuindo o risco de falta de medicamentos, além de organizar o processo logístico da distribuição. “Hoje, todo medicamento distribuído é faturado e ressarcido pelo SUS”, diz Almeida.

Batizado de Medex, o projeto recebeu 1,2 milhão de reais de investimento e incluiu a informatização de 24 farmácias de medicamentos excepcionais. Foram adquiridos quatro servidores e 240 desktops – dez para cada farmácia.

O sistema foi desenvolvido internamente, no ambiente Microsoft Visual Studio, com banco de dados Oracle 10g e ferramentas de modelagem de processos e banco de dados PowerDesigner, da Sybase.

A equipe para desenvolvimento e implantação do projeto contou com 12 pessoas, divididas entre o Grupo de Informática e Informação em Saúde e a Fundação Faculdade de Medicina, parceira do sistema.

A primeira implantação foi realizada como teste, numa farmácia no centro de São Paulo. Logo a equipe de TI identificou um problema de infra-estrutura de comunicação.

“Nós dimensionamos errado o link de comunicação, que é distribuído pela rede IntraGov, do Governo do Estado”, diz Almeida.

Fonte: Site Abril

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