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Tysabri – Olho nos remédios 20/09/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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Autoridades americanas começam a divulgar as drogas que são suspeitas de provocar danos à saúde

Nos últimos quatro anos, a agência americana que controla medicamentos e alimentos, a FDA, tem lutado para recuperar a imagem de instituição independente, imune a pressões da indústria farmacêutica. O escândalo Vioxx, ocorrido em 2004, ainda é um trauma. Na ocasião, a agência demorou a divulgar os relatos de infarto observados em pacientes que tomaram o antiinflamatório. Foi acusada de ter vínculos perniciosos com os laboratórios e de ter colocado em risco a vida de milhões de pessoas. Por causa disso, a FDA foi obrigada a mudar a forma como lida com os relatos de efeitos adversos observados depois que os remédios já estão no mercado. A sociedade – inclusive a brasileira – tem muito a ganhar.

(…)

Outra droga sob investigação é o Tysabri, da Biogen Idec. A droga, aprovada pela Anvisa em agosto, é usada no tratamento de esclerose múltipla. A FDA investiga se o remédio pode causar câncer de pele do tipo melanoma. A empresa afirma não acreditar que exista um risco aumentado de melanoma nos pacientes tratados com o remédio.

 Divulgação TYSABRI

Esclerose múltipla

Unidades vendidas: aguarda aprovação de preço para ser vendido no Brasil

Mercado: aprovado no país em agosto de 2008. É vendido em 36 países

Risco potencial: câncer de pele do tipo melanoma

A lista da FDA deixa margem para muitas dúvidas. A agência já está sendo criticada por grupos de pacientes nos EUA. Muitos alegam que a lista é quase inútil porque faltam detalhes cruciais como o número de casos relatados e a gravidade dos problemas apresentados. A divulgação precoce dos remédios sob investigação pode causar pânico. Os pacientes podem deixar de tomar os medicamentos por conta própria e sofrer sérias conseqüências. Por enquanto não há prova de que esses remédios provoquem graves danos. Mas é bom que a população tenha conquistado o direito de saber que eles estão sendo investigados.

Fonte: Revista Época – Edição 539 – 15/09/2008

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