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Brasileiros gastaram mais de R$ 100 bilhões com saúde em 2005 04/09/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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As famílias brasileiras gastaram R$ 103,2 bilhões com despesas de saúde no ano de 2005, enquanto o governo arcou com R$ 66,6 bilhões e as instituições sem fins de lucro a serviço das famílias desembolsaram mais um R$ 1,8 bilhão. No total, o país gastou R$ 171,6 bilhões com bens e serviços de saúde ou 8% do Produto Interno Bruto (PIB, total de riquezas produzidas no país) daquele ano, mostra pesquisa “Economia da Saúde: uma Perspectiva Macroeconômica 2000 – 2005” divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No período analisado pelo IBGE (2000 a 2005), essas participações variaram pouco ao longo da série (2000 – 2005): a despesa das famílias correspondeu, em média, a 4,9% do PIB nesse período; as despesas do governo foram de 3,2% do PIB; e as das instituições sem fins de lucro a serviço das famílias, de 0,1% do PIB.

Em relação ao total das despesas relacionadas à saúde, a administração pública respondeu, em 2005, 38,8%, enquanto as famílias ficaram com 60,2%, e as instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias, com 1,0%.

Ao longo da série histórica (2000-2005), a principal despesa de consumo final das famílias foi com o item outros serviços relacionados com atenção à saúde que inclui consultas e exames, produzidos principalmente em ambientes ambulatoriais. Os medicamentos (média de 1,6% do PIB entre 2000 e 2005) também tiveram um peso significativo na despesa das famílias.

Mesmo sendo menor do que os gastos das famílias, a saúde pública é a principal despesa de consumo final das administrações públicas (passou de 2,4% a 2,6% do PIB, entre 2000 e 2005). A administração pública tem também despesas com serviços de atendimento hospitalar e outros serviços relacionados com atenção à saúde – serviços mercantis que o governo adquire para oferecer gratuitamente às famílias. Entre 2000 e 2005, as despesas do governo com esses serviços de saúde mercantil caíram como percentual do PIB, chegando, em 2005, a 0,5% do PIB.

Setor cresceu 5,9% e respondeu por 3,9 milhões de empregos em 2005

No geral, as atividades ligadas à saúde no Brasil geraram R$ 97,3 bilhões de valor adicionado ao PIB e saúde pública foi 33,4% desse total. Embora a participação do valor dessas atividades no total gerado pela economia tenha tido uma relativa queda entre 2000 (5,7%) e 2005 (5,3%), elas vêm apresentando sucessivas taxas de crescimento real nesse período, chegando a 5,9% em 2005; Em 2001, esse crescimento foi de 4,1%; em 2002, de 1,8%; em 2003, de 0,9%; em 2004, de 3,0%.

Em 2005, as atividades de saúde respondiam por 3,9 milhões de empregos, (4,3% do total do país) a maior parte deles (2,6 milhões) com vínculo formal e pagavam um rendimento médio anual de R$ 15,9 mil. As famílias brasileiras respondiam, naquele ano, por 60,2% do total das despesas com bens e serviços de saúde, sendo os gastos com consultas e serviços médicos em geral e medicamentos os mais importantes.

A indústria farmacêutica, após um período de retração entre 2001 e 2003, voltou a crescer em 2004 (3,5%) e apresentou um crescimento significativo em 2005 (12,6%). O comércio de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e odontológicos acompanhou essa trajetória. Já os serviços de atendimento hospitalar apresentaram um único ano de crescimento superior ao da economia da saúde (2001, com 4,2%).

Entre 2004 e 2005, tiveram aceleração em suas taxas de crescimento as seguintes atividades: saúde pública (de 0,0% para 4,1%); outras atividades relacionadas à saúde (de 5,7% para 7,6%), comércio de produtos farmacêuticos (de 5,7% para 12,2%) e fabricação de produtos farmacêuticos (de 3,5% para 12,6%).

Fonte: O Globo Online

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