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Dificuldades para embarcar em aeroportos com seringas de medicamentos 11/08/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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Mensagem do leitor Júlio César Machado (texto de responsabilidade exclusiva do autor):

Alguém já enfrentou dificuldades para embarcar em aeroportos com seringas de medicamentos para EM (como COPAXONE ou REBIF)?

Abaixo, transcrevo a íntegra da carta que encaminhei hoje à GOL, para prevenir qualquer obstáculo no embarque com as seringas. Se alguém tiver alguma informação sobre como se deve proceder para embarcar com as seringas, eu agradeço imensamente.

Júlio César Machado

REF.: Transporte de paciente que faz uso de medicação injetável perecível (COPAXONE injetável, 15 seringas preenchidas para tratamento de esclerose múltipla, durante 15 dias)

Prezados Senhores,

Possuímos 2 reservas confirmadas para o mês de dezembro próximo, com os seguintes localizadores: V6KHAB e M26VPY, ambas em nome de JÚLIO MACHADO, IZAURA RECH, NÁDIA MACHADO e TÂNIA MACHADO, nos trechos Campo Grande/Guarulhos/Porto Alegre ida e volta.

A passageira NÁDIA MARIA MACHADO é portadora de esclerose múltipla, doença neurológica degenerativa sob controle mediante uso de medicamento injetável em doses diárias.

Locomove-se e comporta-se normalmente e não necessita de cuidados adicionais, exceto quanto às doses diárias do medicamento. Nessa viagem, precisamos levar 15 seringas pré-enchidas (o medicamento vem, de fábrica, dessa forma, em seringas preparadas para uso diário em embalagens lacradas individuais), cada uma delas com agulha capilar 27G1/2” (bastante fina). As agulhas não podem ser retiradas das seringas, pois cada conjunto é embalado assepticamente de fábrica, em Israel.

O medicamento tem que ser levado conosco, pois não é encontrado em farmácia: é fornecido mensalmente pelo SUS mediante processo administrativo individualizado, onde o Governo Federal obrigou-se a fornecer esse tipo de medicação de alto custo e fabricação estrangeira, aos portadores de esclerose múltipla.

Todo esse pacote de 15 seringas cabe perfeitamente na bolsa, e pesa menos de 100 gramas. Juntamente com as seringas, colocamos uma bolsa de gelo em gel, que é capaz de conservar a temperatura das seringas por cerca de 10 horas, evitando a perda da medicação por aquecimento.

Em todos os trechos da viagem, não haverá necessidade de aplicação do medicamento durante o vôo, pois a dose diária será por nós administrada antes do check-in.

Nossa preocupação é com o ingresso na área de embarque com essas pequenas seringas. Atualmente, é notória a preocupação excessiva e desproporcional com a segurança dos vôos, e tememos que nosso embarque possa ser obstado se levarmos as seringas de medicamentos na bagagem de mão.

Não podemos realizar a viagem sem as seringas: a medicação tem que ser administrada diariamente, e não se encontra em farmácia. Na hipótese de perda, por deterioração ou por extravio, a medicação NÃO É REPOSTA pelo SUS, nem pode ser adquirida diretamente. Informações sobre o medicamento encontram-se no site http://www.copaxone.com

Não podemos, portanto, despachar as seringas com medicamentos juntamente com as malas, pois estas correm sempre o risco de extravio, risco tão presente e inerente que leva as companhias aéreas a fixarem um valor irrisório de reparação por quilograma de mercadoria despachada.

Eventual extravio de bagagem com as seringas implicaria perda da medicação por aquecimento, ou mesmo o extravio definitivo das doses.

Ficamos, portanto, no seguinte impasse: Não podemos despachar as seringas de medicamentos com as malas, pelo risco de extravio ou de aquecimento; e também não podemos embarcar com as seringas na bagagem de mão, por risco de impasse junto à segurança aeroportuária.

Entrei em contato telefônico, nesta data, com o setor de Venda Nacional de Passagens da GOL (Protocolo 599056) e posteriormente com o SAC da GOL (Protocolo 599153).

Em primeiro lugar, SURPREENDI-ME com a inexistência de informação em casos semelhantes. Fiquei surpreso, e indago se nunca houve outro passageiro portador de esclerose múltipla que pudesse ter suscitado os mesmos questionamentos que apresentei.

Pelo atendimento telefônico, após certa espera, recebi a orientação para que eu próprio telefonasse ao SERVIÇO DE TRANSPORTE DE CARGAS DA GOL (Gol-Log), e relatasse o problema a eles, solução que não é satisfatória, pois não é justo e chega a ser discriminatório que eu tenha que desembolsar qualquer quantia adicional para transportar medicamentos que devem acompanhar o passageiro para uso diário sob prescrição médica.

Não tenho dúvidas que a solução DEVE PARTIR DA GOL. Comprei passagem dessa companhia e espero que ela se digne a oferecer um nível mínimo de flexibilidade e de bom atendimento aos passageiros portadores de necessidades especiais.

Temos toda a documentação médica da Nádia Machado, e podemos demonstrar caso seja necessário, que ela precisa do medicamento e que o medicamento não pode ser transportado como carga nem ser despachado.

Se a logística do transporte dessas seringas vier a ser feita pela Gol-Log, ainda assim É IMPRESCINDÍVEL que a medicação vá no mesmo vôo que a passageira, pois qualquer atraso ou extravio significaria necessariamente a interrupção do tratamento.

Nessa hipótese, não cabe a mim contactar essa terceira empresa, mas cabe à Gol contactá-la sem custo, viabilizando um tratamento isonômico aos passageiros.

Como salientei, as agulhas são menores do que as agulhas de insulina, e o medicamento não equivale a qualquer espécie de droga que pudesse colocar o vôo em risco.

Diante de toda essa exposição, e confiantes no respeito que a Gol dirige aos seus passageiros, PEDIMOS A VOSSAS SENHORIAS:

_Que autorizem o transporte do pequeno pacote de seringas no interior da cabine (as mesmas jamais serão utilizadas durante o tempo de vôo), no cofre da tripulação ou com um comissário de bordo;

_Que nos informem por escrito sobre como proceder para que as seringas acompanhem o mesmo vôo, sem o risco de extravio ao qual ordinariamente estão sujeitas as bagagens comuns.

Aguardo Breve resposta de Vossas Senhorias.

Obrigado,
JÚLIO CÉSAR MACHADO

Comentários»

1. márcia - 14/08/2008

Julio,

Fiz duas viajens ao exterior no ano passado e neste ano, levando avonex (1 injeção por semana) que deve manter-se refrigerada.
Levei-as na bagagem de mão e junto uma carta do médico esclarecendo à quem interessase que era um medicamento para portador de eslerose multipla.
Não tive nenhum problema.
Isso deve ocorrer apenas com a GOL.

Lamento que tenha ocorrido

2. elena - 17/08/2008

Com a companhia Alitalia o problema foi so no check in, porque eu avisei que levaria comigo na bagagem de mao uma caixa de rebif. Dizia a atendente que “era muita coisa”, mas quando fui falar com a responsavel da segurança do aeroporto, que depois de perguntar se eu tinha a prescriçao do medico, confirmou que nao tinha nenhum problema.

3. Edilene - 20/08/2008

Eu também, em vôos nacionais ou internacionais, não tive problemas. Levo o Betaferon sempre em bagagem de mão, na temperatura adequada, e tenho comigo a receita e a bula do medicamento. Jamais tive qualquer problema. Para viagens ao exterior, solicitei ao meu médico a receita também em inglês. Tudo certo, ninguém jamais ousou me contrariar… Uma vez, em Curitiba, os funcionários da Infraero chamaram a agente da ANVISA para autorizar. Ela viu meus documentos (nem olhou o meu remédio…) e me desejou boa viagem.

4. Mariana - 23/09/2010

Boa tarde. Me chamo Mariana e sou portadora de E.M e faço uso 3x por semana de Rebif 22. Minhas dúvidas também, são quanto ao check-in ao levar a medicação, possuo todos os papeis necessarios, laudo médico, receituário, carteirinha que comprova que sou portadora da mesma, etc… Porém, no momento do check-in corro o risco de não embarcar com a medicação, e também tenho duvidas quanto ao transporte da medicação posto que, a viagem é para itália e pode demorar cerca de 26 horas no total, entre atrasos. Alguém poderia me ajudar? Sou marinheira de primeira viagem. Grata.

p.s: estou levando 3 caixas de rebif, contendo 12 seringas cada.

5. Mariana - 11/02/2011

Olá. Gostaria de saber mais quanto ao manuseio da medicação Rebif, faço uso da medicação e vou fazer uma viagem internacional pela primeira vez e cerca de 16 horas. Peço a ajuda de todos. Att, Mariana.

6. Ericksen - 10/10/2011

Olá meu nome é Ericksen e também tenho a mesma dúvida do Júlio. Estou prestes a fazer uma viagem aos EUA pela companhia aérea AEROMEXICO e como sou portador de uma doença chamada ESPONDILITE necessito transportar uma medicação de nome ENBREL disponibilizada pelo SUS e ministrada 1 seringa por semana. Fiquei muito surpreso com a falta de informação e preparo de atendentes em informar qual o procedimento para se voar sem problemas.

Pelo que verifiquei, somente a receita em inglês e/ou português já seria o suficiente para não enfrentar problemas durante a viagem. Existe alguma outra dica que posso adotar?

Muito obrigado a todos que contribuiram com as respostas.

7. Flavia - 26/05/2012

Estou fazendo minha primeira viagem ao exterior depois do diagnóstico no próximo mês (junho) e tenho examente essas duvidas. Uso o Copaxone e a minha médica me entregou somente uma carta (ingles e portugues) informando que eu uso o medicamento diariamente. Estou na dúvida se é suficiente. Descerei em Portugal, passarei pela imigração lá e depois sigo para Suiça e Italia. Serão 23 dias de viagem e tratamento.
Queria saber se alguém já passou por situação parecida…

Obrigada, Flavia


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