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Cafeína: nova esperança para a esclerose múltipla 02/07/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Estudos revelaram que camundongos que ingeriram o equivalente a seis a oito xícaras de café por dia apresentaram menores possibilidades de desenvolver uma doença semelhante à esclerose múltipla. A expectativa dos especialistas é que os resultados obtidos possam ser utilizados também em humanos.

De acordo com os cientistas, pode ser que a cafeína ajude a prevenir danos no sistema nervoso. No entanto, eles aconselham não passar de cinco xícaras de café por dia, uma vez que várias doses podem favorecer o desenvolvimento de diabetes. Enquanto os fatores da reação em cadeia que levam à múltipla esclerose não são completamente revelados, um determinado momento cerca a entrada dos leucócitos no sistema nervoso central.

Uma vez lá dentro, eles acionam ataques “auto-imunes”, de forma gradual e progressiva, destruindo as grossas mielinas que protegem os nervos. Os tratamentos atuais contra a esclerose múltipla se limitam apenas a reduzir o progresso da doença, quando já estiver estabelecida.

Através de um procedimento denominado pelos cientistas de “encefalomielite auto-imune experimental”, foi possível “imitar” o desenvolvimento da esclerose múltipla em humanos. Um dos efeitos da cafeína observados tanto em ratos como em humanos diz respeito a uma molécula chamada adenosina, relacionada ao sono e à produção de energia.

Quando as cobaias ingeriram cafeína, não foi possível conectar a adenosina a um determinado receptor na superfície das células. Por isso, os cientistas acreditam que cause um efeito indireto na entrada dos leucócitos no sistema nervoso em uma parte do cérebro conhecida como coróide plexus. Além disso, as cobaias não desenvolveram a doença.

“Por muitos anos, fizeram inúmeras descobertas sobre a prevenção da esclerose múltipla em cobaias. Mas, transformar esses resultados em terapias efetivas para humanos é um desafio. Baseados nesses dados do estudo, não aconselhamos a mudança no consumo de cafeína”, explicou um porta-voz das Associação para Esclerose Múltipla.

Fonte: SRZD – Sidney Rezende

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