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Que Significa o Diagnóstico “Esclerose Multipla”? 27/03/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Digamos que você ainda nem completou 40 anos de idade, tem crianças pequenas e, além das despesas com a família e com a hipoteca da casa, trabalha por conta própria. Digamos que você, numa visita ao seu médico recebe o diagnóstico de que está a sofrer de Esclerose Multipla. Assim como a maioria das pessoas, você reconhece vagamente o termo, mas realmente não tem nenhuma idéia das consequências que tal diagnóstico pode trazer à sua vida e às vidas dos seus familiares.

Esse exemplo imaginário é porém a realidade para um número estimado de 75 mil canadianos e suas famílias – e aos três novos pacientes que serão diagnosticados como portadores dessa doença a cada dia do ano em curso.

A Sociedade Canadense de Esclerose Multipla publicou uma lista com 4 respostas às perguntas mais frequentemente feitas sobre esta doença. São elas:

1. O Que é Esclerose Multipla?
Esclerose Multipla é uma doença impredicável que ataca o sistema nervoso – o cérebro e a medula espinhal. Ela ataca igualmente a cobertura do sistema nervoso central, causando infecção que destrói porções dessa mielina. Na sua forma mais comum, EM tem ataques bem definidos e daí retrata-se permitindo uma recuperação parcial. A doença é lentamente progressiva e adiciona sintomas neurológicos, variados e múltiplos que questionam a validade dos medicamentos usados para controlá-los.

2. O que causa Esclerose Multipla?
Não há uma resposta para essa pergunta.

Desconfia-se de alguma anomalia imunológica e até mesmo alguma infecção produzida por algum vírus… Sabe-se que não é algo contagioso e não há provas de que seja uma herança hereditária. Sabe-se também que três vêzes mais mulheres do que homens são vítimas dessa doença e que a idade quando do diagnóstico está geralmente localizada entre os 15 e 40 anos de idade. Uma outra observação é que há maior incidência dessa doença nos países mais distantes do equador e ela está mais presente em indivíduos de descendência do nordeste da Europa.

3. O que é que o paciente sente?
Os pacientes identificam distúrbios da linguagem, visuais, do equilíbrio e da diminuição da força física no início da doença. Em todos esses sintomas há períodos de melhora e piora, acrescentando-se dormências nas extremidades dos membros, existindo raramente dor.

4. Qual é o tratamento indicado?
Além da fisioterapia e psicoterapia, há os cuidados gerais com o objectivo de dar uma boa qualidade de vida ao paciente, considerando-se que – no momento – ainda não existe uma cura para Esclerose Multipla. Convém notar, contudo, que essa doença não é fatal e espera-se que o paciente tenha uma vida tão longa quanto qualquer outra pessoa, visto que o tratamento à esse mal tem melhorado consideravelmente. Convém notar também que outras doenças – que no passado eram fatais – hoje já não o são, como consequência do estudo dos cientistas que trabalham buscando encontrar curas.

– Informação traduzida do pamfleto da Sociedade Canadense de Esclerose Multipla e também adaptada da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM)
http://www.abem.org.br

Fonte: Voz Lusitana

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