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Riscos da farmácia doméstica 02/03/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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Os riscos da farmácia doméstica: da automedicação ao armazenamento incorreto

Armário de banheiro - André Coelho / Arquivo - O Globo

Toda casa – seja você hipocondríaco ou não – tem um cantinho reservado para os remédios. Pode ser uma prateleira no armário do banheiro ou uma caixa na cozinha. A chamada farmácia doméstica é a salvação para aquela dor de cabeça chata ou uma leve indisposição, mas também pode trazer sérios riscos à saúde, a começar pela automedicação.

– Não é incomum receber um paciente no consultório, na emergência, ou até assistir a alguém no CTI, vítima desta prática. A maioria dos remédios possui vários efeitos adversos e, portanto, devem ser ingeridos apenas após a orientação de um médico, que conhece estes efeitos colaterais, assim como possíveis interações medicamentosas ou com alimentos, indesejadas – explica o clínico-geral Michel Cukier, médico da Unidade Semi-Intensiva da Casa de Saúde São José e da emergência do Hospital Copa D’Or, ambos no Rio.

Os antiinflamatórios, por exemplo, têm um alto índice de efeitos colaterais.

– Um simples antiinflamatório usado para uma lombalgia pode ser causa de uma hemorragia digestiva, por vezes fatal ou de uma insuficiência renal – alerta Cukier.

Feitas as devidas ressalvas, os médicos ressaltam a importância de ter alguns remédios à mão. Mas lembram que não existe uma “farmácia padrão”. A lista de medicamentos varia de acordo com o perfil de cada paciente e deve sempre ser receitada pelo médico.

– Desde que a pessoa seja devidamente orientada pelo médico, não tem problema ter os remédios em casa – diz Roberto Fiszman, clínico-geral do Hospital Clementino Fraga Filho, da UFRJ.

Porém, de nada adianta ter os remédios por perto, se você não souber armazená-los. De acordo com Fiszman, alterações no meio ambiente podem interferir na eficácia dos medicamentos.

– Tudo que for alteração ambiental, relacionada à pressão, umidade e temperatura, influencia no tempo que o medicamento vive – esclarece.

Comprimidos, remédios, p�lulas - Arquivo / O Globo

Para evitar esse tipo de problema, a recomendação é guardar os remédios em locais limpos, arejados e secos. Quem tem criança em casa deve escolher um lugar de difícil acesso para os pequenos. As pílulas coloridas chamam a atenção e podem ser facilmente confundidas com balas e confeitos de chocolate.

Outro risco de estocar remédio em casa é em relação ao prazo de validade dos produtos. Recomenda-se, portanto, guardar as embalagens – onde costuma vir fixada a data de vencimento. E, para se assegurar que estão dentro do prazo, é necessário fazer uma revisão periódica da farmácia doméstica, descartando os medicamentos fora de uso.

Os médicos lembram ainda que vale guardar – e ler – a bula dos remédios, para assegurar seu uso correto. Além disso, há informações importantes sobre possíveis contra-indicações e efeitos colaterais.

Fonte: O Globo Online

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