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Vitamina D na prevenção 29/02/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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Médicos indicam vitamina D na prevenção de doenças degenerativas e auto-imunes. Sol é principal fonte

Arquivo O Globo

Apesar da fama de vilão quando o assunto é saúde, o sol é fundamental para a síntese da vitamina D, substância que ajuda a prevenir a osteoporose e outras doenças degenerativas comuns na velhice. Novas pesquisas divulgadas recentemente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontam que a vitamina fortalece o sistema imunológico e estimula a formação de novas conexões entre os neurônios. Além de ser essencial para manter o cérebro funcionando a pleno vapor, a vitamina – em doses adequadas – é indispensável para deixar os ossos fortes desde a infância até a velhice.

– O importante hoje é que a ciência está descobrindo que a vitamina D não é importante apenas para facilitar o depósito de cálcio nos ossos, mas também ajuda a prevenir e a controlar várias doenças, como as auto-imunes. Infelizmente, por causa do estilo de vida moderno, a maioria das pessoas tem algum grau de deficiência de vitamina D no organismo justamente porque pega pouquíssimo sol no dia a dia – explica o neurologista Cícero Galli Coimbra, coordenador do Laboratório de Fisiopatologia Clínica e Experimental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A maioria das pessoas tem algum grau de deficiência de vitamina D no organismo porque pega pouquíssimo sol no dia a dia (C. Galli)

E não é só no Brasil que a vitamina D voltou a ser foco de pesquisas científicas. Na Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, e na Imperial College, na Inglaterra, médicos constataram que a substância, junto com o cálcio, diminui a incidência de tumores na mama em mulheres na pré-menopausa. O Instituto Europeu do Câncer, na Itália, também constatou que a vitamina diminui o risco de mortalidade em quem tem câncer ou diabetes. Estudos em andamento na Escola de Medicina da Universidade de Drew, nos EUA, mostram que a vitamina tem ação benéfica na prevenção de doença oculares, da síndrome metabólica e até da gripe.

A geriatra Vilma Duarte, professora e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, lembra que a exposição solar para aumentar a produção de vitamina D é mais importante em duas fases da vida: a infância e na terceira idade.

– Crianças com deficiência de vitamina D acabam tendo raquitismo. Já os idosos sofrem com a osteoporose – diz a médica. Vilma Duarte lembra que as mulheres brancas e de baixa estatura são as que mais devem se preocupar com a dose da vitamina no organismo.

Crianças com deficiência de vitamina D acabam tendo raquitismo. Já os idosos sofrem com a osteoporose (V. Duarte)

Sol ainda é melhor forma de garantir a vitamina

A forma principal de garantir a vitamina D é pegando um pouco de sol – 15 minutos pela manhã e mais 15 no fim do dia – mas há outras formas de garantir sua cota da substância. Os laticínios, o azeite de oliva, a gema de ovo, cereais integrais, frutas secas e o óleo de fígado de peixes como o arenque, o bacalhau, o salmão e a sardinha, tem doses de vitamina D. Os suplementos também são uma opção, mas só devem ser ingeridos sob orientação médica, já que doses elevadas são tóxicas.

Crianças devem pegar sol com moderação. Foto: Arquivo O Globo

– Quem quer prevenir doenças deve tentar pegar um pouquinho de sol, nos horários apropriados, diariamente. Passar uma tarde no sol no fim de semana também é melhor do que evitar a exposição por completo. A quantidade de sol necessária para repor a vitamina vai depender da idade, da cor da pele e da quantidade de roupa – menos é sempre melhor – que a pessoa vai estar usando. O filtro solar também diminui a produção da vitamina D, já que são os raios ultravioleta que estimulam o aumento da substância no organismo – ensina Cícero Galli.

A geriatra Vilma Duarte lembra que os bebês devem ser expostos a um pouquinho de sol sempre, assim como os idosos. O melhor horário para o famoso ‘banho de sol’ é às sete ou às oito da manhã, quando a temperatura ainda não é tão alta e os raios do sol estão menos fortes. O neurologista Cícero Galli lembra que quem tem a pele mais escura também devem estar atento a uma possível deficiência de vitamina D.

– Essas pessoas geralmente precisam de mais tempo no sol para sintetizar a mesma quantidade de vitamina D que uma pessoa de pele mais clara, por isso precisam ter mais cuidado. O tipo de vida que a pessoa leva geralmente já indica se ela está deficiente de vitamina D. Mas, quem quiser, pode verificar isso com o médico – resume o neurologista da Unifesp.

Fonte: O Globo Online

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