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Coleta de sangue do cordão umbilical 25/01/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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CordCell faz sua primeira coleta de sangue do cordão umbilical em Ijuí

O banco de células-tronco CordCell, pioneiro nas pesquisas brasileiras nesta área, realizará uma coleta de sangue do cordão umbilical em Ijuí (RS) nos próximos dias. O nascimento da menina Lívia, filha do casal de médicos Martha Fonseca e Silva e Ricardo Pittas e Silva, deve acontecer após dia 28 de janeiro, no Hospital da Unimed. “Temos acompanhado os estudos realizados com células-tronco do cordão umbilical e sabemos de sua importância. Temos uma filha de três anos e, quando ela nasceu, ainda não tínhamos este tipo de procedimento na cidade. Agora, tivemos esta opção – trata-se de uma segurança no caso de uma necessidade posterior”, explica Martha, que é mãe, também, de Mariana.

O procedimento será coordenado pela hematologista Cheila Eickhoff. “As células-tronco do cordão umbilical podem possibilitar o tratamento para uma série de doenças. Trata-se de uma nova perspectiva terapêutica, que
pode ser de grande valia no futuro”, afirma a especialista. O obstetra responsável pelo parto será o médico Cláudio Michel.

De acordo com o hematologista Adelson Alves, presidente da CordCell, o emprego de células-tronco de cordão umbilical nas doenças onco-hematológicas, como as leucemias e outras enfermidades do sangue, já faz parte da rotina médica com expressivo sucesso e com vantagens absolutas sobre as células-tronco da medula óssea.

A CordCell é uma das únicas empresas do país a fazer gratuitamente o transplante de células-tronco, bem como o acompanhamento clínico, na sua sede, nas especialidades de hematologia e onco-hematologia, das crianças que efetuam congelamento com o banco.

Como funciona – O procedimento é realizado após o nascimento da criança, não interferindo no parto nem causando qualquer transtorno para a mãe ou ao recém-nascido. O sangue do cordão umbilical é coletado em sistema fechado, protegido de contaminação, sendo retirado por meio de punção da veia umbilical. O sangue então flui por gravidade para uma bolsa estéril com anticoagulante. Seu volume varia de 70 a 200 ml. Nesta oportunidade, são também coletadas amostras de sangue da mãe, para testes de doenças passíveis de transmissão por via placentária, como HIV, Sífilis, Hepatites B e C e Eletroforese de Hemoglobina.

Após a coleta, um sistema seguro de identificação com código de barras é fixado na bolsa e na amostra de sangue, que são acondicionadas em maletas térmicas especiais, dotadas de registrador para controle de temperatura durante o período do transporte – que deve ser completamente seguro, para não expor o sangue a quaisquer agentes prejudiciais. De acordo com os critérios da CordCell, o tempo entre a coleta do sangue de cordão umbilical e seu processamento não poderá exceder a 36 horas.

As coletas realizadas pela CordCell em todo o país são direcionadas para a sede da empresa, em São Paulo, onde são processadas, congeladas e armazenadas, em laboratórios especializados de última geração. Seu processamento se dá em um sistema totalmente estéril e fechado, livre do risco de contaminação. O material processado é separado em duas amostras, que passam por testes de viabilidade, contagem celular e exames microbiológicos. Após a separação das células-tronco, a unidade é congelada em bolsas especiais – o congelamento tem como objetivo preservar as células-tronco vivas, de forma que possam, quando reconstituídas, manter seu alto grau de viabilidade e integração, sem induzir toxidades ao organismo. O congelamento dura cerca de 1 hora. Neste período, a temperatura cai gradativamente até -85ºC. As células-tronco do cordão umbilical congeladas recebem, então, um segundo revestimento especial – visando maior segurança – e são armazenadas com nitrogênio líquido a -196ºC. Todas as unidades armazenadas são identificas com código de barras e gerenciadas por computadores através de softwares inteligentes, que guardam informações sobre a coleta e permitem sua pronta localização quando solicitadas.

Usos – Desde a década de 1980, quando, na França, a médica Eliana Gluckman realizou o primeiro transplante com sangue de cordão umbilical em um paciente que era portador de uma doença incurável, Anemia de Fanconi, a Terapia Celular com células-tronco do cordão umbilical ou medula óssea já era uma realidade e antevia uma revolução científica nos métodos de tratamento de muitas doenças. Este paciente permanece vivo e saudável até hoje. O sangue que propiciou este fato inédito na medicina foi coletado no nascimento de seu irmão.

Os primeiros estudos focando o emprego das células-tronco na reparação de órgãos adultos foram apresentados na revista Nature, em 2001. “Os pesquisadores demonstraram que as células-tronco, quando injetadas no animal de experimentação, após o infarto do miocárdio, diminuíam a área de infarto e melhoravam a performance cardíaca”, explica Adelson Alves. Desde então, inúmeras pesquisas têm sido realizadas em todo o mundo e em diversas áreas da medicina, além da cardiologia. Nas doenças neurológicas, como Esclerose Múltipla, Acidente Vascular Cerebral, Trauma Raquimedular, Parkinson e Diabetes Tipo I, elas representam, se não a cura, pelo menos uma melhor qualidade de vida para inúmeros pacientes. “Hoje, muito mais do que ontem, a Terapia Celular com células tronco é uma realidade palpável e que muitos benefícios tem trazido no tratamento de doenças. Amanhã, tendo em vista, o seu enorme potencial em solucionar problemas que ainda não têm solução, trará novas esperanças para a cura de outros males”, assegura o especialista.

CordCell – A Cord Cell tem mais de 10 anos de existência e está presente em vários estados do país, inclusive no Rio Grande do Sul. Sua sede, em São Paulo, abriga um dos mais modernos laboratórios de congelamento de células do Brasil. Sua vocação científica é comprovada pela série de investigações que empreende, colaborando para o avanço da pesquisa nacional e para o desenvolvimento da saúde. Outras informações no site http://www.cordcell.com.br.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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