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Autotransplante detém a esclerose múltipla 24/01/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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RODRIGO ROSSI e MARCELO TOLEDO
da Folha Ribeirão (notícia de 20/12/2002)

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (314 km de SP) conseguiu conter o avanço da esclerose múltipla -doença degenerativa do sistema nervoso- por meio de um transplante de medula óssea realizado em agosto em um administrador de empresas.

O resultado positivo é o primeiro a ser obtido em um hospital público no país, de acordo com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

O caso foi um autotransplante de célula-tronco -foram reimplantadas no paciente suas próprias células brancas.

O administrador de empresas George Glover, 50, que tem esclerose múltipla há 13 anos, hoje não apresenta sinais de atividade da doença e já pode mexer os dedos dos pés e a perna direita.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica, inflamatória e crônica, que geralmente atinge adultos entre 20 e 40 anos. As mulheres são mais afetadas dos que os homens -a proporção é de dois para um.

“O transplante foi feito há quase quatro meses e, até agora, tudo está bem. Portanto, o procedimento deu certo”, afirmou o médico Amilton Antunes Barreira, responsável pelo setor de neuroimunologia e doenças neuromusculares da faculdade. Já há dois novos pacientes que devem se submeter ao procedimento.

Para que o transplante fosse realizado, o paciente recebeu uma medicação que fez os glóbulos brancos se “desgarrarem” da medula; com isso, eles passaram a circular. Esse material foi retirado para análise, tratado e congelado.

Quando uma quantidade suficiente para a troca foi obtida, o paciente foi submetido a uma imunossupressão, a qual pode durar semanas. “A imunossupressão acaba com os glóbulos brancos do paciente, que fica sem imunidade, e introduzimos as células-tronco”, afirmou Barreira.

O procedimento é feito com cateteres, inseridos nas veias do paciente. “É como se tirássemos a parte ruim e colocássemos apenas a boa.” O transplante faz com que a pessoa retorne à “vida infantil”, já que as células são reconstituídas como se fossem de um embrião, o que obriga o paciente a tomar vacinas contra sarampo e gripe, por exemplo.

Para a Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), o autotransplante feito no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto é um paliativo, já que a doença não deixa de existir na pessoa.

A cirurgia de Ribeirão Preto é a segunda realizada no país que deu resultado positivo, de acordo com a Abem. A outra foi feita no hospital Albert Einstein, em São Paulo. A Folha procurou o hospital, mas não obteve resposta sobre o estado de saúde do paciente.

Fonte: Folha Online

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Segue colaboração enviada por nosso leitor José Luiz (a fonte não foi informada, porém a base da informação foi verificada por nós através da notícia publicada acima.)

Milagres da medicina

Um transplante de medula curou um administrador de empresas que sofria de esclerose múltipla, uma doença que destrói o sistema nervoso.

Um transplante de medula curou um administrador de empresas que sofria de esclerose múltipla, uma doença que destrói o sistema nervoso. A cirurgia foi realizada pelos médicos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Cada passo e cada gesto são um recomeço. Aos 50 anos, o administrador de empresas George Glover nasceu de novo. Há um ano ele tinha dificuldade para andar e não conseguia movimentar os dedos dos pés e a perna direita. Agora, ele pode até dirigir.

“Voltei 30 anos. Tive de tirar nova carta de motorista para deficiente. Tenho ainda alguns problemas para guiar. Então consegui passar no exame voltarei a dirigir automóvel” – disse George.

George tem esclerose múltipla há 13 anos. A doença neuromuscular provoca surtos e, com o tempo, pode paralisar os movimentos. Mas ele é o primeiro paciente do Brasil que fez transplante de medula e está conseguindo controlar a doença.

O transplante foi feito em agosto no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Foi o terceiro procedimento do tipo no país e, até agora, o que tem os melhores resultados.

Duas semanas depois do transplante, George já deixava o hospital cheio de esperança.

Quatro meses depois, a equipe médica que acompanha o administrador de empresas considera o transplante um sucesso.

“É fantástico ver um paciente recuperar a possibilidade de viver melhor, uma qualidade de vida que percebemos no brilho dos olhos e na expectativa do que irá fazer. É muito agradável. Essa é nossa proposta e a proposta de todos” – disse a neurologista Doralina Brum.

George agradece a possibilidade de começar uma nova vida. “Medicina é um negócio de arrepiar. Você imaginar que tiram a sua medula e depois a colocam de volta. Você renasce. Eu terei de tomar todas as vacinas de quando nasci. Por isso, digo que nasci novamente” – falou.

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