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O avanço científico do ano 20/12/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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‘Science’ aponta estudos sobre a variedade genética humana como o avanço científico do ano

Os grandes progressos para aprofundar o conhecimento da variedade genética do homem foram apontados pela revista “Science” como o acontecimento de 2007. Em uma série sobre os avanços da ciência, a publicação indica que os pesquisadores ficaram deslumbrados com as diferenças no genoma de humanos.

A revista destaca que os estudos sobre o genoma completo forneceram, este ano, informações sobre diversas doenças. Entre elas, a “Science” cita a fibrilação auricular, transtorno bipolar, os cânceres de mama e colo-retal, a diabetes tipos 1 e 2, problemas cardíacos, esclerose múltipla e artrite reumatóide.

A partir do seqüenciamento do genoma humano, os cientistas começaram a chegar a variações mínimas chamadas polimorfismos nucleótidos únicos. Essas variações foram a chave para comparar o DNA de milhares de indivíduos com ou sem uma doença, além de determinar quais variantes genéticas poderiam determinar a tendência a uma patologia.

As informações podem levar os pesquisadores a genes relacionados com determinadas doenças, como os da diabetes tipo 2, descobertos este ano.

Segundo subdiretor da Science Robert Coontz, responsável pelo processo de seleção dos assuntos mais importantes de 2007, neste ano foi estabelecido quanto o DNA se diferencia de uma pessoa para outra.

– É um salto conceitual enorme que afetará tudo, desde como os médicos tratam as doenças até a forma em que nos vemos a nós mesmos e como protegemos nossa privacidade – disse.

Com esta variedade genética, os cientistas também descobriram que dentro das milhões de bases do DNA, muitas podem se perder, acrescentar ou copiar de forma a alterar a estrutura genética entre gerações. De acordo com a revista, essas variedades foram vistas, por exemplo, em populações que consomem grande quantidade de amido. Elas têm mais cópias de um gene necessário para digeri-lo que os membros de sociedades caçadoras.

Os avanços sobre a variedade genética deixaram em segundo lugar o anúncio de que já existe tecnologia para reprograma as células. Cientistas japoneses e americanos revelaram em junho que haviam criado “células-tronco pluripotentes induzidas” a partir da pele de camundongos.

De acordo com este estudo, as células poderiam ser utilizadas para produzir qualquer outro tipo de célula. Incluindo óvulos e esperma. Assim, elas demonstraram que têm as mesmas capacidades das células-tronco embrionárias.

Três meses depois, cientistas anunciaram em outra pesquisa que haviam criado este tipo de células a partir de células da pele humana. “Esta pesquisa pode alterar a ciência e a política na pesquisa das células-tronco”, afirma a revista.

Nos Estados Unidos, a pesquisa com células-tronco embrionárias se transformou em um tema de debate entre políticos liberais e conservadores. O presidente americano, George W. Bush, rejeitou este tipo de pesquisa por considerar que implicava a destruição de um embrião e, em última análise, da vida humana.

O subdiretor da “Science” disse que estes estudos eram fortes candidatos ao acontecimento do ano.

– Mas optamos pela variação genética humana por estar avançando tão rápido e ser tão radical – explicou Coontz.

Entre os grandes contecimento científicos do ano, a revista citou também a descoberta de que raiso cósmicos que cruzam a atmosfera parecem vir de áreas povoadas pelos chamados “núcleos galácticos ativos”. Segundo pesquisadores do Observatório Pierre Auger, na Argentina, esses raios cósmicos se aceleram depois de passar através dos campos magnéticos que envolvem os buracos negros.

Fonte: O Globo Online

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