jump to navigation

Esperança para a esclerose múltipla: investigador português premiado 15/11/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
trackback

Ângelo Chora, investigador no Instituto Gulbenkian da Ciência, assegura que “quando se faz ciência a motivação não passa pelos prémios”, mas quando há três semanas soube que iria receber o Prémio Citomed, no valor de cinco mil euros, foi “apanhado de surpresa”.

Centrando-se no estudo das doenças neuro-imunológicas, provou, aos 33 anos, que é possível controlar a esclerose múltipla, que afecta cinco mil portugueses.

“É um trabalho que tentava perceber se existe aplicação terapêutica de um determinado gene”, o ‘heme oxygenase’, cujas características são conhecidas na comunidade científica por ter “uma acção anti-inflamatória noutras doenças”, explicou o jovem investigador ao CM.

Com a simplicidade dos gestos, garante que todo o trabalho passou por “uma investigação muito básica”. “Tentámos perceber se o gene tinha o mesmo efeito ao nível da esclerose múltipla, conseguimos manipular a expressão do gene através de compostos químicos e queríamos saber se conseguíamos controlar a doença através da modulação deste gene”, contou. Controlando a infecção ao nível do sistema nervoso central que está na origem da esclerose múltipla, este processo permite reduzir a evolução clínica da doença em cerca de 70 por cento.

Segundo Ângelo Chora, “a investigação abre caminho para novas possibilidades de tratamento”, inclusive a criação de novos medicamentos, ainda que, “para o desenvolvimento de novos fármacos, existam outros factores de peso que não apenas a ciência”.

O destino de metade do prémio é uma incógnita. A outra fatia servirá para aprofundar a segunda fase da investigação, dedicada à “verificação dos efeitos do gene no controlo das células situadas em tecidos próximos da inflamação”.

PERFIL

Natural de Beja, veio estudar para Lisboa aos 18 anos. Licenciou-se em Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O trabalho premiado faz parte da tese de doutoramento, que defenderá em breve.

Aos 33 anos, é investigador no Instituto Gulbenkian da Ciência. Esteve dois anos em Harvard e seis meses em Oxford.

Fonte: Correio da Manhã (Portugal)

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: