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Doçura na dose certa 27/10/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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Açúcar ou adoçante? Segundo a comunidade científica mundial, podemos ficar com os dois, sem culpa. O segredo para a dieta saudável está na quantidade e variedade de um e de outro. Descubra aqui

O VILÃO DA OBESIDADE NÃO É O AÇÚCAR, MAS O CONSUMO EXCESSIVO DE PRODUTOS CALÓRICOS

As dietas radicais que proíbem o consumo de carboidratos, entre eles a glicose presente no açúcar refi nado ou no mascavo, estão cada vez mais caindo em descrédito. O motivo é que, comprovadamente, elas não tinham o efeito a longo prazo, porque a necessidade de ingerir doce é inata ao ser humano.

De acordo com o Consenso da Cidade do México de 2004, declaração científi ca mundial ratifi cada em junho do ano passado em Bruxelas, na Bélgica, as substâncias doces conduzem o ser humano, desde a sua fase de recémnascido, na direção de alimentos seguros e nutritivos.

O xis da questão é combater os excessos, que podem desencadear quadros de obesidade, aumento do risco de diabetes e as indesejáveis cáries.

Segundo os especialistas, o processo de digestão e o metabolismo não fazem distinção entre os açúcares naturais, presentes nos alimentos e os adicionados aos alimentos. E todos eles possuem 4 calorias por grama.

As fontes naturais de carboidratos (que no organismo se transformam em açúcar) estão presentes, além da glicose, no amido (arroz, massas e pães), na lactose (leite e derivados), frutose e sacarose (frutas e vegetais) e na maltose (cereais e grãos). O desejo por sabores adocicados também pode ser satisfeito por adoçantes – de alto poder calórico ou de baixa caloria – ou ainda a combinação dos dois.

Importante é que, ao variar, a pessoa evite o consumo de quantidade acima do limite toxicológico estabelecido para cada produto (veja quadro).

De olho nos limites “
Os carboidratos presentes no açúcar são essenciais como fonte de energia. O açúcar adicionado aos alimentos queima rapidamente no nosso organismo, mas quando consumido sem controle, pode criar depósitos de gordura.

Por isso é recomendado que não se ultrapasse os 10% da dose de carboidratos ingerida diariamente”, explica Mauro Fisberg, pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador Científi co da International Life Sciences Institute no Brasil (Ilsi Brasil).

“No caso de diabéticos, o limite de consumo diário de açúcares é de 30 gramas, mas essa recomendação pode variar de acordo com cada caso. Já os obesos encontram nos edulcorantes, presentes nos adoçantes dietéticos, uma alternativa menos calórica ou isenta de calorias, que auxilia, de fato, no processo de emagrecimento”, explica Márcio Corrêa Mancini, endocrinologista da Universidade de São Paulo (USP) e atual presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).


FONTE: MARIA CECÍLIA DE FIGUEIREDO TOLEDO/UNICAMP E JOCELEM MASTRODI SALGADO/ESALQ-USP

VOCÊ DEVE VARIAR OS TIPOS DE ADOÇANTE E NÃO EXCEDER O LIMITE DIÁRIO

Pessoas ativas sem antecedentes familiares de diabetes, segundo o especialista, não sofrem restrição para o consumo. “Por outro lado, indivíduos sedentários devem ter cautela na ingestão de açúcares”, recomenda Mancini.

A era dos edulcorantes
Os adoçantes dietéticos são compostos por edulcorantes, substâncias naturais ou artifi ciais diferentes do açúcar e cem vezes mais doces do que ele. A permissão de uso no Brasil é controlada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo Maria Cecília de Figueiredo Toledo, professora do Departamento da Ciência dos Alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp), a questão de que alguns adoçantes poderiam causar câncer precisa ser desmistifi cada.“Antes de chegar ao mercado, os edulcorantes são avaliados exaustivamente e submetidos a vários estudos de toxicologia, principalmente pelo Jecfa (Comitê Conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura/ Organização Mundial de Saúde de Peritos em Aditivos Alimentares), que estabelecem um valor de ingestão diária aceitável para cada substância”.

Ela não recomenda, porém, o uso de produtos com edulcorantes para bebês com até três meses de idade, pois “nesta fase o sistema metabólico infantil não está desenvolvido para absorver a substância”, justifi ca.

Já a presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais e professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Jocelem Mastrodi Salgado, considera que as crianças não devem usar adoçantes, pois o açúcar está presente na lactose do leite e na frutose, encontrada em frutas e sucos.

Jocelem lembra que nos de 1980, consumir adoçantes no país era sinônimo de dieta para diabéticos. Mas nos últimos cinco anos, se tornou uma opção também para as pessoas preocupadas com a qualidade de vida.

A grande pergunta que o consumidor deve se fazer sempre é por qual razão resolveu usar adoçante – se por recomendação médica ou por conta própria. “Neste caso, é importante lembrar quenão se deve usar sempre o mesmo tipo de edulcorante e também não exceder o limite saudável de seu uso”, diz Maria Cecília Maria Cecília de Figueiredo Toledo, da Unicamp.


FONTE: JOCELEM MASTRODI SALGADO- ESALQ-USP

O presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Márcio Corrêa Mancini, endocrinologista da Universidade de São Paulo (USP), ressalta que a sacarina e o aspartame, de acordo com estudos científi cos, são os mais seguros quanto ao limite diário de ingestão, além da stevia (veja quadro acima). “O maior cuidado é com os produtos dietéticos à base de ciclamato. Por isso, é importante olhar no rótulo, para evitar o consumo excessivo”, diz.

Neotame, o mais doce
Uma das novidades mundiais na área de edulcorantes é o neotame, que ainda não está autorizado no Brasil, mas já foi incluído na lista de aditivos alimentares permitidos no Mercosul. A substância é derivada do aspartame, foi descoberta por pesquisadores franceses e aprovada pelo Food and Drug Administration (FDA), nos EUA, em 2002. “O seu uso em diversas categorias de alimentos está sendo discutido e regulamentado juntamente com a atualização de todos os edulcorantes, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, diz Maria Cecília de Figueiredo Toledo. “O neotame é bem mais doce que a sacarose (na proporção de 7 mil a 13 mil vezes). Isso signifi ca que será necessária uma quantidade bem menor deste edulcorante, de 30 a 60 vezes menos do que o aspartame, por exemplo, dependendo do alimento”, explica a pesquisadora.

Fonte: Revista Viva Saúde – outubro de 2007

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