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Tratamento adequado minimiza impacto da esclerose múltipla 31/08/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida, Utilidade pública.
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A educadora Silvânia Sousa Aveiro sofreu uma mudança repentina durante uma festa em 2002. A lembrança que ela tem é da dificuldade em se equilibrar sobre o salto do sapato. O diagnóstico de esclerose múltipla (EM) privou Silvânia de usar calçados de salto alto.

“Parece que as pessoas portadoras dessa doença têm receio de falar sobre o assunto. Eu já sabia da existência desse mal ‘por alto’, pois uma amiga do meu marido sofria de esclerose múltipla. Na época, não me preocupei; acreditamos que isso nunca vá acontecer conosco”, afirma.

Silvânia é presidente da Associação Uberabense de Amigos e Portadores de Esclerose Múltipla (Auapem), entidade formada em dezembro de 2003. Juntamente com ela, estão cadastrados 18 portadores da doença.

“Nosso objetivo é ajudar uns aos outros, dar apoio à família dos portadores. No momento, nós praticamos Equoterapia, Fisioterapia, Hidroterapia e recebemos também visitas de apoio. Tudo isso com a ajuda financeira dada por um laboratório, do qual recebemos as injeções aplicadas em alguns portadores”, explica.

Hoje, 30 de agosto, é o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla. Segundo informações da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), calcula-se que, no Brasil, a prevalência da doença seja de 10 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda de acordo com a Abem, é uma das moléstias mais comuns do Sistema Nervoso Central (SNC), composto pelo cérebro e medula espinhal, em adultos jovens.

Funcionamento. O SNC atua como um quadro de distribuição, enviando mensagens através dos nervos para as diferentes partes do corpo. Essas mensagens, cujo fluxo normal é interrompido pela EM, controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do corpo humano.

A maioria das fibras nervosas está envolvida pela mielina, uma substância de gordura que facilita a transmissão de mensagens. A EM destrói a mielina, retardando ou bloqueando a transmissão das mensagens.

As causas ainda são um mistério para a Medicina, mas podem partir do ataque de um vírus; reação imune em que o corpo “se engana” e ataca seus próprios tecidos ou por uma combinação de vírus e resposta auto-imune. Segundo a Abem, cientistas verificaram maior incidência da doença em mulheres. Os sintomas aparecem normalmente entre indivíduos de 18 e 45 anos de idade.

Curiosamente, é nas populações que vivem em áreas com condições sanitárias favoráveis que se registra maior número de casos de Esclerose Múltipla. A Abem sinaliza a possibilidade de que pessoas dessas áreas estejam privadas da exposição a algum fator que possa ajudar a produzir imunidade à patologia.

Tratamento. Não há cura para a doença, mas existem recursos para ajudar os pacientes a se manterem independentes, confortáveis e produtivos. A fisioterapia, o acompanhamento psicológico, medicamentos para modificar a evolução da doença e consultas periódicas são medidas que possibilitam esses portadores a manterem uma vida considerada “normal”.

Fonte: JM Online

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