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Sol protege contra esclerose múltipla, diz estudo 29/07/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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Praia
Cientistas não sabem exatamente como sol ajuda na prevenção da doença

Pessoas que passam mais tempo no sol quando crianças têm um risco menor de desenvolver esclerose múltipla, de acordo com um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores dizem que os raios UV oferecem proteção ao alterar as respostas imunológicas das células ou ao aumentar os níveis de vitamina D.

Um estudo anterior descobriu que mulheres que tomam suplementos de vitamina D têm 40% menos chances de ter esse tipo de doença.

A esclerose múltipla está entre as doenças neurológicas mais comuns do mundo, afetando cerca de dois milhões de pessoas.

Mas a doença é mais comum em maiores latitudes, onde geralmente há níveis menores de radiação ultravioleta, que é produzida pelo sol.

Gêmeos

Para o estudo, os pesquisadores analisaram 79 pares de gêmeos idênticos que tinham o mesmo risco genérico de desenvolver esclerose múltipla.

Em cada par, apenas um irmão tinha a doença.

Os gêmeos responderam perguntas como se eles ou seus irmãos passaram mais tempo ao ar livre em dias quentes, dias frios, no verão, na praia ou praticando esportes quando crianças.

Os pesquisadores descobriram que os irmãos com esclerose múltipla haviam passado menos tempo ao sol.

Os gêmeos que passaram mais tempo ao ar livre apresentaram uma redução de até 57% no risco de desenvolver a doença.

Os autores do estudo, Talat Islam e Thomas Mack, dizem, no entanto que mais estudos são necessários para determinar como o sol reduz o risco.

“Esse trabalho apóia estudos anteriores sugerindo uma ligação entre a exposição ao sol e o baixo risco de esclerose múltipla”, disse Chris Jones, presidente da organização não-governamental MS Trust, que lida com a doença.

“Mas os pesquisadores certamente não estão sugerindo que as pessoas saiam e tenham câncer de pele. A exposição aos raios do sol pode ser perigosa”, disse.

O estudo foi publicado na revista especializada Neurology.

Fonte: BBC Brasil

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