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Unidade da Fiocruz permitirá nacionalizar produção de remédios com alto grau de tecnologia 03/07/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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O Centro Integrado de Protótipos, Biofármacos e Reativos para Diagnóstico, nova unidade da Fundação Oswaldo Cruz  (Fiocruz), que entrará em funcionamento em 2009, vai permitir a fabricação de remédios com alto grau de tecnologia que hoje não podem ser produzidos inteiramente no Brasil.

Os primeiros serão a Eritropoetina Humana Recombinante, utilizada no tratamento de anemias associadas à insuficiência renal crônica, ao câncer e à aids, e o Interferon Alfa 2b humano recombinante, usado no combate à hepatite e a alguns tipos de câncer.

Ambos fazem parte de uma lista de 14 medicamentos de alto custo, com os quais o Ministério da Saúde gasta anualmente cerca de R$ 1 bilhão. Atualmente, as duas substâncias já são produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Osvaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Bio-Manguinhos, mas com tecnologia e insumos importados de Cuba.

De acordo o vice-diretor de Desenvolvimento Tecnológico de Bio-Manguinhos, com o Ricardo Galler, além de possibilitar o aumento da produção, o novo centro permitirá que a fabricação dos dois medicamentos seja inteiramente nacional, reduzindo os gastos para obtenção de medicamentos de alto custo.

“Se chegarmos a bom termo na linha de alguns desses produtos que temos na linha de desenvolvimento, poderemos reduzir esse custo pela metade. O centro vai permitir que a Fiocruz dê um salto de qualidade, produção e desenvolvimento no fornecimento de imunobiológicos de qualidade para os vários programas do Ministério da Saúde e atendimento da população em geral”, destacou o pesquisador.

Na avaliação de Galler, o centro vai permitir que o tempo hoje empregado entre a descoberta de um medicamento e sua entrada no mercado, que hoje é de quatro a cinco anos seja reduzido em um ano. No caso de vacinas, cujo tempo necessário para larga utilização gira em torno de dez a 15 anos, o período pode ser abreviado para de cinco a dez anos.

O pesquisador afirmou que, em apenas dois meses, será possível atender, por exemplo, toda a demanda anual do Ministério da Saúde de Interferon alfa (cerca de 800 mil caixas) e a capacidade extra de produção será utilizada para fabricar outros medicamentos. Entre eles, o Inteferon beta, usado no tratamento da esclerose múltipla, e uma vacina nacional contra a pneumonia, que é uma das principais causas da mortalidade infantil no país e no mundo. A doença hoje faz cerca de 50 mil vítimas no país a cada ano.

Além dos medicamentos, serão produzidos no centro kits de diagnóstico de doenças utilizados em laboratórios e unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Centro Integrado de Protótipos, Biofármacos e Reativos para Diagnóstico será destinado ainda à produção de lotes experimentais de medicamentos, que ainda estão em fase de pesquisa, para acelerar sua chegada à escala industrial.

Fonte: Agência Brasil

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