jump to navigation

Amor maior 23/05/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
trackback

Amor maior

“Conheci o Gustavo no início de 2003. Começamos a nos falar com muita freqüência mas, no começo, não dei muita atenção. Com o passar do tempo, fui percebendo aquele climinha gostoso de conquista. Fiquei preocupada, pois meu pai, que é de origem árabe, sempre foi super-rígido comigo. Enquanto todos os árabes procuram um noivo para suas filhas, ele nunca admitiu sequer que eu namorasse. Para não enfrentá-lo, decidi sufocar o sentimento.

apesar da desaprovação do pai, Ayla lutou por seu amor e conseguiu chegar ao altar

No meu aniversário, em abril desse mesmo ano, o Gustavo foi até a minha residência com uma cesta linda de chocolates e flores. Apesar de despachá-lo, percebi que estava apaixonada. Resolvi aceitar seu pedido de namoro. Fazíamos o possível para nos vermos escondido, mas meu pai percebeu, começou a me seguir e a me prender ainda mais em casa. Em dezembro, por pressão da minha mãe, ele fingiu aceitar o relacionamento. No entanto, me forçava a viajar durante meses para afastar-me do namorado. Vendo que não desistíamos, no final de 2004, mesmo arriscando seus negócios, meu pai vendeu as propriedades que tinha em São Paulo e se mudou para o interior de Minas Gerais. Percebi que essa seria a grande prova da minha vida. Decidi ficar. Ele cortou o dinheiro, tirou meu carro e passei a morar num quartinho na casa de uma tia do Gustavo. Mas mesmo assim não fraquejei, batalhei por um emprego em uma assessoria, fiz muitos contatos e acabei montando minha própria empresa. Quando conseguimos juntar di nheiro, anunciamos o casamento. Finalmente meu pai concordou. O curioso é que a distância e a minha determinação mudaram totalmente sua relação comigo. Ele passou a me valorizar mais, reconheceu o esforço do Gustavo e se arrependeu de tudo o que fez. Hoje eles têm um relacionamento maravilhoso e, no ano passado, nos casamos com uma superfesta. Quem pagou tudo? Meu pai! Nem sempre eu tive a certeza de que tudo acabaria bem, mas sabia que essa luta era vital para mim e que se não brigasse pelo Gustavo, não teria mais coragem de lutar por nada. Se fosse preciso, faria tudo de novo, sem dúvida!”

AYLA MEIRELLES BASTIDA, 24 ANOS,
ASSESSORA DE IMPRENSA

Fonte: Revista Estilo Natural, maio de 2007

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: