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Os riscos da síndrome da pressa 16/04/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida.
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Foto de arquivo

Com a correria da vida moderna, o ritmo das pessoas é cada vez mais acelerado. Excesso de trabalho e falta de tempo para cumprir tarefas são algumas das atitudes que já fazem parte do nosso dia-a-dia. Mas os especialistas alertam: quem vive apressado, até nos momentos de lazer, pode desenvolver a síndrome da pressa.

Segundo Luiz Alberto Hetem, membro da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e especialista em ansiedade, a síndrome da pressa nada mais é do que uma neurose de ansiedade.

– A síndrome da pressa é uma nomenclatura dos tempos atuais. Na verdade a neurose da ansiedade foi descoberta por Freud, no início do século XX. Ela aparece em pessoas que vivem sobre pressão e que estão transbordando de problemas, compromissos e tarefas e que querem resolver tudo o mais rápido possível – explica o psiquiatra.

Pessoas que vivem em estado de alerta, são ágeis, têm forte poder de decisão em um grupo, conseguem assumir várias funções ao mesmo tempo e têm dupla jornada de trabalho são as mais propícias a desenvolver o quadro.

A publicitária Adriana Vieira, de 35 anos, conta que mesmo nos dias de folga não consegue se desligar do trabalho:

– Acesso os meus e-mails profissionais de casa e ligo várias vezes ao dia para agência. Quando vejo, perdi uma boa parte do meu tempo nisso. Não consigo relaxar.

Andrea Bacelar, neurologista da Clínica Carlos Bacelar no Rio de Janeiro, lembra que quem sofre da síndrome da pressa não deve ser confundido com os “workholics’’ (viciados em trabalho).

– O viciado não atropela as coisas. Na síndrome da pressa, o indivíduo acumula cada vez mais as funções. Ele está sempre buscando algo para fazer e quando não tem se sente culpado – esclarece a neurologista.

Luiz Alberto alerta que o transtorno não pode ser confundido com a ansiedade normal.

– A ansiedade é nociva quando atrapalha a rotina ou a realização de uma atividade. Ela merece atenção quando dura mais de uma semana – destaca.

Transtorno também afeta a saúde do corpo

O distúrbio também apresenta sintomas físicos como: dilatação das pupilas, aceleração do coração, aumento da glicose e influencia até mesmo na dilatação dos brônquios.

De acordo com Andrea Bacelar, a síndrome não é uma doença, mas pode desencadear várias:

– Ser um apressado compulsivo aumenta o risco de infarto, úlceras, gastrites e pode prejudicar as relações pessoais. O indivíduo ansioso vive em posição de alerta físico e psíquico.

Para Andrea, o tratamento mais indicado é diminuir a velocidade dos afazeres e cada um respeitar o seu relógio interno. É importante também selecionar atividades e espaçá-las.

– Não há remédio para isso. Ela tem que se conscientizar de seus limites e estabelecer prioridades – afirma.

Planejar e organizar a agenda com antecedência, estabelecer prioridades, adiar o que não for urgente, aprender a dizer “não”, acordar meia hora mais cedo, tirar o telefone do gancho quando não desejar ser incomodado e deixar de usar o relógio durante um dia são atitudes que também podem ajudar no combate ao transtorno.

Fonte: O Globo Online

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