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Conferência aborda potencial terapêutico da maconha 28/03/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida, Utilidade pública.
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18-07-2006

REUNIÃO ANUAL DA SBPC: Maconha, droga perigosa ou importante remédio? Esta é a questão fundamental apresentada na conferência Maconha: Medicamento esquecido que renasce pela ciência, que será apresentada pelo professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Elisaldo Carlini, personalidade no estudo sobre drogas psicotrópicas. O evento, que integra a 58ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), vai ocorrer nesta quarta, 19/7, das 10h às 11h45min, no auditório principal do Centro de Cultura e Eventos.

Professor do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da UNIFESP e mestre em Psicofarmacologia pela Universidade de Yale – EUA, Carlini revela que muito foi estudado acerca dos efeitos do THC (delta 9-tetrahidrocanabinol), princípio ativo da maconha, nos últimos 30 anos. Desta forma foram descobertos alguns dos seus usos terapêuticos comprovados, como na redução das náuseas e vômitos causados pela quimioterapia, no aumento do apetite em pacientes com AIDS e no tratamento de pacientes com esclerose múltipla, atuando como eficiente analgésico. Além disso, a Canabis sativa, nome científico da maconha, já se revelou também um importante aliado no tratamento de pacientes que sofrem com convulsões.

Entre os efeitos nocivos, o professor destaca a diminuição da capacidade de medir intervalos de tempo e perceber diferenças de espaço, assim como das capacidades de atenção, memória e raciocínio. Assim como também pode causar reações desagradáveis, tais quais a dificuldade para conectar idéias, ataques de pânico, alterações na percepção e experiências alucinatórias. Os seus efeitos físicos e psicológicos em longo prazo, no entanto, não são conhecidos, visto que não existem estudos sobre o seu uso prolongado.

Segundo Carlini, poucas drogas tiveram tanto problema em serem aceitas como remédio. Apesar de não constituir risco à saúde pública e ser raro o seu uso abusivo, preconceitos, superstições, opiniões passionais e ideológicas têm levado a Canabis a altos e baixos na opinião pública. Nos últimos anos, no entanto, muitos avanços foram feitos e, ao menos parcialmente, o THC já é reconhecido como um medicamento valioso e a maconha não é mais considerada uma perigosa droga causadora de vício.

Por Daniel Ludwich / Bolsista de Jornalismo na Agecom

Fonte: Agecom/UFSC

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