jump to navigation

Dormir é mais difícil para as mulheres 16/03/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
trackback

Publicada em 14/03/2007 às 08h15m
Marcella Sobral – O Globo Online

RIO – Cerca de 70% das mulheres americanas têm problemas para dormir à noite, de acordo com um levantamento feito pelo National Sleep Foundation. Pelo menos 29% das mulheres disseram usar remédios para dormir durante algumas noites na semana ( Dicas para dormir bem e viver melhor ).

– Se você pegar 100 mulheres, a maioria vai ter problemas relativos ao sono – disse Meir Hrkyger, do Gaylord Sleep Center, que participou do estudo.

De acordo com a neurologista especialista em sono, Andréa Bacelar, as mulheres têm três vezes mais chances de desenvolver insônia – dificuldade de iniciar e de manter o sono – que os homens.

– Isto acontece pela incidência do binômio depressão-insônia , a que as mulheres são muito mais propensas, diminuindo o tempo total de sono nas 24h. Por outro lado, a qualidade do sono pode ser pior nos homens, pois entre 40 e 60 anos eles roncam mais e têm mais chances de ter apnéia do sono.

A pesquisa, chamada ” the National Sleep Foundation’s 2007 Sleep in America poll ” , entrevistou 1.003 mulheres, entre 18 e 64 anos, escolhidas aleatoriamente por telefone. O foco da enquete era saber se os problemas de sono das mulheres podem mudar de tipo e de freqüência na medida em que elas passam por diferentes momentos biológicos em suas vidas – juventude, gravidez, meia – idade, menopausa e velhice.

As mães que tiveram filhos recentemente são as que mais sofrem com os problemas de sono ( Mulheres pegam no sono com facilidade ao longo do dia). A pesquisa revelou que, no pós-parto, 42% das mulheres raramente ou nunca têm uma boa noite de sono . O mesmo acontece com 30% das mulheres grávidas.

– A gravidez não só altera o centro de gravidade e dificulta uma posição confortável para a promoção do sono na cama como altera o metabolismo e a quantidade de alguns hormônios, tornando o sono mais superficial. Após o nascimento, também passa-se a dormir um sono extremamente fragmentado, pela necessidade de amamentar o bebê . Além disso, hormônios como a prolactina, que somente são produzidos durante o sono, enchem os ducos mamários, muitas vezes acordando a mãe pelo aumento repentino do volume das mamas – explica a neurologista.

Apesar de os problemas de sono serem freqüentes entre grávidas e mães de recém-nascidos, estes grupos não são os únicos. Enquanto 33% das mulheres entre 18 e 24 anos apresentaram problemas de sono em algumas noites na semana, a reclamação entre as mulheres entre 55 e 64 anos subiu para 48%.

– As mulheres na sua idade produtiva, na sua grande maioria, também já são mães, pois esse período coincide com a idade fértil. Este dado já impõe à mulher um sacrifício imenso de privação de sono para cuidar dos filhos pequenos.

Na opinião de Andrea, apesar da vida corrida, as mulheres não estão mais preocupadas em provar – nem para elas, nem para ninguém – que são capazes de encarar o rojão ( Rotina pode ajudar na hora de dormir ). Em contrapartida, surgem outros problemas ( Saiba como poucas horas de sono podem prejudicar a sua saúde ).

– Já começa a aparecer nas estatísticas é o aumento de tabagismo, etilismo, obesidade, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares nas mulheres com jornadas duplas ou triplas de trabalho pela alimentação irregular, privação de sono, falta de atividade física e lazer.

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: