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Mais da metade dos brasileiros apresenta problemas na qualidade do sono 15/03/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida, Utilidade pública.
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14-03-2007
Da Redação: Fonte – Agência Notisa de Jornalismo Científico

Dados apresentados ontem, 13, durante coletiva de imprensa da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e que envolveu pesquisa com 43 mil pessoas das principais capitais brasileiras, mostram que 53,9% da população apresentam problemas na qualidade do sono. Ainda segundo os resultados, 43% dos brasileiros apresentam sinais de cansaço no decorrer do dia. De acordo com a ABN, o estudo, realizado entre os dias 24 e 28 de julho de 2005, é o maior já realizado no mundo sobre o sono.

Preocupada com os altos índices de sono ruim e a falta de informação sobre o assunto entre a população brasileira, a ABN promoverá no Dia Nacional do Sono, 21 de março, a primeira campanha de conscientização na área. Com o slogan “Bom Sono! Uma questão de saúde”, a ação será realizada em 11 pontos, distribuídos por 9 cidades. São elas: Campinas, Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Goiânia.

Segundo a assessoria de imprensa da ABN, a proposta da campanha é alertar a população sobre os principais distúrbios do sono – insônia, apnéia e síndrome das pernas inquietas – e seus respectivos tratamentos.

Durante a coletiva, o coordenador nacional da campanha e diretor do Serviço de Neuro-Sono vinculado à disciplina de Neurologia da Unifesp, Gilmar Fernandes Prado, ressaltou que não serão feitas consultas médicas durante no dia 21 de março, mas apenas ações de esclarecimento. Ele cita como um dos principais exemplos da falta de informação sobre os problemas relacionados ao sono o fato de que a maioria da população ainda não se deu conta de que o ronco é uma doença. “Em geral, os homens, grupo que mais apresenta o problema, só procuram tratamento quando suas esposas os obrigam a fazê-lo”, afirmou.

Gilmar Prado atribuiu, em grande parte, essa realidade ao modelo de atendimento médico de que a maioria da população dispõe. “Há muito pouco tempo para se dar atenção integral ao paciente. Muitos são atendidos em 5 minutos e não há como avaliar a saúde do paciente como um todo e orientá-lo em tão pouco tempo”, disse. Prado pontuou, ainda, que tal situação é mais comum no atendimento realizado por convênios. “Não estou falando do SUS, que tem apresentado mudanças, mas muitos convênios marcam duas consultas em um intervalo de dez minutos para que não haja prejuízo caso um paciente falte”, criticou.

Fonte: Informe Sergipe

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