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Elimine o estresse dentro d’água 27/02/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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Experimente as novas terapias aquáticas que prometem acabar com a tensão, a ansiedade e aliviar dores do reumatismo, artrite e artrose

POR PATRÍCIA AFFONSO
FOTOS CAROLINA RIVA E MANOEL MARQUES

TRANQÜILIDADE, LEVEZA e ampla sensação de bem-estar. Esses são apenas alguns dos benefícios que passam pela nossa cabeça quando o assunto é o meio aquático. No entanto, esse ambiente mágico, capaz de levar até a mais estressada das pessoas a um estágio de profundo relaxamento, não é a única razão pela qual as academias e spas investem cada vez mais em terapias aquáticas. Quando o corpo está imerso, nosso peso sofre uma redução de até 90%, facilitando sua movimentação. O impacto também é menor e, sendo assim, os riscos de lesão durante as atividades diminuem significativamente. E até mesmo o ato de respirar torna-se um exercício quando se está debaixo d’água, já que a pressão a que somos submetidos é muito maior.

Todos esses fatores facilitam o tratamento de problemas reumatológicos ou de mobilidade articular, como artrite e artrose, dores musculares crônicas, complicações na coluna vertebral Todos esses fatores facilitam o tratamento de problemas reumatológicos ou de mobilidade articular, como artrite e artrose, dores musculares crônicas, complicações na coluna vertebral e lesões em ligamentos ou tendões. Além disso, quando nos movimentamos na piscina ou na praia, estamos dando uma forcinha para o equilíbrio do fluxo sangüíneo.

Mesmo quando apresentadas a tantos benefícios, muitas pessoas relutam em optar pelas terapias aquáticas. Se você está no time dos que pedem mais ação e dinamismo nas aulas, segue uma boa nova: já se foram os tempos em que as práticas na piscina ficavam restritas à hidroginástica, natação, programas de recuperação para atletas e atividades para a terceira idade.

Surgem novidades a todo o momento. Vale corrida, flutuação, bicicleta, massagem, tudo dentro d’água! Já pensou? Conheça a seguir as mais novas opções disponíveis e escolha sua modalidade preferida! O verão está aí e te convida a se mexer. Seja para relaxar, perder uns quilinhos, se livrar daquela dorzinha chata ou simplesmente sair do sedentarismo.

Pronta para uma corridinha?
Faz tempo que você planeja começar a correr, não é mesmo? Que tal adotar uma versão diferente e refrescante da prática?

A monotonia passa longe das aulas de “Water Running Local”, na academia Bio Ritmo, de São Paulo. Intercalando o trabalho aeróbico da corrida com exercícios de resistência muscular, Marília Chagas, coordenadora da modalidade, promete colocar todo mundo em atividade: “Durante a corrida o trabalho é muito intenso, pois o deslocamento fica mais difícil. O aluno precisa vencer a resistência da água e dessa forma, utiliza mais grupos musculares, sem o impacto forte, característico do solo.

Dessa forma, ele adquire maior condicionamento físico e tônus muscular”, explica.

Além disso, trabalha-se a área cardiorespiratória, por meio das alterações de freqüência cardíaca, e da necessidade de respirar e expirar corretamente durante a movimentação.

Os exercícios localizados focam os membros superiores, possibilitando uma recuperação ativa, no caso dos alunos que apresentam problemas e disfunções: “A água permite a realização de movimentos mais soltos e amplos”, diz Marília.

Outro benefício claro é o fortalecimento dos relacionamentos interpessoais, que a professora auxilia, despertando nos participantes o que ela chama de competitividade saudável: “Quando praticamos a corrida convencional ou até mesmo a esteira, geralmente ficamos sozinhos, o que acaba desestimulando um pouco. Nessa versão na piscina, o contato com as pessoas é intenso.

Desenvolvo alguns exercícios em duplas, trios e, vez ou outra, faço competições para que os alunos se integrem mais”, conta.

pedale!
Para aqueles que adoram bicicleta, mas desejam inovar, uma opção é trocar a sensação de cabelos ao vento pelo delicioso frescor da piscina.

Durante as aulas de Acqua B,ike, proposta do Projeto Academia, de São Paulo, a pedalada acontece dentro da piscina, em bicicletas próprias. Por não causar forte impacto, a atividade é convidativa para todo o tipo de público, inclusive os de idade mais avançada. “A combinação de bicicleta e piscina proporciona um trabalho muito diversificado, fortalecendo principalmente os músculos anterior e posterior da coxa e da panturrilha. Há também o aumento do metabolismo, queima de gordura e favorecimento das funções cardiovascular e pulmonar. É excelente para quem pretende relaxar e cuidar do corpo fazendo de uma atividade prazerosa”, explica o educador físico e fisioterapeuta Christian Pécora.


flutue e confie!
Apesar de ter sido criada pelo brasileiro Mario Jahara, essa técnica, que recebe o sobrenome de seu criador, é pouco difundida em nosso país. Na Europa, por exemplo, a Jahara recentemente foi eleita pelo livro “Spa Style Spas” como a melhor das terapias aquáticas.

A terapêutica é realizada em água morna, o professor faz como que o paciente flutue e, com o auxílio de um tubo especial, executa uma série de movimentos e trações suaves, sempre visando ao alinhamento e à descompressão da coluna vertebral.

Para Gizele Rocha Aguiar, especialista do espaço A! Body Tech, no Rio de Janeiro, a palavra-chave da Jahara é expansão. “Os movimentos realizados pelo terapeuta com o auxílio do tubo, que funciona como terceiro braço, promovem o alinhamento da estrutura músculo-esquelética. Esse alinhamento, combinado com a tração suave e contínua da coluna, causa expansão, criando mais espaço para as articulações do corpo e descomprimindo o sistema nervoso”, explica.

Sendo assim, a técnica beneficia todos as patologias conseqüentes da compressão das vértebras, como hérnia de disco, lombalgia e o ombro congelado. “O relaxamento proveniente da flutuação também trata com sucesso problemas como ansiedade, hiperatividade e déficit de atenção”, finaliza Gizele.

“O relaxamento proveniente da flutuação também trata com sucesso problemas como ansiedade, hiperatividade e déficit de atenção”
GIZELE ROCHA AGUIAR

movimentos precisos
Focando mais a saúde do que o relaxamento, a terapia manual, novidade da academia carioca Aquatop, é realizada por um fisioterapeuta. Sua prática visa trabalhar as articulações e os músculos do paciente por meio de posicionamentos específicos que mobilizam as regiões do quadril, lombar e toráxica.

De acordo com o professor Eduardo Fortes, a terapia é muito útil para casos de artrose, dor lombar, muscular, nos quadris, nos ombros e nos joelhos. “A grande vantagem da terapia manual aquática é que o meio líquido ajuda a movimentar o paciente, que fica mais relaxado e mais leve, devido à falta de gravidade. Além disso, a água também contribui para uma maior evolução da terapia, atuando diretamente no corpo”, afirma. As grávidas também podem se beneficiar com esse tratamento, livrando-se das desagradáveis dores na coluna, comuns durante a gestação.

um jato de saúde
Imagine um delicioso banho de cachoeira, só que mais quentinho e, por isso mesmo, mais reconfortante. É mais ou menos essa a proposta da Ducha Nishi, que consiste num forte jato de água, aquecida em torno de 35º, que se movimenta através de um trilho. A partir do deslocamento da ducha, a pessoa tratada, que se encontra deitada sobre um confortável colchão de borracha, recebe uma intensa massagem por todo o corpo. “Antes de ir para a ducha, a paciente passa pela sauna ou o banho de imersão, o que a leva a relaxar profundamente, para aproveitar melhor o tratamento. A massagem proveniente do jato atua no nível muscular, aliviando tensões e doresl. Além disso, a pressão exercida pela ducha estimula a circulação sangüínea e linfática, auxiliando o corpo na eliminação de toxinas”, explica Fábio Munhoz, terapeuta holístico do espaço Salutis Per Acqua, em São Paulo. Como se não bastasse se livrar do estresse e equilibrar a saúde, o tratamento também é estético: “A pele é fortemente hidratada e tonificada durante o processo”, afirma Munhoz.

simplesmente relaxe!
Ser uma válvula de escape para o estresse acumulado no dia-a-dia. A proposta é da modalidade “hidro relax”, novidade da academia Cia Athlética, de São Paulo.

A aula, que dura 45 minutos, é iniciada com uma sessão de alongamentos globais. Dessa forma, o aluno vai relaxando a musculatura e entrando no clima da terapia.

“Nesse momento, aplico também técnicas de respiração, como a de transferir o ar para a região abdominal. Esse exercício massageia os órgãos internos, além de exercitar a concentração dos alunos”, explica a professora Vanessa Riva.

O próximo passo é uma espécie de meditação e relaxamento induzido. A partir da leitura de um texto, Vanessa estimula seus atendidos a liberarem a imaginação:

“Vou sugerindo que eles mentalizem elementos naturais de modo a formar a sua própria paisagem no plano mental. Aos poucos, vou entrando com a mentalização de cores, seguindo técnicas de cromoterapia. Nessa passagem, o aluno fica energizado”, afirma.

Para finalizar vem a massagem propriamente dita. Em estado de flutuação, auxiliado por um tubo colocado nas costas e outro nos joelhos, o aluno recebe toques e estímulos, primeiramente nas mãos e nas solas dos pés: “Nessas áreas se encontram os pontos reflexos de todas as outras partes do corpo”, enfatiza. Depois, a massagem segue para a região dos ombros e da coluna, onde se concentra a maior parte de nossas tensões. “Nesse momento, além das mãos utilizo o fluxo da água. Através dos movimentos que faço com o meu corpo, o corpo do aluno vai recebendo da própria água uma massagem bem relaxante. Nessa aula, trabalhamos a consciência corporal, a minimização dos sintomas do estresse, além da liberação das emoções e da imaginação”, finaliza Vanessa.

sinal vermelho
Antes de se iniciar qualquer atividade física é imprescindível passar por um exame médico, normalmente obrigatório na maioria das academias.Dessa forma, você conhece suas limitações e evita sustos e complicações.

Para as terapias aquáticas existem algumas restrições claras: pessoas com insuficiência cardíaca, renal ou respiratória. Os que sofrem com alterações na pressão arterial também devem ter cautela. Certos tipos de disfunções na pele, como a psoríase, também podem impedir a prática de atividades na água.

Fonte: Revista Estilo Natural, Fevereiro de 2007

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