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O poder das agulhas 05/01/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida.
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A acupuntura está livre do estigma que a cercou no Ocidente: o de terapia alternativa apenas para o alívio das dores. Reconhecida como especialidade médica, as agulhas já são usadas com efi cácia no tratamento de inúmeros males – de hipertensão e diabetes até demências e câncer

POR PATRICIA BOCCIA E DANIELA TALAMONI
FOTOS FERNANDO GARDINALI

A ACUPUNTURA BUSCA TRATAR O PACIENTE COMO UM TODO E NÃO COMO UM SER DIVIDIDO EM PEDACINHOS

Provar que o toque das agulhas é capaz de excitar as células nervosas da pele, atingir o Sistema Nervoso Central (SNC) e estimular o cérebro a produzir analgésicos e antiinflamatórios naturais foi fácil. Afinal, o princípio é muito semelhante ao da massagem (com agulhadas no lugar do vaivém das mãos) e favorece a liberação de substâncias capazes de aliviar as tensões musculares, as dores e de promover o bem-estar geral. Basta uma sessão de acupuntura, aliás, para atestar esse benefício na prática.

O problema foi convencer pacientes e médicos, especialmente os do Ocidente, de que a técnica nascida há 5 mil anos na China era capaz de fazer muito mais pela saúde: como reduzir a pressão arterial, equilibrar os níveis de glicemia no sangue, afastar as crises de asma, controlar os sintomas da esquizofrenia, dar uma forcinha para a memória e até conter a ejaculação precoce. Não é à toa.

A medicina chinesa enxerga o corpo de uma forma muito diferente dos ocidentais. Imagine o organismo humano como um televisor: enquanto o Ocidente se especializou na manutenção do aparelho e na substituição de peças avariadas, os orientais sempre olharam com atenção a energia que move o mecanismo. Para eles, corrente regulada significa aparelho funcionando bem. Já uma rede com níveis baixos ou elevados de energia fazem o aparelho funcionar mal.

Deste lado do hemisfério, os males são associados a vírus, bactérias, proliferação de células doentes e os tratamentos costumam ser pontuais e cada vez mais específicos. Enquanto que para os orientais, as doenças são desencadeadas por um desequilíbrio energético, a acupuntura atuaria em pontos certos do corpo para desbloquear o fluxo de energia e manter o organismo funcionando em harmonia. Filosofias e princípios à parte, na tentativa de traduzir a teoria da energia vital para uma explicação menos mística e mais fisiológica e científica, o Ocidente passou a financiar pesquisas para comprovar a eficácia da técnica e, finalmente, descobriu e aceitou o seu poder terapêutico.

Resultado: a acupuntura deixou o limbo das práticas alternativas e passou a integrar o Olimpo da ciência contemporânea. Ainda não se consegue esclarecer por completo quais os mecanismos acionados pelas agulhas que possibilitam o alívio ou a cura dos sintomas das doenças não necessariamente ligadas à dor. Mas que a técnica funciona ninguém mais duvida.

Aval científico
A acupuntura vem colecionando ao longo dos anos provas científicas do seu poder terapêutico. Na década de 80, após 25 anos de pesquisas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o documento Acupuncture: review and analysis of reports on controlled clinical trials, no qual expõe os resultados destes estudos. Neste estudo, que foi atualizado em 2002, é analisada a eficácia das agulhas em comparação ao tratamento convencional para mais de 200 doenças ou sintomas. Há uma lista com 41 doenças em que a técnica resolveu mais de 30% dos casos ou foi até mais efi- caz do que os remédios.

E o estudo mais recente, embora não tenha recebido o reconhecimento dos acupunturistas brasileiros, por tratar-se de um trabalho isolado, chama atenção para duas novidades capazes de deixar o método ainda mais popular: um possível aumento na possibilidade de aplicação das agulhas na medicina e a constatação de que em muitos casos a técnica pode resolver o problema sozinha. O pesquisador Du Yuanhao, do Centro de Pesquisa de Acupuntura Chinesa de Tianjin, garante ser possível tratar 461 doenças, relacionadas aos sistemas nervoso, digestivo, genitourinário, aos músculos e ossos e à pele. E que ele conseguirá dividi-las em três categorias: as que podem ser curadas apenas mediante a utilização da acupuntura; aquelas para as quais ela é o tratamento principal e os males nos quais as agulhas podem só ajudar.

Em nosso país, a acupuntura é aplicada em diversas áreas. “Da pediatria à psiquiatria e até em casos em que ela não tem indicação absoluta, mas ajuda a melhorar o estado geral do paciente, como em moléstias infecciosas, recuperações cirúrgicas e tratamentos de câncer”, conta o médico Ruy Yukimatsu Tanigawa, presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA).

As agulhadas na prática
A grande maioria dos pacientes que procura acupunturistas já peregrinou por inúmeros consultórios e tem um diagnóstico claro do problema que os aflige. Desse total, 80% quer se livrar de alguma dor. Embora seja conhecida pela eficácia em conseguir aplacála, a verdade é que a medicina chinesa é muito mais ampla. “Além da acupuntura, quando se trata em aplicação da medicina chinesa, também está se falando de uso de plantas e minerais, alimentação equilibrada e exercícios terapêuticos, como massagens”, ex pli ca o cirurgião vascular Wu Tou Kwang, um dos pioneiros no ensino da técnica no país e diretor do Centro de Estudos em Acupuntura e Terapias Alternativas (CEATA).

Os estudos avançaram de tal forma e abrangem tantos campos que, hoje, falar só do efeito analgésico é pouco.

“O objetivo central da acupuntura é basicamente prevenir doenças”, explica Jou El Jia, médico e professor de acupuntura da Faculdade de Medicina de Jundiaí, de São Paulo. Além disso, a técnica busca tratar o paciente como um todo e não como um ser dividido em pedacinhos.

O problema é que, culturalmente, a procura por um tratamento só ocorre quando o paciente está sentindo algo ou já ficou doente. Neste sentido, o acupunturista pode resolver a maio ria das doenças. Em outras, porém, pode ajudar com os sintomas. “Um paciente com câncer, por exemplo, pode beneficiar-se da acupuntura para driblar os efeitos colaterais da quimioterapia e também pode aumentar a sua resistência física para o tratamento convencional, mas deve ser enviado para um oncologista, que detém o conhecimento das mais modernas ferramentas para acabar com a doença”, alerta Hong Jin Pai, médico da equipe de Acupuntura do Centro de Dor do Hospital das Clínicas, de São Paulo, e diretor de relações internacionais da Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura (SMBA).

Os problemas mais atendidos pela técnica hoje são dores cervicais, musculares e lombares, enxaqueca e insônia — embora a acupuntura venha obtendo também bons resultados em ortopedia, gastroenterologia, pneumologia e dermatologia. Nesta última área, aliás, doenças como psoríase e herpes vêm sendo tratadas com eficácia.

Não é raro ainda encontrarmos as agulhinhas nos consultórios pediátricos. Um estudo recente publicado no European Journal of Allergy and Clinical Immunology revelou que crianças asmáticas tratadas com as agulhas tiveram controle quase que total das crises, aumentaram o peso e a estatura, bem como a resistência a infecções oportunistas. A prática também é ótima para prevenir ou combater problemas infantis freqüentes, como resfriado, rinite e inflamação das adenóides. Outro campo promissor promete ser o das enfermidades do sistema neuroimunológico. É o caso das doenças auto-imunes, como lúpus eritematoso, para as quais a alopatia atualmente só oferece paliativos.

REMÉDIOS X AGULHAS
Em outubro de 2005, 60 médicos da rede pública de saúde de Campinas (SP) foram capacitados para usar as agulhas no tratamento de pacientes com dores em geral e até com seqüelas de acidente vascular cerebral (AVC). Com o apoio da AMBA, eles aprenderam a utilizar uma modalidade de acupuntura em que as regiões de aplicação ficam na cabeça.

Em 2006, a cidade criou os primeiros ambulatórios oferecendo a técnica. Resultado: houve redução de 12,5% no uso mensal de antiinflamatórios por pacientes da rede pública. As agulhas, então, poderiam dispensar o uso de remédios?

O médico Hong Jin Pai deixa claro que, independente da afecção, a terapia convencional é empregada sempre que necessário. “O que acontece é que o organismo pede naturalmente menos remédios”, diz Pai. Isso também funcionaria com doenças crônicas, como hipertensão, obesidade e diabetes. Dependendo da gravidade, apenas o equilíbrio proporcionado pelas agulhadas poderia reduzir a quantidade de drogas. Mas não há milagres.

Assim como na medicina ocidental, a terapia deve ser para a vida toda. Mesmo o diagnóstico, que na prática chinesa é feito em 70% dos casos com uma boa conversa com o paciente, não prescinde de exames laboratoriais, de hemogramas à ressonâncias. É por isso que, por lei, os técnicos acupunturistas que não são médicos, não podem se dedicar ao diagnóstico, apenas executar o tratamento.

QUEM PODE APLICAR A ACUPUNTURA? AINDA NÃO EXISTE UMA LEI QUE APLICADA POR MÉDICOS, PROFISSIONAIS DE SAÚDE (ENFERMEIROS, TÉCNICOS (SEM FORMAÇÃO SUPERIOR NA ÁREA DE SAÚDE, MAS QUE REGULAMENTE A PROFISSÃO NO PAÍS. POR ENQUANTO, A TÉCNICA PODE SER FISIOTERAPEUTAS, FONOAUDIÓLOGOS, PSICÓLOGOS, FARMACÊUTICOS) E FIZERAM CURSOS RECONHECIDOS PELAS SECRETARIAS ESTADUAIS DE SAÚDE)

QUANTAS SESSÕES SÃO NECESSÁRIAS?
Estipular esse número seria como prescrever as doses de um remédio. Só um especialista é capaz de fazê-lo, levando em conta a gravidade do problema, bem como histórico médico e a capacidade de reação do paciente. Os acupunturistas garantem, porém, que são necessárias pelo menos cinco sessões para que a técnica comece a produzir efeitos.

RECADO PARA OS MEDROSOS
Se a única coisa que o afasta de uma sessão de acupuntura é o horror às espetadelas, saiba que nem isso é mais desculpa. Já existem aparelhos a laser que simulam o mecanismo das agulhas.

Os pontos também podem ser estimulados por eletricidade (eletroacupuntura), magneto (metal colocado sobre os pontos), acupressura (pressão digital nos pontos), superímãs e até notas musicais (método chamado acutone em que o especialista utiliza um diapasão — um miniafinador musical — para emitir as notas nos pontos). A acupuntura clássica, porém, é a mais eficaz, pois equilibra a energia mais rápido.

COMO A APLICAÇÃO É FEITA?
Depois de uma avaliação geral do paciente, a sessão começa com a pessoa deitada (a posição varia de acordo com os pontos que o profissional quer atingir) e são utilizadas, no mínimo, 15 agulhas em pontos diversos, mesmo que a pessoa só esteja tratando um ponto único. A picadinha da agulha é leve e pouco dolorosa. Em algumas regiões, porém, o paciente pode sentir uma espécie de choquinho.

Atendimento gratuito
O que ainda afasta muita gente do tratamento com acupuntura, além do receio das agulhas, é o preço das sessões — que pode variar de 30 a 95 reais cada sessão com duração de cerca de uma hora. Nos consultórios médicos, o custo médio fica em torno de 50 reais. Felizmente, já é possível recorrer à técnica em hospitais de universidades, ambulatórios e postos de saúde ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Por se tratar de uma especialidade médica, a maioria dos convênios médicos também cobre este tipo de tratamento. Mas cada plano trabalha de uma forma. Alguns só cobrem se a sessão tiver uma indicação médica para a terapia e se for aplicada por um médico. Outros limitam o número de sessões. Segundo as assessorias da Unimed Paulistana (Sistema de Cooperativa) e da Medial Saúde (Medicina de Grupo), o atendimento é contemplado em qualquer tipo de plano dos associados e sem nenhuma restrição. Funciona como uma consulta médica normal e basta o paciente procurar o médico acupunturista na lista de conveniados do plano.

QUAL O TAMANHO DAS AGULHAS? VARIA DE 1 A 12 CM, MAS AS MAIS UTILIZADAS UM FIO DE CABELO. E MESMO AS AGULHAS MAIS GROSSAS SÃO BEM MENOS TÊM EM TORNO DE 2 A 3 CM. QUANTO À ESPESSURA, ELA É COMPARADA A DE ASSUSTADORAS DO QUE AQUELAS USADAS PARA APLICAÇÃO DE INJEÇÕES

A PEDIATRIA TAMBÉM RECORRE À ACUPUNTURA: CRIANÇAS ASMÁTICAS TRATADAS COM O MÉTODO TIVERAM CONTROLE DAS CRISES, AUMENTARAM O PESO E A ESTATURA, BEM COMO A RESISTÊNCIA A INFECÇÕES

FUJA DOS PICARETAS
A acupuntura pode trazer riscos, já que é um procedimento invasivo, em que se inserem agulhas em locais onde há terminações nervosas e vasos sangüíneos. Por isso, é importante que o paciente se certifique da formação do acupunturista. Fique atento às boas referências, como um curso reconhecido de acupuntura, e se o profissional pertence a alguma instituição séria de saúde. E mais: só faça o tratamento depois de ver o profissional abrir os envelopes das agulhas descartáveis. Mais informações sobre acupunturistas: AMBA (11 5572-1666, SP) e CEATA (11 3061-0664/ 3083-3544, SP).

ESTUDOS PROMISSORES

ESTÍMULO PARA A MEMÓRIA
Trabalho desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que ratos submetidos à aplicação de acupuntura tiveram a memória potencializada, mesmo depois de submetidos a estresse. A idéia agora é analisar os efeitos das agulhas na memória e no aprendizado de seres humanos.

CONTRA INFERTILIDADE
A acupuntura pode melhorar a fertilidade de homens com baixa quantidade de espermatozóides normais. Segundo um estudo do setor de Reprodução Humana da Unifesp, foi registrado um aumento médio de 25% na quantidade de espermatozóides morfologicamente normais em pacientes que se submeteram à terapia com acupuntura.

TRATAMENTO DA ENXAQUECA
Mulheres que optam por fazer acupuntura em vez de usar remédios a fim de prevenir o mal apresentam 80% na redução das crises, informou um novo estudo do Centro Feminino para Dor de Cabeça, em Turim, Itália.

COMBATE À DEPRESSÃO
O procedimento convencional envolve psicoterapia e remédios. Mas a maioria dos antidepressivos provoca efeitos colaterais como tonturas, sonolência, variações do apetite, secura na boca e taquicardia. Pacientes estudados pelo Departamento de Psicologia da Universidade Stony Brook, nos Estados Unidos, e tratados com acupuntura, associada à terapia medicamentosa e apoio psicológico, apresentaram redução dos sintomas três vezes mais rápido do que os que só usaram antidepressivos e psicoterapia — as agulhas liberam endorfina (neurotransmissor responsável pelo bem-estar), acelerando o tratamento.

NAS SEQÜELAS DO DERRAME
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP provaram que a paresia (diminuição de força) pós-AVC é uma condição clínica possível de tratamento por acupuntura. A técnica mostrou-se efetiva na redução de severidade da paresia, dependendo da localização e da extensão do derrame. Melhores resultados são observados quando o procedimento é instituído dentro de 24 a 36 horas após o acidente vascular.

FIM DA INFECÇÃO URINÁRIA
Mulheres que já tiveram crises repetidas de infecções do trato urinário podem usar a acupuntura para prevenir novos episódios, sugere um trabalho da Universidade de Bergen, na Noruega. Os cientistas descobriram que pacientes nessas condições tiveram 50% menos chances de ter outra infecção durante os seis meses seguintes ao tratamento, quando comparadas às que não haviam sido submetidas às agulhas. A acupuntura conseguiria esse feito porque aumenta a quantidade de células de defesa do corpo contra a presença de intrusos, como fungos e bactérias.

“Nunca mais tive crises de fibromialgia”
“Há mais de vinte anos sofro por causa de fibromialgia (doença crônica que engloba uma série de manifestações clínicas como dor generalizada, fadiga, indisposição, distúrbios do sono e hoje é considerada pelos médicos como uma forma de reumatismo). Perdi as contas de quantos médicos procurei até acertar o diagnóstico. E mesmo depois de tanta luta para descobrir o meu problema, confesso que os tratamentos tradicionais não surtiram efeito. Tomei diversos antiinflamatórios e até antidepressivos, pois os especialistas dizem que as crises pioram devido a depressão ou quadros de ansiedade.

Eu acho que é isso mesmo, pois sou uma pessoa elétrica em certas ocasiões, mas às vezes me sinto completamente desanimada. O problema é que especialmente os antidepressivos não caíram bem para o meu organismo. Meu sono ficou pior e sofri com os efeitos colaterais: sentia tonturas, náuseas, boca seca e muitos outros sintomas ruins.

Foi quando descobri que a acupuntura tratava essa doença e também a depressão e a ansiedade. Comecei as aplicações em janeiro de 2005 (duas sessões semanais) e em março do mesmo ano já me sentia outra pessoa. Não sei se a acupuntura curou a fibromialgia, mas faz muito tempo que eu não tenho crises. Posso garantir que ela me livrou das crises de ansiedade que detonavam a doença. Continuo fazendo as aplicações, pelo menos uma a cada 15 dias. É como se fosse uma terapia para prevenir crises. Não pretendo largar jamais a acupuntura”.
Deise Peixoto, 59 anos, dona de casa

“Adeus, enxaqueca e gastrite”
“Sempre tive enxaqueca, mas as crises eram esporádicas. Depois que meu primeiro filho nasceu, há nove anos, passei a ter uma crise atrás da outra. Procurei vários especialistas que me disseram que as mudanças hormonais durante a gestação tinham acentuado o problema. Eu, que já era conhecedora de analgésicos, acabei intoxicando meu corpo com as drogas. E em dois anos estava com gastrite. Cheguei em frangalhos ao consultório de um médico acupunturista indicado por uma amiga.

A gastrite provocava a enxaqueca, que, por sua vez, fazia com que eu recorresse aos remédios e piorasse a gastrite. Nas primeiras sessões de acupuntura saí do consultório sem esperança. Não percebi grandes melhoras. A partir da quinta aplicação notei que a enxaqueca havia melhorado. Durante oito meses fiz duas aplicações semanais. Depois, reduzi para uma sessão por semana. A última endoscopia apontou que me livrei da gastrite”.
Maria Alice Lago Almeida, 40 anos, economista

Fonte: Revista Viva Saúde, Janeiro/2007

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