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Cores que curam 12/12/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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Cansaço, tensão, enxaqueca, bronquite, ansiedade, depressão. A cromoterapia trata tudo isso e muito mais, além de promover bem-estar e relaxamento a quem a utiliza. Entenda para que serve e como funciona esta terapia milenar

COR É VIDA E DISSO TODOS NÓS sabemos. Quem não se sente mais motivado, diante de uma manhã ensolarada, que descortina o quarto? Praticamente um convite à vida, o amarelinho dos raios do sol junto ao azul que toma o céu, parecem nos preencher com ânimo, energia. O que dizer ainda, se indo para o trabalho, você for presenteada com um caminho florido, cheio de cores? É de encher os olhos e o coração de qualquer pessoa.

Algumas pesquisas comprovam que preferimos a cor e a luz à escuridão. Uma delas é a que mostra que lugares cinzentos como Londres, por exemplo, estão entre os campeões nos índices de depressão. Muitos desses casos, inclusive, terminam em suicídio. “É o que os especialistas chamam de depressão sazonal. Agimos como se o calor, as cores e a luz nos levassem ao movimento, enquanto o frio e a escuridão nos conduzissem à introspecção”, explica Ângela Freitas, terapeuta holística do Espaço Girassol, em São Paulo. Trocando em miúdos: a temperatura fria desses locais não permite que a natureza realize grande parte dos espetáculos que vemos por aqui, no Brasil. Um privilégio que o nosso corpo e a nossa mente agradecem, e muito!

Partindo do princípio de que as cores realmente causam influência no ser humano, já na Antigüidade, os povos passaram a utilizá-las como instrumento terapêutico. Os antigos sacerdotes do Egito, da Babilônia e da China buscavam nas cores e luzes muitas de suas técnicas curativas. A terapia com a luz solar era uma prática médica comum na Grécia, na China e na Roma antigas, sendo empregada para proporcionar alívio para as doenças da pele. Para se ter idéia do quão remota ela é, basta falar de seu registro nos Vedas, os livros sagrados hindus, escritos há mais de três mil anos.

O tempo passou, os conhecimentos foram se aprimorando e o método fundamentou-se e foi batizado de cromoterapia. Muita coisa se perdeu pelos anos, mas se sabe que o responsável pela chegada da técnica ao Ocidente, na metade do século 19, foi o psiquiatra britânico E. D. Babbit. Já no Brasil, pode se dizer que a cromoterapia é muito recente, já que está aqui oficialmente há cerca de 15 anos.

Entendendo a técnica

A cromoterapia se utiliza das sete cores do espectro solar (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta) e suas vibrações para tratar disfunções físicas e emocionais e, principalmente, a combinação destes fatores já que, como terapia holística, prega o tratamento do ser humano como um todo: “As doenças surgem primeiramente em nosso emocional, por meio de pensamentos negativos e sentimentos inadequados. Daí, vão ganhando força e atingem o nosso campo energético ou vibracional que, em seguida, extravasa o problema em nosso físico”, esclarece a terapeuta Ângela Freitas.

De qualquer modo, a experiência demonstra que pessoas que sofrem com psoríase, enxaqueca, dores diversas, bronquite, ansiedade e depressão reagem muito bem à terapia, chegando, por vezes, à cura.

Para os estudiosos dessa prática, cada cor possui uma vibração específica, que age nas zonas carentes de energia. “O raio de alcance de cada cor é variado, por isso, cada uma delas tem propriedades diferentes e atua de forma distinta no organismo”, considera a terapeuta.

Falamos do tipo mais comum de cromoterapia: a que utiliza o bastão cromático, ou instrumentos potencializadores, para emitir luzes coloridas sobre o paciente. Além dessa forma tradicional, existem outras, como o uso de cristais, a mentalização das cores, ou sua presença na alimentação, nas vestes, na iluminação de ambientes e a água solarizada. (veja box)

Os efeitos costumam ser sentidos após as primeiras quatro sessões. É de extrema importância que a cromoterapia seja aplicada por um especialista, pois, se a combinação de cores empregada não for correta, pode atrapalhar o processo de restabelecimento e até mesmo favorecer o desenvolvimento de inúmeros problemas futuros.

Abaixo o exclusivismo!

Antigamente a medicina convencional era completamente cética quanto aos demais meios empregados para a cura. Hoje, graças aos avanços científicos também na medicina complementar, muitos já pregam que o método multidisciplinar é a melhor das escolhas. “As terapias alternativas não visam substituir a alopatia. Queremos somar. Não aconselho ninguém a largar o médico e se tratar só com a cromoterapia. A combinação dessas especialidades é saudável e estudos já comprovaram que a técnica predispõe o organismo a acelerar o processo de cura, além de aceitar melhor o tratamento, seja ele qual for”, explica Ângela.


Conheça agora as principais funções das cores utilizadas na cromoterapia:

Além do que se vê

Como já vimos, a cromoterapia trata o ser de forma global, atuando em seu emocional, físico e também no espiritual. Em geral, os especialistas dividem a sessão em duas partes: a física e a energética. A física se compromete a tratar as doenças, propriamente ditas, ajudando a aliviar os sintomas e encaminhando muitas vezes o paciente à cura: “O termo cura é muito vasto. Não podemos prometer à pessoa que ela sairá da terapia livre de seu problema. Auxiliamos o corpo a reagir contra a doença, interferindo principalmente no sistema nervoso central, no periférico e também nos chacras”, afirma Ângela de Freitas.

Os chacras são os centros de energia do nosso corpo, sendo cada um deles responsável por uma área: “A função desses redemoinhos de energia é nutrir os sistemas e órgãos com energia vital (prâna), para que seu funcionamento seja equilibrado”, explica.

Normalmente, no início da sessão, o terapeuta utiliza um instrumento que verifica como anda cada um dos chacras: equilibrado, obstruído ou com pequenas disfunções. A partir desse “diagnóstico”, o especialista trabalha com as cores necessárias para reequilibrá-los. “As emoções são muito importantes nessa parte energética, porque dão comandos ao nosso corpo e podem até mesmo fechar determinados chacras, comprometendo funções essenciais”, comenta a especialista.

Prevenção já!

A terapeuta afirma que, na verdade, a cromotera pia deveria ser utilizada principalmente como uma forma de prevenção.

Ela explica que, atualmente, somos submetidos a um estado contínuo de estresse e preocupação que, aos poucos, vai comprometendo a saúde física e mental: “O estresse força muitas reações negativas no nosso corpo: produzimos adrenalina demais, as pupilas ficam dilatadas, em sinal de alerta, o coração bate de forma acelerada. Tudo isso vai favorecendo um desequilíbrio das funções”, pondera.

Por ser relaxante, a técnica propicia ao organismo entrar nos eixos novamente, funcionando em ritmo normal e apropriado. Além disso, colabora para o fortalecimento de nossas defesas: “Muita gente toma vitaminas para evitar doenças. A cromoterapia é uma espécie de vitamina emocional, que vai nutrir a mente e expandir seus benefícios no campo físico”, conclui.

Para acalmar o coração dos mais ansiosos

Envolva uma garrafa com papel celofane azul, deixando-a em exposição solar por uma hora no verão (das 8h às 9h) ou uma hora e meia no inverno, (no período entre as 6h e as 9h30). Depois disso, a água deverá ser ingerida no período máximo de sete horas, não podendo ser colocada na geladeira. Mantenha-a em lugar bem fresco.

Cor das roupas

Segundo Ângela Freitas, a cor das roupas está muito mais ligada à personalidade do indivíduo do que aos princípios terapêuticos da cromoterapia. No entanto, ela diz que o uso das tonalidades com esse propósito também pode funcionar: “Para isso, você precisa estar com o seu plano mental em dia. Daí as coisas acontecem, pois energia atrai energia”. A especialista dá algumas dicas sobre quando e por que vestir cada uma das cores:

AMARELA: boa para estimular a intuição e a criatividade.
BRANCA: para quando estiver necessitando de paz, calma e serenidade. Passa pureza.
VERMELHA: ideal para quem precisa de coragem, força de vontade; ou quando sentir necessidade de atrair alguém.
LARANJA: deve ser usada para obter sucesso monetário.
VERDE: para diminuir o estresse.
AZUL: indicada para conseguir harmonia, paz e tranqüilidade. E para quando precisar se expressar com clareza em alguma situação.
VIOLETA: favorece a inspiração.
ROSA: recomendada para encontrar a felicidade e obter simpatia.
PRETA: para se proteger de energias intrusas, mas não é bom usar o tempo todo, pois o preto impede que os chacras se alimentem da energia prânica.

Fonte: Revista Estilo Natural

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