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Células-tronco – dicas importantes 08/12/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Etapas da coleta e criopreservação em um banco autólogo

1. Coleta
A coleta é um processo simples, rápido, absolutamente seguro e indolor para mãe e filho. Não interfere de forma alguma no parto. O sangue é retirado somente após o cordão umbilical ser cortado e a placenta, expelida.
2. Transporte
Após a coleta, o material é levado pessoalmente pela equipe especializada até o laboratório. Um registrador de temperatura é acoplado à bolsa para manter a temperatura entre 4ºC e 24ºC.
3. Processamento
O sangue do cordão umbilical é submetido a múltiplas etapas de processamento para a obtenção do maior número possível de células-tronco.
4. Criopreservação
As células-tronco são congeladas em bolsas criogênicas e armazenadas no sistema BioArchive® em nitrogênio líquido a -196ºC, com total segurança, no laboratório.
(Fonte: CordVida)

Perguntas respondidas sob o ponto de vista de um banco autólogo

1. Que razões levam os pais a coletarem o sangue do cordão de seus filhos?
A maioria dos pais decide guardar as células-tronco do sangue do cordão de seus bebês porque se um dia houver necessidade, esse material estará à disposição de imediato. Algumas famílias também decidem coletar o sangue do cordão porque acreditam nas possibilidades de tratamento que as células-tronco oferecem num futuro próximo da medicina. Outras famílias optam pela coleta do sangue por terem histórico de doenças que são tratáveis com células-tronco.

2. Por quanto tempo as células-tronco do sangue do cordão umbilical podem ficar armazenadas?
Até o momento, a mais antiga amostra de células-tronco de sangue do cordão descongelada tinha 15 anos e estava intacta. Outros tipos de células humanas preservadas com sucesso por criogênese mantêm-se viáveis por mais de 55 anos, inclusive células da medula óssea. Por isso, em tese, quando processadas corretamente, as células-tronco podem ficar preservadas por décadas.

3. O hospital precisa fornecer algum material para a coleta?
Não. A equipe do laboratório contratado levará todo o material necessário.

4. O meu obstetra pode fazer a coleta do material?
Sim, desde que esteja familiarizado com o procedimento e siga o protocolo de coleta. A enfermeira especializada do banco de cordão estará presente e à disposição para quaisquer informações que seu médico eventualmente desejar.

5. Existe um prazo máximo entre a coleta do sangue do cordão e a chegada ao banco?
Sim. Há um prazo de 48 horas entre a coleta e o processamento do material no laboratório. Este intervalo permite que a coleta seja feita em qualquer cidade do Brasil.

6. As células-tronco do meu bebê poderão ser utilizadas para tratar outros membros da família?
Sim, desde que seja obtida uma autorização específica da ANVISA para tanto ou, se for o caso, judicial. As células-tronco do sangue do cordão umbilical do seu bebê têm muito mais chances de serem utilizadas com sucesso em pessoas de sua família do que as de um doador sem nenhum parentesco.

7. Bebês prematuros podem ter o sangue do cordão coletado?
A princípio não há problema, entretanto a legislação em vigor somente permite a coleta a partir da 32 semana de gestação. Porém, a decisão final cabe ao seu médico.

8. Se eu preservar o sangue do cordão umbilical de um filho, devo fazer o mesmo com o seguinte?
Sim, cada filho é único. E a probabilidade de irmãos serem perfeitamente compatíveis é de 1 para 4. Além disso, não é possível prever se uma das crianças – e qual delas – eventualmente necessitará de um transplante.

(Fonte: CordVida – Banco de Células-Tronco do Cordão Umbilical de uso autólogo, tel. 0800 888 2673)

Perguntas respondidas sob o ponto de vista de um banco público

1. Qual a principal utilização do sangue de cordão umbilical?
O uso terapêutico comprovado é a reconstituição de células do sangue, substituindo a medula óssea nos pacientes que não têm doador.

2. Quais as expectativas a médio prazo da utilização das células-tronco?
Pesquisas estão em andamento buscando utilizar estas células na regeneração de tecidos, como o músculo cardíaco. Há pesquisas para o uso no tratamento de lesões da medula espinhal e na redução de morbidade em casos de acidente vascular cerebral.

3. Por que doar sangue de cordão umbilical?
Fazendo a doação, você ajuda a salvar a vida das pessoas que ano a ano precisam de um transplante de medula e não encontram doador compatível. Além disso, guardar o sangue de cordão umbilical para uso de seu próprio filho não tem respaldo na medicina. A probabilidade de uma pessoa precisar de suas próprias células durante seus primeiros 20 anos – período em que se admite que suas células congeladas se mantém viáveis – é de apenas 1 em 20 mil, pois uma de suas principais utilizações está no tratamento de leucemia. Nesses casos, o transplante de sangue de cordão do próprio indivíduo é contra-indicado, já que o transplante alogênico (de terceiros) apresenta melhores resultados. Outra limitação é que a quantidade de células obtidas de um único cordão pode, no máximo, servir para o tratamento de pacientes com até 60 kg. Através dos bancos públicos, é possível combinar cordões geneticamente compatíveis e tratar pacientes de maior peso. Um banco público traz vantagens muito mais diretas para a sociedade. É importante lembrar que a doação: utiliza o sangue que é habitualmente descartado; não oferece risco para o doador (mãe e bebê); disponibiliza material para toda a sociedade

4. Quem pode doar?
Mães com menos de 36 anos, cujo bebê venha a nascer com idade gestacional maior de 35 semanas e possua mais de 2kg. No entanto, existem algumas restrições adicionais. Para mais informações e orientações, converse com o seu médico ou ligue para (11) 3747-1233.

5. Como é feita a coleta de sangue de cordão umbilical?
A coleta é feita durante o parto, logo após a secção do cordão umbilical e quando o recém-nascido já está sob os cuidados do pediatra. A coleta não traz qualquer risco ao bebê ou à mãe.

6. Quais são os procedimentos necessários para doação?
Algumas exigências devem ser cumpridas antes da coleta, similares às requeridas para doação de sangue. Antes do parto, a mãe deverá passar por uma triagem clínica (entrevista). Segundo a legislação brasileira, entre 60 e 180 dias após o parto, a mãe deverá retornar ao banco de sangue para uma nova entrevista e coleta de sangue para realização dos testes laboratoriais.

7. O que garante a qualidade do material armazenado?
O Departamento de Hemoterapia do Hospital Israelita Albert Einstein segue as normas técnicas da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Ministério de Saúde. Além disto, possui o respaldo da Associação Americana de Banco de Sangue (AABB). O sangue de cordão umbilical passa por vários testes e é armazenado em tanques de “quarentena” até a liberação final, após o retorno da mãe para a coleta de nova amostra de sangue.

(Fonte: RedeCord – Hospital Albert Einstein, tel. 11-3747-1233)

Fonte: Revista Viva Saúde

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