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O peso das emoções na saúde 04/12/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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Depoimentos de quem sofre, literalmente, quando está sob forte emoção

Marcador protéico do estresse
Estudo publicado no início de 2005 pelo New England Journal of Medicine identificou uma nova substância, chamada péptido B-natriurético (BNP), relacionada ao estresse, que permitiria identificar, entre pessoas com artérias obstruídas, quais as que correm maior risco de crise cardíaca. A proteína, segundo cientistas dinamarqueses, aparece no sangue quando o coração está sob efeito do estresse. Alguns cardiologistas estão testando a proteína para diagnosticar pessoas com dificuldades respiratórias, o que muitas vezes assinala problemas cardíacos potenciais.

De acordo com o estudo, pessoas com níveis mais elevados de BNP correm também duas vezes e meia mais riscos de morte de qualquer causa do que as que têm níveis mais baixos dessa proteína. Os investigadores dinamarqueses examinaram pessoas com estado de saúde estável mas com artérias obstruídas em diferentes graus e, portanto, risco potencial de sofrerem um infarto agudo do miocárdio.

Alteração no ritmo biológico, rotina de corintiana
A professora de pós-graduação da PUC-SP, Ana Maria Haddad, é conhecida entre seus alunos pela devoção ao Corinthians, time do coração desde que, criança, via o pai torcer com fervor pelo clube da torcida Fiel. Neste mês de junho, Ana não adotou nenhum esquema especial de horário para assistir aos jogos da seleção brasileira. Ela assume que prefere os jogos do Corinthians aos do Brasil, mas não perde as finais da Copa. Nessas ocasiões, o extravasamento emocional alcança os mesmos níveis de uma decisão do campeonato paulista. “Diante da TV eu xingo, fico com raiva, e se o Timão, como muitas vezes acontece, precisa apenas de um empate para ganhar determinado campeonato e perde, choro! E muito! Durante os jogos sinto, com certeza, meu coração bater mais forte”, conta a professora. A euforia é ainda maior quando o time ganha e se vê pelas ruas as bandeiras estendidas e o hino entoado pela torcida. “Saio à janela para ver se tem mais gente comemorando e nessas horas o meu ritmo biológico muda bastante.”

Nervos abalados, rotina de saopaulina
Nesta Copa do Mundo de Futebol a dona-de-casa Julieta Trevizani Carvalho, de 83 anos, deve brigar e xingar nos momentos mais tensos dos jogos do Brasil, mas nada que se compare ao destempero que demonstra durante os jogos do São Paulo, seu time do coração. Temendo conseqüências para a saúde da mãe, Lucia Carvalho, que é diretora municipal de Educação de Cajamar (município a 39 km de São Paulo), decidiu há dois anos evitar que ela assista aos jogos do tricolor pela televisão. “Ela fica muito nervosa, segura o braço do sofá, briga com o juiz, xinga os jogadores e grita a ponto de fica rouca”, relata. No dia da decisão do Campeonato Mundial Interclubes, em dezembro de 2005, quando o São Paulo bateu o Liverpool inglês por 1 x 0, dona Julieta assistiu, mas era chamada para tomar um café e outras distrações encontradas pela família. Ela não tem doença cardíaca nem outra contra-indicação, mas a filha prefere prevenir. Na Copa, diz Lúcia, o impacto diminui porque o elenco da seleção é híbrido, com jogadores de vários times. “Ela fica de olho nos saopaulinos e cobra mais desempenho deles.”

Fonte: Revista Viva Saúde

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