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Cronoterapia com corticosteróides para os surtos da EM 04/11/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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clock.JPGNo nosso organismo, as funções fisiológicas funcionam de forma rítmica, ou seja, tem altos e baixos ao longo de um certo período de tempo. Este período pode ser de aproximadamente um dia (circadiano), de poucos segundos, minutos ou horas (ultradianos), ou de mais de 28 horas até meses(ritmos infradianos). Todos os seres vivos da Terra (animais e vegetais) apresentam ritmos biológicos.

No caso dos seres humanos, estes ritmos são endógenos, internos, e auto-sustentados por grupos de células localizadas dentro de nosso cérebro – os centros do chamado “relógio biológico”. São interligados com várias regiões cerebrais e fora do cérebro – de forma harmônica anunciam ao nosso organismo como deve se comportar – se de dia ou à noite, quais e quanto de cada hormônio será secretado, quando as células de certos tecidos devem se dividir, qual a concentração de enzimas que deve haver naquele momento ou em outro para digerir os alimentos, a velocidade de transmissão de neurotransmissores, dos batimentos cardíacos, da pressão arterial, da viscosidade do sangue, etc. (Associação de Medicina do Trabalho)

Cronoterapia – Adaptação da administração de medicamentos ao ritmo circadiano. O conceito é baseado na resposta de funções biológicas a eventos tempo-relacionados, tais como os baixos níveis de epinefrina entre as 22:00 e 4:00 horas, ou os níveis elevados de histamina entre a meia-noite e as 4:00 horas. O objetivo do tratamento é suportar ritmos normais ou modificar terapias, baseado nas variações conhecidas de ritmos biológicos. A cronoterapia é bem utilizada na quimioterapia do câncer, mas não está restrita à terapia do câncer ou à quimioterapia. (DeCS)

A atividade do sistema imune exibe um ritmo circadiano e, baseados neste conhecimento, pesquisadores (MARMOR; PAPERNA; BEN-YOSEF; MILLER, 2006) decidiram comparar os efeitos da administração do corticosteróide endovenoso durante o dia com o administrado durante a noite, para o tratamento de surtos da esclerose múltipla (EM). De acordo com o resultado, após o tratamento noturno a melhora clínica foi maior, a média de efeitos colaterais menor e a maioria dos pacientes expressou preferência pelo tratamento noturno. Concluem sugerindo que há um benefício potencial da cronoterapia com esteróides para os surtos da EM, além das implicações para outras doenças imuno-mediadas. Veja o artigo completo.

Fontes:

  • Associação de Medicina do Trabalho <http://www.anamt.org.br/>
  • Descritores em Ciências da Saúde – DeCS <http://decs.bvs.br/>
  • Glass-Marmor, Lea; Paperna, Tamar; Ben-Yosef, Yaara; Miller, Ariel. Chronotherapy using Corticosteroids for Multiple Sclerosis Relapses. J Neurol Neurosurg Psychiatry doi: 10.1136/jnnp.2006.104000. 2006 <http://jnnp.bmjjournals.com/>
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Comentários

1. Bianca Muniz - 06/11/2006

Interessante notar que nenhum site sobre neurociências ou até jornais científicos tenham publicado sobre esta matéria de extrema importância! Vamos aguardar!


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