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Esperança de cura para a Esclerose Múltipla 03/11/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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Cientistas desvendam mecanismos ligados à formação da camada protetora dos neurônios

LOS ANGELES. A descoberta de um mecanismo específico envolvido na formação da mielina — a substância que envolve os neurônios — pode vir a ter um grande impacto no tratamento de doenças como a esclerose múltipla e problemas decorrentes de lesões na medula.

A substância permite a comunicação a longa distância de todo o sistema nervoso.

— A mielina exerce um papel fundamental na saúde e funcionamento do sistema nervoso e sua degeneração está ligada a uma série de doenças, como esclerose múltipla, neuropatias periféricas e lesões na medula — explicou Jonah Chan, neurobiólogo da Universidade da Califórnia.

O sistema nervoso funciona como uma rede que transmite sinais codificados de nossos pensamentos, sentimentos e ações. A mielina funciona como uma espécie de isolante, envolvendo os axônios — as extensões dos neurônios.

Essa camada ajuda a propagar os sinais elétricos e potencializa a eficiência e a velocidade desses sinais em nossos cérebros e corpos.

Doenças e lesões que comprometem a integridade da mielina provoca efeitos dramáticos, como paralisia e problemas de coordenação. No estudo, publicado na “Science”, os cientistas buscam entender os mecanismos que controlam a formação da mielina no processo de desenvolvimento dos neurônios.

A pesquisa revela que uma proteína, a Par-3, está na base de todo o processo. A proteína funciona como uma espécie de ímã, ajudando a agrupar e a organizar outras proteínas essenciais à formação da camada protetora dos axônios.

Quando há alguma alteração nesse processo, as células não conseguem produzir mielina normalmente. A pesquisa abre caminho para a compreensão mais ampla desse processo e também levanta a possibilidade de se manipular a Par-3, o que permitiria tratamentos mais eficientes para pessoas que tenham problemas decorrentes de danos à camada de mielina.

Fonte: Jornal O Globo – Edição de 03/11/2006, pág. 26

Agradecemos a Egídio Perpétuo pela dica da matéria.

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