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Café e Chá 22/10/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida, Utilidade pública.
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Mónica Teles de Menezes

Ao pequeno almoço, após as refeições ou durante as merendas, o chá ou o café tornaram-se bebidas, desde há muito tempo, comuns nos nossos hábitos alimentares. Muito apreciados pelo seu sabor e aroma, a sua popularidade tem sido objecto da existência de numerosos estabelecimentos tipo “cafetaria” em todo o mundo, tornando-se o seu consumo muitas vezes um acto de convívio.

O café é uma bebida que resulta da infusão do grão do cafeeiro torrado e moído. O seu gosto, aroma e cor depende das variedades do grão de café. Uma “bica” (sem adição de açúcar) não tem calorias mas, essa mesma chávena de café contém mais de 300 substâncias. Algumas dessas substâncias são importantes na caracterização do seu aroma e sabor, outras que após a sua ingestão, interferem no nosso organismo; como é o caso da cafeína. O teor de cafeína depende do tipo de grão e da sua moagem, da qualidade usada e do tipo e duração da extracção (quanto mais longa for a extracção, maior o teor de cafeína). Assim, um café “tipo expresso” curto, contém menos cafeína do que o mesmo café cheio. O consumo moderado de café (cerca de 2 chávenas de café por dia) provoca um efeito estimulante, beneficia o nosso estado de alerta e reduz a fadiga. Quando o consumo de café são em doses mais elevadas, podem ocorrer: dores de cabeça, irritabilidade, palpitações e um aumento na perda de cálcio, havendo maior risco de osteoporose.

O café descafeinado resulta da extracção da cafeína por métodos químicos, que actualmente parecem ser bastante seguros. Chama-se “café de mistura” à mistura de café com farinha torrada e moída proveniente de cereais como: chicória, cevada ou centeio. O sucedâneo de café é apenas uma mistura desses mesmos cereais sem o café, não contendo assim cafeína.

Na linguagem popular referem-se como “chás” variadas infusões e tisanas de ervas, quando na realidade, o chá é uma infusão de folhas secas proveniente de uma camélia (Camélia sinensis), originária da China. A diversidade de aromas, cores e sabores dos diferentes tipos de chás dependem das regiões de origem, o tipo de folhas, e as selecções que constituem os lotes. Existe o chá preto (onde as folhas sofrem fermentação antes de secar) e o chá verde (onde as folhas não sofrem fermentação), ambas contêm cafeína. Peso por peso, o chá tem mais cafeína do que o café, mas como é utilizado em menor quantidade, a bebida resultante fica mais fraca. Além disso, a cafeína que existe no chá é absorvida muito mais lentamente, provocando um efeito mais tonificante, prolongado e ligeiro; a adição de uma gota de limão ou leite ajuda a precipitar a cafeína. Além da cafeína, o chá contém muitos outros compostos activos, não fornece quaisquer calorias mas, pode ser uma fonte importante de flúor e magnésio.

As infusões e tisanas feitas a partir de várias plantas, que vulgarmente referimos como sendo “chás de ervas”, são bebidas úteis para quem não gosta de beber água. Quase todas são inofensívas e podem até trazer vantagens, por exemplo: a camomila, tília ou erva-luísa ajudam na digestão e a cidreira actua como sedativo. Há no entanto infusões e tisanas de ervas com actividade farmacológica muito intensa, normalmente utilizadas com fins terapêuticos (algumas existentes nas ervanárias) e que só devem ser consumidas moderadamente e em determinadas situações.

Atenção aos “saquinhos” de chá que são cada vez mais consumidos, é necessário ler sempre a rotulagem. Um simples “chá” de limão pode consistir numa mistura de chá (chá preto que contém cafeína) e aroma de limão; longe da simples infusão feita a partir da casca de limão.

Fonte: Portal de Saúde Pública (Portugal)

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