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Dia Mundial da Saúde Mental debate prevenção do suicídio 19/10/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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Dia Mundial da Saúde Mental debate prevenção do suicídio – 10/10/2006     foto_manual_prevencao_suici.gif

O ministro da Saúde, Agenor Álvares, lançou hoje (10), às 14h, em Brasília, durante o Dia Mundial da Saúde Mental, Prevenção do Suicídio – manual dirigido a profissional das equipes do setor. A publicação faz parte da Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, que pretende reduzir tanto os índices quanto as tentativas de suicídio e, ainda, os danos associados com os comportamentos suicidas. Outra meta é diminuir o impacto traumático do suicídio na família e entre amigos e companheiros.

A qualificação permanente das equipes de saúde é uma das diretrizes da estratégia, já que a detecção precoce e o tratamento apropriado de doenças mentais associadas ao suicídio, como esquizofrenia, e transtorno afetivo bipolar, contribuem para a prevenção.

“Sabe-se que as pessoas que se suicidam ou tentam o suicídio procuram os serviços de saúde de um mês até 24 horas antes, sem queixas específicas. Acreditam que esses serviços vão cuidar deles e, por este motivo, é importante que os profissionais de saúde possam escutá-los”, observa o coordenador da Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio, Carlos Felipe Almeida d’Oliveira.

O manual é resultado de uma cooperação entre o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

No mesmo evento, outra publicação também foi lançada. “Suicídio, Sobreviventes e Família” é um manual elaborado em conjunto pela equipes do ministério, da Opas e do Projeto Conviver, uma organização não governamental (ONG), criada no Rio de Janeiro, para atendimento aos sobreviventes. Os sobreviventes são as pessoas mais próximas daquelas que se suicidam ou tentam se matar.

Programação – Após os lançamentos dos manuais, o coordenador da Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, Carlos Felipe Almeida d’Oliveira, apresentou a estratégia e a Política Nacional de Saúde Mental. Participaram, como debatedores, o professor José Jorge de Carvalho, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), que falou sobre a saúde mental no cenário sócio-cultural contemporâneo; o secretário municipal de saúde de Fortaleza, Luiz Odorico Monteiro de Andrade, que abordou o tema da Reforma Psiquiátrica no Sistema Único de Saúde (SUS); e o coordenador de saúde mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, que tratou da Política Nacional de Saúde Mental. Maria das Graças Vieira, familiar de usuária de Centro de Atenção Psicossocial (Caps), também participou da mesa-redonda, e retratou o tema usuários e familiares no novo modelo de atenção à saúde mental.

Reforma Psiquiátrica – 2006 pode ser considerado um marco para a saúde mental brasileira´, pois faz cinco anos que a Reforma Psiquiátrica começou a ser implementada no país, após a aprovação da Lei nº 10.216, de 2001. Neste período, foi criada uma rede de serviços extra-hospitalares para ampliar o acesso de portadores de transtornos mentais a tratamentos de saúde.

Até o final de 2006, serão investidos R$ 814 milhões na área. Mais da metade (56%) destes recursos federais vai para hospitais psiquiátricos e 44%, para a rede extra-hospitalar.

Estima-se que 5 milhões de brasileiros têm problemas considerados graves pela Psiquiatria, no Brasil, dentre eles psicoses, neuroses graves, autismo e deficiência mental acompanhada de grande dificuldade de adaptação social e demências severas. Os dependentes de álcool e de drogas ilícitas somam um décimo dos brasileiros acima de 12 anos. Além disso, questões relacionadas à crise urbana, como a violência e o mal-estar cotidiano, provocam angústia e desamparo e também geram demandas na saúde pública.

Existem no país, 918 Caps em funcionamento, 120 deles voltados, exclusivamente, ao atendimento de dependentes de álcool e drogas. Os Caps atendem, por ano, aproximadamente, mais de 360 mil pacientes, a maioria portadores de transtornos mentais severos. Cada um deles recebe, em média, entre 400 a 500 pacientes.

Os Caps, os 475 serviços residenciais terapêuticos e os 350 ambulatórios, ao lado dos 36 Centros de Convivência e Cultura e dos programa de Volta para Casa e Inclusão Social pelo Trabalho compõem a rede extra-hospitalar que substitui, aos poucos, o atendimento prestado pelos hospitais psiquiátricos, no Brasil.

Mais informações
Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde
Tel: (61) 3315-2509/3580
Fax: (61) 3225-7338
E-mail: imprensa@saude.gov.br

Fonte: Ministério da Saúde

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