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Encontrados danos da esclerose múltipla em tecido cerebral “normal” 08/09/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Os efeitos da esclerose múltipla (EM) se estendem além das áreas visivelmente afetadas, atingindo grandes parcelas do cérebro que externamente parecem normais, de acordo com um estudo que aparece na edição de setembro da revista Radiology.

“Este processo da doença no tecido cerebral aparentemente normal afeta o cérebro globalmente e tem impacto clínico substancial”, disse o autor principal do estudo, Dr. Hugo Vrenken, do Centro de Esclerose Múltipla de Amsterdã.

“Nos pacientes com EM as áreas de desmielinização, ou as lesões, podem ser visualizadas através de ressonância magnética (RNM). Entretanto, o volume de lesões visíveis em RNM é apenas moderadamente correlacionado às medidas clínicas de incapacidade”, diz Dr. Vrenken. “Isto pode ser devido à atividade da doença fora do local das lesões visíveis.”

Para ter uma compreensão melhor dos efeitos da EM no cérebro inteiro, o Dr. Vrenken e seus colegas estudaram as mudanças em T1 nas matérias branca e cinzenta aparentemente normais do cérebro de pacientes com EM.

Os pesquisadores investigaram as mudanças em 67 pacientes com EM e 24 voluntários saudáveis. Os gráficos da matéria branca e cinzenta de aparência normal eram significativamente diferentes entre pacientes com EM e voluntários saudáveis. Além disso, estes gráficos diferiram entre pacientes com EM de acordo com o tipo da doença: progressiva secundária, recorrente-remitente ou progressiva primária. Os resultados eram mais pronunciados nos pacientes com doença progressiva secundária, onde pelo menos 31% da matéria branca com aparência normal e 20% da matéria cinzenta cortical com aparência normal foram afetados. No tipo recorrente-remitente, 16% matéria branca com aparência normal e 9% da matéria cinzenta cortical com aparência normal foram afetados. Na progressiva secundária, matérias branca e cinzenta com aparência normal afetadas foram 11% e 8%, respectivamente. Estas mudanças foram encontradas por todo o cérebro, inclusive em áreas distantes das lesões localizadas que são tipicamente associadas com a EM.
“Estas desobertas demonstram que na EM, as lesões que ocorrem fora da parte visível nas ressonâcias não estão limitadas a apenas alguns locais, mas agem por todo o cérebro e afetam grandes frações de matérias branca e cinzenta com aparência normal”, dia o Dr. Vrenken.

Os pesquisadores também exploraram correlações entre as áreas do cérebro que estão sendo analisadas nos pacientes com EM e o nível do atrofia ou deficiência clínica observada.

“Os resultados sugerem que os danos ao tecido cerebral de aparência nomal têm um papel maior na progressão da atrofia e deficiência clínica do que as lesões visíveis”, diz o Dr. Vrenken.

Fonte: EurekAlert! 

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