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Pesquisadores do RJ traçam perfil genético da esclerose múltipla 29/08/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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Mariane Timoteo

Brancos e negros que sofrem de esclerose múltipla no RJ apresentam perfis genéticos distintos da doença. Ou seja, tem diferentes versões do gene HLA.

Três alterações em regiões diferentes desse gene são associadas à doença. Enquanto que os brancos possuem as três alterações, os negros tem somente uma.

A mutação teria sido herdada dos brancos durante a colonização, já que a esclerose múltipla é uma doença que acomete principalmente os europeus.

Os novos dados vem de um estudo inédito conduzido pela UFRJ e pela UFF. Foram estudados o perfil genético de 279 indivíduos, 132 negros e 147 brancos.

Suas amostras de sangue foram extraídas enquanto eles recebiam tratamento em dois centros: os hospitais da Lagoa e Clementino Fraga Filho.

Os pesquisadores tomaram o cuidado de procurar pessoas que não conhecessem ancestrais de outra raça, para que a pesquisa fosse mais fiel em relação à etnia.

“Procuramos em cada amostra de sangue alterações nas três regiões do HLA. Enquanto os pacientes brancos geralmente apresentam as três, os negros possuem somente uma. Isso mostra que o perfil genético da doença é provavelmente diferente entre as raças”, explica a neurologista Soniza Vieira Alves Leon, autora do estudo.

Para a cientista, a descoberta abre possibilidades para os pacientes serem melhor tratados no futuro, quando as terapias genéticas surgirem.

“Com o conhecimento do genoma e, futuramente, com o surgimento de drogas mais personalizadas para tratar as alterações genéticas especificas de cada paciente, será fundamental conhecer o perfil genético de uma população. Já tendo o perfil da carioca, poderemos tratar melhor a doença”, diz.

A um prazo mais curto, Soniza e sua equipe pretendem avaliar até que ponto essas características genéticas diferenciadas influenciam no prognostico da doença.

“É sabido, por exemplo, que os negros desenvolvem menos esclerose múltipla Quem sabe a resposta não está em outros genes e nessas alterações?”, indaga

Matéria publicada no jornal “O Globo” do 26/07/2001

Fonte: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho

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