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Imaginário e Educação 27/08/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida, Utilidade pública.
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Pedro Garcia

Esta conversão do homem para uma lógica, que não a do capital, precisa se impor. Neste sentido, penso em uma crônica intitulada “Muito além do mercado”, de Clóvis Rossi, colunista do jornal “Folha de São Paulo”. Nela, ele fala de um jornalista do “The New York Times”, “confesso da superioridade absoluta do livre mercado, que passou algumas semanas na Itália e voltou convencido de que há mais coisas na vida – na vida civilizada – do que a competição desregulada do mercado”. O que encantou este jornalista foi um exemplo do “sistema público de saúde italiano que envia uma enfermeira periodicamente para acompanhar uma paciente que mora nos confins e tem esclerose múltipla, o que tornaria complicado e custoso seu deslocamento para a cidade”. E ele se pergunta “se esse comportamento é um desvio, um desperdício – pela lógica do mercado – ou, ao contrário, mostra que uma sociedade é mais civilizada para todos se provê a ajuda médica necessária para todos os que dela necessitam”.

Resumo: O texto, a partir dos pressupostos de Bachelard, aborda o significado do imaginário hoje, focalizando sua relação com a arte e as organizações ligadas aos movimentos populares (ONGs).

Palavras-chave: imaginário; educação; arte; movimentos populares

Em “O ar e os sonhos (ensaio sobre a imaginação do movimento)”, Gaston Bachelard nos adverte que: as pesquisas sobre a imaginação são dificultadas pela falsa luz da etimologia. Pretende-se sempre que a imaginação seja a faculdade de formar imagens. Ora, ela é antes a faculdade de deformar as imagens fornecidas pela percepção, é sobretudo a faculdade de libertar-nos das imagens primeiras, de mudar as imagens. Se não há mudança de imagens, união inesperada das imagens, não há imaginação, não há ação imaginante. Se uma imagem presente não faz pensar uma imagem ausente, se uma imagem ocasional não determina uma prodigalidade de imagens aberrantes, uma explosão de imagens, não há imaginação. Há percepção, lembrança de uma percepção, memória familiar, hábito das cores e das formas. O vocábulo fundamental que corresponde à imaginação não é imagem, mas imaginário. (…) Graças ao imaginário, a imaginação é essencialmente aberta, evasiva. É ela, no psiquismo humano, a própria experiência da abertura, a própria experiência da novidade. Mais do que qualquer outro poder, ela especifica o psiquismo humano.

Como proclama Blake: “A imaginação não é um estado, é a própria existência humana”. [1]
O que interessa a Bachelard são as imagens em movimento, são elas que:

desempenham um papel em nossa vida. Vitalizam-nos. Por elas a palavra, o verbo, a literatura são promovidos à categoria da imaginação criadora. O pensamento, exprimindo-se numa linguagem nova, se enriquece ao mesmo passo que enriquece a língua. O ser torna-se palavra. A palavra aparece no cimo psíquico do ser. A palavra se revela como devir imediato do psiquismo humano. [2]

A imaginação, criadora do próprio homem, abre o campo do agir. Através do imaginário arquitetamos realizações. A idéia de voar, por exemplo, exposta no mito de Ícaro, atravessa os tempos até a sofisticação das nossas viagens interespaciais.

É verdade que nem sempre o nosso desejo, alimentado pelo imaginário, é compatível com o que projetamos. Ícaro esqueceu o conselho do seu pai de que não se mantivesse muito próximo ao sol, pois a cera que colava suas asas poderia derreter. No entanto, entusiasmado pelo poder de voar, elevou-se tanto no ar que perdeu as asas e precipitou-se no mar. Talvez aqui esteja expressa a “justa medida” grega, que sempre penaliza o pecado da “hybris” (o excesso, a desmesura que leva à perdição).

Poderíamos entrar pela engenharia genética e suas consequências… mas nos afastaríamos do nosso tema. O que talvez seja interessante reter é que o homem sempre busca sua superação, em uma dinâmica que, alimentada pelo imaginário, o faz antecipar as invenções do porvir e a dar sentido à sua existência.

Dar sentido à existência envolve o imaginário. Camus, em “O mito de Sísifo” [3], afirma que há apenas um problema filosófico verdadeiramente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale a pena, ou não, ser vivida – diz ele – é responder à questão fundamental da filosofia. Todo o resto – continua -, se o mundo tem três dimensões e outros temas vêm depois.

O homem necessita que a sua existência seja dotada de sentido. Esta a razão de ser dos mitos e das religiões e, em certo sentido, da filosofia. Em “O nascimento da tragédia”, Nietzsche se reporta a uma antiga lenda que conta que o rei Midas perseguiu na floresta, durante longo tempo, sem conseguir capturá-lo, o sábio Sileno, o companheiro de Dionísio. Quando, por fim, ele veio a cair em suas mãos, perguntou-lhe o rei qual dentre as coisas era a melhor e a mais preferível para o homem. Obstinado e imóvel o demônio calava-se; até que, forçado pelo rei, prorrompeu finalmente, por entre um riso amarelo, nestas palavras: – Estirpe miserável e efêmera, filhos do acaso e do tormento! Por que me obrigas a dizer-te o que seria para ti salutar não ouvir? O melhor de tudo é para ti inteiramente inatingível: não ter nascido, nada ser. Depois disso, porém, o melhor para ti é logo morrer. [4]

Nietzsche, que não compactua do conselho de Sileno, busca uma razão de ser para a existência. E sua resposta recai no fenômeno estético. [5] Segundo ele, só através da arte salva-se a vida. Segundo ele, só a arte tem o poder de produzir representações da existência que nos possibilitam viver. São estas representações – terreno fértil para a criação artística – que, passando pelos imaginários individual e coletivo, nos possibilitam reinventar o mundo. De forma ainda mais radical, ele dirá que o conhecimento mata a atuação e que, para atuar, é necessário estar velado pela ilusão. [6]

Bronislaw Baczko, em seu texto sobre “Imaginação Social”, afirma que foi “sobretudo na segunda metade do século XIX” que se afirmaram correntes do pensamento que aceitavam como evidências afirmações do gênero: “Não são as idéias que fazem a história. A história verdadeira e real dos homens está para além das representações que estes têm de si próprios e para além de suas crenças, mitos e ilusões” [7]. Tratava-se de uma postura “científica” que tentava desvendar o “verdadeiro” que se escondia nos comportamentos dos agentes sociais.

A partir do pressuposto que a ciência busca desvelar o obscuro, procurava-se – de forma similar – desnudar os imaginários. O que haveria por trás das máscaras, das representações? Arrisco-me a afirmar que Nietzsche diria que, por trás das máscaras, haveria outras máscaras que os pragmáticos construíam e denominam “real”. Ignoravam o imaginário como parte do que denominavam “real”, não percebendo que o “homem verdadeiro” era também uma ficção.

O imaginário, como qualquer conceito chave, tem a sua história. Se durante a Idade Média, e no período do racionalismo cartesiano, foi relegado a segundo plano, ou mesmo rejeitado como ilusório, o mesmo não ocorre na contemporaneidade.

Hoje o imaginário social não é mais considerado uma ficção da vida material. Pelo contrário, o imaginário é perceptível em todos os aspectos da vida social, dos bens de consumo ao sexo nada escapa à sua influência.

Dois fatos recentes, a Copa do Mundo e as eleições, demonstraram a emergência do imaginário de uma forma muito expressiva. O primeiro, de âmbito mundial, determinou o funcionamento de bancos, de escolas, de instituições governamentais e, mesmo, devido à diferença de fusos horários, do nosso sono. Tudo parou em nome de um espetáculo que, à luz da razão, seria considerado insensato. Neste sentido, lembro-me da Copa de 70 em que, racional e politicamente, nós, militantes, deveríamos torcer contra o Brasil, tendo em vista que o feito esportivo de ser campeão do mundo seria manipulado pelos governantes, como efetivamente foi – mas quem torceu contra? Quanto às eleições, tem-se a impressão que as mesmas são ganhas pela eficácia do “marqueteiro” a ou b. Vende-se um candidato a presidente como se vende um sabonete. Trata-se, enfim, de conquistar o imaginário do eleitor.

A educação – para entrarmos na outra ponta do nosso tema – está sempre ligada a uma projeção de futuro. Educa-se para formar o homem e uma determinada sociedade. Em um livro clássico sobre a formação do homem grego, “Paideia”, de Werner Jaeger [8], há uma belíssima descrição do escudo de Aquiles. Nele está estampado, através de imagens, o ideal da sociedade grega.

No século das Luzes seus intelectuais se perguntavam acerca do papel do imaginário na vida coletiva. Segundo Baczko a “atitude técnico-instrumental” buscava colocar o imaginário a serviço da “razão manipuladora”. Com esta finalidade pensou-se em criar um contra-imaginário, “instrumento de educação destinado a inculcar no espírito do povo novos valores e novos modelos formadores”. [9]
Mirabeau tinha por objetivo político se apoderar da imaginação coletiva. [10] Com este propósito, advogava a instituição de uma educação pública para “formar as almas”; uma educação que se diferenciasse da instrução, que se limitava a administrar um saber.

Já Rousseau propunha um sistema de educação pública constituída por ritos e festas cívicas, visando um imaginário especificamente político, “que traduziria os princípios legitimadores do poder justo do povo soberano e dos modelos formadores do cidadão virtuoso”. [11]

E hoje? Hoje, gostaria de acreditar, como Cristovam Buarque, que talvez tenha chegado o momento dos artistas e dos pensadores, “depois de décadas de predomínio dos economistas”. Estaríamos entrando em um tempo de poetas, dramaturgos , escritores e pensadores que denunciariam, criticariam e formulariam “uma visão ampla do drama humano e nacional.” [12]

Segundo ele, será preciso voltar aos fundamentos dos valores humanos, subordinando a técnica à ética numa nova lógica, capaz de entender o homem e o resto da natureza como parte de um todo e de redefinir os conceitos de liberdade e de igualdade nestes tempos das grandes e independentes máquinas que substituem o trabalho humano e destroem o meio-ambiente. Será preciso, sobretudo, imaginação para inventar um novo conceito de riqueza sem as amarras da economia, usando esta última apenas como um instrumento. [13]

Esta conversão do homem para uma lógica, que não a do capital, precisa se impor. Neste sentido, penso em uma crônica intitulada “Muito além do mercado”, de Clóvis Rossi, colunista do jornal “Folha de São Paulo”. Nela, ele fala de um jornalista do “The New York Times”, “confesso da superioridade absoluta do livre mercado, que passou algumas semanas na Itália e voltou convencido de que há mais coisas na vida – na vida civilizada – do que a competição desregulada do mercado”. O que encantou este jornalista foi um exemplo do “sistema público de saúde italiano que envia uma enfermeira periodicamente para acompanhar uma paciente que mora nos confins e tem esclerose múltipla, o que tornaria complicado e custoso seu deslocamento para a cidade”. E ele se pergunta “se esse comportamento é um desvio, um desperdício – pela lógica do mercado – ou, ao contrário, mostra que uma sociedade é mais civilizada para todos se provê a ajuda médica necessária para todos os que dela necessitam”. [14]

Certamente um fato isolado, mas são de fatos isolados, que se multiplicam, que se dá a mudança.
Ano retrasado busquei, em função de um trabalho que teria que escrever, o imaginário incidindo no social através de notícias da imprensa.

Em 17 de agosto de 2001, o jornal “O Globo”, ostentou a manchete: “Poesia no tratamento de usuários de drogas”. Trata-se do projeto de uma instituição que pretende revolucionar o tratamento de jovens dependentes de drogas: o Centro de Atenção à Drogadição Raul Seixas. A idéia – afirmava o então coordenador de Saúde Mental do município do Rio de Janeiro, Hugo Fagundes – é que o Centro Raul Seixas seja um clube de jovens, com atividades que permitam a eles perceber que dá para atravessar a juventude com horizontes diferentes da satisfação imediatista, da atração da droga, do bombardeio consumista e do sonho impossível como o tênis Nike. Em suma, uma busca de mudar a evasão alienada da droga para o imaginário da poesia. Um belo projeto.

“Ciência para poetas” é um curso da Casa da Ciência, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que teve início em setembro de 2001, abrindo espaço para que artistas, cientistas e o público interessado pudessem trocar idéias sobre teatro, ciência e divulgação científica. No folder, o propósito deste evento: “Nas artes e nas ciências o homem cria seu caminho, inventa o infinito e a aventura de sua busca. O que une arte e ciência é o sentimento de que, quanto mais se anda, mais falta para andar…”
No “Jornal do Brasil”, de 11 de agosto de 2001, li uma reportagem com o título: “A cultura desafia a realidade. Projetos em comunidades carentes se multiplicam no Rio transformando a arte em alternativa para o cotidiano e matéria-prima para o futuro”.

Na educação popular, denominação fora de moda mas que – tenha o nome que tiver – refere-se à educação que se dá com as camadas populares, deposito esperanças de alguma transformação positiva. Penso em um projeto que conheço: “Se esta rua fosse minha…” Trata-se de um trabalho com várias atividades artísticas (circo, teatro, dança) envolvendo crianças e adolescentes vivendo em situação de rua. A idéia não é transformar estes meninos e meninas em artistas, embora alguns deles possam desenvolver aptidões que os levem a se profissionalizar, mas criar um outro imaginário. Um imaginário que seja opcional ao universo do crime. As próprias atividades em que se envolvem podem fazê-los repensar sua existência no mundo.

Mas vamos dar a palavra a jovens moradores de favelas do Rio de Janeiro, que descobriram a arte em seu lugar de moradia. Alan Pereira, de 17 anos, do projeto “Cultura na Favela”, patrocinado pelo Instituto Goethe, estuda dança. Ele diz que “ficava solto de bobeira, no morro, jogando bola. Se não estivesse na Companhia nem sei se estaria vivo hoje. Provavelmente teria entrado na vida do crime e morrido como meu pai e meu irmão de criação”.

Andrea Macedo, de 22 anos, no projeto “Casa das Artes da Mangueira”, tem o sonho de ser fotógrafa profissional. O interessante, na sua fala, é que vê poesia onde não via: “Antes nem gostava da foto preto-e-branco, pois achava triste. Hoje consigo ver poesia nela e enxergar as coisas que estão à minha volta de forma diferente”.

Cláudia Martins, uma jovem de 21 anos que participa de um grupo de dança em um projeto localizado em uma favela no Rio de Janeiro afirma: “Demorei para descobrir que não é porque moro numa favela que tenho que estudar até o segundo grau e ser secretária ou atendente. Hoje sei que posso ser bailarina, fazer uma faculdade e ter a dança como meio de vida. Esse trabalho mudou a minha percepção da realidade”. [15]

O imaginário se expressa de forma mais criativa na arte. Bachelard mostrou como, através da poesia, ele se desvela.

Octavio Paz busca uma interrelação entre sociedade e poesia. Segundo ele, não pode existir uma sociedade sem poesia, nem uma poesia sem sociedade. Entenda-se poesia em seu sentido lato, como o povoamento do mundo pela arte.

Para Paz, uma “sociedade sem poesia careceria de linguagem: todos diriam a mesma coisa ou ninguém falaria”, já uma poesia sem sociedade “seria um poema sem autor, sem leitor e, a rigor, sem palavras”. Condenados a uma perpétua conjunção que se resolve em instantânea discórdia, os dois termos buscam uma conversão mútua: poetizar a vida social e socializar a palavra poética. Transformação da sociedade em comunidade criadora, em poema vivo; e do poema em vida social, em imagem encarnada.

Uma sociedade criadora seria uma sociedade universal em que as relações entre os homens, longe de ser uma imposição da necessidade exterior, fossem como um tecido vivo.

(…) Essa sociedade seria livre porque, dona de si, nada exceto ela mesma poderia determiná-la; e solidária porque a atividade humana não consistiria, como hoje, na dominação de uns sobre outros (ou na rebelião contra esse domínio) mas buscaria o reconhecimento de cada um por seus iguais ou, melhor, por seus semelhantes. [16]

Borges expressa muito bem o sentido visceral da poesia ao dizer que ela não acontece apenas intelectualmente mas atinge o homem em todo seu ser. [17]

É esta dimensão fundadora da arte que necessita ser resgatada, porque – como nos diz Fayga Ostrower – “quando o homem moldou a terra moldou a si mesmo”. Construiu, digamos, a sua própria imagem. Há aí algo de misterioso embutido em uma pergunta de Fayga: “Que tipo de linguagem é esta que não precisa de interpretação e comunica há milênios sem perder o núcleo da expressividade?”

Talvez este enigma sem resposta possa nos guiar na busca de um outro padrão de existência, reformulando o imaginário que alimenta nossos desejos. O que buscamos depende, além das circunstâncias que nos cercam e dos imponderáveis, de vontade e ação. Ousar fazer. É no fazer, com seus erros e acertos, que poderemos construir uma nova forma de vida mais igualitária, criativa e feliz.

Pedro Garcia é mestre em Educação e doutor em Antropologia.

Notas

[1] BACHELARD, Gaston – O ar e os sonhos – Ensaio sobre a imaginação do movimento, Martisn Fontes, SP, 1990, pág. 1
[2] Idem, pág. 6.
[3] CAMUS, Albert – Le mythe de Sisyphe, Gallimard, Paris, 1993, pág. 17.
[4] NIETZSCHE, Friedrich – O nascimento da tragédia, Companhia das Letras, SP, 1993, pag. 36.
[5] Idem, pág. 18.
[6] Idem, pág. 56.
[7] BACZKO, Bronislaw, “Imaginação social”, in Enciclopédia Einaudi, vol. 5, Portugal, 1985, pág. 297.
[8] JAEGER, Werner – Paideia, Fondo de Cultura Económica, México, 1957, pág. 48.
[9] BACZKO, Bronislaw, idem, pág. 301.
[10] Idem, pág. 324.
[11] Idem, pág. 301.
[12] BUARQUE, Cristovam – Os círculos dos intelectuais, in Ética, UNB, Brasília, 2000, pag. 94.
[13] Idem., pág. 94.
[14] ROSSI, Clóvis – Muito além do mercado. Folha de São Paulo, 11 de setembro de 2001.
[15] O GLOBO, 17 de agosto de 2001.
[16] PAZ, Octavio – Los signos en rotación y otros ensayos, Alianza Editorial, Madrd, 1971, pág. 308.
[17] BORGES, Jorge Luis. Esse ofício do verso, Companhia das Letras, SP, 2001, pág. 14.

Bibliografia

• BACHELARD, Gaston – O ar e os sonhos – Ensaio sobre a imaginação do movimento, Martins Fontes, SP, 1990, pág. 1

• BACZKO, Bronislaw, “Imaginação social”, in Enciclopédia Einaudi, vol. 5, Portugal, 1985, pág. 297.

• BORGES, Jorge Luis. Esse ofício do verso, Companhia das Letras, SP, 2001, pág. 14.

• BUARQUE, Cristovam – Os círculos dos intelectuais, in Ética, UNB, Brasília, 2000, pág. 94.

• CAMUS, Albert – Le mythe de Sisyphe, Gallimard, Paris, 1993, pág. 17.

• JAEGER, Werner – Paideia, Fondo de Cultura Económica, México, 1957, pág. 48.

• NIETZSCHE, Friedrich – O nascimento da tragédia, Companhia das Letras, SP, 1993, pág. 36.

• O GLOBO, 17 de agosto de 2001.

• PAZ, Octavio – Los signos en rotación y otros ensayos, Alianza Editorial, Madrid, 1971, pág. 308.

• ROSSI, Clóvis – Muito além do mercado. Folha de São Paulo, 11 de setembro de 2001.

Fonte: Semiosfera ano 3, nº 4-5. Portal de Comunicação ECO/UFRJ: http://www.eco.ufrj.br/

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