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Estudantes de educação física da UFMG aplicam conteúdo aprendido em sala de aula no trabalho de assistência a pessoas com deficiência 25/08/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida, Utilidade pública.
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Reportagem: Humberto Siqueira Amaral – Jornal Estado de Minas, 18/07/06 
 
Ensinar os portadores de deficiência a terem uma vida mais independente, com ganhos para a auto-estima e a qualidade de vida, é meta do Centro de Estudos do Esporte para Portadores de Deficiências (Cepode). Criado na Faculdade de Educação Física da UFMG há 29 anos, pelo professor Pedro Américo de Souza Sobrinho, o Cepode presta assistência gratuita a pessoas com deficiência, usando o esporte e as atividades físicas no processo de reabilitação.

O primeiro passo do atendimento, como explica o estagiário André Alves Fernandes, de 22 anos, aluno do 5º período de educação física, é trabalhar a motivação. “Os pacientes chegam muito abatidos e tristes. Muitos têm vida sedentária. Entretanto, ao chegar ao centro e ver outros pacientes em pior estado ou nas mesmas condições fazendo os exercícios, sorrindo, interagindo entre si e obtendo resultados, ficam animados”, afirma o estudante, que atende pessoas com esclerose múltipla, paralisia cerebral e derrame, entre outros casos.

A busca por melhorias no padrão locomotor e nos movimentos involuntários acaba gerando também ganhos na parte psicológica. “É importante os pacientes perceberem que não precisam viver de forma vegetativa”, garante André. “Vale ressaltar que não trabalhamos com fisioterapia. Aplicamos conceitos da educação física.”

Estagiária do centro há dois anos, Ana Flávia Leão Pereira, de 21, também do 5º período, diz que o atendimento se torna ainda mais importante já que faltam, no mercado, profissionais qualificados para atuar com grupos especiais. “Penso em me especializar na área. No entanto, também gostaria de lidar com mulheres grávidas”, salienta. Uma das coisas que mais satisfaz a estudante é ver a alegria dos pacientes quando os resultados começam a aparecer.

Quando entrou no Cepode, Ana confessa que teve receio. “Achava que iria lidar com um público muito triste, mas me enganei. Todos são alegres. Chegam tristes, mas, à medida que vão melhorando, ficam mais sorridentes”, lembra. “Não esqueço o dia em que comentei com uma paciente que ela estava mais bonita, com batom e toda arrumada. Ela respondeu que estava assim graças ao nosso trabalho.”

EXPERIÊNCIA

Trabalhar com pessoas que precisam de cuidados especiais exige dedicação. “Lidar com o ser humano, principalmente quando ele está com problemas, é muito delicado. Não podemos errar. A experiência aqui, sempre com o acompanhamento do professor Pedro, é um aprendizado e tanto para chegar ao mercado com mais qualificação”, avalia Ana.

A vivência no atendimento do Cepode convenceu André de que é fundamental ter uma experiência prática antes de sair da universidade. Ele afirma que muito do que aprendeu no dia-a-dia não é abordado na literatura. Por outro lado, à medida que vão surgindo pacientes com doenças que ele não conhece, é preciso buscar informações para saber a melhor forma de tratamento.

O professor Pedro Américo destaca que o esporte aplicado na reabilitação permite melhoras durante anos a fio. “A pessoa está sempre aumentando sua carga e intensidade, incluindo novos exercícios”, ressalta.

Serviço

Centro de Estudos do Esporte para Portadores de Deficiência (Cepode) (31) 3499-2361

Fonte: Sentidos

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