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Vereador Cláudio Cavalcanti promove novo “debate” sobre sua lei, vetada pelo prefeito do RJ, que proíbe o uso de animais em pesquisa científicas 04/08/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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Repetindo o que já fez há pouco mais de um mês, o vereador usa de forma antidemocrática o plenário da Câmara Municipal do RJ para fazer propaganda de suas idéias sobre o uso de animais em experiências científicas

Cláudio Cavalcanti fala em “ampliar o debate”, mas, na realidade, não convida ninguém que discorde de seu ponto de vista.

No “debate” desta quinta-feira, com a presença das organizações que o apóiam, ele vai exibir os filmes que não teve tempo de apresentar no “debate” anterior, mostrando “cenas chocantes” sobre o uso de animais em pesquisas.

Seu objetivo é derrubar o veto do prefeito César Maia a seu projeto, aprovado sem discussão e por voto simbólico no plenário da Câmara Municipal – muitos vereadores nem sabiam o que estava em votação.

O vereador Cláudio Cavalcanti foi convidado várias vezes para visitar os Centros de Pesquisa que trabalham com animais no RJ, mas sempre se recusou a ir.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já se dispôs mais de uma vez a receber os vereadores interessados em conhecer o trabalho dos cientistas na instituição e a forma com que são tratados os animais de laboratório, mas apenas três vereadores compareceram.

Cláudio Cavalcanti recusa-se a ver outra visão do assunto que não seja a sua.

A SBPC/RJ já esteve várias vezes na Câmara Municipal do RJ tentando tratar da matéria, mas, de parte do vereador, não vislumbrou o menor sinal de disposição para um diálogo civilizado e construtivo sobre questão de tamanha relevância para toda a população da cidade.

Carlos Alberto Muller, coordenador do Centro de Criação de Animais de Laboratório (Cecal) da Fiocruz, declarou ao “Jornal do Brasil” (3/8) que “as pesquisas com animais são, no momento, fundamentais para a saúde da população humana e animal do RJ”.

Segundo o mesmo “Jornal do Brasil”, “na Fiocruz, os animais são empregados na pesquisa de remédios e vacinas para doenças como leishmaniose, Chagas, toxoplasmose, Chagas, malária e várias viroses que afetam seres humanos”.

Caberia à Presidência da Câmara Municipal do RJ promover um debate genuinamente democrático e especializado sobre o tema, com a participação de todas as partes em debate e, em especial, de pesquisadores e cientistas.

A cidade do RJ conta com um conjunto de instituições de pesquisas reconhecidas internacionalmente que deveriam ser ouvidas nesta hora.

Como discutir um problema vital para o desenvolvimento científico do país sem ouvir a Academia Brasileira de Ciência, que tem sede exatamente aqui no RJ?

O RJ, capital cultural do país, não merece a forma lamentável com que a Câmara Municipal tem tratado a ciência e os cientistas, que tanto prestígio emprestam à Cidade Maravilhosa. (JMF)

Fonte: Jornal da Ciência, de 03 de Agosto de 2006.

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