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Descobrindo a esclerose 03/08/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Esclerose Múltipla, Qualidade de vida, Utilidade pública.
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Apesar de não ter cura, doença pode ser controlada com uso de medicamentos

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A esclerose múltipla acomete mais de 30 mil pessoas no país e pode comprometer a capacidade motora, sensitiva e cognitiva se não tratada.

Crônica, a doença atinge o comando do corpo, o sistema nervoso central. É caracterizada pela inflamação da mielina – bainha que reveste e protege as fibras nervosas -, o que ocasiona o início dos sintomas como visão borrada, fadiga, fraqueza, formigamento nos braços e nas pernas, incontinência urinária ou fecal e dificuldades na fala.

– É normal a pessoa acordar com o braço dormente, sentir a dor por alguns dias e pensar que é apenas uma conseqüência de ter dormido em cima do braço, mas pode ser a primeira manifestação da esclerose múltipla – diz Sérgio Haussen, presidente da Academia Brasileira de Neurologia e chefe do Setor de Neurologia da Santa Casa.

A esperança dos especialistas para a cura da EM está nos testes dos medicamentos imunomodificadores, na terapia gênica e no uso de células-tronco. Estudos de mapeamento genético que estão em desenvolvimento no país podem ajudar a identificar a característica genética que provoca a doença.

Saiba Mais

– O que é
Doença neurológica crônica que acomete o sistema nervoso central. É provocada por uma desregulação do sistema imunológico, que em vez de proteger o organismo, acaba atacando a bainha de mielina, revestimento das fibras nervosas, responsáveis pelo comando de funções como coordenação motora, visão, sentidos e cognição
– Tratamento
À base de imunomodulares (controlam os sintomas) e de imunosupressores (reduzem a defesa imunológica defeituosa do organismo e são muito usados para evitar a rejeição de órgãos transplantados). Durante os surtos, os medicamentos mais usados são a cortisona e as imunoglobulinas
– Causas
Desconhecidas. É mais freqüente em mulheres. Os primeiros sintomas começam a aparecer entre os 20 e 50 anos Superação

Superação

Em geral, leva-se até quatro anos entre o aparecimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico. O bancário Carlos Oscar Newlands, 51 anos, levou oito para conseguir saber a origem da dormência na perna, originada subitamente após a perda da avó.

– Só recebi o diagnóstico no segundo surto, uma vertigem súbita, depois de fazer uma ressonância magnética – conta.

De lá para cá, Newlands dribla a doença com medicamentos que controlam os surtos, tornando-os menos freqüentes. Mesmo levando uma vida normal, ele tem dificuldades ao caminhar, teve de se aposentar por invalidez e precisa dedicar meio turno do seu dia para fazer fisioterapia, ginástica e terapia. Segundo Clóvis Francesconi, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e neurologista do Hospital de Clínicas, um dos oito centros brasileiros que participam de uma pesquisa mundial sobre EM, esses cuidados são importantes para o paciente se recuperar das seqüelas após os surtos, sempre imprevisíveis.

– Na maioria das vezes, os pacientes melhoram depois das crises, mas essa recuperação pode não ser total – diz.

( silvia.lisboa@zerohora.com.br )

Fonte: Zero Hora. Porto Alegre, 29 de julho de 2006. Edição nº 1498

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Comentários

1. » Blog Archive » A Terapia Ocupacional na Esclerose Múltipla » - 10/06/2011

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