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Stephen Hawking ataca George W. Bush e defende pesquisas com embriões 31/07/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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Nota da edição: O cientista Stephen Hawking têm uma doença do neurônio motor chamada esclerose lateral amiotrófica, que não é a esclerose múltipla. As doenças do neurônio motor são caracterizadas por uma degeneração seletiva dos neurônios motores da medula espinhal, tronco cerebral ou córtex motor. Os subtipos clínicos são distinguidos pelo maior sítio de degeneração. Na esclerose lateral amiotrófica, há envolvimento dos neurônios motores do tronco cerebral, inferiores e superiores. Na atrofia muscular progressiva e síndromes relacionadas (atrofia muscular espinhal), os neurônios motores da medula espinhal são principalmente afetados. Com paralisia bulbar progressiva (paralisia bulbar progressiva), a degeneração inicial ocorre no tronco cerebral. Na esclerose lateral primária, os neruônios corticais são isoladamente afetados. Fonte: DeCS
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O cientista mais famoso do mundo, que só consegue se comunicar com outras pessoas por meio de um computador e um sintetizador de voz, atacou o governo de George W. Bush e classificou de “reacionária” a restrição às pesquisas com células-tronco embrionárias nos EUA

O físico britânico Stephen Hawking, 64, autor de idéias revolucionárias sobre a história do Universo e a estrutura dos buracos negros, é portador de esclerose lateral amiotrófica, doença que afeta severamente o controle dos músculos e que há décadas o mantêm preso a uma cadeira de rodas.

Ele fez seus comentários às vésperas de uma votação na qual a União Européia poderia banir o financiamento à pesquisa com embriões humanos.

“A Europa não deve seguir a liderança reacionária do presidente Bush”, disse ele por e-mail. “A pesquisa com células-tronco é a chave para o desenvolvimento de curas para doenças degenerativas como o mal de Parkinson e as moléstias que afetam os neurônios motores, das quais eu e muitas outras pessoas sofrem”, declarou Hawking.

Ele hoje é professor da mesma cátedra da Universidade de Cambridge ocupada por Isaac Newton no século 17.

As células-tronco embrionárias são capazes de assumir a função de qualquer tecido do organismo, com grande potencial para reconstruir órgãos lesados. Mas, para obtê-las, é preciso destruir o embrião, o que muitos consideram igual a um assassinato.

“O fato de que as células vêm de embriões não é uma objeção, porque os embriões vão morrer de qualquer maneira”, rebateu Hawking, referindo-se ao fato de que a intenção dos pesquisadores é usar os embriões que sobram das clínicas de fertilização.

“Em termos morais, é o equivalente de se usar o coração de uma vítima de um acidente de carro para um transplante.” Hawking, porém, negou que estivesse argumentando em interesse próprio.

“Fico feliz que as pessoas agora estejam usando células-tronco para tratar doenças do neurônio motor, mas não estou prendendo minha respiração por causa disso”, escreveu ele, lembrando que terapias viáveis com a técnica ainda estão distantes.

Nos EUA, um veto de Bush (o primeiro de sua carreira presidencial) deteve o financiamento federal das pesquisas. Na Europa, um acordo entre os países-membros permitiu que os fundos da UE fossem usados para isso.
(Independent, de Londres)
(Folha de SP, 29/7)

Fonte: Jornal da Ciência

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