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Massa óssea: é preciso manter o equilíbrio 31/07/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida, Utilidade pública.
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O aparecimento da osteoporose está ligado aos níveis hormonais do organismo. O estrógeno – hormônio feminino, também presente nos homens, mas em menor quantidade – ajuda a manter o equilíbrio entre a perda e o ganho de massa óssea. Quando caem os níveis deste hormônio, os ossos passam a incorporar menos cálcio, tornando-se mais frágeis.

São alguns fatores de risco para desenvolver a doença: sedentarismo, tabagismo, histórico familiar, ligadura das trompas, baixa ingestão de cálcio, retirada cirúrgica de ovários sem reposição hormonal, entre outros.

Apesar da maior incidência nas pessoas do sexo feminino – para cada quatro mulheres, somente um homem desenvolve esta patologia – os homens também estão expostos a essa doença silenciosa, que progride lentamente e raramente apresenta sintomas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, para prevenir e combater a osteoporose é preciso ser ativo, praticando exercícios físicos com regularidade e orientação profissional.

“Praticar exercícios melhora as condições dos músculos e ligamentos, promove o aumento da massa muscular e proporciona maior desenvoltura e segurança nos movimentos e funções articulares. Tudo isso contribui para evitar a perda de massa e aumenta a resistência óssea”, ensina a fisioterapeuta Patrícia Faria.

Jassiva da Costa, de 80 anos, sabe da necessidade de estar em movimento para ter uma vida saudável. Por isso, investe seu tempo em tratar do corpo e da mente:
“Para mim é indispensável. Não só pela osteoporose, que diagnostiquei há pouco, mas porque se não me exercito me sinto mal, sem vida”.

A prática de exercício físico preserva a massa óssea, tanto por ação direta do impacto sobre o esqueleto, como por ação indireta, pelo aumento da força muscular. Para indicar a melhor atividade ao paciente, o profissional leva em conta as condições de saúde do indivíduo. É preciso avaliar sua composição corporal para determinar o percentual e a distribuição de gordura, além de analisar a postura e realizar testes de força muscular e de flexibilidade.

A fisioterapeuta Dalila Castilho ressalta os benefícios da prática de fisiofitness, uma ginástica aliada à fisioterapia: “É uma atividade feita em pequenos grupos, na qual o profissional orienta o paciente em exercícios com carga controlada”, explica.

A também fisioterapeuta Andréa de Pinho acrescenta: “Além da fisiofitness, as sessões individuais de fisioterapia, em que o paciente utiliza pesos, são ótimas para tratar a osteoporose, melhorar a função respiratória, dar equilíbrio e flexibilidade ao tronco”.

Os exercícios com pesos e cargas controladas são eficientes para aumentar a massa óssea e melhorar a coordenação, evitando quedas em pessoas idosas, que poderiam produzir fraturas em ossos osteoporóticos. Outra qualidade destes exercícios é a sua segurança, pois a incidência de lesões é muito reduzida em função da ausência de movimentos bruscos.

Inês de Alcântara, de 80 anos, diagnosticou a osteoporose há 20, e há cerca de dois anos começou a fazer um trabalho individual de fisioterapia. Sentindo-se mais disposta e com muito mais mobilidade e saúde, ela que no início necessitava de um acompanhante para ir da sua casa à clínica, hoje faz o itinerário sozinha: “Melhorei muito. Tenho mais disposição e resistência. Já estou até criando músculos!”, comemora.

A fisioterapeuta Loan Williams indica a prática de Pilates como mais uma atividade eficaz na luta contra a osteoporose. A atividade é um método de condicionamento físico e mental que trabalha o corpo de forma global, com equipamentos que visam a fortalecer músculos e articulações. Segundo ela, através do método pode-se executar um programa de construção óssea:

“Para isso, seguimos os seguintes princípios: consciência corporal e alongamento axial, evitando forças compressivas e mantendo a coluna neutra durante a maioria dos exercícios. O Pilates pode proporcionar muitos benefícios, desde que os terapeutas tomem os devidos cuidados para não sobrecarregar a musculatura e a estrutura óssea dos pacientes com osteoporose”.

Além de uma vida ativa, quem sofre de osteoporose tem que cuidar da alimentação.
“Para minimizar a perda de densidade óssea é preciso consumir cálcio e vitamina D adequadamente”, enfatiza Patrícia.

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Fonte: O Fluminense – 27/07/06

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